Cartas sobre a Felicidade Epicuro
CARTA ABERTA: SOBRE A MEMÓRIA QUE ALGUNS HOMENS PERDERAM 📜✨
É triste ver uma disputa onde todos perdem. De um lado, mulheres que se esforçam dobrado para provar sua competência e capacidade. Do outro, homens que se perdem em comentários machistas e desprezíveis, protegendo uns aos outros na ignorância.
O que esses homens esquecem é que a existência deles tem um nome: MULHER.
Esquecem que:
🤰 Passaram 9 meses sendo carregados em um ventre.
🤱 Foram amamentados para que pudessem sobreviver à própria fragilidade.
🙌 Devem cada fôlego de vida ao sacrifício e à força feminina.
Atacar o feminino não é sinal de força, é sinal de amnésia. É ignorar a própria origem. Não existe evolução onde não há respeito e gratidão. Que a estupidez dê lugar ao reconhecimento, pois uma sociedade que não honra suas mulheres é uma sociedade que esqueceu de onde veio.
#RespeitoFeminino #Igualdade #CartaAberta #ForçaFeminina #Consciência
SOBRE MUSICA CRISTÃ X SECULAR:
Tem gente achando que não devemos ouvir as seculares porque elas não nos edificam em nada.
Eis o erro: achar que a música secular foi feita para nos edificar, quando na verdade foi feita para nos entreter.
Ora, vamos a um cinema para nos edificar, ou nos entreter? Vamos a um shopping para nos edificar? Vamos a uma pizzaria ou uma churrascaria para nos edificar?
Entretanto, todo cristão faz estas coisas... Deveríamos abandonar todas as coisas que não edificam?
Agora, quem ouve uma música secular buscando edificação espiritual está equivocado. Ela não tem esta função. E a música cristã PRECISA TER esta função; se não tem, é pior que a secular!
Ações e Cuidado:O amor real se manifesta nos pequenos detalhes, como perguntar sobre o dia, cuidar da saúde e estar presente nos momentos difíceis.
Aceitação e Liberdade:Amar de verdade é aceitar o outro como ele é, incentivando seu crescimento sem tentar mudá-lo ou possuí-lo.
Segurança e Firmeza:Proporciona um sentimento de segurança, onde a pessoa é tratada como certeza e não como opção.
Superação da Imperfeição:Diferente da paixão, o amor verdadeiro sobrevive à decepção e aceita as imperfeições humanas.
Construção Mútua:Não é apenas um sentimento, mas uma decisão diária de nutrir o relacionamento
Fúria! Todos procuram defeitos para atirar pedras sobre mim, mas nem mesmo me procuram para saber sobre mim!
Acaso és perfeito, oh, julgador? Por que não crucifica a si mesmo? Pois apenas olhas a trave dos mais fracos, impiedoso!
Dizes tu que queres ajudar-me com críticas que ferem como espadas de dois gumes? Portanto, eu te afirmo: Médico, cura-te a ti mesmo!!
Sabe o que aprendi sobre o sempre é que o sempre é o HOJE. Não deixe de aproveitar os momentos, as pessoas, a sua vida. Não deixe que o orgulho, a raiva, a angustia estrague seu dia. Não desperdice um passeio com mau humor, com memórias que te chateiam de anos atras. Perdoe se liberte com a certeza de que o :"E viveram felizes para sempre ". É na verdade, viveram o melhor que puderam, não abriram mão de lutar pelos sonhos, não deixaram que o medo os impedisse de tentar, não perderam uma oportunidade por orgulho. Não fecharam as portas para o amor e nem deixaram que as muralhas os impedissem de ver o horizonte. Viva o HOJE. Viva bem !
____ Lene Dantas.
Quando se sentir sozinho e triste, refletindo sobre as cruzes que carregou e ainda carrega, busque forças dentro de si. Tente sair desse lago que o afoga e nunca, em hipótese alguma, segure qualquer mão que aparente estar tentando ajudá-lo.
Podemos ter, em nossas vidas, pessoas que buscam nos auxiliar; contudo, ao final, independentemente de suas mágoas, tristezas, decepções, pensamentos intrusivos ou da sensação de abandono, sempre foi e sempre será você por você.
Ninguém jamais compreenderá plenamente as suas dores, seus fantasmas e suas angústias. Assim, sempre será você por você, sempre.
MANIFESTO HUMANISTA DE LIBERDADE
(um manifesto agnóstico sobre autonomia, responsabilidade e empatia)
O pior tipo de escravo é aquele que não consegue perceber as correntes que o aprisionam.
