Casal
Se você quer individualidade, não se case.
Casamento é a transformação de duas pessoas em uma só carne (e não só na cama).
Se um casal tem segredos um com o outro e, sendo casado, busca seu próprio espaço, é um casamento fadado ao divórcio.
Um dia, os olhares se encontraram, e quando isto acontecer... Tudo aquilo que desejamos em uma pessoa, e para nossa vida... Brotará.
A incrível beleza da família é tornarem-se juntos, uma só estrutura, erguendo grandes pilastras para o sucesso!
As vezes em coisas simples, colocamos muros tão altos ou fazemos abismos por medo de nos arriscar ou por causa de um passado, mas a culpa não é só dos outros, é nossa também, e basta termos sabedoria para não cometemos os mesmos erros, e se for pra voltar atrás que seja consciente e se for pra avançar que seja firme...
Aquele Dia
E hoje você não caminha sozinha...
De longe eu a observo caminhar devagar
Passos determinados...quem sabe olhos emocionados de pura alegria?
Seu pai com a seriedade de quem estar perdendo sua querida menininha
A leva para ter sua própria família
E eu, contenho a emoção desse pobre coração...mesmo ele sendo de 'carne e osso'
Ela sempre foi corajosa
Como mesmo dizes: 'Eu sou a Fênix e sempre vou renascer'
Aquela luta sempre foi grande e dolorosa
Trabalhadora...ela nunca desistiu de continuar
E agora chegou o momento do seu último ''renascimento''
Você não caminhara mais sozinha...
Juntos iremos trilhar este novo caminho
Lado a lado, nós iremos nos amar , até que chegue ''Aquele Outro Dia''
ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...
Nove de Outubro de 2015, Sexta-feira, 7:45h da manhã.
Avistei ao longe um casal de velhinhos já octogenários. Ela na frente, os pés inchados por alguma patologia, arrastava com dificuldade um carrinho de feira vazio. Ele, logo atrás, magrinho-de-dar-dó, se equilibrava em uma bengala em passos trôpegos. Verdade que não havia faixa de pedestres ali; rua tranquila, sem outros carros passando. Parei o meu e fiz sinal para que pudessem atravessar calmamente, não me custando nada esperá-los. Um meio sorriso se esboçou na fronte da senhorinha e, passo a passo, foram tomando a rua rumo ao outro lado. O senhorzinho segurou o ombro de sua senhora com uma mão para dar impulso ao passo e ajudar a bengala em seu equilíbrio, vagarosamente.
Avistei pelo retrovisor uma motociclista que vinha logo atrás em uma velocidade baixa, mas suficiente para que eu pudesse colocar o meu braço para fora e balançá-lo, em sinal de “venha devagar… mais devagar”. A motociclista ignorou o meu gesto, ignorou a esquina… possivelmente embalada musicalmente pelos fones de ouvido logo abaixo do capacete. Ultrapassou o meu carro e freou bruscamente em cima do casal de velhinhos. O susto foi tamanho que os dois foram ao chão… corpos, bengala, carrinho de feira, respeito, civilidade. Tudo caído no asfalto.
A motociclista continuou “empinada” em sua moto e não fez nenhuma menção de ajudá-los, não moveu um músculo sequer… e eles estatelados no chão. Abri a porta do meu carro e saí e, antes que eu pudesse fazer algo, o velhinho, com toda a dificuldade e com certa rapidez olímpica para a sua idade, se levantou do chão, levantou a sua senhora com os joelhos ensanguentados e pegou a sua bengala. Em pé na porta do meu carro, pude ver uma cena similar às populares surras que ocorreram nas novelas globais “Senhora do Destino” e “Celebridade”. O velhinho, juntando as forças de seus braços magros, “empunhou” a sua bengala como se fosse uma espada e, como se tivesse tomado um elixir da juventude, desferiu golpes na motociclista posuda. Um, dois, três, quatro, no retrovisor da moto, no ombro dela, no tanque na moto, nas pernas dela. Aí sim, ela reagiu, se movimentou, pois AGORA sim, era com ela, antes não! Ela começou a gritar “velho louco! velho louco!” e ele, com a sua “bengala-sabre-de-luz”, tentava fazer alguma justiça com as próprias mãos, ainda muito trêmulas, pela idade e também pelo susto.
