Charles Chaplin sobre a Danca da Vida

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Sobre Nós (górdios)


Um clipe de aço trava o protocolo deste
planeta doente,
entre dedos gordos de senhores que se creem donos do sol.
Pretensos deuses mascando um infinito de papel e cinza,
enquanto discutem — ó ironia! — O destino do biodegradável.
Mal sabem que a terra tem pressa e não lê atas;
os cadáveres que hoje ocultam serão os seus únicos manuscritos,
revelando ao verme faminto os contornos da sua própria carne.

Davi só se tornou rei e governou sobre povos porque antes se colocou entre ursos e leões para servir ovelhas. Quem não é fiel no pasto (anonimato) jamais será aprovado no trono.

Deus não escolhe os prontos.
Ele escolhe os quebrados
que ainda não desistiram.
Não é sobre talento,
não é sobre estar preparado —
é sobre ter um coração
que ainda insiste em permanecer.
Helaine Machado

Palavras ao vento
voam como folhas secas
que caem cansadas sobre a terra.
Mas existem palavras vazias…
dessas que o vento leva depressa,
que prometem eternidade
e morrem na primeira ausência.
Porque falar é simples.
Difícil é fazer o coração ficar
quando até a memória
escolhe esquecer.
Helaine machado

A maior batalha é a travada contra a nossa própria sede de posse e controle sobre o que não nos pertence.

A arquitetura do caráter se ergue não sobre intenções, mas sobre a fundação cotidiana de pequenos hábitos.

O passado só tem poder sobre você se a sua memória for mais forte do que a sua vontade de seguir em frente.

É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.

A meditação sobre a cruz não é a simples lembrança de um patíbulo antigo, mas a revelação mais pungente da lógica divina, que o Amor, para ser completo, precisou do maior dos sacrifícios. Penso nas incontáveis glórias que adornavam a Divindade e na Sua voluntária renúncia a toda majestade, trocando o esplendor eterno pela fragilidade humana e, finalmente, pela dor do lenho ensanguentado, um ato de desprendimento tão radical que redefine o conceito de misericórdia. Não existe medida humana para calcular a profundidade desse abismo de Graça, é um amor que se fez ponte, custando a própria Vida, e que por isso exige, da minha alma resgatada, o tributo eterno.

A fé é a única ponte que nos permite caminhar sobre o abismo da incerteza sem cair.

O problema não é o que os outros acreditam sobre a sua dor, mas você se convencer de que ela não é real.

O ciúme é a sombra que a luz intensa do amor projeta sobre a insegurança.

O perdão que me salva é lento e sem lampejos. Ele se instala como casa simples, tijolo sobre tijolo. Não é espetáculo, nem notícia de jornal. É a rotina de admitir e soltar ao mesmo tempo. E aí a alma respira sem urgências.

A dor é o único mestre que nunca mente, ela nos despe de todas as vaidades até que sobre apenas o osso da nossa fragilidade radical.

Ser forte nunca foi sobre não cair, mas sobre levantar com o coração em pedaços e ainda assim acreditar que vale a pena continuar tentando.

O peso do corpo sobre a cama nas manhãs difíceis não é preguiça, é a gravidade da alma sentindo o peso de todas as batalhas internas que ninguém viu você lutar, mas que deixaram marcas de exaustão que nenhum sono de oito horas é capaz de apagar.

O peso do corpo sobre a cadeira, o calor da xícara entre as mãos, o ritmo da respiração... a felicidade não é um evento grandioso, mas a soma desses pequenos momentos de presença absoluta onde o passado e o futuro deixam de nos assombrar por alguns minutos.

A alma sobe quando a dor vira força, paira sobre nuvens negras, respira o ar da superação.

Corvos voam sobre mim, refletindo em suas penas os labirintos da minha própria mente. Observam meu cansaço, aguardando o momento em que me dissolverei em minhas próprias sombras.

Cada passo adiante é vitória sobre a dor que tentei deixar para trás.