Cecilia Meireles Poemas Compromisso
SE UM DIA
Se um dia você partir...
Ainda sim
posso dizer que tenho um local
de onde eu derrame minhas
lágrimas ao mar.
Se houver esse dia
não quero estar sozinho.
Quero ter somente a lua
como testemunha.
Porque quando chegar a noite
e olhares para os céus
a lua não te negará a verdade...
LUTO
Hoje não ouvi os cânticos dos pássaros
nem vi o brilho do sol
os risos se tornaram triste
enquanto o pranto descia pelo rosto.
Sofre silenciosamente o meu
coração em luto
porque você "morreu"
(mesmo estando ainda em vida.)
Estou sempre mudando,
Uma constante evolução
Um tanto frio e homicida
Matando resquícios do tempo
Memórias padecendo intensa e diariamente
A vida cobra, elas morrem.
A menina que toma um gole de felicidade a cada dia, foi ela ... (¹)
Em harmonia com a vida, ela mais que vive . Investe a alma nos proprios pensamentos, e que se dane o resto ...
Ela só quer pensamento ...
Essa menina, que sorri chorando, quase nunca chora, não fala de alegria, não tenta explicar o amor em vão as pessoas surdas deste mundo...
Ela só quer filosofia ..
Essa menina linda, que me alegra com suas ideias estranhas, que não diz que está feliz e nem se mostra triste ...
Ela so quer ideologia !
E essa menina seria apenas mais uma garotinha, com medo de se entregar ao mundo ? Ou estaria tentando nos mostrar que assim como eu e voce, ela é muito mais que uma peça de xadrez neste lugar que ainda chamamos de mundo ...
O homem só será consiente do que faz quando descobrir que os planetas não são descartaveis e como o homem é burro, só vai descobrir quando a seringa já estiver infectada; pelo virus da poluiçao e da destruiçao causada pela nossa própria força ...
... (¹) .. que me embriagou com sua ideias, viciantes ..
Ideias que me inspiram e me faz refletir, muito mais do que eu posso, mais do que eu consigo...
Eu escrevo o que eu quero porque não sou pago pra pensar, posso pensar sem limites que não serei cobrado por nada..
Tem gente que vende ideias aos humanos, humanos que pagam por ideias e tem gente que faz as proprias ideias ...
Nesse caso, não é ruim ser a 3ª opção .
Sob a árvore de folhas amarelas,
Reflete o pensador da infinita tragédia.
Enquanto o forte e agradável
Cheiro petricor - depois da garoa matinal -
Exala um martelar de memórias.
A sagaz máquina do tempo deixa sequelas;
Veem de forma colossal e me prendem.
As amarras do pensamento são cruéis,
Me conduzem a cavar uma cova;
Um abismo indizível que sem hesitar,
Caminhamos com os próprios pés.
Nos resta rir, enquanto chorando,
Assistimos ao nascer do sol.
Sou um tanto esdrúxulo
Homem que sofre com a tragédia;
Aquela tragédia infinita.
Que martela um grande músculo.
Mas qual é a vítima da vez?
A mente! É sempre ela
Aquela mesma que sente dor;
A dor do destino, da realidade.
Pobre menino! Aquele, que era bom;
Tão bom que era o escolhido.
O menino cresceu, mas tento fugir.
Fugir de sua presença.
Assim como meu amigo Saramago,
Tento não fazer nada na vida
Que possa envergonhá-lo.
Pra quê envergonhar a pobre criança?
Seu legado foi tão doce e agradável.
Até com os anjos ele voou.
A luta é grande, pois é muito difícil
Chegar à altura do bom menino.
Eu? Eu sou vil !
VISÃO LEVIANA
O tempo passa e tudo muda.
Ele mostra tantas coisas:
Sofrimento, maldade, tristeza;
A loucura chega para todos !
Manigold não era tão leviano
Como dizia o mestre.
Seus olhos contemplaram tanto mal
Que tudo era escuridão.
Aos poucos tudo se torna banal,
Inclusive a morte.
EU
Eu queria estar em todo lugar
E em lugar nehum;
Eu penso em ter tudo na vida,
Mas acabo por não ter nada.
Eu queria ter você,
Mas não tenho ninguém.
Não desanime se ainda não chegou ao objetivo que busca.
Um puro sangue não deixa de ser um, por estar puxando uma carroça.
Mas não vá se acostumar com ela.
Já fui muitas vezes homicida.
Matava minhas memórias diariamente.
Só não contava que ao fazer isso,
Estava flagelando minha tenra vida.
Dor imensurável de não ser alguém .
Para um mancebo com meu passado,
Buscava fazer o certo que muita vez
Podia violentamente matar ninguém.
Minhas vãs sutilezas são incríveis
Sem serem incômodas aos outros
Percebia que na real, eram terríveis.
Quem vos escreve nem sou mais eu;
Apenas resquício de memória suicida
Que me lembra quando estava em vida.
Triste pássaro negro,
Já o vi mais feliz a ponto de rir.
Outrora batiam forte suas asas,
Hoje velho corvo, nem sabe voar!
Triste pássaro negro!
Com ansias por uma vida cruel.
