Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)
Tudo nessa vida tem seu momento de acontecer.
Não podemos deixar passar quando o amor nos é dado por Deus.
EU encontrei o meu, mais deixei partir. Agora o que me resta é a saudade, amo você!
O meu amor foi apenas algo que passou quando dói doces lembranças.
Lembre-se, estarei em qualquer parte do mundo te procurando em meus sonhos tentando te encontrar em minhas fantasias, estarei longe, mais estarei sempre ao teu lado, não conseguirá me ver, mais sentira minha presença, talvez seja o seu coração chamando meu nome, se ligara completamente em mim, chorará mas não estarei ao seu lado para secar suas lagrimas, sentira minha falta, mas sera tarde, vai querer estar comigo e não mais poderá, você lembrara dos meus olhos brilhando ao te ver, dos meus lábios murmurando, eu te amo e das minhas doces palavras de amor e quando for me procurar não ira encontrar, estarei tao perto e mesmo assim não me encontrara, estarei em sua mente, em seu pensamento, em seu coração
desde o momento em que te encontrei.
Amemo-nos sem termo nem medida,
pois que só para o amor temos nascido...
Vive por nosso amor! - é o meu pedido,
pois sem tal bem, que valeria a vida?
E se depois da vida já perdida
ainda se amasse. . . Eu, tendo já morrido
pediria outro amor - o bem querido -
para poder seguir gozando a vida.
Gozemos pois, tal como certamente
o primeiro casal no éden, ao ser
aconselhado assim pela serpente.
Que nos perdemos por amar se diz...
Tolice! Outra é a verdade, podes crer:
Só quem não ama sente-se infeliz!
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
Viver sem um amor, dói, mas se vive.
Dói mais, quando esse amor é platonico.
Não se vive. Simplesmente vemos a vida
passar se remoendo pelos cantos. Isso não
é vida. Se amar procure e fale, se não for correspondido...
...simplesmente espere seu coração, ele em breve
vai bater novamente... por alguem que vai te retribuir.
Apenas espere ele está chegando....
Se noutro corpo tua alma se traspassa,
não, como quis Pitágoras, na morte
mas como manda Amor na vida escassa;
Amor não é prisão, é LIBERDADE.
Liberdade não é fazer tudo que os outros fazem, é ESCOLHER.
Escolher é saber dizer NÃO quando preciso.
Ninguém controla ninguém, confie em si mesmo e AME livremente.
ENTRE O SER E AS COISAS
Onda e amor, onde amor, ando indagando
ao largo vento e à rocha imperativa,
e a tudo me arremesso, nesse quando
amanhece frescor de coisa viva.
Às almas, não, as almas vão pairando,
e, esquecendo a lição que já se esquiva,
tornam amor humor, e vago brando
o que é de natureza corrosiva.
Nágua e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.
E nem os elementos encantados
sabem do amor que punge e que é, pungindo,
uma fogueira a arder no dia findo.
O Amor e a Morte
Sobre essa estrada ilumineira e parda
dorme o Lajedo ao sol, como uma Cobra.
Tua nudez na minha se desdobra
— ó Corça branca, ó ruiva Leoparda.
O Anjo sopra a corneta e se retarda:
seu Cinzel corta a pedra e o Porco sobra.
Ao toque do Divino, o bronze dobra,
enquanto assolo os peitos da javarda.
Vê: um dia, a bigorna desses Paços
cortará, no martelo de seus aços,
e o sangue, hão de abrasá-lo os inimigos.
E a Morte, em trajos pretos e amarelos,
brandirá, contra nós, doidos Cutelos
e as Asas rubras dos Dragões antigos.
Proteja-me:
Meu amor é leal;
Meu amor é fiel;
Meu amor é sensual;
Meu amor é legal;
Meu amor é doce e profundo;
Meu amor é único;
Meu amor é pra sempre
"Meu amor é eterno e infinito enquanto dure"
Mesmo uma cômoda entulhada com lembranças,
Notas velhas, cartas de amor, fotografias, recibos,
Deposições judiciais, cachos de cabelo em tranças,
Esconde menos segredos do que o meu cérebro
[poderia produzir.
É como uma tumba, um cemitério de indigentes
[cheio de corpos,
Uma pirâmide onde os mortos deitam-se às
dezenas.
Eu sou um cemitério que a lua abomina.
COBIÇA
Eis que eu estou aqui frustrado!
E tendo, por momentos, a sensação de fracasso.
Mas fracassado eu seria na verdade,
Se trocasse meus ideias pelos conceitos impostos pela sociedade.
Se o dinheiro não vem à frente do amor para mim,
Não sou eu o fracassado,
Mas os outros sim...
Tudo que é comercializado pode ser arrematado por outro comprador...
Então, logo você não é o dono vitalício desse amor - não o tem,
És apenas o proprietário momentâneo de um bem...
