Chamado
Onde há Propósito Divino, há também combate; quanto maior o chamado, maior a luta, mas nenhuma oposição pode impedir o Plano e a Vitória de Deus em nossa vida.
Mais um ano... mais um capítulo desse livro chamado "VIDA",leve com você as boas memórias, os bons momentos, as pessoas que te fizeram sorrir, te mostraram afeto, e contribuíram de alguma forma para seu crescimento espiritual e te mostraram o lado bom do viver, respeite a dor alheia... isso só quem sentiu sabe e se puder proporcionar alegria,FAÇA! De tristeza e pessoas más o mundo tá cheio, faça a diferença, o pouco que você faz é infinitamente maior que nada. Mude,renove,refaça... um mundo melhor começa quando nós fazemos por onde.
"Carrego um chamado"
Carrego marcas que o tempo não levou,
feridas que a infância deixou sem cura,
silêncios que o mundo nunca escutou,
e um coração que aprendeu a ser forte na dor mais dura.
Não sou culpado das sombras que caminham comigo,
sou apenas alguém que tentou ser luz no meio delas.
E mesmo tropeçando no mesmo antigo perigo,
Deus insistiu em me levantar,
como quem recolhe estrelas.
Faltou pai… faltou mãe… faltou abraço.
Mas sobrou presença divina nos espaços vazios,
sobrou Cristo nos cantos do meu cansaço,
sobrou fogo no meio dos meus dias frios.
E quando eu penso que sou nada,
que não mereço, que não carrego talento,
Deus sopra em mim aquela voz calada:
“Filho, Eu faço morada no teu sofrimento.”
Porque o chamado é maior do que o peso que sinto,
é maior do que o erro que insiste em voltar.
E quando Ele me usa, eu só pressinto
que o céu inteiro começa a respirar.
Eu não sou grande,
não sou forte,
não sou perfeito.
Sou só barro nas mãos do Rei.
Mas mesmo assim Ele escolheu meu peito
pra acender um fogo que eu nunca acendi.
E hoje entendo:
não sou culpado,
sou escolhido.
Não por mérito…
mas por graça.
E onde o mundo me feriu,
Deus construiu estrada.
Escutei teu chamado
Ouvi tuas preces
Disse o vazio do espaço
Em resposta a nossa completa insignificância...
'SONHOS'
'Há sonhos que duram pouco. Outros décadas. Outros duram o suficiente para serem chamados de vida. Nela tudo passa. Coisas boas e ruins. Prefiro as lembranças daquelas que sorri.'
Algumas vezes sou chamado de insensível, mas nunca conseguiram contar quantas lágrimas foram vertidas na madrugada silenciosa.
Somente depois de atravessarmos o rio chamado Solidão é que poderemos encontrar-nos na outra margem, nos encontrando encontraremos o outro.
Vicent…
Em um vilarejo distante, vivia um homem chamado Vicent, cuja presença era notada por todos ao seu redor. Vicent, dotado de uma aura magnética, era frequentemente admirado por sua beleza e eloquência. No entanto, por trás de seu sorriso encantador, residia uma inquietação profunda e persistente. Desde jovem, Vicent fora moldado por circunstâncias que o levaram a construir uma muralha invisível entre ele e os outros, uma fortaleza que o protegia de um mundo que ele percebia como hostil.
Vicent carregava consigo o peso de uma infância marcada por expectativas desmedidas. Seus pais, sempre em busca de perfeição, jamais reconheciam suas conquistas. Assim, ele cresceu acreditando que o amor era um prêmio a ser conquistado, nunca uma dádiva a ser recebida. Com o tempo, essa crença se transformou em uma necessidade insaciável de validação externa, levando-o a buscar incessantemente o olhar admirado dos outros.
Em sua jornada, Vicent desenvolveu o hábito de adornar a realidade com mentiras sutis, moldando a verdade para se ajustar ao que ele desejava que os outros vissem. Essa distorção era, para ele, uma forma de sobrevivência, uma maneira de construir uma imagem que o protegesse da vergonha que sentia ao encarar suas próprias falhas. Quando confrontado, reagia com uma defesa feroz, erguendo barreiras de agressividade para afastar qualquer ameaça à sua frágil autoestima.
Nos relacionamentos, Vicent se via preso em um ciclo de encontros superficiais, onde o toque físico substituía a conexão emocional. Estranhos se tornavam espelhos para refletir sua grandeza imaginada, mas, no silêncio que seguia tais encontros, ele se sentia mais vazio do que nunca. A admiração dos outros era um bálsamo temporário, logo substituído por uma sensação esmagadora de solidão.
Vicent raramente percebia o impacto de suas ações nos outros. Sua necessidade de ser o centro das atenções o tornava insensível ao sofrimento alheio, e a empatia era um conceito distante. Ele se envolvia em demonstrações de falsa modéstia, proclamando humildade enquanto secretamente ansiava por aplausos. Para aqueles ao seu redor, a convivência com Vicent era um desafio constante, uma batalha para preservar suas próprias identidades diante de sua presença avassaladora.
Aqueles que tentavam se aproximar de Vicent frequentemente se viam esgotados, suas mentes ofuscadas pela manipulação sutil e pelo constante jogo de poder. O risco de se perder nesse turbilhão emocional era real, e muitos precisavam de apoio para recuperar suas forças e reconquistar seu espaço. Para escapar dessa teia, era necessário reconhecer os próprios limites e buscar ajuda, encontrando segurança em mãos amigas e guiando-se por conselhos sábios.