Ovelha desgarrada! anda dissoluto;
E com olhos de pássaro triste.
Triste pássaro negro!
Teu olhar traz o presságio
De uma violenta dor abstrata,
Triste pássaro negro!
De dor em dor, anda sem amor
E pairando sobre a desgraça.
Não abrace o hedonismo!
As frustrações vêm de uma vida exarcebada. Esse exagero se dá pela falta de respondabilidade.
Muitos só querem diversão ou uma vida ociosa, mas não são firmes para de fato concretizarem um sucesso duradouro.
- "Se não for agora, eu não quero!"
Por isso amam os prazeres rápidos e vulgares. Não aguentam o trabalho duro.
Em sua maioria não são capazes de construir pilares de sucesso.
Portanto, sejamos diferentes! Tenhamos princípios e prioridades por mais que demore, pois assim viveremos o oposto da massa na qual estamos inseridos.
Escassez não é ausência!
Sou feliz, mas não vivo de quimeras.
Não vendo a ilusão de uma utópica esperança.
Quais são meus acertos na vida?
Todo ponto que tomo por partida
Não tem linha de chegada.
O que me dá chegada, é desagradável.
A dor tornou-se minha amiga íntima.
Parece que cada ano que se vai,
Leva consigo um pouco de mim.
DE CORPO E ALMA
letra: Marilda dos Santos
Noite de lua
Noite sozinha
Nas paredes do meu quarto
Fico a imaginar:
Sei que estás longe
Que em breve vais voltar
De corpo e alma pra me amar
De amores intrigantes
De passados distantes
Vênus e Marte sempre serão grandes amantes
Não me condene
Pelo meu mundo sem ação
O que importa
Se estou presa a este mundo?
Se é nesse mundo
Que eu sei te amar loucamente!
Quando te critico
Por fazer o que vem na cabeça
Não é por mau
E sim um modo de te proteger
E também medo de te perder
(28 Dez 1993)
Marilda dos Santos
VAGANTE
Renato Nova
Me sinto vagando sem rumo
Olhos ausentes não vêem o caminho
Sigo perdido sem destino
Não encontro meu horizonte
Sem abrigo nesta tempestade
O frio da noite no coração
Andando às cegas sem direção
Na garganta um grito sufocante
Não há estrelas no céu
Em tudo ao redor reina o vazio
Neste caminho soturno e sombrio
Sua imagem cada vez mais distante.
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
– 30 de junho de 2006 -
Renato Nova
PÓS-ATO
Qual a conseqüência do beijo?
Algo imensurável,
Plausível,
Desejável?
Toque de dois sentimentos,
Sutil,
Entrelaçado,
Que se algemam em paixão
mutua,
Constante,
irreparável.
Singultos ritmados,
Arrepios frementes.
Afagos,
Desabafos.
Nada disso,
Apenas bocas entorpecidas
Num cândido frenesi...
JRicardo de Matos Pereira
LUZ DO SOL
(Eduardo Pinter)
Você quer que eu entenda
Mas você não me entende
Quer que eu sorria mais
E não me faz sorrir
Quer que eu suba
Mas não me faz crescer
Finge que sente
Mas não me faz sentir
Você me escuta
Mas não quer me ouvir
Você fala quando me quer calar
Você olha enquanto eu tento ver
Você sorri quando me ver chorar?
E os campos inundam o que é florir
E as correntes caladas irão gritar
E os vagos sonhos terão um fim
E a luz do sol irá escurecer
19 Jan 2013
Eduardo Pinter
(Rê) Sentir
Versificar...
Verborizar...
Simplificar...
Regozijar...
Viver!!!
Tantos outros verbos que se sonorizam/poetizam e rimam com o verbo amar.
Por isso digo:
Versificando,
Te conduzo a essência de meu sentimento;
Verborizando,
Te envolvo nas palavras de meu desejo;.
Simplificando,
Resumo meus sonhos quando estou em teus braços,
Lábios e seios;
Regozijando,
ratifico a comoção de tê-la ao meu lado, e, ao
viver...
Apenas sorvo da essência da vida estampada em teu olhar e teu belo sorriso...
José Ricardo de Matos Pereira - Terça . 07.05.2013 as 01:41 hs.
Obs.: A minha inspiração maior: Rê.
JRicardo de Matos Pereira
NAS MANHÃS DAS TARDES NOTURNAS
de: Eduardo Pinter
Este silêncio que devora todas as manhãs
Parecem gritos ecoando por todos os cantos
Este sentimento vazio que algo está faltando
Parece agonizar sempre quando acordo
E todas as manhãs... parecem todas iguais
Depois do meio dia, sonolência bate, preciso descansar
O corpo parece que já sabe, a tarde é longa, é preciso se preparar
Entre o perdão e o pecado existe um intervalo de consciência
O sangue das mãos é um ato de pura sobrevivência
E todas as tardes... parecem todas iguais
E a noite chega e parece que não sou o mesmo
As promessas das manhãs não tem mais sentido
Não tenho mais tempo p'ra ter pena de mim mesmo
Estou pronto p'ra lutar, pronto pro sacrifício
E todas as noites... são todas iguais
21 maio 2013
Eduardo Pinter