Vivemos num sistema que, por todos os lados, tenta nos domesticar: dizendo como devemos viver, o que devemos desejar, no que devemos acreditar. Impõem regras, dogmas e modelos prontos, moldando consciências para que tudo continue funcionando em favor de uma casta privilegiada que se mantém no topo da pirâmide às custas da nossa dor, do nosso medo e da nossa fragilidade emocional.
Foi ao compreender essa engrenagem que despertei. A partir desse momento, entendi que minha vida — e tudo o que faço ou deixo de fazer dela — é de minha inteira responsabilidade. Não delego mais a outros o direito de decidir por mim. Não preciso de pastores, padres ou de sistemas morais impostos de fora para me dizer qual caminho seguir, porque toda obediência cega é apenas mais uma forma de servidão.
Mas assumir a própria liberdade não significa viver isolado, nem fechar os olhos para o outro. Pelo contrário: é justamente quando deixo de agir por medo, culpa ou submissão que passo a responder conscientemente por meus atos. Compreendo então que cada ser humano que encontro é uma continuidade de mim mesmo — não porque sejamos iguais, mas porque compartilhamos a mesma condição de vulnerabilidade, dor e desejo de sentido.
A dor que bate à minha porta é a mesma que bate à porta do meu próximo. Somos partes de um todo, e esse todo não existe fora de nós. Por isso, viver em plenitude não é viver sem limites, mas viver sem mentiras: sem negar a própria liberdade e sem negar a humanidade do outro.
Sobre a Psicologia da mente manipuladora
Às vezes alguns adversários, gostam de idealizar um problema que eles intensificam, isto é, o problema imaginário, o de um mundo ideal, mais do que o problema real; o verdadeiramente existente, para tentarem justificar suas ações de manipulação. Mas a "Serpente" nunca é encantada. Ela é quem encanta!
Às 15:15 in 30.03.2026
É SOBRE SABER AMAR...
Sobre se doar para o outro sem pedir nada em troca
Sobre simplesmente estar do lado assistindo ao pôr do sol juntos
Sobre ir para a praia de noite, esticar a manta e contemplar as estrelas juntos
Sobre pesquisar a hora exata que a lua nasce e procurar o melhor lugar para vê-la nascer no mar e registrar esse momento juntos
Sobre caminhar de mãos dadas na beira do mar jogar conversa fora e rir a toa juntos
Sobre preparar nosso jantar ouvindo música e quando sua música favorita tocar, aumentar o som e dançar juntos
Sobre ter maturidade suficiente para entender que não existe perfeição e enaltecer as qualidades, aceitar os defeitos e saber conviver com eles
Sobre entender que todos têm suas limitações, saber respeitá-las e aprender com elas
Sobre olhar junto para o mesmo horizonte e caminhar junto com o mesmo objetivo
É sobre compreender que a tarefa não é fácil, mas se possível suavizá-la, tornando-a leve e gostosa de viver!
Sobre o Dia Mundial da Conscientização do Autismo 💙
Quando recebi o laudo do meu filho, 11 anos atrás, perdi o chão. Acho que a primeira pergunta foi: Por que ele?
Eu já havia trabalhado com alunos da Educação Especial (cegos e baixa visão), mas certamente a nossa percepção não é a mesma enquanto somos apenas espectadores.
Com o passar do tempo, fui observando o quanto aumentava o público que recebia diagnósticos similares, envolvendo limitações na aprendizagem ou no comportamento. Aí aquela pergunta surgiu novamente e com um complemento: Por que tanta gente?
Então fui pesquisando e analisando para tentar entender tudo aquilo.
A história revela que as pessoas com deficiência sofreram bastante ao longo dos séculos, assim como grande parte da população dita "normal" absorveu a atitude preconceituosa construída naturalmente.
Acredito que o aumento do número de indivíduos com deficiência de alguma forma contribuiu para tornar a sociedade melhor, pois além disso, aumentou o número de pessoas que têm alguém na família com essas limitações.
Quando isso acontece, nossa sensibilidade aumenta, nosso comportamento muda, nosso olhar evolui.
Sentimos que cada pessoa é um pedacinho de nós.
Por isso, considero que o dia da Conscientização do Autismo é sugestivo para trabalhar também a consciência moral da sociedade a respeito de todas as outras deficiências, de forma que possamos aprender a sermos mais humanos e empáticos com aqueles apresentam qualquer tipo de limitação.
- A ideia central é que sem uma experiência pessoal com Deus, é difícil falar adequadamente sobre Ele.
- A fé necessária é descrita como inabalável e envolve a compreensão de que tudo e todos somos deuses e que tudo foi criado por Deus.
