Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Como foi bom estar em seus braços.
Como foi bom sentir seu corpo junto ao meu.
Como foi bom rir ao seu lado.
Como é bom se entregar e não se arrepender em ter vivido.
Não,
Ela não tem coração gelado
Ela não é insensível
Ela não é bruta.
Ela apenas cansou de acreditar nas palavras doces e ações amargas,
Ela cansou de se despir de sua armadura e ser golpeada sem piedade,
Ela aprendeu a se defender das dores provocadas pelo punhal que atinge a alma.
Não,
Ela não é coração gelado
Seu coração é quente como a lava de um vulcão
E somente quem for merecedor conhecerá todo o calor de seu corpo e de seu coração que não, não é gelado.
Ela ...
Ela e liberdade,
Ela é intensidade,
Ela é dona de si.
Se ela resolve ficar
Tenha coragem para se perder em suas curvas,
Se afogar em seus lábios,
Morrer em seu prazer e
Renascer em êxtase por tê-la dentro de si.
Se ela resolve ir,
Lamente por tê-la perdido,
Conviva com as lembranças dos gozos inebriantes
E orgulhe-se por ter sido seu homem um dia.
Saborela
Ela é como fruta madura
Acidamente doce,
Embriaga de desejo os ignorantes de seu sabor
E mata de vontade por mais momentos nesquecíveis aqueles que provaram de seu mel.
Como ficar longe de você?
Como ficar longe de você?
Se a cada risada minha quero dividir contigo?
Se a cada lágrima derramada é no teu colo que busco alento?
Como ficar longe de você?
Se as minhas vitórias,
Meus melhores momentos
Foram compartilhadas ao teu lado?
Como ficar longe de você?
Se cada raio de sol
Cada pingo de chuva
Só faz sentido se você está comigo?
Como ficar longe de você?
Se você me ensinou tanto
Mas se esqueceu de me ensinar
a ficar longe de você.
DESABROCHAR
Difícil suportar não sentir seu corpo.
Difícil acreditar que as trocas de carinho cessaram.
Difícil aceitar que as risadas infantis se perderam.
Dores intermináveis de noites mal dormidas.
Dias ensolarados sem vida.
Quebrada segui sem você.
Quebrada sorri sem você.
Quebrada brinquei sem você.
Quebrada vivi sem você.
Quebrada percebi que não precisava de você.
Quebrada não senti sua ausência.
Quebrada ...
Não! Quebrada não, INTEIRA.
Inteira olhei as pegadas no chão e chorei um choro feliz,
Chorei um choro aliviado,
Chorei um choro sorrido,
Um choro abobado por ter o sofrimento sumido,
Assim como você, que dissipou feito fumaça no ar sem deixar vestígio do fogo que um dia queimou dentro de mim e comigo.
Fênix
Sempre que é quebrada ela se refaz.
Usando as lágrimas para curar os sentimentos em pedaços ela se refaz,
Transformando a dor em força e o ódio em combustível ela levanta e se refaz,
Mesmo com o sangue que escorre da sua alma ainda ferida ela se refaz.
Com seu Espírito marcado pela armadura de cicatrizes ela levanta e segue,
Empunhando seu olhar protegido pelo escudo de seu sorriso ela não desiste de lutar,
Deixando para trás a velha pele que a fez sofrer, ela sempre se refaz e vai se refazer.
Carta à Culpa
Cara a Culpa;
Você me acompanha por muito tempo, já superei você várias vezes mas você sempre dá um jeito de voltar e dessa vez você veio forte, mas saiba que a rejeito mais uma vez, você, apesar de sempre presente em minha vida, não é minha amiga, você é como uma erva daninha que tenta sugar a minha existência, mas não vou me entregar, vou lutar novamente até você virar uma lembrança que aparece de vez em quando, mas que não fica permanente a ponto de me assombrar, isso porque você não me pertence, eu não pertenço a você, eu não preciso e não quero tê-la na minha vida, estou disposta a lutar mais uma vez contra você senhora a Culpa e sim estou disposta a vencê-la novamente.
Sobre amizade...
Eu não sou aquela amiga que estará na sua casa todos os dias, que vai lotar a sua caixa com mensagens de bom dia, que vai querer saber diariamente da sua vida.
Eu sou aquela amiga que você conta sobre a sua vida se você quiser, que está sempre presente no momento que você precisar, que vai até o inferno pra te socorrer, que vai rir contigo e te por no colo quando chorar, eu sou aquela amiga que nem sempre você verá mas verá sempre que precisar e querer ver.
Sigo os caminhos do vento,
nos seus cantos e encantos me envolvo
recolho as folhas do tempo,
em poemas as devolvo...
Pluma e Trovão
por Alex Zanute Dias
Eu vim do silêncio que ninguém ouve.
Do lugar onde a dor cala fundo,
mas a alma — mesmo ferida — insiste em ficar de pé.
Fui queda, fui sombra, fui medo.
Mas hoje, sou luz acesa na escuridão.
Sou fé que não negocia.
Sou alma que não se vende.
Sou cicatriz que virou armadura.
Você me vê suave, mas não se engane:
— meu coração é aço forjado na dor.
— minha esperança é lança.
— minha voz é martelo.
Sou pluma, sim — leve, livre.
Mas cada sopro me ensinou
a voar sem pedir permissão.
E quando o mundo ruge…
eu rugo mais alto.
Quando a vida me testa,
eu viro trovão.
Trovão que rasga o céu da dúvida.
Que acorda gigantes adormecidos.
