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Cartas de Morte

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Há momentos em que pensamos na morte de forma tão nítida e com uma aparência tão assustadora que não conseguimos compreender como, com tal perspectiva à nossa frente, se possa ter um só minuto de sossego e não fiquem todos se lamentando a vida inteira pela sua inexorável aproximação. Em outros momentos, pensamos na morte como uma alegria tranquila e até mesmo ansiamos por ela. Em ambos os casos, temos plena razão.

A cada vez que respiramos, estamos rechaçando a morte, mas nem por isso ela deixa de retornar; de tal modo que temos de lutar com ela a cada segundo; em extensões temporais mais amplas, lutamos com a morte a cada refeição que nos renova, e cada momento de sono que nos descansa, a cada vez que nos aquecemos contra a frialdade e assim por diante. Contudo desde o dia de nosso nascimento fomos votados a ela sem remissão e nossa vida inteira não é senão um adiamento da morte.

⁠A morte simplismente acontece! Depois nada mais importa. O que fica é a saudade e os arrependimentos... não importa qual nível do mundo você está. Acredito que seja assim...e passou! Nunca mais falará com quem ficou, a menos que você volte a vida...ou a outra pessoa à encontre nos portões de algum lugar que jamais imaginemos.

Uma coisa é preocuparmo-nos com a morte de outro, ao longe. Outra é, de súbito, tomar consciência da própria putrescibilidade, de viver na vizinhança da própria morte, de contemplá-la enquanto possibilidade real. À partida, é esse o terror suscitado pelo confinamento a muita gente, a obrigação de, por fim, responder pela sua vida e nome.

A vida é, de fato, uma causa perdida. Digo isso porque a morte é inevitável: um dia vamos perder, mas enquanto esse dia não chega, devemos valorizar os pequenos momentos de prazer e alegria, aproveitando cada detalhe — um abraço, um banho quente, um dia frio, um dia chuvoso, uma palavra de conforto, um beijo fortuito, um sorriso sincero, uma profunda e prazerosa inspiração. A vida é uma grande aventura na qual ninguém sairá vivo!

⁠Um dia Escrevi que ⁠As vezes algumas situações da vida são tão difíceis que desejamos a MORTE muito antes da MORTE nos desejar , más me dei conta que desejar a morte perde todo o conceito da luta e que dificuldades e desespero fazem parte de um processo natural da vida e que somos tolos e arrogantes e crentes que estamos privados de problemas , doenças , desafetos e traições e outras coisas que hoje considero boba que ainda tem o dom de enlouquecer e entristecer o coração do tolo.

⁠"Morte" é somente um mistério de Amor, que o destino dá o significado da nossa história na missão do ciclo da Vida. Para valorizarmos o nosso tempo de criação, realização em conquistas, antes de retornarmos pelos desígnios do altíssimo neste movimento dos poderes da Natureza, que tudo está compreendido no Alfa e no Ômega do curso do mundo que vivemos.

⁠A ansiedade antecipa a morte em recortes, o coração é um ato de honestidade, frente a roteiros de herdeiros dessa cidade. Necessidade de auxílio, recluso, incluso, suspeito, frente a necessidade de atenção, ninguém sabe porque veio, tem horas que tudo me irrita, deve ser essa ansiedade que me revisita, sempre me lembra do estresse de lidar com situações, percebi na vida que nada é por acaso, tudo tem seu motivo, o olho que percebe carrega consigo o segredo, olhares em meio ao nevoeiro, me perdi em caminhos que juravam me guiar ao sol, cheguei as nuvens e observei o quando somos pequenos, vi um carro desgovernado acabando com o que foi belo.

⁠A morte emocional, causada pela ausência de reciprocidade em nossas relações afetivas diárias, seja com Deus, com o próximo ou até mesmo conosco mesmos, configura-se como a mais cruel e devastadora de todas as mortes. Quando o amor, outrora a fonte primária de nossa nutrição emocional, se transforma em mero paliativo para suprir carências, sucumbimos a um estado de profunda angústia e sofrimento.

