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AVÓ, MÃE, TIA E MADRINHA
Quando Deus envia ao mundo
uma criança em seu nascer,
cerca-a logo de mulheres
que lhe ensinam a viver.
Cada gesto de carinho
faz a alma florescer.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A avó borda a experiência
com ternura e devoção;
conta causos, faz lembranças,
cultiva a tradição.
Seu colo é porto seguro,
seu conselho é direção.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A mãe é fonte de amor,
é coragem e proteção;
ensina os primeiros passos,
a verdade e o perdão.
No silêncio de um abraço
fala mais que uma oração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A tia chega sorrindo
feito um raio de alegria;
é parceira das brincadeiras,
da conversa e da folia.
Mas também sabe aconselhar
com firmeza e cortesia.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A madrinha faz promessa
diante de Deus e do altar;
recebe um filho do coração
para amar, guiar e cuidar.
Na bonança ou na tormenta,
nunca deixa de amparar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Cada uma tem seu jeito,
cada qual sua missão;
uma afaga, outra corrige,
todas dão a mesma mão.
Na união desses cuidados
cresce forte o coração.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
O café feito com afeto,
o remédio e a oração,
o vestido bem cuidado,
o pão quente e o feijão;
tudo ensina à criança
o valor da gratidão.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
A bênção dada à noitinha,
o sinal da Santa Cruz,
a palavra de esperança,
a confiança em Jesus.
São sementes de uma vida
iluminada pela luz.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quando a lágrima aparece,
logo chega uma das quatro;
uma enxuga o rosto triste,
outra acalma o desacato.
E o amor transforma a dor
num bonito reencontro.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Quem cresce cercado assim
leva o bem por onde for;
faz da bondade um costume,
da humildade o seu valor.
Aprendeu desde pequeno
a linguagem do amor.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Que Deus guarde essas mulheres
como estrelas a brilhar;
são alicerces da família,
são razão para sonhar.
Onde existe esse carinho,
Deus escolhe ali morar.
Senhoras da minha vida.
Casa, Lar, Ninho e Moradia.
Segundo a física, o corpo humano contém cerca de 7×10²⁷ átomos (sete octilhões), com energia equivalente a manter a usina de Itaipu ativa por 6.350 dias, comparável à bomba de Hiroshima.
O mundo que cerca os com algum tipo de neurodivergencias, é duro, cruel, competitivo, mentiroso, áspero, venal e material. Sendo assim, na maioria das vezes, eles camuflam suas verdadeiras identidades para passarem despercebidos da sociedade. Afinal sua natureza é macia, crente, boa, cooperativa, espirituais, sublimes, suaves e verdadeiras. O que muitas vezes é confundido, pelo mundo como passividade, confusão de gênero e fraqueza.
Há algo em ti que puxa-me
mesmo quando tento fugir.
A tua presença cerca toda a minha alma, prende-me, incendeia-me.
E quando penso em ti — é o corpo quem responde. O resto dissolve-se,
até o ar tem o teu sabor.
Não há distância que baste.
O teu nome vibra na minha pele, como se o som trouxesse a tua pele para perto da minha boca.
Fecho os olhos
e o mundo curva-se em mim.
Tudo pulsa — lento, quente —
como se o tempo respirasse ao teu ritmo.
Existe um magnetismo em ti que chama o meu caos, um gesto, um quase sorriso,
uma promessa escondida na respiração.
Fico à beira — de ti, de mim, do abismo — e é ali que o desejo cresce, lento, inevitável.
Cada palavra tua é um fio de fogo que me atravessa em silêncio. E quando te calas,
tudo em mim escuta. E nesse inédito silêncio: deixo queimar, não o corpo — mas a alma, essa parte que insiste em te reconhecer.
Os pássaros de Brasília
Certo dia, eu caminhava pela mata virgem que existe cerca da minha casa. Pássaros tamborilavam em ritmo de uma canção desconhecida de roça. Um deles, aparentemente o líder, separou-se do grupo e voou até uma árvore distante, pousando no mais baixo dos galhos. Ele parecia não gostar da canção que seu bando entoava; talvez ela fosse simples demais para seus ouvidos modernistas, ou exacerbadamente complexa a seus olhos de Brasil contemporâneo. Sentada em um banco florido de madeira desgastada pelo tempo, eu não conseguia retirar do meu campo de visão aquele interessante ser, que devagar começava a assobiar uma nova canção. Foi então que enxerguei nele um espírito renatista, russo-brasileiro, transbordando os enlouquecidos pensamentos sobre uma certa geração coca-cola. O trovador solitário se juntou a outros pássaros loucos como ele, formando uma Legião que pairava em cada alma revolucionária deste país da Brasília que não muda.
“Depois da faculdade, o medo tentará cercá-lo de regras e limites. Busque, porém, a sabedoria para distinguir aquelas que merecem ser seguidas das que precisam ser desobedecidas.”
