Chega de Desculpa Esfarrapada
A maturidade chega quando a gente entende que paz não é ter tudo resolvido.
Paz é descansar no que somos, mesmo enquanto ainda estamos nos reconstruindo.
É seguir sem a obrigação de acertar sempre.
É reconhecer o próprio valor sem depender da aprovação de ninguém.
É confiar que Deus continua fazendo florescer, em silêncio, aquilo que plantou em nós.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Nem toda resposta chega
no mesmo instante da oração.
Às vezes, Deus responde
no silêncio,
enquanto fortalece o coração
e prepara, com cuidado,
aquilo que ainda não conseguimos ver.
Porque toda entrega feita com fé
é acolhida com amor.
E nada do que é colocado
nas mãos de Deus
fica sem cuidado.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem manhãs em que Deus chega devagarinho…
arrumando por dentro aquilo que ninguém vê.
E, sem fazer alarde,
Ele devolve calma ao coração,
renova forças cansadas
e reacende esperanças que quase se apagaram.
Hoje, não carregue o peso do ontem além do necessário.
Receba este dia como quem abre a janela depois da chuva:
com fé,
com gratidão
e com a coragem tranquila de quem sabe
que o cuidado de Deus já está preparando o caminho.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem presença que chega bonita,
com perfume de flor
e palavras suaves.
Mas nem tudo que encanta acolhe.
Há afetos que machucam devagar,
silêncios que apertam
e cuidados que escondem espinhos entre as mãos.
Por isso, a alma precisa aprender a sentir além da aparência.
Porque paz de verdade nunca fere para permanecer.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Quando a alma chega cansada ao fim do dia,
é em Deus que o coração encontra abrigo.
Há um descanso que não vem apenas do silêncio da noite,
mas da certeza de que existe um cuidado maior
sustentando tudo aquilo que a gente ainda não consegue entender.
Por isso, adormeça em paz.
Nem todas as respostas precisam chegar agora.
Algumas vêm devagar,
como quem toca a porta da alma sem fazer barulho.
E, no tempo certo,
o amor de Deus sempre encontra um jeito bonito de explicar o que hoje ainda dói, confunde ou espera.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Tem cuidado de Deus nas pequenas delicadezas que acontecem sem aviso.
Na calma que chega depois do choro,
na palavra certa em um dia difícil,
no abraço que acolhe quando o coração já estava cansado de ser forte.
Tem cuidado d’Ele no que permanece,
no que vai embora
e até nas coisas que ainda não fazem sentido pra gente.
Porque, muitas vezes,
o que chamamos de acaso
é só Deus ajeitando a vida devagarinho…
com amor.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
Não se chega ao objetivo, sem antes passar pelas adversidades diárias, mesmo se você tiver foco, disciplina e determinação.
Quando a percepção chegar, ela sempre chega. Continue sendo você.
Não abra mão de nada que ama. Lute sempre, para nunca no futuro, imaginar que poderia haver outras possibilidades.
Viva a vida que deseja. Não se autossabote!
A gente escolhe sim, o nosso futuro!!
O fim chega para todos. Não como ameaça, nem como punição, mas como estrutura. Você nasceu dentro de um sistema que não pergunta se você concorda. Você entra, respira, aprende a nomear as coisas, cria vínculos, constrói significados, acumula memórias e um dia sai. Simples assim. Não existe versão alternativa da experiência humana que não termine. E isso muda tudo, mesmo quando você finge que não muda nada.
Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.
Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.
De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.
A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.
Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.
Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.
O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.
E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.
No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.
Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.
Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.
Tem lembrança que chega sem bater na porta, senta no sofá da nossa mente, cruza as pernas e começa a falar como se ainda tivesse direito de opinar na nossa vida.
No fim das contas, o tal do extraordinário não chega fazendo barulho. Ele não entra pela porta com trilha sonora, nem traz um roteiro pronto digno de cinema. O extraordinário, esse danado, tem uma mania irritante de chegar quando ninguém mais está prestando atenção. Porque no começo é tudo espetáculo. É conversa até de madrugada, risada fácil, promessa que parece contrato vitalício assinado com caneta de glitter. É bonito, claro que é. Mas também é fácil. Fácil demais.
Difícil mesmo é quando o silêncio começa a aparecer sem pedir licença. Quando a rotina bate na porta e não traz flores, só boleto emocional pra pagar. Quando a pessoa já não é novidade, já não é mistério, já não vem com manual de encantamento automático. É aí que a coisa fica interessante. Ou melhor, é aí que a coisa fica verdadeira.
Porque veja só, ficar quando tudo ainda é bonito não exige coragem nenhuma. Qualquer um fica quando o amor ainda está em fase de trailer. Quero ver é permanecer quando o filme já passou da metade, quando você já sabe os defeitos de cor, o tom de voz, o jeito que irrita sem esforço. Quero ver olhar pra aquilo tudo e ainda assim pensar, tá, não é perfeito, mas é aqui que eu quero estar.
E tem uma rebeldia silenciosa nisso. Uma teimosia quase poética. Num mundo que ensina a trocar tudo na primeira dificuldade, escolher ficar é praticamente um ato revolucionário. É dizer pro universo, olha, eu sei que seria mais fácil começar do zero, fingir que nada aconteceu, investir em alguém novo com aquele brilho de novidade... mas eu não quero fácil, eu quero real.