- A noção aqui é que a experiência pessoal com Deus é um pilar central para a genuína compreensão e discurso sobre o divino.
- Sem essa experiência, a fala sobre Deus pode se tornar teórica e desprovida de vivência real.
Do livro: O poder da criação, de Nina Lee Magalhães de Sá
JESUS E SUA MORTE. Não existe nenhuma razão para os cristãos lamentarem sobre a morte de Jesus, por três razões simples:
1. Se Ele não morresse não haveria salvação;
2. Se Ele não morresse não haveria ressurreição;
3. Sua morte, foi aceita pelos desígnios de Deus. Não foi o ser humano que exigiu que Jesus fosse morto, por isso, não há culpa humana.
F. Meirinho
TENTAÇÃO
Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)
O Messias
E o Senhor me disse: O espírito do Senhor está sobre mim, desde a eternidade, Desde o princípio, antes da eternidade "Eu sou"! Eu sou a Palavra, que originou tudo o que foi feito! Eu sou a sabedoria! Sem mim nada do que foi feito se fez! Eu que criei os céus e a terra, sou o mesmo que o Senhor ungiu, com a verdade. Verdade para dar aos pobres de espírito, aos mansos da terra! A todos os que jazem nas trevas, eu o Senhor quero vivificar. Porque o Senhor, me chamou seu amigo; Me chamou porque eu era, seu companheiro desde sempre; me chamou para ser sua justiça, a todo o que estava cativo, a todos os que estavam presos e invocaram o meu nome. Eu o Senhor lhes dei liberdade! Lhes dei da minha justiça. Eu mesmo digo: "Este é o ano aceitável do Senhor! Vós feras da terra vinde à salvação"!
E sereis chamados "Árvores de justiça do nosso Deus"! Nunca mais tereis fome, nem sede! Vós das nações, que estais longe! E vós filhos de Sião, comei boa comida, sem dinheiro, sem preço. Porque eu vim a consolar, todos os tristes. Aos que estão longe e aos que estão perto!
Todos vós sereis chamados de "sacerdotes do Senhor"! Para que vos consoleis em paz uns anos que outros, com a minha santa paz! Eu o Senhor o disse e o farei. Eu farei uma nova Aliança convosco. Que durará eternamente! Comereis da abundância da paz! Sim vós filhos de Israel e vós filhos das nações! Ambos reinarão juntos na Jerusalém celestial! Eu o Senhor o digo! Amém
Amo escrever sobre amor
Um poeta que escreve, nunca poderá sê-lo
Escrevo sobre o amor, porque sou incapaz de amar
E sinto-me triste, porque de amor não hei de morrer
Morro hoje, pela falta do mesmo
Morro pela falta de amor
Se é pela minha falta de amor ou da falta do amor de alguém
Eu ainda terei que descobri
Não sou poeta, nem planejo ser
Sou eu, ou é o que eu digo para mim mesmo
Sou alguém que sente muito
E para os que muito sentem, escrever se torna, em sua máxima, sua única esperança
Então escrevo, não por amor, ou por mim
Mas para sentir, sentir que não estou morto
12/04
O que ninguém te conta sobre domingo
é que ele é mágico.
Como pode um único dia ter tanta vida?
Tem vida da hora que acorda
até a hora que vai dormir.
Abre a janela,
e aquele sol tímido
pronto para aquecer…
De manhã, tem cheiro de café passado na hora.
Passa um tempinho, tem cheiro de sol…
E, conforme vai passando o tempo,
tem cheiro de vida,
de casa,
de feijão fresquinho…
O sol fica calorado, calado,
e o ritmo em paz.
O coração quentinho.
Crianças e suas risadas,
o barulho e o movimento,
música…
Uma despedida do fim de semana,
um convite à renovação.
A energia necessária para mais dias de vida
e descobertas…
Domingo é mágico,
só precisa parar um pouquinho para perceber…
Ana Caroline Marinato
Tem uma coisa curiosa sobre a gente que ninguém conta no manual da vida, até porque esse manual nunca foi entregue. A gente sonha coisas que parecem roteiro de novela das nove, cheio de drama, olhar atravessado e silêncio pesado. Acorda meio confusa, meio irritada, às vezes até com vontade de tirar satisfação de algo que, tecnicamente, nem aconteceu. E aí vem a frase racional, quase como uma tentativa de se proteger do próprio coração: sonho não é prova de nada. E não é mesmo. Se fosse, a gente já teria perdido o juízo há muito tempo.
