Charles Chaplin sobre a Danca da Vida

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SETE CORES.


Sempre pensei
Que as cores não são iguais.
Que a palavra amor
Vem do amar.
Mas percebi que
As cores têm seus significados
E são desiguais.
E que o amor tem suas diferenças
Em sua forma de amar.
Percebi,
Que o preto nunca será branco,
Que o branco nunca será amarelo,
Que o amor de pai
Nunca será o amor de mãe.
Que o amor de irmão
Nunca será o amor de amigo.
Que o amor da mulher
Nunca será o amor do homem.
E que em um casamento
Poderá não existir um marido.
Entendi,
Que as cores enfeitam as flores,
E o amor pode existir
Entre um casal de homens e/ou mulheres,
E que ao preconceito deve resistir.
De longe ou perto também somos animais,
E temos no sim ou no não, o livre-arbítrio para decidir.
Sim, eu compreendi que as cores são iguais.
No amor,
Sim, no arco-íris.
Tem sete cores.


Autor: Cássio Charles Borges

JANELA.


Daqui dá para ver o tempo.
Lembre-se que os momentos
Não são vividos em histórias
De duendes e fadas.
E que o tempo
Está nas memórias
Escritas e sem palavras.
Daqui de casa dá para ver
Uma nuvem em forma de gente.
Olhando pela janela a espera do futuro,
E pelo milagre a promessa,
Pois a verdade nunca mente.
Daqui vou ver o tempo.
Daqui vou ouvir o vento.
O céu estava azul, agora nublado,
Quem sabe poderá chover,
Não, o sol abriu as nuvens,
Com o seu jeito bravo.
O tempo vai passar,
O tempo vai melhorar,
Quem sabe amanhã o sol
Nasce; um dia sem sol,
Um sol disposto a amar.
Quem sabe a lágrima
Da chuva, uma gota vai molhar,
Toda esta terra, gente,
Toda esta serra, marrom.
Toda esta floresta, cinza.
Toda esta água, preta.
O tempo do tempo calor,
Não vai passar a dor.
Não vai nascer a flor.
Daqui consigo ouvir o vento.
Pela janela consigo ver o tempo.
Sem chuvas e com lágrimas.
O tempo é seco, o vento é seco.
Pela janela do meu quarto,
Eu vejo as palavras nubladas,
Escritas pelo tempo, quente.
E a janela não está fechada.


Autor: Cássio Charles Borges

Cem anos e Cem dias.


É tempo de guerra,
E o mundo diz viver em paz.
Digo que os homens não serão conhecidos
Pelos seus órgãos genitais.
Os seus nomes serão escritos
Com letras formais.
Em seus nascimentos
Terão minutos para serem circuncidados.
Os machos não correm na corrida,
As fêmeas viverão como machos,
No cotidiano da vida.
Os dias não terão noites
Mas as noites serão dias.
A água não apagará o fogo,
E as fumaças não serão nuvens, enxofre.
Os filhos serão como os pais
E os pais viverão como filhos.
Na partida muitos irão se alegrar,
E na chegada todos irão chorar.
Os sonhos não são desejos
E o querer não é vontade.
Quando você acordar,
Diga que o amor de muitos,
Irá esfriar.
Que a leis
Não respeitarão os mandamentos.
Que os corpos
Não terão o espírito.
Que as cicatrizes,
Não serão das feridas.
Pois, por águas viverás em brigas.
E a terra esquentará.
Irmãos não serão amigos.
Famílias não viverão unidas.
Neste tempo.
Vestido de luz,
E acima de uma nuvem,
E como a um relâmpago
O filho do homem chegará.
Quem tem ouvidos ouça.
Quem tem olhos, leia.
Sem anos e sem dias.


Autor: Cássio Charles Borges

TALVEZ.