Porque substituir virou hábito. Construir virou raridade.
E construir, minha querida, dá trabalho. Dá preguiça às vezes. Dá vontade de largar tudo e sair correndo feito personagem dramática de novela das nove. Só que aí vem aquela lucidez incômoda, quase uma voz interna meio sarcástica, dizendo: você acha mesmo que lá fora vai ser diferente? Spoiler emocional: não vai.
Todo mundo decepciona. Todo mundo falha. Todo mundo, em algum momento, vai ser exatamente o contrário da expectativa que você criou. A diferença não está em evitar isso, porque isso é impossível. A diferença está em decidir com quem você topa atravessar essa bagunça chamada realidade.
E quando eu fico, não é por falta de opção. Não é por medo. Não é por comodismo. Eu fico porque eu escolho. Porque eu entendi que o extraordinário não mora no auge, mora na constância. Mora naquele café meio sem graça de manhã, na conversa que não é épica mas é honesta, no gesto pequeno que ninguém posta, mas que sustenta tudo.
O extraordinário é olhar pra mesma pessoa, depois de tudo, e ainda reconhecer ali um lugar possível de ficar.
E isso, sinceramente, não tem nada de marketing. Isso é quase um milagre cotidiano disfarçado de rotina.
Chega um momento na vida em que a gente cansa de performar. Não é um cansaço dramático, daqueles que fazem a gente largar tudo e sair correndo no meio da rua gritando liberdade. É mais silencioso. Mais elegante. É o tipo de cansaço que olha pra si mesma e pensa com uma sinceridade quase desconcertante: pra quem exatamente eu estava tentando ser incrível?
Porque impressionar cansa. Cansa mais do que admitir. É uma ginástica emocional diária, um teatro onde eu mesma escrevo o roteiro, atuo, dirijo e ainda pago ingresso. E o pior, quase sempre pra uma plateia que nem está prestando tanta atenção assim. No fim, eu estava me esforçando mais do que o mundo exigia. Olha que ironia.
Aí, sem aviso prévio, alguma coisa muda. Talvez não seja um evento grandioso. Talvez seja só um dia comum em que eu acordo e percebo que não quero provar nada pra ninguém. Não porque eu desisti de ser alguém, mas porque eu finalmente entendi que já sou. E isso, por incrível que pareça, dá uma paz absurda.
Ser leve dentro de mim mesma virou uma prioridade quase revolucionária. Porque leveza não é ausência de responsabilidade, não é viver no modo tanto faz, não é negligência emocional. Leveza é saber que eu não preciso carregar o peso de expectativas que nem são minhas. É escolher o que fica e, principalmente, o que vai embora sem fazer escândalo.
Antes eu pensava duas, três, cinco vezes antes de falar, postar, agir. Sempre com aquela perguntinha inconveniente no fundo da mente: será que vão gostar? Agora a pergunta mudou, e olha que evolução sofisticada: isso faz sentido pra mim? Parece simples, mas muda completamente o eixo da vida. Eu saí do palco e fui sentar na plateia da minha própria existência. E, sinceramente, estou achando o espetáculo bem melhor daqui.
E tem uma coisa curiosa sobre não querer impressionar ninguém: você acaba sendo muito mais interessante. Porque não tem esforço, não tem máscara mal colada, não tem aquela tensão de quem está o tempo todo tentando sustentar uma versão editada de si mesma. Tem verdade. E verdade, mesmo quando é imperfeita, é absurdamente leve.
Hoje eu não quero aplausos, quero paz. Não quero ser admirada, quero me reconhecer. Não quero ser inesquecível na memória dos outros, quero ser confortável dentro de mim. Porque no fim, quando o dia acaba e o mundo silencia, sou eu comigo. E essa convivência precisa ser boa.
Então, se alguém me achar simples demais, tranquila demais, pouco impressionante… que bom. Isso significa que eu finalmente parei de me sobrecarregar tentando caber nos olhos de todo mundo.
Chega mais,
Já tirei os sapatos na porta da tua frase,
e espalhei meus versos pelo colchão.
Se aqui também é seu lugar,
vou puxar uma cadeira feita de nuvem
e pendurar um quadro torto na parede
com o título: "Casa onde o preciso vira poesia"
Traga um bule de ideias fervendo
aqui tem um barulho de grilo afinado em lá menor
pra gente rir do silêncio quando ele ficar sério demais.
Tô em casa. Qual cômodo a gente bagunça primeiro?
(Saul Beleza)
A noite chega...
O sono, a saudade...
Olho para o lado, vazio...
Mas o pensamento...
Me traz você em sonhos!
Quem és tu que chega do nada como uma brisa leve?
Sussurrando baixinho, provocando arrepios
Será que tu és o meu amor, que haverias de chegar?
Ou apenas um sonho lindo na esperança de amar?
Cores
De cor em cor,
vou colorindo minha vida.
Chega de dias cinzas,
chega de enxergar as coisas do mundo
de forma monocromática.
Chega do preto e branco.
Quero cor.
Quero encher meus olhos de alegria.
Quero ver as belezas do mundo.
Quero te ver,
pois és meu arco-íris.