A nossa cultura não nos instrumentaliza para lidarmos bem com a morte. Na verdade, a gente lida mal com a educação sentimental como um todo. Somos criados em um sistema que menospreza os sentimentos. A gente vive na barbárie. Somos profundamente carentes de ferramenta para trabalharmos as emoções.

Rita Von Hunty
AMARAL, Denise Meira do. Rita Von Hunty: Consciência de classe com humor. Tpm, 20 jan. 2021.

⁠Sentado na varanda do tempo vendo a morte do dia por trás das colinas . Logo a majestosa escuridão tomou conta de tudo. Sozinho em casa, Tudo correu para aquela, nossa ultima noite. Num misto de loucura e sanidade, Entre a realidade e a ilusão me encontro com devaneios que me remetem aos mais estranhos desejos. Você uma linda mulher, com jeito de menina me sorria seus olhos brilhavam havia neles um encanto. A escuridão da noite quando chega me acolhe em seus braços. Me entrego no aconchego de seus laços e ela se torna minha liberdade. Na quela noite a loucura vestiu-se de lucidez . Boa noite.

⁠A morte e mesmo assim, chega sem avisar em um dia qualquer. Engaveta sonhos esvasia os abraços silencia os sonhos acaba com os planos. Já se passou tantos anos, Tarde da noite todos dormem, as ruas e um breu total eu aqui ainda penso em voce, e sinto saudade. Eu espera tanto de você queria poder sair com você, sem precisar me esconder, como se isso fosse possível. Por um tempo eu até acreditei que fosse, não fui capaz de entender o real dilema da sua vida. Um olhar por entre a janela, o que será. Um breve arrepio retrai meu corpo, O silêncio me traz o eco da tua voz, envolto em uma bolha de sentimento. Sua voz me diz salva-me, acho que e apenas uma tentativa frustada da minha razão, para afugentar esse frio que habita em minha alma. Boa noite.

⁠Em cada boca fria um profundo corte. Licor de morte em cada poesia. A face do poeta sonhador também estava fria como o gelo. E a sua despedida - um longo pesadelo... O poeta viveu intensamente o amor...as aventuras e os sonhos por inteiro. Nada de viver aos pedaços. Mas naquela noite havia sangue e lágrimas em seu travesseiro. - Não houve tempo se quer de dar ou receber aquele último e longo abraço. Sobre o chão havia uma folha solta; era a sua última poesia. A caneta ainda estava em sua mão... O poeta era amante da noite,do dia... Gostava das mulheres e do vinho. Mas infelizmente morreu sozinho! A morte daquele que um dia sonhou em ser um grande poeta foi uma morte cheia de poesia, discreta... Era o poeta um maluco sonhador que vivia ocultando a sua dor. Ele sempre estava tentando mudar o que já não tinha jeito, ria do que era belo,admirava o que tinha defeito, via a sua humilde casa como um enorme e elegante castelo... Às vezes na eterna busca daquilo que estava distante o poeta não conseguia enxergar o que estava por perto. Ele sabia viver mil anos em poucos instantes... E tinha sempre o coração aberto! Mas o poeta agora já não ri, já não chora! E ninguém o espera lá fora! Não há ninguém para despedir-se dele em meio a noite silenciosa e fria. Ninguém para ler a sua última poesia! - E agora poeta!? E agora!?..

Muitos acham que a vida é vida e morte é morte; mas não vida é como a escola e morte é o trabalho, a vida é passageira, é um ensaio, um ensaio para o além que vamos após a morte... Por isso devemos cumprir nossa missão na terra, mas qual será nossa missão?É a que está dentro do nosso coração... não apenas sofrer com a perda de alguém e sim erguer a cabeça e seguir o seu exemplo, sei que é difícil mas não impossível... Lamentar não e sim lembrar dos momentos bons que passaram juntos, lembrar de como está pessoa era boa...

