Cartas de Amor para Casados
O amor me ensinou a lição
que a felicidade é só uma estação.
Pensava que era só alegria.
Mas a verdade é outra, a dor também é dia.
Aprendi a suportar o que não vem no cardápio.
A espera, a saudade, o coração vazio,
amar de verdade é aprender a lidar
com as dores que o amor pode causar.
(Saul Beleza)
*Amor que não cobra*
Te quero perto do jeito adulto,
que divide a cia debaixo do cobertor,
sem promessa de filme da Disney,
só de café passado e louça lavada.
Se vier pra junto de mim
traz teu mau humor de segunda sem ter tomado um café amargo,
que eu respeito seu ronco nas madrugadas
e a gente negocia o lado do sofá.
Amor não é fogos de artifício,
é saber calar quando o outro tá cansado
é lembrar de comprar o pão
e não transformar celos em uma guerra.
Não precisa ser pra sempre
só precisa ser honesto hoje,
e amanhã a gente conversa de novo
com os dois pés no mesmo chão.
Se azedar, a gente adoça com respeito
se apertar, a gente afrouxa com conversa
se acabar, acaba sem dívida
mas enquanto durar, que seja inteiro e verdadeiro.
(Saul Beleza)
*Meu amor,*
O meu amor não envelheceu.
Só você envelheceu, e eu vi cada linha nova no seu rosto virar parte da minha história favorita.
O tempo tentou fazer de você passado. Tentou te colocar no pretérito perfeito, resolvido, encerrado.
Mas não conseguiu. Você ficou no imperfeito comigo. Nesse tempo que não acaba, que ainda dói, que ainda ama.
Eu não te esqueci de vez porque o tempo não deixou. E eu também não quis.
Tem gente que passa. Você ficou.
Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido.
E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.
Com todo o amor que o tempo não apagou,
Eu...
(Saul Beleza)
*Pretérito Imperfeito*
O meu amor não envelhece
Só envelheceu quem eu tanto amei
O cabelo branco, a pele marcada
Mas o sentir? Esse eu guardei
E o tempo não quis que eu te esquecesse
De vez, por inteiro, pra sempre
Mesmo que isso fosse pretérito imperfeito
Eu te conjugo no presente
"Eu amo"
"Eu amava"
"Eu amarei"
Todos os tempos cabem
Quando o amor não sai
Não virou passado resolvido. Virou história que ainda respira.
(Saul Beleza)
Eternamente
Não quero que esse amor seja eterno.
eterno pesa,
eterno prende,
eterno cansa até o que é bonito.
e se for pra ser eterno,
que eu morra
sem te amar de verdade.
que eu morra amando pouco,
amando torto,
amando de longe.
porque te amar de verdade e pra sempre
seria morrer todo dia
um pouco mais.
(Saul Beleza,)
A Glória do Amor Divino — O Caos e o Cosmo: O Preço do Equilíbrio
Os ventos são fortes e incontroláveis em determinados momentos, quando sopram com mais intensidade; dançam ferozmente entre as rochas; sem hesitar, os seus movimentos mexem com as ondas do mar e deixam as águas instáveis, subindo e descendo, para a frente e para trás, tocando as margens: a mesma movimentação expressiva que faz balançar as folhas numerosas e os galhos das árvores.
O caos e o cosmo acontecem ao mesmo tempo, chegam a trocar de lugar, um após o outro — a parte bela da vida e as suas adversidades. O equilíbrio é constantemente desafiado, precisa de muito empenho para ser mantido; assim, a instabilidade do mar pode ser vista como um espetáculo: ele permanece vivo; as árvores estremecem, mas são lindas e as suas raízes são fortes, elas resistem bravamente.
A postura equilibrada também pode estar presente em um cenário caótico se a beleza que estiver à volta puder ser notada, o foco naquilo que mais importa, o fôlego da alma não estiver esgotado, o amor divino alcançar a glória; portanto, até os desequilíbrios das fases caóticas podem contribuir com o equilíbrio da mente, da percepção que transforma, ainda que não seja algo frequente. O preço do equilíbrio que a vida cobra.
