Cartas de Amor para Noivo
No Abismo Cognitivo
Nas alturas e profundezas das almas vivas,
Pelo amor proibido, o espírito encontra essência.
A dor existencial é só fração na dança cósmica,
Resquício da mente em viagem
Ao estado primitivo da própria natureza.
Nos limites da consciência,
O pensamento é denso, pesado e profundo.
Num pôr do sol, contemplo o amanhecer,
Enquanto observo, maravilhado, a escuridão
Em um mundo fanático pela imensidão.
E a luz...
A luz parece flutuar num sutil nuance,
Pelas paredes do precipício
Que debruça sobre o abismo cognitivo.
Onde o amor me encontra inteiro
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Descrição:
“Onde o amor me encontra inteiro” fala sobre aprender a amar sem abandonar a própria identidade. O poema acompanha alguém que deseja uma relação profunda, mas teme que a entrega lhe custe aquilo que é. Ao longo dos versos, essa pessoa descobre uma intimidade em que pode oferecer carinho, revelar suas fragilidades e permanecer livre. O título expressa esse encontro: ser amado com a própria história, os próprios sonhos e até os medos que ainda não desapareceram.
Logo no início, o coração guardado num copo d’água traduz uma tentativa delicada e impossível de proteção. Ele está fora do peito, num lugar aparentemente controlável, mas continua exposto e frágil. O receio de que “a sede de alguém” o leve embora sugere o medo de encontrar uma pessoa cuja necessidade de afeto consuma tudo o que o eu poético tem para oferecer. Há nessa imagem uma pergunta silenciosa: como permitir que alguém se aproxime sem ser levado por inteiro?
A chegada da pessoa amada transforma esse universo. Quando “os peixes do meu sono aprenderam a voar”, algo que parecia limitado ao seu ambiente descobre outra possibilidade de existência. É uma imagem de liberdade despertada pela presença do outro. A noite que desce da parede e se senta aos pés do casal torna o escuro uma presença tranquila: aquilo que poderia abrigar solidão e receio agora consegue repousar e ouvir.
O desejo de entregar “a infância dobrada na gaveta” representa a vontade de compartilhar as memórias mais íntimas, inclusive aquelas guardadas há muito tempo. Os “domingos que ainda não vivi” estendem essa entrega ao futuro: o eu poético já imagina oferecer dias que nem chegaram. A “pequena estrela manca” sugere uma esperança imperfeita, ferida, mas ainda capaz de iluminar a tristeza. Ele deseja ser conhecido também nesses lugares frágeis.
O momento central acontece quando tenta retirar o próprio nome do peito para abrir espaço ao nome da pessoa amada. Esse gesto revela como a vontade de amar pode se aproximar do apagamento de si. A mão que o detém interrompe esse movimento com ternura. Ao beijar cada letra e deixar o nome onde estava, a pessoa amada demonstra que deseja sua presença inteira. O nome representa sua identidade, seu passado e seu direito de continuar sendo alguém com vida própria.
Os espelhos que fecham os olhos ampliam a delicadeza da cena. Podemos lê-los como uma suspensão do julgamento: por um instante, não é preciso conferir a própria imagem, procurar defeitos ou observar como se é visto. O gesto de carinho permite simplesmente existir e recebê-lo.
Depois desse encontro, a saudade ainda veste suas tempestades. O poema reconhece que uma relação amorosa não elimina a vulnerabilidade. Abrir a janela e deixar a chuva alcançar as flores significa aceitar a emoção e permitir que ela tenha lugar. Preservar a casa significa manter algum amparo interior. A sensibilidade pode nutrir a vida sem arrastar tudo o que a sustenta.
Essa aprendizagem continua nas noites em que o medo “fabrica despedidas”. Os trens partindo de estações inexistentes dão forma à antecipação de uma perda que ainda não aconteceu. Enquanto a pessoa amada dorme, o eu poético percorre abandonos imaginários. “Recolho meu corpo dessas viagens” descreve o esforço de voltar ao presente, saindo das cenas criadas pelo receio para reconhecer aquilo que está de fato diante dele.