Há três tipos de suicidas, primeiro aqueles que se afastam e que se esquecem de Deus(morte espiritual);segundo aqueles que não suportam os seus sofrimentos,aqui, na vida terrena e terceiro, aqueles que se entregam fácilmente aos vícios,como a única solução para amenizar e solucionar os seus sofrimentos terrenos;são os conhecidos suicidas voluntários,que sabem, conscientemente, que os vícios poderão levá-lo à morte do corpo físico.A principal causa, entretanto,geradora de suicídios, é o afastamento do homem de Deus, porque o mesmo, ao se afastar de Deus, morre para a vida espiritual,mas se, entretanto, embora morto, arrepender-se dos seus pecados, nova vida terá...esse é o novo nascimento, que se dará,quando resolvemos nos entregar definitivamente a Jesus ,como a nossa única luz, esperança e salvação neste mundo imperfeito e de tantas provações.

Para que negá-lo? Também já vi gente que fugia da morte, impressionada de antemão pelo confronto. Mas é bom que vos desenganeis: aquele que morre, nunca eu o vi amedrontar-se. Se assim é, para que os hei de lastimar? Para que chorar o seu acabamento? A perfeição dos mortos! Não conheço eu outra coisa.

Não importa o que a vida te reserva, se os homens te derem um ultimato de morte renovem suas forças e saiba que viver é ser e ninguém pode ditar seu destino de caminhar sobre a terra mesmo sendo o mais conceituado medico e o mais moderno aparelho feito pelas mãos do homem, pois bem antes da morte veio a vida.

⁠Por muitos anos eu fui a favor da pena de morte para crimes graves e hediondos. Hoje, vejo que não é a melhor solução para esses casos e que nem sequer é uma solução. Todos têm o direito de viver, por mais bastardos que sejam, não somos autores da vida e portanto não nos cabe decidir quem vive e quem morre.

“A morte não é egoísta, é uma parte do nosso ciclo de vida. Isso pode se torna assustador e egoísmo na sua visão porque vc não quer deixar a morte ir, maioria da vezes nós só pensamos naquela pessoa o quão fez bem para nos de quanto gente precisávamos dela. A morte em si não é injusta e cruel, mas é o nosso sofrimento por não sabermos lidar com fim. A crueldade é para quem fica e a ausência faz falta por isso nós acabamos sofremos podendo ser cruel, a certeza na morte é que a pessoa viveu muito, nós não precisamos ter pressa se todos os caminhos que são por acidente, escolha, cedo ou tarde pode levar até ela.

Queria engastar o teu nome, mas não numa tatuagem que uma simples morte apaga. Queria sim era engastá-lo em minh'alma e levá-lo comigo até ao infinito, para comigo se perder no tempo, ainda que fosse somente o teu nome. Os nossos tempos são diferentes, as nossas culturas, mas o sentimento não respeita convenções inventadas, é insurreto, mal criado e ousado, não respeita essas coisas da idade, nem tão pouco os males da vaidade, o sentimento só respeita o sentir e nem adianta tentar corrompê-lo, dizer que não é certo ou direito, romper as barreiras do tempo para chegar, finalmente, no agora onde tudo é eterno, onde tudo é verdadeiro. Só aqui no agora é que podemos escolher entre viver no passado ou no futuro, entre a realidade evidenciada pelo passado ou pelo sonho idealizado no futuro. O caminho que escolho é o do meio, que numa fusão alquímica transforma tudo o que vivemos, tudo o que sonhamos viver em quase nada, um 'quase nada eterno' chamado agora. E nessa fagulha de tempo se misturar com esta dança da vida e rodopiar pelo infinito, levitar sem que nada possa separar aquilo que jamais esteve junto ou juntar aquilo que jamais se separou, Amor é o nome da estrada que liga o passado com o futuro, ainda que na portagem do agora, a moeda seja um leve roçar na dor