E, quando encontrar um grande amor, que rolar o tchan, que o seu coração palpita e você escreve pensando nele, que chora quando imagina estar sem ele. Lute pelo amor dele. Porque o amor se constrói. É, na adolescência geralmente é onde a gente encontra o verdadeiro amor das nossas vidas.
Fale tudo o que o seu coração pedir, olho no olho por carta, mas fale.
Nunca deixe o seu amor fugir de você, por ter medo de expressar o que sente.
“O amor pediu a palavra”
Conheci a Política numa praça onde as estátuas desciam dos pedestais para descansar os braços. Ela estava sentada junto ao chafariz, remendando uma bandeira com fios retirados do próprio cabelo. A cada ponto, uma janela se acendia na cidade; a cada descuido, alguém ficava no escuro.
Aproximei-me com a imprudência de quem ainda acredita que pode amar aquilo que não compreende.
Você está ferida eu disse.
Ela escondeu os dedos sob o tecido.
Há muito tempo confundem meu corpo com uma cadeira.
Sentei ao seu lado. Trazia nos bolsos algumas certezas, mas todas começaram a derreter. Escorreram pelas minhas pernas e formaram no chão um pequeno lago onde peixes cegos discutiam o futuro.
A Política tirou os sapatos. Tinha nos pés o barro de todas as ruas que os discursos nunca haviam visitado.
Eu quis beijá-la.
Ela me entregou uma chave.
Antes, preciso lhe mostrar onde moro.
Entramos numa casa que por fora parecia pequena. Por dentro, havia corredores suficientes para perder um século. Numa sala, crianças dividiam uma laranja tão fina que podíamos ver o inverno através dela. Noutra, uma professora escrevia no quadro com os ossos dos dedos. Mais adiante, um homem esperava atendimento havia tanto tempo que criara raízes sob a cadeira.
A Política parou diante dele e tentou soltá-las com as mãos.
Ajoelhei-me para ajudar.
Trabalhamos em silêncio. Quando conseguimos levantá-lo, já era noite dentro da casa.
Ainda quer me beijar? perguntou.
Eu olhei para suas unhas quebradas. Até então, pensara o amor como uma espécie de abrigo: duas pessoas fechando a porta enquanto a tempestade passava. Mas aquela mulher tinha uma casa cheia de gente, e a chuva entrava pelo teto.
Beijei sua testa. Depois procurei uma escada.
Durante a madrugada, subimos ao telhado. Lá de cima, vi que a cidade dormia de maneira desigual: em certos bairros, os sonhos tinham varandas; em outros, precisavam dormir em pé.
Ela chorou, e suas lágrimas ficaram suspensas no ar. Dentro de cada uma havia um rosto que alguém reduzira a número.
Estendi a mão. Uma lágrima pousou na minha palma e disse seu nome.
Nunca mais consegui esquecê-lá.
Ao amanhecer, chegaram homens trazendo espelhos enormes. Queriam cobrir as janelas da casa.
Assim, todos verão grandeza anunciaram.
A Política recusou. Ofereceram-lhe joias, um vestido novo, uma cadeira que prometia durar para sempre. Um deles puxou meu braço e sussurrou que eu também poderia ter alguma coisa, desde que a convencesse a fechar os olhos.
Ela me observava.
Foi ali que nosso amor correu perigo: por um instante, imaginei como seria fácil viver num quarto sem ouvir os corredores.
Soltei o braço.
Juntos, levamos os espelhos para a praça e os viramos para o céu. Os homens foram embora, furiosos, enquanto as nuvens se examinavam com espanto.
A Política encostou a cabeça no meu ombro.
Você vai concordar comigo sempre?
Não.
Ela segurou minha mão com mais força.
Envelhecemos um pouco naquela manhã.
O suficiente para que a paixão perdesse a pressa e aprendesse a escutar.
Quando nos beijamos, o chafariz voltou a correr. As estátuas permaneceram entre as pessoas. E, na casa de corredores intermináveis, alguém abriu uma janela por dentro.