Por isso as relações findam-se nos dias atuais,
A cobiça dita as regras e o amor é trocado por coisas banais.
Ajustando as velas
Ajustando as velas
Desvestindo um santo para vestir outro
Apagando incêndios
É a vida
Sob todos os seus
Desalentos
Contratempos
E encantos
Estamos presos vivos em nós mesmo.
Presos em pensamentos,
Presos em sentimentos.
A morte mental do indivíduo começa se manisfestar após perder seu entusiasmo.
o poeta e a musa , a nota e a melodia ,
a canção e o autor , o obra e o autor ,
o romantismo e a inspiração ,
o retrato e a modelo ,
a amante e o amado ,
o começo e o fim ,
o fim da frase e o ponto final ,
Eu e você .
Sempre com emoção
Marte, Saturno e Vênus,
distraem o meu peito
em alta rotação
no mundo em viração,
todo o dia renovo por ti
a romântica devoção.
Meteoros Eta Aquarídeas
pela minha terra bailarão
como partes do cometa
Halley que eles são,
nesta peregrina da chuva
que não há como se molhar,
dela dá para fazer um colar.
Talvez tudo isso seja
o prelúdio alvissareiro
do nosso alinhamento
cercados por estrelas,
pelas aves noturnas
e do amor e suas loucuras.
Visível como Lua crescente
e Júpiter entusiasmado
com as suas quatro Luas
esperando o verão quente,
vivo diariamente sonhando
com o teu beijo fervente,
e nutro este sonho renitente.
A poesia é a alma
do poema,
o poema é o corpo
que tudo pode
e quem escolhe é você.
O poema pode ser
escrito ou pode ser
tudo aquilo que você quiser,
ou simplesmente não quiser.
Poesia é subjetivismo,
e sem subjetivismo até
o poema não faz sentido.
A poesia só existe
se você ler e entender,
e sem os teus olhos
a poesia nunca irá existir.
(Poesia e poema têm
o compromisso de coincidir).
TROPEÇOS
Ó vida bela, ó vida engraçada,
Muita gente querendo ser culta postando frases fragmentadas ...
Trechos de poemas feitos por outros,
Que assim, em pedaços poucos,
Conseguem culpar sempre os outros...
Ó vida bela, ó vida engraçada,
Você é sempre a vitima e nunca a pessoa errada.
Toca a vida sem responsabilidade e quando a vida te cobra, adivinha?!
É sempre a pessoa coitadinha!
Que tal ao invés de apenas copiar parte da criação alheia,
Tirar do seu cérebro a teia e começar a pensar...
Reconhecer onde erras, já será um começo,
Afinal, quem na vida não dá tropeços?...
Tento aqui te alertar,
Para quando voltar a tropicar,
Que não seja o chão mais uma vez o culpado, quiçá seu sapato...
Que seja maduro para admitir,
Que se tivesse prestado atenção ali,
Não seria o chão um vilão!
O chão presta seus serviços parado, calado - somos nós que nos movemos sobre ele - e ainda assim o culpamos quando tropicamos!
E na vida,
Será que quem julgas ter lhe causado a ferida,
Não seja na verdade o remédio?!
Concluindo assim, que embora se julgue como vítima, és a real causadora do seus problemas, que pena!
SEU OLHAR
As cores do azul de quando eu vi já eram nu no seu olhar,
A deflorar...
Meu coração...
Me seduziu experiente e de forma inconsequente,
Como menino abobalhado pus-me a sonhar...
Com seu olhar...
Olhar despido e atrevido,
Andastes por certo perdido,
Mas viestes a me encontrar...
(Instrumental)
As cores do azul de quando eu vi já eram nu no seu olhar,
A deflorar...
Me seduziu experiente e de forma inconsequente,
Como menino abobalhado pus-me a sonhar...
(Instrumental)
O entreaberto dos meus lábios,
Que esboça alegria quem diria?
Tens como chave,
O seu olhar...
E se um dia eu senti dor,
Já me esqueci do dessabor ao encontrar,
O seu olhar...
As cores do azul de quando eu vi já eram nu no seu olhar,
A deflorar...
E quando penso estar sonhando para a minha alegria quem diria?
Ao acordar...
Entre lenções amarrotados,
Disperso e assustado vou ao encontro...
(Instrumental curto)
E o alivio repentino que me gela e traz sorriso,
Só acontece porque encontro...
O seu Olhar...
Obs.: música feita imaginando ser cantada na voz de Caetano Veloso
SAUDADES
Eu nunca soube dizer adeus,
E ainda não aprendi,
Mesmo tendo passado tanto tempo,
Eu ainda me pego no pensamento a lembrar de vc...
O estranho é o sentimento,
Que mesmo maltratado por ti e pelo longo tempo,
Este insiste em insistir,
E agora estou eu aqui,
Deitado ao relento,
Com os olhos averiguando as estrelas,
E querendo tê-las,
Só para tentar comprar um sorriso seu.