A mão aberta sobre o lençol é uma das imagens mais importantes do texto. Ela oferece companhia e deixa a escolha existir. Justamente por não exigir permanência, desperta a vontade de ficar. Há uma beleza profunda nessa passagem: o vínculo se fortalece porque a liberdade encontra acolhimento.
Nos versos finais, os passos continuam pertencendo a quem dança, mesmo quando acompanham os de outra pessoa. A proximidade da boca convive com o espaço necessário para os sonhos respirarem. O abraço desejado comporta duas vidas e também o mundo: projetos, descobertas e experiências que podem florescer ao redor da relação.
A força do poema está nessa transformação gradual. O medo permanece em alguns momentos, mas já não decide tudo. O eu poético aprende que pode amar intensamente e conservar o próprio nome; pode escolher ficar e continuar dono de seus passos. Ser encontrado inteiro é receber um amor diante do qual não precisa diminuir nenhuma parte de si.
“Onde o amor me encontra inteiro”
Eu tinha medo de amar.
Guardava o coração num copo d’água,
ao lado da cama,
para que a sede de alguém
não o levasse embora.
Mas você chegou
e os peixes do meu sono
aprenderam a voar.
A noite desceu da parede,
sentou-se aos nossos pés
e ficou ouvindo tua voz.
Quis te entregar tudo:
a infância dobrada na gaveta,
os domingos que ainda não vivi,
a pequena estrela manca
que ilumina minhas tristezas.
Já ia tirar meu nome do peito
para abrir mais espaço ao teu,
quando tua mão deteve a minha.
Você beijou cada letra
e deixou meu nome onde estava.
Foi tão delicado
que os espelhos da casa
fecharam os olhos.
Desde então, quando a saudade
põe seus vestidos de tempestade,
abro a janela.
Deixo que chova um pouco
sobre as flores,
sem permitir que a água
carregue a casa.
Ainda há noites
em que meu medo fabrica despedidas.
Você dorme,
e eu ouço trens partindo
de estações que não existem.
Então volto devagar ao quarto,
recolho meu corpo dessas viagens
e encontro tua mão sobre o lençol:
aberta,
sem exigir que eu fique,
tão bonita
que me dá vontade de ficar.
Quero te amar assim,
com meus passos ainda meus,
mesmo quando dançarem contigo.
Quero tua boca perto
e meus sonhos respirando.
E, quando a manhã vier
buscar o céu em nossa cama,
que nos encontre abraçados,
com espaço entre os braços
para o mundo florescer.
Se existe um amor, por que ficar só?
Que insensatez é essa de se guardar,
se o coração chama e quer amar,
e a vida passa num só dó?
Ficar só tendo amor por perto
é negar a chuva, negar o mar,
é ter o vinho e não brindar,
é ter caminho e andar deserto.
Se existe um amor, que ele venha,
que sente à mesa, que fique enfim,
que me embriague e more em mim.
Porque amor que existe e não se tem
é saudade antes mesmo de ser,
é morrer só, sem nunca viver.
(Saul Beleza)
Porque o amor que dura pra sempre
não precisa de todo dia.
Ele não vive de mensagem, de toque, de presença.
Ele vive de ter acontecido de verdade.
Uma vez que duas almas se reconhecem,
não existe mais longe.
Existe só saudade.
E saudade é só o jeito que o amor tem
de provar que ainda tá lá,
batendo.
Tem gente que passa a vida inteira do lado
e nunca se toca.
E tem gente que se tocou uma vez só,
e nunca mais se largou por dentro.
Esse é o amor que perdurou.
Ele não acabou.
Ele só mudou de lugar.
Saiu do mundo e entrou na eternidade.
(Mario Valen/Saul Beleza)
ACENDER O AMOR
Góis Del Valle
Razões pra esquecer você,
motivos quaisquer tentei.
Não adianta fazer com o coração
o que manda a razão,
se o coração está sofrendo por um
amor verdadeiro.
Razões pra fingir, eu fiz;
motivos pra não querer.
Não adianta fugir da emoção
que nos prende ao passado,
aos momentos mais incríveis
que vivemos nos amando.