Descrição:
“O amor pediu a palavra”, o encontro amoroso com a Política representa a descoberta de que cuidar da vida coletiva exige sensibilidade, responsabilidade e disposição para agir. A Política ganha corpo de mulher para que possamos enxergar suas feridas e compreender quanto as decisões públicas atravessam a existência de pessoas reais.
Ao remendar uma bandeira com os próprios cabelos, ela tenta reconstruir aquilo que pertence a todos, oferecendo algo de si. As janelas que se acendem ou permanecem escuras mostram as consequências desse trabalho: uma decisão pode ampliar oportunidades, enquanto um descuido pode deixar alguém desamparado. Quando ela diz que confundem seu corpo com uma cadeira, denuncia a redução da política à disputa por cargos e à permanência no poder.
As certezas do narrador derretem quando ele se aproxima dessa realidade. Essa imagem representa a necessidade de rever convicções diante do sofrimento humano. Os peixes cegos que discutem o futuro sugerem o perigo de debater os destinos de uma sociedade sem enxergar as condições em que ela vive.
A casa de corredores intermináveis é o espaço da vida coletiva. A criança com uma porção insuficiente de alimento, a professora que se desgasta para ensinar e o homem que cria raízes esperando atendimento tornam visíveis a fome, a desvalorização da educação e o abandono de quem precisa de cuidados. O surrealismo dá forma física àquilo que a repetição pode tornar aparentemente comum: uma espera tão longa que parece prender uma pessoa ao chão.
É dentro dessa casa que o amor do narrador amadurece. Ele chega desejando um beijo e termina procurando uma escada para consertar o telhado. O sentimento ganha consequência prática: amar aquela mulher significa também se envolver com as vidas que ela abriga. O gesto de ajudar nasce do encontro com uma necessidade concreta.
A cidade onde alguns sonhos têm varandas e outros dormem em pé expressa a desigualdade até no direito ao descanso e à esperança. Já as lágrimas que carregam rostos devolvem identidade às pessoas tratadas apenas como números. Quando uma delas revela seu nome, o sofrimento se torna uma presença que o narrador já não consegue ignorar.
Os homens com espelhos oferecem uma grandeza feita de aparência. Ao cobrir as janelas, impediriam que a realidade fosse vista. As joias e a cadeira duradoura representam a sedução dos privilégios e do poder. O narrador também sente essa tentação: imagina o conforto de um quarto onde não precisaria ouvir os outros. Esse instante torna sua escolha mais humana, pois mostra que o compromisso precisa resistir inclusive à própria vontade de se acomodar.
Quando a Política pergunta se ele concordará sempre com ela, a resposta negativa revela um amor que preserva o pensamento e a liberdade.
A discordância pode fazer parte do cuidado: quem ama também questiona, aponta falhas e ajuda a corrigir caminhos.
No final, a janela aberta por dentro sugere uma transformação que começa na consciência e encontra passagem para a vida pública. A prosa apresenta o amor à política como compromisso com a dignidade das pessoas. O título reúne essa ideia: o amor pede a palavra porque também tem algo a dizer sobre a maneira como dividimos o mundo e sobre quem deixamos esperando à porta.
O amor é o vento
Para onde o vento sopra?
para os horizontes,
para as casinhas perdidas nos campos,
leva as folhas que surfam em bandos.
Vai subindo e descendo os montes
e sopra na alma,
acorda e acalma
numa brisa suave
que nos toma e invade.
De onde vem o vento?
do mar e lento,
do túnel do tempo,
ou da imaginação,
como quem nasce num furacão,
impulsionado pelo olhar,
como aquele que sonha
e sabe onde quer chegar.
Esse vento é o amar,
deixe o amor soprar!
Ah, meu amor… Como é bom sonhar com você.
Mas essa noite foi diferente.
Essa noite sonhei que te perdia…
Sonhei que você estava perto, tão perto que quase podia sentir o calor do seu corpo, mas uma distância infinita nos separava. Eu não conseguia te ver, ouvir sua voz ou alcançar sua mão. Ainda assim, sentia sua presença: o aconchego do seu abraço, o perfume suave da sua pele e até o ritmo tranquilo das batidas do seu coração.
