Chamado
Não fique sentado na plateia assistindo ao teatro chamado vida. Seja ator, e me faça um favor, escolha o papel principal. Nada de atuar como coadjuvante. E se errar, não lamente, acerte no próximo ato. O seu papel você já sabe de cor. O tempo não permite ensaios. Então faça o seu melhor.
O Rei de Pão e Covardia
Era uma vez um francês,
chamado Michael, burguês.
Três vezes por semana, inglês,
às seis da manhã, seu pão, sua altivez.
Comia em silêncio, convicto,
que o gesto o tornava distinto.
Um rei de café e costume,
com ares de classe e perfume.
Mas um dia, no velho trajeto,
o ônibus tomou outro aspecto.
A estrada virou confusão,
gritos, bandeiras, tensão.
Três homens bradavam na via,
contra a lei, contra a polícia.
Michael olhou — e reagiu,
sem saber por que o fez, fugiu.
De burguês virou milícia,
no susto, na própria malícia.
Um ato sem honra, sem guia,
feito no medo, na covardia.
E o povo, que nada entendia,
ergueu-lhe um trono — ironia.
Promulgaram-no rei por herança,
morto em sua própria arrogância.
Assim finda a realeza vazia:
um pão frio, uma fé tardia.
Um francês que quis ser alguém,
e acabou rei — depois, ninguém.
Luccas Perottoni
O chamado de Deus realmente se parece com as águas de um rio: ele não foi feito para ficar parado, ele encontra caminho, atravessa terrenos difíceis, contorna obstáculos e continua avançando até cumprir o propósito para o qual foi liberado.
Não nasci para agradar o mundo.
Nasci para cumprir um chamado que só eu escuto, mesmo que ninguém entenda.
Seja Hoje Diferente é mais do que um lema — é um chamado para despertar. Quando escolhemos o caminho do autoconhecimento, deixamos de viver no piloto automático e começamos a enxergar quem realmente somos, além das máscaras e expectativas. O desenvolvimento pessoal, então, se torna a ponte entre o que somos e o que podemos ser. E cada passo nessa jornada é uma revolução silenciosa: não contra o mundo, mas contra a nossa própria estagnação. Que hoje seja diferente — porque você decidiu ser.
LABIRINTOS DE VIDAS,
UM CHAMADO A REALIDADE
Havia um lugar distante, perdido em meio ao espaço desconhecido, onde as palavras soavam como melodias estranhas e os sentimentos eram traduzidos em tons de cores nunca antes vistos. Nesse mundo singular, uma figura solitária caminhava entre os escombros de laços rompidos e corações gelados.
Cada dia se desdobrava como um conto à parte, onde o inesperado era a única constante. Palavras como "boob goods labubu" e "tiktok morango do amor" ecoavam pelos cantos, carregando consigo um sentido profundo e enigmático. As pessoas, distantes umas das outras, gritavam em silêncio por socorro, suas vozes ecoando nas inúmeras redes que teciam uma teia de conexões frágeis e fugazes.
Os laços outrora sólidos se desfizeram, imperceptivelmente, à medida que o amor se esvaía lentamente. O calor dos abraços foi substituído pela frieza das telas, e ninguém percebeu a mudança sutil que transformou o afeto em indiferença. As crianças, abandonadas em suas próprias casas, clamavam por atenção que não vinha, perdidas em um mundo que parecia tê-las esquecido.
Onde estavam os pais, os amigos, a família, os irmãos? O protagonista se via imerso em uma solidão avassaladora, uma ausência de presença que o consumia por dentro. Em meio ao caos dos dias tumultuados, ele se perguntava: onde estava ele próprio, perdido em meio a essa multidão de desconhecidos que cruzavam seu caminho sem enxergar a dor silenciosa em seus olhos?
E assim, a história se desenrolava, entrelaçando os fios soltos do destino em um emaranhado de emoções e reflexões profundas. No final, restava apenas a busca incessante por um sentido, por um reencontro consigo mesmo, em um mundo que parecia ter perdido a capacidade de se reconhecer nos olhos do outro.
No silêncio da alma, um chamado a ressoar,
Chama Gêmea, caminho de amor a iluminar,
Entre mistérios e luz, vamos juntos explorar,
E na jornada do espírito, nosso destino encontrar.
Do profundo do coração, surge a conexão,
Transcendendo fronteiras, unindo a paixão,
E na busca eterna pela nossa evolução,
Descobrimos a essência, a pura vibração.
Este livro é convite, ponte de esperança,
Para despertar a consciência, ampliar a criança,
Heróis de si mesmos, com coragem e esperança,
Na dança do amor, a alma se lança.
Venha desvendar os segredos do coração,
Na magia do universo, na sagrada união,
Chama Gêmea nos guia na evolução,
Um caminho de amor, de pura emoção.
Depois das lágrimas, existe um deserto, onde tem um oásis, chamado saudade e é lá,que está as lembranças mais felizes, de momentos que jamais voltarão...
Onde há Propósito Divino, há também combate; quanto maior o chamado, maior a luta, mas nenhuma oposição pode impedir o Plano e a Vitória de Deus em nossa vida.