Talvez o meu melhor,
Talvez seja o teu pior.
Talvez eu não saiba te conhecer,
Talvez tu não saibas me entender.
Talvez a minha dúvida,
Talvez seja a tua certeza.
Talvez a minha alegria,
Talvez seja a tua tristeza.
Talvez a minha ida,
Talvez seja a tua volta.
Talvez um dia eu volte,
Talvez no outro você vá embora.
Talvez eu não consiga sorrir,
Talvez esse seja o meu caminho.
Talvez eu não seja a tua estrada,
Talvez não tenha começo sem fim.
Talvez a mentira tenha uma verdade,
Talvez a verdade tenha uma omissão.
Talvez a solidão seja uma liberdade,
Talvez o sozinho não seja uma solidão.
Talvez o gostar seja como o amor,
Talvez sejamos parecidos.
Talvez sejamos mais que iguais,
Talvez o fingimento esconda a dor.
Talvez os sorrisos não tenham sido de felicidades,
Talvez a felicidade não esteja na alegria.
Talvez a alegria não tenha um sorriso,
Talvez o amanhã, a tarde e a noite não sejam o dia.
Talvez, talvez.


Autor: Cássio Charles Gomes Borges

FILHA.


Naquele dia, não nevava, mas parecia,
O meu coração flutuava na preocupação,
Do tempo, da hora e do dia,
Tinha muito amor, e sentia a vida na multiplicação.
O seu nascimento, o teu nascer,
Me fez caminhar a estrada de filho para pai,
E urgentemente crescer,
E nessa estrada ver a diferença do fica e vai.
Filha! Quando te vi pela primeira vez,
O meu coração que nunca falava falou,
Filha! O pai agradece a Deus pelo que Ele me fez,
Tu és benção, e teu sorriso em mim exalou.
Eu sabia que não mais seria o mesmo,
Que os meus sonhos não serão únicos,
Que minha história não será a esmo,
E que meus dias serão, eu e você, sempre juntos.
Filha, papai te ama sempre e muito.


Autor: Cássio Charles Gomes Borges

DE VOLTA.


Preciso voltar.
Em minha terra
Sou estrangeiro.
Em minha casa
Um forasteiro.
Pai, preciso voltar.
Preciso de fé,
Para um milagre.
E que o seu amor transborde,
E que eu não seja como Tomé.
Pai, preciso de ti.
Pois a minha fé,
O meu viver,
Precisa do teu Espírito,
Do teu Espírito em mim.
E voltar a tua presença, e te ver.
Pai! Me cegaram, amordaçaram,
Me prenderam
Em um calabouço
E lá me deixaram.
Pai, eu só preciso
De um milagre,
Só necessito
Unicamente de um milagre.
E ser cheio do teu amor,
Ter a proteção de tuas mãos.
Pai! Oh! Pai, só quero a tua palavra
Enchendo o meu coração.
E ser protegido pelas tuas asas.
Pai! Preciso voltar,
Para casa.


Autor: Cássio Charles Borges

Caminhamos, caminhamos mesmo que o caminho seja invisível.
Continuamos, continuamos mesmo que sejamos invisíveis.


Autor: Cássio Charles Borges

A espera me faz lembrar, quem sabe de alguém que um dia me fez sonhar.




Autor: Cássio Charles Borges

SIMPLES DESENHO.


Escrevi no céu o seu nome,
E as nuvens não atrapalharam
Ver a escrita entre o sol e a lua
Seguindo a direção das águas
Saindo da fonte.
E tomando café,
Fiz aquele simples desenho
A montanha, o nascer do sol, o rio,
A árvore, o pássaro, o cachorro, a estrada,
No campo duas crianças brincando,
A casa e a fumaça saindo pela chaminé.
Desenhei o teu nome no céu.


Autor: Cássio Charles Borges

TÚNEL.