Amor, só queria entender
um pouco do teu ser,
ver o teu sorriso,
morar em teu peito,
sem pedir e sem mandar,
esquecer os defeitos,
apagar as faíscas
e acender o amor.
FLORES DO JARDIM
Composição: Góis Del Valle
O amor não nasce em vão.
Paixão ou solidão dentro do peito,
palavras lá no chão são frases,
Como rosas no jardim.
Se eu não abro mão
das coisas que criei
aqui por dentro...
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
E quando a ilusão
enche o peito e dilacera o coração,
se eu não me amasse, o que seria dos
meus sentimentos?
Razões pra chorar,
razões pra sorrir:
são coisas que o coração faz.
Momentos assim,
pra mim, são sem fim:
são coisas que o coração faz.
AMOR SEM FIM
Autor: Góis Del Valle
Eu sei que dentro de você
Existe o meu ser, um pouco de
Um tudo que eu deixei
Tanta ternura, amor sem fim.
Ninguém vai esquecer assim
Pra mim, nunca tem fim o
Amor nascido pra sempre existir
Tanta ternura, amor sem fim.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Lembranças que vão florescer
Como num jardim, e nunca vai morrer ou desistir,
Amor é fogo que arde sem fim
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
Tudo que eu quis foi fazer você feliz
Mesmo sobre os riscos que eu corri
Te dei meu coração, sangrei na emoção
Perdi tudo que eu fiz, os sonhos que sonhei.
CAPÍTULO 2 – O AMOR QUE FICA, A PAIXÃO QUE ARDE
A paixão chega como tempestade de verão: quente, inesperada e sem pedir permissão.
Ela não quer lógica…
ela quer intensidade.
É o primeiro olhar que arrepia.
O toque rápido que confunde.
A vontade de mergulhar fundo sem perguntar se tem pedra no caminho.
É um fogo que se acende no peito tão rápido que a gente nem entende de onde veio.
A paixão é música alta.
É onda quebrando.
É raio cortando céu de madrugada.
Mas o amor…
o amor é outra história.
O amor é o mar que permanece depois da onda.
É a brasa que atravessa a noite mesmo quando a tempestade passa.
É aquele calor que cresce devagar, sem pressa, mas com raiz.
A paixão derruba.
O amor levanta.
A paixão acelera.
O amor te acompanha no passo certo.
A paixão é um convite para o agora.
O amor é um compromisso com o sempre.
Tem gente que confunde os dois — e é normal.
A paixão é tão barulhenta que o coração acha que é amor.
Mas o amor não precisa gritar.
Amor fala baixo, mas fala fundo.
Fala com cuidado.
Fala com presença.
A paixão diz:
“Vem comigo agora.”
O amor diz:
“Eu fico contigo até quando o mundo estiver difícil.”
No fundo, paixão e amor não são inimigos.
São fases do mesmo céu.
A paixão é o nascer do sol: vibrante, urgente, viva.
O amor é o entardecer: calmo, maduro, firme.
E o mais bonito?
A paixão pode virar amor…
mas só quando o coração aprende a respirar ao lado do outro.
Amar não é se perder.
É se encontrar junto.
E a entrega verdadeira não nasce da pressa.
Nasce da confiança.
A paixão te beija.
O amor te cura.
A paixão queima.
O amor ilumina.
A paixão atrai o corpo.
O amor abraça a alma.
E, Rabello…
quando duas almas se encontram com respeito, carinho e verdade…
esse encontro vira sagrado.
Aí a chama não consome — ela aquece.
Não fere — transforma.
Não prende — liberta.
Porque amor de verdade não exige máscara, nem disfarce.
Ele apenas pede que você seja você.
E quando você encontra alguém capaz de amar até seus silêncios…
esse é o tipo de amor que vale carregar pela vida inteira.
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Amadurecer também é compreender que o amor não exige a ausência de limites.
É possível amar sem apressar compromissos. É possível cuidar sem assumir a responsabilidade pela vida do outro. É possível perdoar sem devolver o mesmo acesso ao coração. E é possível sentir carinho, gratidão e respeito por alguém, mas ainda assim dizer: “Até aqui.”