Era estranho perceber como alguém podia estar tão ausente aos meus olhos e, ao mesmo tempo, tão presente dentro de mim. Eu sabia que você estava ali, como se sua presença deixasse uma marca no ar, mas tinha a sensação de que estava te perdendo.
E doía imaginar meus dias sem você.
Eu queria apenas ouvir um áudio seu, daqueles simples, gravados talvez sem pensar muito, mas que para mim carregam tanto significado. Queria escutar sua voz doce, com suas pausas, seu jeito de falar e até os pequenos ruídos ao redor. Podia ser qualquer coisa, porque, quando se trata de você, até os detalhes mais comuns ganham um lugar especial em mim.
Naquele sonho, percebi algo que talvez nunca tenha conseguido explicar…
Sua voz não chega apenas aos meus ouvidos. Ela toca minha alma.
Seu carinho atravessa minha pele e encontra meu coração. Seu abraço é o lugar onde meus medos diminuem, minha respiração se acalma e o mundo parece, por alguns instantes, fazer sentido.
Eu sentia sua presença com tanta intensidade que quase podia reconhecer seu toque: a delicadeza da sua pele, a ternura do seu beijo e a segurança que existe quando você está perto, mesmo sem você estar realmente ali.
Quanto mais eu tentava me aproximar, mais parecia que você estava indo embora. Eu queria pedir que ficasse e dizer que ainda tínhamos muito para viver: abraços demorados, conversas sem pressa, risadas inesperadas, lugares para conhecer e sonhos para realizar.
Acima de tudo, ainda tínhamos muitos dias para escolher um ao outro.
Nós sabemos que não somos iguais. Temos nossas diferenças, nossos jeitos e maneiras distintas de enxergar a vida. Mas talvez seja justamente isso que torne nossa história tão especial.
Você não chegou para ser uma cópia de mim, e sim para me mostrar que o amor verdadeiro não precisa de duas pessoas iguais, mas de dois corações dispostos a se compreender.
Com você, descobri que amar é amizade, cuidado, cumplicidade, respeito, entrega e paz. É permanecer mesmo quando faltam palavras bonitas. É olhar para alguém e pensar: se a vida me permitir escolher, é com essa pessoa que quero continuar.
Então me lembrei de uma frase…
“Você pula e eu pulo.”
Talvez você nem imagine o que essas palavras representam, mais, elas significam que quero caminhar ao seu lado, dividir os dias bons e enfrentar as dificuldades com você. Significam que, diante do medo, quero encontrar coragem na sua presença e que você também possa encontrar a sua na minha.
Não quero prometer uma vida sem problemas ou tempestades. Quero oferecer algo mais verdadeiro, a vontade de permanecer, conversar, compreender e cuidar do que estamos construindo.
Porque eu não quero um amor perfeito.
Eu quero o nosso amor.
Com nossas diferenças, nossos sorrisos, nossas imperfeições e tudo aquilo que faz essa história ser somente nossa.
Quando acordei, ainda senti por alguns segundos o peso daquele sonho. O quarto estava silencioso, meu coração parecia continuar procurando você. Por um instante, quase esperei ouvir sua voz ao meu lado.
Mas logo percebi que tudo não passava de uma imaginação, e o medo deu lugar a uma profunda gratidão.
Gratidão por você existir, por nossos caminhos terem se cruzado e por eu poder viver algo tão verdadeiro ao seu lado.
A vida é breve, meu amor. Às vezes, preocupamo-nos tanto com o amanhã que esquecemos de agradecer pelas pessoas que tornam o presente especial.
Quero demonstrar meu amor enquanto posso, dizer o quanto você importa e valorizar cada momento que temos, cada conversa, cada silêncio confortável, cada toque, cada sorriso e até aqueles instantes simples que parecem pequenos, mas que depois se tornam saudade.
Porque, mesmo em sonho, compreendi ainda mais o espaço que você ocupa dentro de mim.
Eu sonhei que te perdia… e acordei entendendo ainda mais por que quero tanto cuidar do nosso amor.
