Chamado
Vivemos num sanatório chamado humanidade.
Onde falsos julgam falsidades.
Onde hipócritas estão cheios de moral.
Onde os bons são ditos loucos.
Onde loucos psicóticos são conselheiros.
E conselheiros são humilhados.
Onde humilhados buscam atenção.
Onde a atenção está nas futilidades e em irar-se.
Onde irar-se é espetáculo tão esperado nas redes sociais.
Onde rede social não é verdadeiramente nada social.
Onde o social é somente um véu.
Que encobre os velhos e bem conhecidos problemas da humanidade.
Nenhum de nós julga pelo que não sabe e ninguém é chamado santo por seu aprendizado e conhecimento; porém, cada um será chamado a Juízo nestes pontos: se manteve a fé e realmente observou os mandamentos.
Despidos dos nossos enganos, somos apenas bichos soltos em busca de migalhas neste chão chamado vida: um pouco mais de dinheiro, reconhecimento sem mérito, compreensão sem compreender, dizer sem ouvir, liberdade para usufruir da nossa própria intolerância.
O ódio, assim como o amor, pode surgir do nada. Isso pode ser chamado de ódio irracional.
Normalmente vem de ambas as partes, porque de algum jeito as duas pessoas dão um jeito de se odiar, pode ser uma coisinha de nada, mas elas dão um jeito.
Esse é o pior ódio de todos.
Algum dia você vai se arrepender. Afinal, você está odiando a pessoa por nada.
Na verdade ambas as partes se arrependem, as duas vão querer se falar e perguntar: Por que nós nos odiamos mesmo?
Mas como todas as pessoas são medrosas e inseguras, os dois só irão se olhar. Com medo e tristeza. Se matando por dentro de arrependimento.
Tenho a sensação de que um dia serei chamado de asno, não por eu ser idiota. Mas, por eu ter amado alguém de verdade.
Nesta noite, estava me lembrando de quando Gideão foi chamado por Deus e de como ele ficou em dúvida (Juízes 6). Gideão pediu sinais. Gosto de pensar no teste do novelo de lã. Ele colocou o novelo no meio do campo e pediu a Deus para que molhasse de orvalho apenas o novelo e que tudo em volta permanecesse seco. E assim se fez. Não satisfeito, Gideão pediu mais um sinal, dessa vez para que acontecesse o contrário. E também foi feito, no dia seguinte estava tudo molhado e o novelo seco.
Fico pensando em quantas vezes nós agimos da mesma forma com Deus. Ele nos dá todos os sinais possíveis mas não queremos acreditar. Na verdade, nós não queremos saber a vontade de Deus, queremos que a vontade Dele seja igual a nossa. Deus dá todos os sinais, mas nós preferimos insistir na nossa vontade. No final, quebramos a cara, perdemos tempo com algo que não era o melhor, enfim, sofremos.
E o pior, às vezes ainda colocamos a culpa em Deus pelo nosso erro! "Ah, Senhor, por que não me livrou desse problema?!". Ou colocamos a culpa no diabo: "foi o inimigo que armou essa armadilha pra mim!". Querido, ele nem teve trabalho dessa vez, você mesmo que cavou esse buraco e se jogou nele. Assuma seus atos!
Então, o que fazer depois? Arrepender-se. Voltar-se pra Deus. Ele é paciente, vai te acolher, cuidar das suas feridas e te levantar. Não se esqueça de que Ele é justo também, você receberá as consequências do seu pecado. Mas receberá também o perdão e uma nova chance.
E aí, que tal obedecermos de primeira agora?
Na paz Daquele que cura nossas feridas,
Tamara Moureth
"..Independente das maldades, o ser humano possui algo chamado esperança e é por isso que eu creio que a humanidade ainda tem solução.."
O chamado
"Tem noite que ouço alguém chamando por minha alma...
Tenho vontade de abrir as portas de minha prisão e ir em busca desse mistério que me seduz.
Mas tenho medo de atravessar a porta, pois o que me espera do outro lado não sei o que é...Talvez seja apenas a minha solidão iludindo minha alma com falsas promessas de que alguém lá fora em algum lugar espera por mim.
Meu coração me diz pra seguir o chamado de minha alma, pra abrir as grades da prisão e partir em busca do desconhecido, que existe algo de surpreendente a minha espera.
Mas meu coração pode estar enganado, e minha alma pode sofrer a amargura da decepção.
Ás vezes espio pela fechadura dessa porta com a chave em minhas mãos, mas não consigo sair dessa prisão, falta a coragem de seguir a voz que me chama, pois a pior das prisões são quando somos aprisionados pelo nossos medos, então somos nossos próprios algozes.
Até quando ficarei aqui, ouvindo em silêncio meu coração sussurrando, pedindo pra que eu vá..."
-Roseane Rodrigues
Menininha feito florzinha cor-de-rosa. Dotada de um dom chamado delicadeza. Delicadeza na forma de falar. Delicadeza na forma de se vestir. Delicadeza. Essa palavra a define bem. Menininha delicada. Encanta a muitos com essa sua delicadeza. Menininha frágil, mas forte também. Não é delicada sempre. As vezes também é insensível. As vezes também é áspera. Dura. Quando tem que ser. Mas a palavra que a define melhor mesmo é delicadeza. Essa é a palavra. Menininha mulher, mas ainda assim, menininha.
Se você for pensar bem, as vezes ficar naquele lugar escuro chamado tristeza não é ruim, pois você verá quem será o aventureiro que te levará um lampião para atravessar essa escuridão e ir em direção a um jardim de alegrias.
“Abraço: 1. habitat natural do carinho; 2. base alimentar de animal popularmente chamado de amor; 3. verdadeiro objetivo do gol; 4. porto seguro; 5. prozac natural; 6. beijo de umbigos; 7. transfusão de afeto; 8. ato de envelopar quem se ama; 9. Espantalho de saudades; 10. felicidade cheia de braços; 11. abrigo anti-aéreo; 12. sistema de calefação ecologicamente correto; 13. plano B de quem dá adeus; 14. apelido de um senhor de nome amplexo; 15. AR 15 do tamanduá; 16. aquilo que Gil manda para Terezinha, para o Chacrinha e para a torcida do Flamengo; 17. antônimo de longe. (Ex.: “Vem, moça de abril, e me dá um abraço com seu sorriso e me leva pra bem longe da saudade de quem um dia ainda vamos ser.”
Eu falo uma vez, falo duas, falo três... depois a voz vai sofrendo de mal chamado cansaço. Aí eu me calo. E nem adianta perguntar o porquê do meu meio sorriso.
De tanto marketing Jesus está se transformando num objeto chamado BENGALA, num mundo, onde grande partes das pessoas necessitam ser deficientes dos membros inferiores.
