Chega de Correr Atras
A desumanidade
A desumanidade raramente se apresenta de forma explícita. Ela não chega anunciando a si mesma como crueldade ou indiferença. Pelo contrário, muitas vezes se disfarça de normalidade — de rotina, de interesse legítimo, de prioridade inevitável. É nesse terreno silencioso que ela se instala: quando vidas humanas passam a ser tratadas como números, quando tragédias se tornam apenas mais um evento no fluxo contínuo de informações, quando o sofrimento do outro perde densidade por não nos afetar diretamente.
Grande parte dessa desumanização nasce de interesses próprios e egoístas que operam em diferentes escalas. No nível individual, manifesta-se como autopreservação excessiva, como a tendência de priorizar o próprio conforto emocional em detrimento da empatia. No nível coletivo, aparece em sistemas políticos, econômicos e midiáticos que, mesmo sem intenção explícita, acabam reduzindo a complexidade humana a abstrações gerenciáveis. Assim, o que deveria ser intolerável torna-se apenas mais um dado assimilado.
Há também um mecanismo psicológico profundo: a fragmentação da responsabilidade. Quando muitos estão envolvidos — direta ou indiretamente —, a sensação de culpa se dilui. O resultado é um cenário em que ações com consequências devastadoras podem ocorrer sem que ninguém, individualmente, se sinta plenamente responsável. Essa dissociação permite que pessoas que também possuem famílias, afetos e histórias ajam ou consintam com realidades que negam exatamente esses mesmos valores nos outros.
O problema não é apenas moral, mas estrutural. Ainda operamos como partes isoladas, competindo por recursos, reconhecimento e poder, como se a sobrevivência fosse um jogo de soma zero. Nesse modelo, o outro facilmente se transforma em obstáculo, estatística ou abstração. A empatia, que deveria ser um princípio organizador, torna-se circunstancial.
Superar isso exige mais do que boa intenção. Exige uma mudança de paradigma: reconhecer que a separação entre “nós” e “eles” é, em grande medida, uma construção. Biologicamente, socialmente e até ecologicamente, já somos interdependentes. A ideia de humanidade como um único organismo não é apenas uma metáfora idealista — é uma descrição mais fiel da realidade do que a lógica fragmentada que ainda predomina.
Viver como um único organismo implica internalizar que o sofrimento em qualquer parte desse sistema é, de alguma forma, um dano ao todo. Significa substituir a indiferença pela responsabilidade compartilhada, e o interesse egoísta por uma consciência ampliada de pertencimento.
Ainda estamos longe disso. Mas o simples fato de reconhecer a desumanização — de se incomodar com ela — já é um sinal de que esse caminho existe. A transformação começa exatamente nesse ponto: quando nos recusamos a aceitar como normal aquilo que diminui o valor da vida humana.
08/04/2026 - Reflexão sobre o evento ocorrido no dia 28 de fevereiro de 2026, em que um bombardeio atingiu a escola primária feminina Shajareh Tayyebeh em Minab, no sul do Irã.
A verdade não é dita em raiva. A verdade é dita, se é que chega a ser dita, em amor. O olhar amoroso não se ilude. O amor vê o que é melhor no amado, mesmo quando o melhor no amado acha difícil emergir para a luz.
Colcha de retalhos
Agora só quero olhar adiante
Chega de chorar o que passou
Preciso viver o presente
Já que mudar o passado não vou
É verdade que ficaram as cicatrizes
Mas elas me serviram de lição
Para não cometer os mesmos deslizes
Que fui levada por meu coração
Levantarei a cabeça decidida
A recomeçar, a reconquistar.
Amadureci bastante na vida
Para eu mesma me remendar
Serei como uma colcha de retalhos
Com um colorido especialmente detalhado
Cada pedacinho bem costurado, entrelinhados
Assim vou remendar o que for de meu agrado.
A verdade é sempre um presente interno que nos chega derrepente, e, embora nos pertença de alguma forma, não lutamos por defendê-la.
A maturidade chega quando você troca adrenalina por reciprocidade. E tudo que não for claro, fiel e cuidadoso vira perda de tempo.
Porque sucesso sem significado pessoal é apenas desempenho. Você chega lá, mas não se reconhece no caminho.
Não confie em quem chega do nada forçando amizade, pois, este é o primeiro sinal de gente interesseira, chegam de mansinho e quando conseguem o querem, fingem não te conhecer.
“Talvez o Cupido tenha errado de propósito, só para me ensinar que a pessoa certa chega na hora certa.”
Às vezes a vida nos lembra, da forma mais dura, que o tempo não volta. A perda chega e deixa um silêncio que nenhuma palavra consegue preencher. É quando entendemos que cada abraço que deixamos para depois, cada “eu te amo” que ficou guardado, poderia ter feito diferença.
Valorize quem está vivo.
Ninguém sabe quando será o último suspiro.
Abrace mais.
Beije mais.
Dê carinho sem medida, sem esperar o momento perfeito.
Porque, no final, o que fica não são as pressas do dia…
são os momentos que tivemos coragem de viver com amor. 🤍✨
É importante aceitar quando uma fase da vida ou um relacionamento chega ao fim. Não se desgaste para manter na sua vida algo que, no fundo, você já sabe que acabou há um bom tempo.
Aceite o fim para que você possa iniciar novos tempos em sua vida.
Chega de plantar roçado.
Chega de plantar roçado,
para safados comer.
Manda esses vagabundos,
trabalhar; para viver.
Viviam na miséria,
sem ter nada para comer;
se fizeram de amigos,
para em nossa custa enriquecer.
Criaram uma associação de bairros,
disseram que é para ajudar nos ajudar;
se lançaram a deputados, e vejam há onde foram morar.
Vocês foram esquecidos, por esses grupos de bandidos; só voltam nos bairros no período de eleição.
Desperta povo brasileiro,
é hora de dizer não.
Os postos médicos, e os hospitais públicos; não são eles que lhes dão.
É feito com os impostos que eles criam para o povão.E se você não pagar os impostos, não existem consideração.
Cuidado com os falsos apertos de mãos, esses miseráveis não tem consideração.
Até mesmo os que se dizem crentes, lá na Câmara ficam desviados; porque o poder lhes corrompem e passam para o outro lado.
"Às vezes, algo desperta em mim sem aviso.. Uma brisa que chega de repente, um cheiro que carrega lembranças que não sei nomear, um calorzinho antigo que tinha se escondido. É uma sensação sutil, quase secreta, que me envolve e me lembra de que há partes minhas que dormiam, e agora estão acordando só pra me fazer sorrir por dentro."
