Cecilia Meireles Poemas Sonhei com Voce
CDLX citações, desafiando a inspiração do acaso, inebriado em instantes lúdicos, via pensamentos líricos, eivado em melodias transcendentais, evasivas da alma.
Analisando o universo como um todo, percebemos embates entre fenômenos e matérias numa constante, qual vida própria manifesta, em constante modificação, sem contudo perder sua essência no todo. Quando efenece a vida animal, para onde esvae sua energia vital? Uma coisa é certa, o universo subsiste por infinita energia existencial, sem que humanos possam mensurar toda essa potência exponencial.
Eu não sei de nada, e verdadeiramente nada sou. Não sei nem de onde eu vim, muito menos para onde vou. Quero mergulhar na ignorância, no mais rudimentar modo de viver, bom seria em meio aos animais, talvez como os índios, e assim até encerrar o meu viver.
Para quê saber muito, se nada posso fazer? Nem sequer um único segundo acrescentar em meu viver. Oh vida cruel, oh cárcere carnal, me basta, cada dia o seu mal.
Só quero ficar no.meu canto, buscar novamente o encanto, a ilusão da vida em meu ser, preciso sim, voltar a viver.
Vivo o dia, a noite vem, sem avisar as trevas caem e o que éramos deixamos de ser, e já não somos mais ninguém.
A vida e a morte digladiam diuturnamente, vem a vida vai a morte, segue a sina, para uns azar, para outros sorte.
O show da vida ou tragédia do viver, assim manifesta no universo o ser.
Cada qual em seu proceder, no acaso existencial de cada indivíduo.
O amor, quem pode entender sua profundidade, altura, largura e imensidão?
É tão puro e santo, que não cabe plenamente em nosso coração.
Vou me despedindo, despindo do meu ser
A cada lapso temporal, desprende fragmentos, sem que possa mensurar. Sim, vou me despindo de meu eu, depreendendo da razão, esvaindo a emoção, até que em dado momento, satisfaça a extinção.
Clama a alma em rogos e água flui em rios, lavando às correntes em repuxo, transportando as agruras em seus canais interior.
Palavras, deixa-me exprimir, quero esvaziar meu ser, que saturado em ânsia, roga externar. Sabe o quê? Sei lá.
O viver é uma vaidade e cada vida cumpre a sua idade. Uns nem chegam a nascer, outros nascem e mal começam a viver, e todos os nascidos, cedo ou tarde hão de fenecer.
Há quem acredita ter alcançado o conhecimento no todo, mero mortal iludido, sedento por desvendar o oculto e escondido.
Para o mero mortal tudo é relativo, mas ante a grandeza do universo absoluta é a sua insignificância.
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