Mais um ano... mais um capítulo desse livro chamado "VIDA",leve com você as boas memórias, os bons momentos, as pessoas que te fizeram sorrir, te mostraram afeto, e contribuíram de alguma forma para seu crescimento espiritual e te mostraram o lado bom do viver, respeite a dor alheia... isso só quem sentiu sabe e se puder proporcionar alegria,FAÇA! De tristeza e pessoas más o mundo tá cheio, faça a diferença, o pouco que você faz é infinitamente maior que nada. Mude,renove,refaça... um mundo melhor começa quando nós fazemos por onde.
Escutei teu chamado
Ouvi tuas preces
Disse o vazio do espaço
Em resposta a nossa completa insignificância...
'SONHOS'
'Há sonhos que duram pouco. Outros décadas. Outros duram o suficiente para serem chamados de vida. Nela tudo passa. Coisas boas e ruins. Prefiro as lembranças daquelas que sorri.'
Algumas vezes sou chamado de insensível, mas nunca conseguiram contar quantas lágrimas foram vertidas na madrugada silenciosa.
Somente depois de atravessarmos o rio chamado Solidão é que poderemos encontrar-nos na outra margem, nos encontrando encontraremos o outro.
Vicent…
Em um vilarejo distante, vivia um homem chamado Vicent, cuja presença era notada por todos ao seu redor. Vicent, dotado de uma aura magnética, era frequentemente admirado por sua beleza e eloquência. No entanto, por trás de seu sorriso encantador, residia uma inquietação profunda e persistente. Desde jovem, Vicent fora moldado por circunstâncias que o levaram a construir uma muralha invisível entre ele e os outros, uma fortaleza que o protegia de um mundo que ele percebia como hostil.
Vicent carregava consigo o peso de uma infância marcada por expectativas desmedidas. Seus pais, sempre em busca de perfeição, jamais reconheciam suas conquistas. Assim, ele cresceu acreditando que o amor era um prêmio a ser conquistado, nunca uma dádiva a ser recebida. Com o tempo, essa crença se transformou em uma necessidade insaciável de validação externa, levando-o a buscar incessantemente o olhar admirado dos outros.
Em sua jornada, Vicent desenvolveu o hábito de adornar a realidade com mentiras sutis, moldando a verdade para se ajustar ao que ele desejava que os outros vissem. Essa distorção era, para ele, uma forma de sobrevivência, uma maneira de construir uma imagem que o protegesse da vergonha que sentia ao encarar suas próprias falhas. Quando confrontado, reagia com uma defesa feroz, erguendo barreiras de agressividade para afastar qualquer ameaça à sua frágil autoestima.
Nos relacionamentos, Vicent se via preso em um ciclo de encontros superficiais, onde o toque físico substituía a conexão emocional. Estranhos se tornavam espelhos para refletir sua grandeza imaginada, mas, no silêncio que seguia tais encontros, ele se sentia mais vazio do que nunca. A admiração dos outros era um bálsamo temporário, logo substituído por uma sensação esmagadora de solidão.
Vicent raramente percebia o impacto de suas ações nos outros. Sua necessidade de ser o centro das atenções o tornava insensível ao sofrimento alheio, e a empatia era um conceito distante. Ele se envolvia em demonstrações de falsa modéstia, proclamando humildade enquanto secretamente ansiava por aplausos. Para aqueles ao seu redor, a convivência com Vicent era um desafio constante, uma batalha para preservar suas próprias identidades diante de sua presença avassaladora.
Aqueles que tentavam se aproximar de Vicent frequentemente se viam esgotados, suas mentes ofuscadas pela manipulação sutil e pelo constante jogo de poder. O risco de se perder nesse turbilhão emocional era real, e muitos precisavam de apoio para recuperar suas forças e reconquistar seu espaço. Para escapar dessa teia, era necessário reconhecer os próprios limites e buscar ajuda, encontrando segurança em mãos amigas e guiando-se por conselhos sábios.
Vicent, em sua solidão autoimposta, também ansiava por mudança, ainda que não o percebesse plenamente. Seu caminho era tortuoso, mas não sem esperança. A jornada para a consciência e transformação era longa e árdua, exigindo coragem para olhar além do espelho e enfrentar a verdade de quem realmente era. No fundo, Vicent desejava romper as correntes que ele mesmo construíra, buscando, talvez ainda sem saber, o alívio de um abraço genuíno e sincero.
Se cada membro expulso de um chamado reality show diz a verdade, ao afirmar que sua expulsão se deve a determinadas virtudes, tenhamos pavor dos vencedores. A julgar por isso, o primeiro eliminado elimina, a reboque, virtudes como a lealdade, o companheirismo e a solidariedade que, segundo ele, os demais não têm. O segundo eliminado leva consigo a honestidade, a transparência, o bom senso. Já o terceiro, diz que é eliminado por ter ética, bondade e pudor.
Sem dúvida, o vencedor de um jogo desta natureza deve receber seu prêmio e seguir direto para o inferno. Não sobrará para ele uma só qualidade, pois todas estarão desfilando nas entrevistas vingativas dos vencidos. Afinal, com um milhão de dólares à disposição, mais contratos publicitários e outros ganhos, quem é que precisa de virtudes? Não é este o raciocínio vigente na sociedade moderna?