Que diz:
“Eu ainda estou aqui.
Eu não desisti.
Eu não vou recuar!”
Porque quem já andou no vale
não teme a montanha.
Quem já chorou no deserto
traz a chuva na alma.
Suave como uma pluma — sim.
Mas quando preciso lutar…
sou trovão que quebra o silêncio.
Sou grito de guerra.
Sou chamado à vida.
Sou renascimento!
Quem Sangra Com Você
Nos dias frios da alma cansada,
Quando a dor cala, mas pesa no olhar,
Há quem estenda a mão sem palavras,
E apenas por estar… já sabe amar.
Família não é só laço de sangue,
É quem fica quando o mundo te esquece.
É quem luta, se machuca e ainda assim te ergue,
Enquanto a plateia só te observa e desaparece.
São esses que dividem os silêncios,
Que choram contigo sem precisar razão.
É no caos que se revelam os eternos,
É na queda que se vê quem tem coração.
Não se engane com os sorrisos ao redor,
Nem com os aplausos que vêm na vitória.
Porque no palco da vida, o que importa,
É quem escreveu contigo a sua história.
Família é quem sangra com você,
Na dor, no amor, na luta e na fé.
O resto? Apenas figurante do cenário,
Que aplaude, mas não sabe o que é de pé.
“Ele Só Quer Que Você Volte”
Deus não espera que voltes perfeito,
Nem com as vestes limpas, o olhar ereto.
Ele conhece o peso do teu deserto,
E mesmo em silêncio, está sempre por perto.
Ele não quer tua máscara polida,
Quer tua dor, tua alma ferida.
Não pede que venhas com obras e glórias,
Mas com o coração, e suas memórias.
Volta com falhas, com medo, cansado,
Com o peito em pedaços, o passo arrastado.
Volta chorando, sem saber orar,
Só volta… Ele sabe como te abraçar.
Não é o brilho que o céu reconhece,
Mas o arrependido que enfim aparece.
Pois mais que o justo que nunca se vai,
É o filho que volta que o céu atrai.
Então, não te escondas na culpa ou na dor,
Teu lugar está firme, selado em amor.
Deus não espera que voltes perfeito…
Ele só quer que voltes. E te chama, do mesmo jeito.
Labirinto dos Porquês
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
brotam como rios
que nunca adormecem.
Buscamos sentido,
um fio na mente,
mas cada resposta
foge de repente.
A dúvida cresce,
se espalha, consome,
transforma certezas
em névoa sem nome.
Perguntas se multiplicam
como estrelas no céu,
e a verdade escapa
por um véu tão cruel.
Menos respostas,
mais inquietação,
é o preço que paga
quem busca razão.
Mas mesmo perdidos,
seguimos a andar,
pois é no mistério
que a alma quer estar.
“A Força de Perguntar”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
mas é nessa busca
que os fortes florescem.
Nem toda resposta
se mostra de vez,
mas cada pergunta
te leva a ser mais.
A dúvida ensina,
te faz levantar,
te tira da zona
que quer te parar.
Não temas o eco
do “por que” que persiste,
é ele que mostra
que a alma ainda insiste.
Quem muito pergunta
não é quem se perde,
é quem se constrói
no caminho mais verde.
“Mistério da Fé”
Quanto mais porquês,
mais porquês aparecem,
e os céus silenciam
enquanto enfraquecem.
Mas na ausência clara
de explicação,
floresce o invisível
no peito, a fé-vão.
Deus nem sempre fala
com voz e razão,
mas acalma a alma
com compaixão.
Nem tudo se entende,
nem tudo é pra ver,
mas tudo tem tempo
e um porquê de ser.
A fé não precisa
de prova ou sinal —
ela nasce no escuro
e nos leva ao final.
Natureza
A tarde em sua pagela
A natureza os pássaros
Uma flor tão bela
Cheiro de mato brisa suave
Perfume de jasmim
Completamente me invade
Chegando a noite
Os grilos estridulam
Ao brilho do luar
As lagartas acasulam
Enfim nasce o sol
Os campos brancos com orvalho
Insetos caminham pelo trio
Desenhando seus atalhos
O Quão Doce Tu És
O quão doce tu és, ó doce amada,
Teu sorriso é o mel que adoça a vida,
Em teus olhos reluz a luz dourada,
E em teus braços encontro a paz querida.
Teu riso é como música suave,
Que embala o meu coração em doce calma,
E em cada gesto, em cada breve enlace,
Sinto o amor que em ti se acalma.
No calor do teu abraço encontro lar,
E em cada beijo, o doce sabor da paixão,
És a doçura que me faz sonhar,
E a razão que acalma meu coração.
"Destino que me conduz":
No caminho incerto, sigo o destino que me conduz
Entre sonhos e desafios, aprendo a trilhar
Cada passo, cada escolha, um novo rumo se produz
E no compasso da vida, deixo a esperança me guiar
As estrelas no céu revelam um destino a seguir
E sob o manto da noite, encontro a luz a brilhar
No enlace do amor e da fé, vejo meu ser florir
E na dança do tempo, sinto o destino me abraçar
Oh, destino que me conduz, mistério a desvendar
Nas voltas da jornada, encontro forças para prosseguir
Caminho incerto, mas com coragem hei de enfrentar
Pois é no pulsar da vida que o destino me faz existir
Hoje me reencontrei
em versos antigos
perdidos pelo caminho
no escuro do meu íntimo
hoje eu encontrei
aquela velha poesia
que é nova hoje em dia
que traduz a minha vida
em letras e linhas
