Cartas sobre a Felicidade Epicuro
"Sonhei, não nego! Sonhei que a obra sobre Policarpo Quaresma era minha, além do Lima. Em coautoria, sabem como? Se não tivesse acordado eu daria destino diferente ao Major e o fim não seria triste, como no original. Mas acordei de mais esse sonho! E esse não foi o único sonho (desse tipo) que sonhei!"
Texto Meu No. 1001, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Uma das melhores piadas sobre 'especialistas' em livros, autores e exibicionismo é aquela em que o sujeito alerta que, enquanto o outro está discursando sobre Autores que ele leu, o Dirceu está com a mulher dele, na casa dele, HeHeHe. Na piada, o Leitor é português, mas aplica-se a qualquer um!"
TextoMeu 1372
1457
"Cresce o número dos que acham que sabem sobre Deus. E que vivem tentando ensinar quem é Deus e o que Deus pensa. Estão em todas, mesmo onde não são chamados. Inacreditável que não se mancam. Chamam isso de Evangelização quando, na verdade, é 'Encheção'. Isso, sim!"
TextoMeu 1457
1473
"Sobre Renegar o Passado... Se o objetivo é convencer também os Não Incautos, não está funcionado (nem vai). Mas, se o objetivo é obedecer Líderes Religiosos e Manuais de Justificativas, além de impressionar Incautos, nesse caso sigam em frente, pois continuarão a ter 'sucesso'!"
TextoMeu 1473
1516
"O Editor me pediu 2 laudas sobre Deus... Eu disse NÃO. Não sei exatamente quem é Deus, então tudo que eu viesse a escrever seria Presunção ou só Vontade Minha ou Especulação Pesada ou Nada Além de Copia do que Outros já dizem e repetem. Não aceitei escrever 2 laudas mas, isso, o que escrevi aqui, o Editor gostou e publicou!"
O Nosso Verão
O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.
O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.
As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.
Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.
Às vezes eu quase te conto
sobre os abismos que carrego no peito, mas tenho medo que o peso das minhas marés
afogue a leveza do teu sorriso.
Não é tristeza,
é intensidade demais
para um mundo que ama raso.
Eu sinto fundo, eu amo largo,
eu me entrego sem margem
de segurança.
Sorrio para todos,
mas é você
quem percebe quando
meu olhar se perde.
Você não entende cada
silêncio meu
— e mesmo assim, fica.
E é por isso que eu te amo:
porque não tenta me consertar,
apenas me abraça como quem diz
“eu não entendo tudo, mas escolho você.”
O acaso
Caneta, papel, café e uma vela acesa sobre a mesa,
depois da explosão sobraram alguns estilhaços, pedaços de você estão espalhados entre as linhas,
a uma voz que já não ouso ouvir, não por medo mas por saber os efeitos colaterais da colisão causada,
os desejos não podem sufocar as esperanças, não podem ser mais fortes do que a sabedoria encontrada no silêncio,
atravessar um iceberg com a tocha acesa não foi um feito, foi uma versão do meu futuro encarando a realidade sem desistir,
e caso aconteça o acaso de eu encontrar um novo amor por um acaso, estarei vibrante na mesma órbita de enfrentamento dos olhares e sentimentos.
Destino implacável
Na busca de um norte, passos foram dados sobre o gelo e sem piedade o destino foi implacável,
Laços que se rompem, olhares perdidos na neblina, dias esquecidos nos juramentos em vão,
O uivo do lobo solitário é ouvido e a distancia a presa sente na alma o frio da sua derrota,
Vencer as quedas, a ausência e a crueldade das palavras deixadas sangrou os gritos do desespero, no entanto foi o suficiente para aquecer o abrigo forjado no silêncio,
No retorno, a jornada pela sobrevivência matou versões antigas, superou marcas e limites e apresentou na ponta da lança o reembolso do tempo.
É tempo de refletir, é tempo da autotransformação, de refletir sobre a nossa relação interna e externa. Permita que o perdão e o desapego façam morada em seu ser. O tempo é contínuo, e sempre é momento de reflexões. Que suas escolhas tenham te impulsionado para a renovação da sua própria vida. Busque sua melhor versão.
Reflexões para um dia melhor. Trecho do meu livro "Um Dia de Cada Vez".
Sobre Música e Sonhos
A música é a única salvação para o que resta da minha alma, quando o que se tem, não basta, ou o que há de mais importante, é inalcansável. Só ela nos ajuda a jogar para fora o que queima, arde, cura ou fere.
Cante suas histórias, conte tuas memórias. Que cantemos a verdade com paixão, pois se não há outro caminho, é necessária uma solução. Faça o que faz por amor, e não por dinheiro, pois ele é só um bônus do esforço e trabalho bem feito. Do que adianta toda riqueza, vivendo uma vida de mentira, sem desejo, vontade ou um amar verdadeiro?
Busque teus sonhos, viva o teu destino. Jamais deixe alguém dizer que não pode qualquer coisa que queira. Viva para realizar seus sonhos, e não os de pessoas alheias, que jamais devolverão o tempo perdido, ou o momento onde ainda podia alcançar teus objetivos mais concretos, e vontades mais sinceras.
— Marcela Lobato
O texto de Isaías não fala sobre Lúcifer, mas sim sobre Nabucodonosor II, que foi rei da Babilônia, devastando diversas nações por muito tempo, e tornando, inclusive os hebreus, seus escravos.