Mas também existe essa outra verdade, mais quieta, mais sutil, que chega sem fazer alarde: sentimento não nasce do nada também. Ele não brota como mato em terreno abandonado. Tem raiz. Tem história. Tem pequenos detalhes acumulados que a gente vai fingindo que não vê, vai empurrando para debaixo do tapete emocional, como quem acredita que ignorar é o mesmo que resolver. Não é.
Às vezes, o sonho é só um exagero da mente, um teatro meio bagunçado do que a gente viu, ouviu ou temeu durante o dia. Mas o sentimento… esse é mais honesto. Ele pode até se confundir, pode até exagerar, mas dificilmente é totalmente inventado. Ele costuma ser um sussurro do que já estava ali, pedindo atenção, pedindo nome, pedindo coragem.
E eu fico pensando que o problema não está no sonho em si. Está no que a gente faz depois de acordar. Tem gente que ignora tudo, como se nada tivesse acontecido. Tem gente que se afoga naquilo, como se fosse uma verdade absoluta. Mas talvez o caminho mais difícil, e mais verdadeiro, seja olhar para dentro com uma certa sinceridade desconfortável. Aquela que não acusa ninguém primeiro, mas também não se abandona.
Porque sentir não é crime. Mas também não é sentença.
É só um convite. Um convite para investigar o que dentro da gente está pedindo mais cuidado, mais atenção, mais verdade. Às vezes não tem nada a ver com o outro. Às vezes tem tudo a ver com inseguranças antigas, com medos que a gente achou que já tinha superado, mas que só estavam quietinhos, esperando uma brecha.
No fim das contas, sonho pode até ser ilusão. Mas o que a gente sente… isso é real o suficiente para merecer ser ouvido, nem que seja em silêncio, numa conversa sincera consigo mesma, dessas que a gente evita, mas sabe que precisa ter.
E se você já se pegou pensando assim, talvez não seja sobre desconfiar do mundo. Talvez seja sobre entender melhor o seu próprio coração.
Agora me conta uma coisa… já aconteceu de você acordar com um sentimento que parecia mais real do que o próprio dia?
E quando terminar de refletir, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu escrevo como quem conversa, e talvez você se encontre em alguma dessas palavras.
Você ai garota,
Dos óculos circulares
Que estão pendentes
Sobre teu rosto.
Só quero que certifique-se
De que a tua vida
Mantenha-se assim, tão pura
Quanto ao resplandecer das estrelas.
Que continue assim tão doce,
Quanto aos teus sorrisos envergonhados
Que ocasionalmente lhe escapam.
Esta poesia é para você ai garota,
Dos cabelos castanhos.
Que tem uma alma ate bela por demais.
Reflexão sobre a Imaturidade
A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.
Tatianne Ernesto S. Passaes
A responsabilidade afetiva é como caminhar sobre uma ponte feita de palavras e silêncios. Cada gesto, cada promessa, cada ausência, constrói ou destrói o caminho que o outro percorre até nós. Não temos o poder de controlar o que nasce no coração alheio, mas temos o dever de não incendiar esse terreno com descuido.
Há quem transforme a própria dor em narrativa, quem se agarre ao vitimismo como se fosse abrigo. E nesse instante, a responsabilidade afetiva encontra seu limite: não é possível carregar nos ombros o peso das distorções que o outro escolhe alimentar. Podemos ser claros, honestos, transparentes — mas não podemos impedir que alguém se sabote, que crie labirintos internos onde nossas palavras se perdem.
Responsabilidade afetiva não é submissão, não é culpa, não é prisão. É consciência. É dizer “eu não posso te dar isso” sem crueldade, é não alimentar ilusões que sabemos não florescerão. É cuidar para que o outro não se torne apenas reflexo de nossas carências, mas presença viva e respeitada.
E quando o outro insiste em se colocar como vítima, mesmo diante da clareza, é preciso lembrar: cada um é guardião das próprias feridas. Podemos oferecer cuidado, mas não podemos curar o que o outro insiste em abrir. Podemos estender a mão, mas não podemos obrigar ninguém a sair do abismo que construiu para si.
Responsabilidade afetiva é, no fundo, um pacto de humanidade. É reconhecer que sentimentos são rios que correm livres, mas que nossas margens podem guiar ou ferir o fluxo. É saber que não somos donos da emoção alheia, mas somos responsáveis por não lançar pedras que causem tempestades desnecessárias.
E assim seguimos: entre a delicadeza de ser honesto e a firmeza de colocar limites. Entre o desejo de cuidar e a consciência de que não podemos salvar quem não quer ser salvo. Porque amar — ou simplesmente se relacionar — é também aceitar que o outro tem sua própria narrativa, e que nossa responsabilidade termina onde começa a escolha dele de se perder ou se encontrar.
Tatianne Ernesto S. Passes