A motociclista arrancou a sua moto dali “gesticulando palavrões” deixando o velhinho ainda agitado e nervoso. Deixei o carro em direção aos dois para prestar alguma ajuda, pois os ferimentos físicos e emocionais eram visíveis. Peguei a minha garrafinha de água e ofereci a senhorinha sentada na calçada. Perguntei se poderiam entrar em meu carro para levá-los até o Pronto Atendimento, mas não aceitaram, alegando que estavam bem e precisavam fazer a “feira do mês”, em um supermercado próximo dali. Se levantaram, sacudiram a poeira; a senhorinha enxugou o suor e as lágrimas com um roto lenço, ajeitou seus cabelos e também o boné na cabeça de seu senhor, e, ambos, continuaram os seus vagarosos passos apoiados um no outro (creio agora que mais tristes e decepcionados do que quando se levantaram pela manhã).
Isso tudo não durou 5 minutos de relógio, e escrevo para que fique uma pequena eternidade em registro. Foi tudo muito rápido, mas não pude deixar de notar que, no veículo da descerebrada motociclista estava adesivado: “Livrai-me de todo mal, amém”.
No mínimo, irônico.
- Pense no relacionamento como se fosse uma conta bancária do tipo poupança, onde você define que vai fazer frequentes depósitos de afetos para fortalecer e reafirmar o quanto essa pessoa é importante para você.
- O método é todos os dias você vai planejar o que pode fazer para atingir a meta. Vai economizar e deixar de gastar com coisas que não tem tanta importância assim para atingir o objetivo.
- Cada desentendimento vai retirar afeto e cada ação de entendimento vai depositar afeto na conta.
- Então programe-se em todos os dias depositar 3, 5, 10 afetos, escolha a quantidade inicial. Persistência, criatividade e foco, são a chave para o sucesso, no início irá ocorrer vários depósitos e retiradas até se ajustar, mas com o tempo a tendência é ir estabilizando e acumulando depósitos.
- Mas o principal é focar no objetivo de procurar meios de conseguir atingir a meta todos os dias.
- Cada depósito significa que, a pessoa que a recebe vai se sentir amada, segura e feliz e para desistir desta conta basta não depositar e automaticamente o saldo começará a diminuir até zerar.
- Ao final de cada dia veja o extrato de como foi a movimentação do dia se o saldo manteve inalterado, positivo ou negativo, assim conseguir planejar melhor o próximo dia.
- Essa estratégia pode ser usada em qualquer tipo de relacionamento seja amoroso, de amizade, familiar ou profissional.
Que a gente sempre possa correr para os braços de quem tenhamos saudades, que os braços que esperamos por nós estejam abertos e levantados também a nos esperar. Que o próximo sinta o entusiasmo dessa energia de amar, e que ela contagie todo ambiente, toda gente. E aí, contagiados poderemos viver em amor, para então poder viver em paz. E então viver individualmente de: paz também, e na nossa junção: de amor. (27/01/2018)
Unimos as escovas de dentes.
Um gesto simplório e muito significativo.
Remete a sonhos passados e abandonados por conta da imaturidade.
12 anos nos distanciaram fisicamente.
Seguimos nossos (próprios) rumos.
Nos reencontramos.
Agora não só as escovas de dentes estarão unidas.
Em breve estaremos unindo os nossos corpos, dividindo os mesmos espaços em nossa casa, nossas alegrias e tristezas. Decidimos estar um do lado do outro. Nos tornamos um casal!
Nenhum relacionamento dará certo sem renúncias. Não é uma perda de liberdade, mas sim uma liberdade vivida a dois. O amor só acontece quando você faz acontecer, marcando sua presença e demonstrando interesse. Senão é puro egoísmo.
A real beleza da vida encontra-se nos detalhes. Do orvalho a cor, do abstrato a flor, chego a conclusão que é impossível dizer que no mundo ainda não resta o amor.
Um mísero segundo foi o suficiente para que eu fizesse as contas que em todos os minutos daqui até o infinito ao seu lado é onde eu quero estar.
Quero o gosto de um beijo que não termine em silêncio, mas que sempre venha com sede de mil beijos mais.