O que está no livro de Isaías 14 é uma comparação de Nabucodonosor com vênus, devido ao mito babilônico das estrelas (que para eles eram os planetas também, e deuses), onde Vênus é expulsa do céu ao longo da madrugada devido, pela mitologia deles, ter sido expulsa pelos deuses já que era a mais bonita, a mais brilhante, e com isso ter ficado arrogante, orgulhosa, assim como era esse rei, se sentindo o rei do mundo, um deus encarnado. Além disso, naquela época era comum chamar os imperadores de "Estrela da Manhã"
Então não, não existe nenhuma menção ao deus Lúcifer, e nem a nenhum ser chamado Lúcifer na bíblia. A outra única vez que o termo lux ferre aparece, não como nome próprio, como título, é para se referir a Jesus, o colocando como "Estrela da Manhã". Como um imperador.
Vocês foram enganados. O diabo foi criado pela igreja para mantê-los no cabresto. Sem o Diabo, o que seria da igreja? Sem a condenação eterna, quem se sujeitaria aos horrores do cristianismo? Não é atoa que a maioria esmagadora, se não todos que lêem a bíblia de verdade, saem do cristianismo, ou, no mínimo, mudam muito sua crença com relação a isso.
Não deixe que sequestrem a sua mente! Não seja refém de um sistema sádico! Acorde e liberte-se! Conheça a verdade, a verdadeira, não a ilusória ultra manipulada, e então liberte-se! Parafraseando o personagem mitológico Jesus, "Conheçam a verdade e ela vós libertará".
- Marcela Lobato
Eu tenho aprendido que presença é um dos maiores presentes.
Pra gente.
E pro outro.
É sobre como a gente se entrega de verdade… na página de dentro.
No jeito de olhar sem julgar.
Na escuta que acolhe sem querer corrigir.
Na presença que não invade… mas também não abandona.
Porque no fim, não é sobre salvar o outro.
É sobre caminhar junto com verdade e humildade pra não ferir…
e lucidez suficiente pra não se perder.
E talvez seja isso que a vida tenta ensinar o tempo todo:
a gente não evolui só entendendo…
a gente evolui sentindo, praticando e escolhendo amar melhor a cada dia.
Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo
Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.
Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.
O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.
Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.
Talvez…
Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?
De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?
Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.
E lá fora?
Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?
A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.
Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.
Perfeito amor…
Não é sobre começos,
é sobre o que ficou depois deles.
Sobre nós, que não passamos —
criamos raiz no tempo e fizemos morada no sentir.
Te amar
virou rotina daquelas bonitas,
que não pesam, que não cansam.
É o tipo de certeza que não precisa ser dita, porque vive nos detalhes que a gente nem percebe mais.
Nos dias difíceis,
teu nome ainda é abrigo,
teu abraço ainda resolve o mundo.
E mesmo quando o silêncio chega,
ele vem cheio de nós dois,
nunca vazio.
Se isso não for
o tal do perfeito amor,
então eu não sei o que seria.
Porque o que temos não grita… permanece, e tudo que permanece, no fundo, é eterno.
"Muitas vezes Deus não te livra da tempestade, Ele te faz andar sobre as águas no meio dela. A proteção d'Ele não significa que os problemas sumiram, mas que nenhum deles tem o poder de te afundar. Você é guardada por quem nunca falha.
Lúcia Reflexões & Vida
Palavras ditas na ira revelam mais sobre quem fala do que sobre quem ouve. Ser chamada de algo que não sou não me define, mas define a falta de respeito de quem proferiu a ofensa. Eu sou responsável pelo que eu faço, não pelo que os outros escolhem dizer para me ferir. Onde o respeito termina, o meu silêncio começa. 🕊️🚪
@SerLuciaReflexoes
"Sua vitória sobre a dor de alguém é, na verdade, a sua maior derrota como ser humano.
Pode tentar convencer o mundo de que você está certo, mas o travesseiro sabe a verdade.
A vida é um espelho: quem usa a força para devastar, acaba sendo consumido pelo vazio que criou ao redor."
SerLucia Reflexoes
Bruno aprendeu que amar Carla
não era sobre prometer o infinito,
mas sobre segurar a mão dela
quando o mundo pesava mais do que devia.
Carla entendeu que Bruno não era abrigo perfeito,
mas era quem ficava…
mesmo com as próprias tempestades.
E no meio das falhas,
dos silêncios e dos dias difíceis,
eles descobriram que cuidar
é escolher o outro
até quando o amor deixa de ser fácil.
DeBrunoParaCarla
Sempre escrevi sobre castelos, Carla, mas esqueci que muros servem tanto para proteger quanto para aprisionar. Hoje, sinto um invasor caminhando pelos corredores da minha vida. No início, achei que fosse apenas o mundo lá fora, com seu ódio gratuito e o barulho de quem não suporta ver alguém sentir demais. Depois, pensei que fosse a minha própria consciência, me cobrando dívidas que eu nem sabia que tinha.
Mas a verdade é mais afiada: o invasor tem o teu rosto. Ou talvez, seja "alguém" que você criou dentro de mim para me manter sob vigilância constante.
É estranho como o amor, quando vira controle, se transforma em uma ocupação silenciosa. Você entrou como brisa, mas trouxe consigo um exército de dúvidas que agora habitam a minha mente. Sinto o peso do mundo contra mim, mas o golpe mais forte vem de dentro, dessa projeção que você moldou para me julgar a cada passo.
Será que fui eu quem te deu as chaves, ou você sempre teve o plano de trocar as fechaduras?
Hoje, não sei se luto contra o mundo, contra a minha mente ou contra essa versão de você que se tornou meu maior tribunal. O que era para ser refúgio virou invasão. Onde antes havia poesia, agora há uma sentinela. O invasor não bateu à porta; ele foi convidado por você ou talvez, Bruno, ele seja a parte de você que a Carla aprendeu a dominar.
Sigo escrevendo, mas agora com a mão trêmula. Porque é difícil ser o criador quando a criatura decidiu que o autor não tem mais direito ao próprio roteiro.