Luto com todas as forças,contra a dor que me cerca,
luto por que não desisto de mim
luto porque sou mais do que alguém
um dia supôs que eu seria...
luto porque não nasci
para desfalecer,
ainda que me seja a dor uma continua traiçoeira
luto...para viver.
Tristes Pensamentos
Sinto que tudo oque me cerca é passageiro.
Que todos em minha volta partiram.
Que nada do que eu fi vai fazer me lembrarem um dia.
Que sou um ponto no meio do nada.
E que todos os meus esforços não servirão para nada.
sinto que meus sonhos morreram, que o tempo não parará, que a vida passará e cada vez mais minha vida acabará.
Que todos que eu amo partiram e eu ficarei sozinha, perdida no meio da escuridão. Vendo o tempo passar, Vendo a minha vida acabar , esperando a morte chegar.
Tenho medo de perder as pessoas, tenho medo de ficar sozinha, São tantos os medos que morro só de pensar que não poderei um dia contigo ficar.
"Se não puder ser tão alígero e sábio quanto o silêncio que em clementes momentos me cerca, mantenha-se calado."
“Um desejo absurdo: por mim mesma, pela vida, por você e por tudo que me cerca e me torna a cada dia, mais feliz.
Houve um tempo em que tudo era como tinha de ser.
Deste tempo tenho saudades.
Onde pular a cerca era apenas passar de um lado para o outro.
Ficar em cima do muro... era tão-somente ficar em cima do muro.
Chutar o balde, passar a perna era apenas o que o próprio nome dizia.
Hoje se eu fizer alguma coisa desta… ai, ai, ai
Pular a cerca é traição, ficar em cima do muro é não saber de que lado está, chutar o balde é mandar tudo para os ares, passar a perna então... Como era bom ser criança!
Mas a gente achava bonito ser grande e queria logo crescer.
Até a simples mala sem alça, que poderia continuar sendo simplesmente uma mala sem alça, passou a definir quando uma pessoa é chata. Eh! Por quantas vezes você já deve ter sido chamado de mala sem alça...
O tempo passou e tudo deixou de ser como tinha de ser.
A mesma magia que cerca seu sorriso vem me adormecer, me fazer sonhar...
A mesma luz que ilumina seu olhar vem me acordar todas as manhãs, desenhando os contornos de todas as coisas que vejo...
A mesma força que te faz viver faz meu coração bater, move meus sentidos...
O mesmo sopro de vida que existe em você me impulsiona a olhar a esperança raiando no horizonte...
Então por que insistimos em olhar para direções opostas, se quando a chuva cai as mesmas gotas que lavam minha dor são as que tocam sua incerteza?
Ei... olha nos meus olhos ao menos uma vez sem o medo de tentar... Olha nos meus olhos com a intenção de ver além... além dos meus medos, das minhas incertezas, dos meus desejos, dos meus sonhos, da minha alma, do meu ser...
Olho pra você e vejo... por trás desses olhos castanhos, os ventos da incerteza... Olhos que me surpreendem, me fazem vagar nos meus sonhos mais íntimos, mais improváveis...
Tocando levemente, sentindo levemente, num abraço, sua pele... Tão ingênuo e enigmático... um misto de sentimentos, de aromas... Seu perfume, o toque suave dos seus cabelos...
Se somos tão iguais, por que distâncias tão confusas, autoritárias, nos separam? Se quando a chuva cai as mesmas gotas que delineiam seus traços são as mesmas que se misturam às minhas lágrimas?
Vejo a foto na tela e sinto que por trás de tantos desencontros me encontro nesse sorriso lindo, sincero, suave, cheio de mistérios...
Me encontro nesse olhar profundo, que me revela um pouco desse sentimento plantado, já inevitavelmente enraizado e mal regado que existe em você...
Me encontro e me perco nesses traços de homem, de criança, traços divinais e tão cheio de ressalvas...
E tento, desesperadamente, me reencontrar no som baixo, profundo, marcante da sua voz... Voz que me revela o caminho do céu, do paraíso... Me eleva divinamente à glória e me lança brutalmente à perdição...
Se somos tão iguais por que somos tão diferentes?
Pensando em você e tentando esquecer, abro a janela do quarto como abro as da alma... E vejo... A chuva cai e lava a terra. Purifica as imundícies do mundo. A chuva cai e lava as marcas da seca, da dor, da tristeza, da solidão, da morte...
Talvez porque no fim, não haja diferença entre a chuva e as lágrimas...
By Dani Oliveira.
A primeira cerca foi feita pra impedir a entrada de animais, a segunda foi pra impedir a entrada de humanos.
Como olhar para o futuro e não ter medo de tudo que nos cerca e que nos alimenta de falsas esperanças.
