Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Coisa que eu não sei!
Saudades de tudo que não foi...
Coisas que não sei...
Dos sonhos perdidos que o vento levou...
Do tempo que passou deixando marcas apenas...
Saudades...
Daquela lua apaixonada navegando no céu...
Cheio de estrelas... Sentindo a brisa do mar!
Depois o raio de sol que vinha me acordar... E me chamar
Dando-me beijos... Ardendo em minha pele...
Dourando meus cabelos... E dos sonhos de ali então...
E eu aqui sentada em frente ao mar
Vendo a vida passar... De repente... Tão breve...
Tão inesperada... Imprevista...
Sem dar tempo para me arrepender de coisas que
Não fiz e de outras que já foram esquecidas!
Eu te digo Adeus!
Com os olhos marejados na despedida...
Com a alma carregada de lembranças...
Mas levarei na memória.. Momentos em que eu te amei!
O tempo parou porque eu te amava...te queria para minha vida
Mas sempre soube que partirias...
Escuta-me amor...
Eu te amei, mas você nunca foi meu!
Hoje tu és apenas uma imagem sem cor... Neste silêncio
que ficou depois de tua partida...dividindo o sofrimento e a dor
com este amor que morre lentamente!
"Duda"
"...Como faz Falta, a Saudade é Tanta Que Deveria ir Nadando Ver Você, Nenhum Sacrifício é o Suficiente para matar a Saudade, Nenhum Sacrifício é o Suficiente para encurtar essa Distância, Nem Uma Ação Nunca Vai ser Demais para Estreitar Os Laços de Pai e Filha!
Na Rouquidão da Tua Voz Sinto como essa Distância Nos Faz Mal, No Soluço Entalado na Tua Garganta, Sinto Como Nossa Ligação é Extremamente Forte!
Mas o que mais Me acalma, é que mesmo Com essa Voz Rouca, Com Esses olhinhos Inundados de lágrimas, ainda Diz a Plenos Pulmões sobre como Te Faço Falta, e Que essa Distância entre Nós, um Dia Será Tão Curta, que Bastaria Que Estiquemos apenas um braço, para sentir que estamos Suficientemente Próximos, para não Mais haver Saudade, para deixar Nossa Voz Rouca, Nossos Olhos Inundados pelas Lágrimas nem tão pouco Nosso Coração Apertado Pela Ausência!
Segundo a Filosofia, testemunhamos Todos os Dias as inevitáveis Mudanças da Vida, Mas Meu Amor Por Você Duda, Permanece para Sempre Imutável! Te Amo ChuChu..."💝
No véu da noite, onde a luz não ousa,
cresce o fel que o peito não cala.
Ódio escorre, denso, nas veias,
como veneno que nunca se embala.
Queima lento, sem chama visível,
mas deixa cinzas em cada olhar.
Rancor é corvo de asas negras,
sempre pronto a pousar e ficar.
Não há perdão sob este céu sombrio,
só memórias afiadas como punhal.
O coração, outrora abrigo,
agora é templo do mal.
E o tempo — cúmplice desse tormento —
ri das feridas sem cura ou cor.
Pois onde o ódio finca seu trono,
floresce o império do rancor.
Somos tu e eu
Duas árvores nascidas de uma
Matriz, aparentemente finda.
Somos duas, e nos transformamos em uma só, na fluidez do mais belo amor
Amor puro, incondicional e eterno ..
És minha vida !!!
Sou Tua Bia .
O melhor estado dos corpos, é a agitação,
a asa se faz casa, se deita na inspiração;
assim como o pensamento exercita o voar.
Quero fugir com os girassóis no inverno,
quero me aquecer em cada pétala
onde o perfume se deita comigo.
Êh, vento!
Esse que pelo meu subterrâneo transita
Agita a minha saudade
que num levitar se negrita
E me arrepia os poros
e sótãos.
Silêncio tudo sabe,
é meu volume baixo em plenitude,
É meu barulho de porta trancada,
sem posse da chave,
São os meus eus presos em mim
e livres qual uma ave.
Eu não sou mais por ser exagerada,
É que eu sou infinita, sou intensidade
porque não me dou só um pouco,
porque quando me verto
espalho-me por toda a mesa
e corro pela abertura estreita do chão
só para inundar...
Quis fotografar a gente em sentimento;
a máquina só captava a carne.
A carne é exibida.
A carne é passageira.
Quis fotografar a nossa alma;
ela é tão fotogênica, eu sei.
Mas a lente não alcança.
Seu sorriso é um convite,
e dá a mão para a minha alma.
Rodopia meu ser em leveza;
deixando pegadas no céu e
esvoaçam os meus cachos...
Ela era assim, catava poesia ao vento,
Tinha sorriso largo de sol, choro curto,
Cabelos emaranhados na cor chocolate.
Criamos “nós” sem vírgula e
sem interrogação.
Viramos a mais bela expressão.
O nosso conceito é et cetera
seguida de reticência
e não é só isso.
Nem é preciso levar tudo a ferro e fogo,
Nem tão pouco um faz de conta...
Melhor mesmo é ser criança,
verdades e brincadeiras...
E não carregar nenhum peso em vão...
(Sempre serei EU)
Eles querem me impor um manual de como devo levar minha vida.
O que devo fazer com minhas roupas, com meu barraco.
Eles querem viver minha vida por mim.
O que eles me deram... joguei em um poço sem fundo!
Nunca fui nada do que eles queriam que eu foce.
Nunca serei nada disso que eles pensam.
Não posso querer ser nada disso.
Jamais serei como todos os outros.
Não tenho muitos amigos, nunca fui o favorito.
Nunca fui o que meus pais queriam que eu foce.
O que eu aprendi, aprendi por conta própria, Foi tentativa e erro.
Só quero um momento, um momento pra pensar.
Quero meus verdadeiros pensamentos.
Meus, e só meus, Meus verdadeiros sonhos.
Meus verdadeiros acertos, ou erros...
Não posso ser o que vocês querem que eu seja.
Não posso fazer o que vocês querem que eu faça.
Eu sou, e sempre, Sempre serei EU.
Que os meus versos possam sempre melhorar o dia de alguém, pelo menos, um pouco, principalmente, quando eu não estiver tão bem para assim alegrar o meu ânimo com um lembrete de que Graças a Deus às vezes os meus acertos também se fazem presente,
Pois, certamente, uma das vantagens de ser poeta é poder expressar em palavras alguma mensagem positiva, mesmo que durante a sua construção, esteja sentindo tristeza por causa de assuntos particulares, um tipo de compensação poética, um bem que é feito de mutualidade,
Poemas exaltam o agradável com uma certa sensibilidade e transparência que são passadas em cada frase e ressignificam as tormentas, diversas situações indesejáveis, depois que a inspiração desperta, uma peculiaridade satisfatória que trato como uma bênção.
É muito bom quando desfruto
de uma noite modesta,
entretanto, profusamente agradável
graças a uma taça calorosa
de simplicidade e bastante entusiasmo
à semelhança de um poema de poucos versos, mas de intensos significados.