Me diga, quem és tu?
Abre a porta do túnel,
Seja claro aos seus pensamentos,
Diga que vale mais ser
Do que nada ter.
Me diga, para onde vais?
Vim de longe
E vi muitos sonhos realizados,
Muitos sonhos perdidos
E alguns frustrados.
Me diga, o que faz?
Feche a porta do túnel
E não deixe o tempo entrar,
Quando o vento bater,
Diga que o passado já passou
Que o presente está atrasado
E o futuro lá na frente parado
Esperando o tempo chegar.
Me diga, que vento não passou.
Não me diga, que o tempo já retornou
Pelo túnel.


Autor: Cássio Charles Borges

A SOMBRA DO AMOR.


O amor é quase igual a sombra,
Sabemos que existe, e que está lá
Mas nunca conseguimos segurar.
O amor você até pode tê-lo
Mas nunca poderá tocá-lo.
Porque o amor
Não depende só de você
Para o amar, para o existir.
Diferentemente da sombra
Que depende unicamente
De você, até o fim.
O amor tem uma sombra.
Duas sombras.


Autor: Cássio Charles Borges

ALIENADO.


A sua foto não está mais na estante,
Pedi ao coração para mentir aos meus olhos,
Que amor não é paixão,
Não tem significado, não existi
E que é uma imaginação.
Mas o coração não mente
O coração é verdadeiro,
E em toda a verdade
O meu amor saiu para fora,
Se transformou em um grito imenso,
Pedindo para você não ir embora.
O amor falou ao meu coração
Que eu preciso aprender
A amar e ser amado,
Que a mentira é um pecado,
E mesmo estando alienado,
Tenho amor, sei amar e serei amado.


Autor: Cássio Charles Borges

As palavras sempre são ditas,
Mas palavras escritas são memórias lidas
Em lembranças lembradas em um papel,
Nas linhas alguma história nelas rabiscadas, contadas.




Autor: Cássio Charles Borges

O TEMPO E O MOMENTO.


Quando é que o tempo vai passar
Sem a gente perceber
Que as dores são menores
Que o sofrimento.


Quando é que o tempo vai mostrar
Que o choro e as lagrimas
Não acontecem
Somente no relento.


Quando é que o tempo vai voltar
E assim vermos que a saudade
Não vem do passado e que a
Lembrança não é um pensamento.


Quando é que o tempo vai parar
O relógio que bate em nosso pulso
Que pulsa na nossa vida para
Vivermos o momento,


Passado, presente e futuro.
O tempo tem seu momento.


Autor: Cássio Charles Borges

Ficar em silêncio é melhor que a solidão, pois às vezes as palavras falam, o
que não está escrito no coração.


Autor: Cássio Charles Borges

Pior do que estar sozinho(a), é viver com a solidão, não a do corpo, mas a
solidão da alma.




Autor: Cássio Charles Gomes

As circunstâncias não fazem parte do destino, mas o destino sempre poderá
gerar circunstâncias.




Autor: Cássio Charles Borges

A liberdade não está na felicidade, mas sermos livres nos faz felizes.




Autor: Cássio Charles Borges

Palavras sem sentimentos.


Os sofrimentos
São de horas.
O silêncio acostumou
Com as demoras.


Não adianta as conversas
Pois o sentimento nunca passa.
Vive as falsas promessas,
Como um pássaro que voa sem asas.


São horas que navego
Nos pensamentos.
E a carne sempre chora
Por longos e únicos momentos.


As palavras sempre foram
Direto ao coração.
Sempre citou os desejos,
Mas nunca ouviu a paixão.


Deixa, o silêncio não significa nada,
O pensamento nunca demora.
Deixa, o sentimento não fala,
E que as palavras com o tempo vão embora.


Veja, que uma pássaro
Voa com medo de um gavião.
Veja, que o amor
Não é igual a um coração.


Tem razão, revelar os segredos
Não é o mesmo
Que chorar
Assumindo os erros.


Palavras não são sentimentos.




Autor: Cássio Charles Borges

A ambição comete, em relação ao poder, o mesmo erro que a ganância em relação à riqueza: começa a acumulá-la como meio de felicidade, e acaba a acumulá-la como objetivo.