Durante muito tempo, essas atitudes podem parecer contraditórias, como se estabelecer limites fosse incompatível com o amor. Mas não é. Na verdade, essa é uma das maiores expressões de maturidade emocional: entender que o afeto não elimina a necessidade de preservar a própria paz.
Há pessoas que possuem um dom precioso: enxergam o melhor nos outros. Isso revela sensibilidade, esperança e generosidade. No entanto, essa mesma qualidade pode se tornar um risco quando faz com que idealizemos quem alguém pode ser e deixemos de observar quem essa pessoa realmente escolhe ser.
Os sentimentos revelam aquilo que o nosso coração deseja.
Mas é o tempo que revela o caráter, as intenções e a constância de alguém. São os fatos, as escolhas e os comportamentos repetidos que mostram quem uma pessoa verdadeiramente é.
Por isso, não permita que a intensidade dos seus sentimentos silencie a sabedoria da realidade.
O coração pode indicar o caminho que deseja seguir.
Mas é o tempo que confirma se vale a pena permanecer nele.
Alexsándra Duárte
GUERREIRA MULHER
Os traços de amor desta mulher, são marcas intensas , sofridas , lutas travadas com emoção!
Agora vive uma nova realidade, olhos marcados nas lutas do tempo, atravessando fases e idades e o que se revela é real sentimento.
As ilusões fizeram sofrer,
na vontade de viver...
Cada sorriso foi uma etapa vencida, pra ela uma paz tão merecida.
Enquanto ardia a febre do abandono, quantas lágrimas roladas ao chão lentamente. Noites de sono , roubadas pelos fantasmas das decepções, enganos que atravessaram sua mente.
Hoje os traços desta guerreira mulher, ignoram a as humilhações que julgaram sem piedade .
Hoje essa mulher traz consigo experiências que a tornou forte , mesmo nos tempos de outrora, uma guerreira mulher, que através de sua persistência, alcançou o pódio de grandes vitórias.
João Batista Barbosa
O Amor Pelo Sol
O sol está lá fora, não está?
E eu fico aqui, a olhar pela janela,
Sabendo que, onde tu estás, ele brilha pra ti,
Mas é uma luz que nunca chega até mim.
Porque o sol, assim como o teu amor,
É algo que se sente, mas não se pode tocar.
E mesmo sabendo disso, sigo a esperar
Que um dia as nossas sombras se encontrem no mesmo lugar.
Eu sei, tu também olhas o céu,
E, de certa forma, estamos juntos no brilho dourado.
Mas essa distância, ah, essa distância,
Faz o amor parecer tão complicado.
Eu te envio os raios do meu pensamento,
Como um abraço quente, mas invisível.
E tu, do outro lado, sentes o meu amor,
Mesmo que o sol e eu sejamos quase inacessíveis.
Eu te amo, como o sol ama o horizonte,
Sabendo que nunca pode tocá-lo.
Fica distante, mas ainda assim ilumina.
E eu fico aqui, olhando para o alto,
A esperar o dia em que a distância se desfaz,
Quando finalmente seremos sol e sol,
Sem fronteiras, sem separação, sem mais.
ESPAÇO ENTRE NÓS
A curiosidade virou amizade,
E depois, um amor de verdade.
Pensamentos tão parecidos,
Corações tão bem unidos.
Ele dormia e sonhava,
Acordado, pensava:
Como podemos ser tão iguais?
Com conversas tão legais?
Ela contava sua história,
E o seu dia de glória.
Ele falava dele sim,
Mas não tão interessante assim.
Eles amavam conversar,
Ficavam horas a papear.
Mas isso já não bastava,
Estarem juntos, ele sonhava.
Entre eles, tudo é perfeito,
Só a distância é o defeito.
Mas logo criam o teletransporte,
Que vai levar do sul ao norte.
Agora ele sofre com tristeza e dor,
E pensa como viver esse amor.
Por que tinha que ser assim?
Por que ela tão longe de mim?
Mas, mesmo longe, ele decidiu lutar,
Pois o amor verdadeiro sabe esperar.
Com palavras, carinho e conexão,
Mantém viva essa paixão.