Vicent, em sua solidão autoimposta, também ansiava por mudança, ainda que não o percebesse plenamente. Seu caminho era tortuoso, mas não sem esperança. A jornada para a consciência e transformação era longa e árdua, exigindo coragem para olhar além do espelho e enfrentar a verdade de quem realmente era. No fundo, Vicent desejava romper as correntes que ele mesmo construíra, buscando, talvez ainda sem saber, o alívio de um abraço genuíno e sincero.
Se cada membro expulso de um chamado reality show diz a verdade, ao afirmar que sua expulsão se deve a determinadas virtudes, tenhamos pavor dos vencedores. A julgar por isso, o primeiro eliminado elimina, a reboque, virtudes como a lealdade, o companheirismo e a solidariedade que, segundo ele, os demais não têm. O segundo eliminado leva consigo a honestidade, a transparência, o bom senso. Já o terceiro, diz que é eliminado por ter ética, bondade e pudor.
Sem dúvida, o vencedor de um jogo desta natureza deve receber seu prêmio e seguir direto para o inferno. Não sobrará para ele uma só qualidade, pois todas estarão desfilando nas entrevistas vingativas dos vencidos. Afinal, com um milhão de dólares à disposição, mais contratos publicitários e outros ganhos, quem é que precisa de virtudes? Não é este o raciocínio vigente na sociedade moderna?
“A alvorada não é meramente o prelúdio do tempo, mas sim o chamado do universo para que a alma, em sua dança infinita, solfeje versos inéditos na tela do destino, com matizes que o ontem sequer ousou sonhar.” ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
O que faz perdoar o erro
Chamado de misericórdia
É ter no peito a compaixão
Jamais causar a discórdia
É um amor que se estende
O que é mal não se defende
Ser o anjo bom da concórdia.
Chamado à Redenção: A Terra Prometida e o Filho Pródigo
“Naquele dia jurei a eles que os libertaria do Egito e os tiraria daquelas terras para levá-los a uma terra que Eu mesmo havia preparado para eles, terra onde manam leite e mel; a mais linda e exuberante de todas as terras.” — Ezequiel 20:6
Essa expressão simboliza abundância, fertilidade e prosperidade. É uma reafirmação do pacto divino, mostrando que Deus tinha um plano de redenção e restauração para seus filhos.
A "terra prometida" é compreendida como mais do que um lugar físico, trata-se de um estado de espírito ou uma condição espiritual. Nesse sentido, ela representa a libertação interior: sair do “Egito” simboliza deixar para trás vícios, medos, traumas ou opressões emocionais.
A jornada rumo à terra prometida é um processo de amadurecimento, fé e confiança em Deus, vivido com plenitude e comunhão com o divino. A terra exuberante é o lugar onde a alma encontra descanso, propósito e conexão com o sagrado, vivendo o impossível aos olhos do mundo físico.
A saída do Egito representa o destino final da alma redimida , uma consciência plena, livre da necessidade de um corpo para experimentar o maior dos prazeres: o simples ato de ser, sem a exigência de ter. Livre dos vícios e apegos do corpo, onde o espírito é leve e livre para transitar entre mundos. A vitória do espírito sobre a matéria.
Assim como o filho pródigo, cada alma que se volta ao divino encontra sua terra prometida, não apenas como recompensa, mas como reconexão com sua essência.
A terra prometida é como um convite à esperança. Mesmo que hoje você esteja em um “Egito” pessoal, há uma terra preparada para você, um lugar de paz, abundância e liberdade. A jornada pode ser longa, mas a promessa permanece.
“Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha se perdido e foi achado.” — Lucas 15:24
Nunca implore por uma amizade
Nunca se convide sem ser chamado
Nunca clame por atenção
Nunca espere ser tratado como trata
Nunca faça nada só pra agradar alguém
Nunca espere retorno das boas ações
Nunca deixe de orar
“Livro O Diabo é sobre como o erro deixa de assustar quando passa a ser chamado de normal.”
— Guilherme Abner
UM PRETEXTO CHAMADO LIVRO
A casa de esquina parecia abandonada, mas não estava. Apenas vamos chamar de silêncio aquilo que sobra quando as pessoas vão embora. Foi ali que Lázaro, aos trinta anos, parou o carro num sábado de sol em brasa, em Cuiabá. Vendedor da Barsa, trazia na mala enciclopédias e, sem saber, também carregava destinos alheios. Tocou a campainha com cuidado, como quem não queria acordar lembranças. O homem que abriu a porta era viúvo. A solidão morava nele sem pedir licença. Não havia brinquedos no quintal, nem vozes nos corredores, nem pressa alguma para o futuro. Tudo indicava que aquela casa não precisava de livros. Ainda assim, Lázaro entrou. Falou da Barsa como quem fala de permanência. Disse que ali estavam respostas para perguntas que nem sempre eram feitas. Que os livros resistiam ao tempo, às ausências, à poeira dos dias. O senhor escutava em silêncio, olhos pousados em um ponto distante da sala, talvez no passado. A venda aconteceu sem celebração. Apenas aconteceu. Como acontecem as decisões importantes. Depois, o suco de caju. Doce, fresco, quase uma gentileza antiga. Entre um gole e outro, o senhor confessou o motivo da compra. Tinha netos, mas os via pouco. Talvez, disse ele, os livros servissem de pretexto. Um motivo legítimo para que eles voltassem. Para que a casa voltasse a ter passos, perguntas, risos espalhados pelo chão. A Barsa não era sobre pesquisa. Era um chamado.
Lázaro saiu entendendo que a solidão faz as pessoas criarem armadilhas delicadas para o amor: uma coleção de livros, uma mesa posta, uma desculpa bonita para não desaparecer sozinhas.
A solidão ensina que pessoas não compram coisas por necessidade material, mas por esperança, criando gestos e pretextos para trazer de volta quem o tempo afastou, tentando transformar silêncio em presença.