O Desamor Não Deve Ofuscar O Amor Que Recebes
A triste sensação de não ser alguém amado, principalmente por aqueles que amamos pode vir em algum momento; caso isso aconteça vale muito a pena lembrar que sempre há pessoas que nos amam de verdade, independente da distância, das diferenças e da quantidade.
São elas que nos encorajam, que nos ajudam a lidar com nossas inseguranças, que são as bonanças após as nossas tempestades. O que não quer dizer que o amor de Deus nos abandona, trata-se de um lembrete de que, humanamente, também não estamos sozinhos e que afeto é constância.
Focar no desamor que recebemos é atrair a falta de esperança; é adentrar o vazio de não ter com quem contar; é se perder do próprio caminho; é confundir consideração com tolerância; é correr o risco à destruição que provém do egoísmo da natureza humana; portanto, foca no amor de Deus e dá atenção àqueles que te amam.
A Fluoxetina, o Amor e Eu!
Tenho uma pena dos amores que se acabam por tão pouco!
-Acho que lhes falta a fluoxetina!
Eu, que de besta só tenho a cara...
Abro a gaveta, pego a receita subo no salto, desço as escadas, adentro a farmácia e peço:
Duas caixas de fluoxetina para a salvação de um amor.
-Faz favor!
Então, não preciso mais de salto.
De pés no chão e sandálias no dedo,
subo as escadas só no lá rá rá iá ...
Adentro em meu reino e rodopio (...), feliz, muito feliz!
Está o meu amor salvo por mais sessenta dias!!!
-Tudo porque tem gente que demora prá entender as coisas...!
☆ Haredita Angel
Combinando comigo.
Assumo ou deixo ir?
Assumindo: evito a falência de um amor
Deixando ir: evito a falência de mim mesma.
Mas, o que é o falir de um amor, diante da minha insolvência?
O que é o falir de um amor se eu tenho um universo de possibilidades e recomeços e alinhamentos de propósitos?
- Menina, crescer é preciso...
- Mulher, aprender se faz necessário!
☆Haredita Angel
Meu amor, queria tanto te pegar no colo, te envolver no meu abraço, e te proteger da más companhias das más influências, da vida madrasta, da mesma forma que eu
fazia quando você era pequenino.
Mas, você cresceu.!!! - Não sei se estou impotente ou infantil. Só sei que agora preciso sentar-me numa cadeira confortável para assistir ao espetáculo da vida.
Dessa vida que cresceu tal e qual àquela mangueira plantada por minha avó em seu quintal, que parecia perceber o carinho que recebia e, retribuia com toda a
sua genenerosidade de mangueira, dando os maiores e os mais doces frutos de toda a vizinhança...
Boa garota essa mangueira!!!
Pense nisso filho e boa sorte!
Com amor
(Mamãe)
☆HareditaAngel
"Para uns o o amor é..
Onde o coração descansa
e vive em paz
Um lugar onde a tempestade não alcança
Um sentimento delicado
Para outros o amor é saudade!
Um sonho, um espaço solitário
Para alguns é algo leve, alegre,
cheio de esperança e muita brincadeira
Já para outros é utopia, sofrimento, devaneio, dor
e medo de sofrer
Para mim o amor é ser o oceano, é sentir, é crescer, é o céu....
É viver junto do meu par...."
☆Haredita Angel
Que tú nunca percas.
Amor meu, que tú nunca percas, esse riso cristalino
que doas tão generosamente à toda gente.
Esse encanto no olhar que a todos cativa.
Essa doçura ao falar que tanto emociona meu coração.
Essa delicada suavidade que só tú tens ao me abraçar.
Essa brisa leve e embriagadora que de tí exala.
Essa tua simplicidade de viver e compreender as minhas loucas carências...esse teu perfume de homem ...e essa tua forma perfeita de acariciar-me, quando pronuncias o meu nome...
Te amo anjo!
☆ Haredita Angel
Amor fractal!
"Foram tantos os meus amores...!
Disseram-me que para quem tanto amou,
estar só é ironia.
-Chegastes...
Mas, eu já tinha saído por aí perdida na multidão das desilusões.
-Demorastes...
Nunca perdestes essa mania de atrasar-te."
Haredita Angel
19.03.22