Não sei o que o futuro guarda para nós, mas sei que ainda quero viver muitas histórias, realizar sonhos e guardar momentos ao seu lado. Quero continuar reconhecendo você nos detalhes: na sua voz, no seu abraço, no jeito como me olha e na paz que sinto quando estamos juntos.
Se um dia você me perguntar o que aquele sonho significou, minha resposta será simples:
Foi a vida me lembrando, através de um sonho triste, da beleza de um amor que tenho a felicidade de viver acordado.
Porque, sonhar com você é maravilhoso… mas nada se compara à felicidade de abrir os olhos, ouvir sua voz e saber que você faz parte da minha realidade.
E, se pudesse escolher novamente entre todas as pessoas e caminhos possíveis, eu escolheria encontrar você, conhecer sua voz, descobrir seu abraço e viver nossas diferenças.
E, principalmente, eu escolheria amar você outra vez.
Porque existem pessoas que passam por nossa vida…
E existem aquelas que passam a viver dentro da nossa alma.
Por isso, mesmo quando não consigo te ver ou ouvir sua voz, algo dentro de mim continua reconhecendo você.
É o meu coração.
E talvez seja essa a forma mais bonita de saber o quanto eu te amo, mesmo no silêncio, mesmo na distância e até durante o sono, alguma parte de nós continua encontrando essa pessoa.
O meu coração, até dormindo, sabe encontrar você...
O amor.
Houve uma época que eu acreditava no amor, eu sonhava com alguém vindo me buscar em uma tarde de domingo e ansiosa no portão, rezava para que chegasse logo. Era tão mágico o amor para mim, que não acredito que nada disso era real. Sonhar é a parte boa da história, acordar é o pesadelo. Ninguém entende o amor, mas o que é mesmo o amor? O início que ainda vamos conhecer, o meio que nos encanta ou fim que que nos tira a venda da realidade. Não dá para ter uma noção boa da realidade, tudo é tão exaustivo, tão incomodo, não acredito que pude me encontrar em magias e devaneios. Casar, encontrar alguém para dividir a magia do encontro e depois chorar amargamente a desilusão de não ser tão mágico quanto na imaginação. Ter 15, 20 anos ou um pouco mais, nos torna escravos de uma fantasia que acreditamos ser muito maior do que realmente é. A vida não nos ensina que cada pessoa é uma verdade e que ninguém nos completa, ao contrário, o tempo nos divide em comportamentos, ações e atitudes. Se pudesse escolher uma nova vida, escolheria eu.
A gritaria na minha cabeça, um silêncio na minha voz, todas essas notas musicais estão compondo uma melodia comprida na minha história. Não há culpa ou culpados, somente uma distorção da realidade que insiste em aparecer de repente. Quero uma oportunidade para eu poder viver uma vida mais minha, sem cobranças, silêncios, resmungos e falta de reciprocidade. Eu aprendi a resolver na minha cabeça os conflitos que eu mesmo faço e somente assim, posso ser um pouco feliz e seguir minha vida em harmonia com minhas escolhas.
Cida Vitório
O AMOR DE UMA MÃE COMEÇA ANTES DA PRIMEIRA LEMBRANÇA
“Um filho pode esquecer o colo que o protegeu, a voz que o acalmou e até as mãos que o ensinaram a caminhar. Ainda assim, haverá nele pedaços de um amor que começou antes que pudesse se lembrar.”
— Primeira Mãe
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
Sou viajante na estrada da saudade,
sou um excluído do reino da paixão.
Plantei amor, mas colhi ingratidão.
Já não importa se chego cedo ou tarde.
Tento esquecer a minha realidade,
ouvindo aquelas baladas do passado.
Da multidão eu tenho me afastado.
Estou cansado até mesmo para falar.
Já não tenho interesse em agradar
e ignorando, pois fui ignorado...
Amor! Arte que Permite Vivenciar, Sentir e Experienciar!
O amor às vezes parece o ato de
Pintar uma arte abstrata, que
Surge sem intenção, sem controle,
Sem a pressão de fazer acontecer,
Apenas seguindo o fluxo da vida,
A intuição e a inspiração que guiam
Em movimentos e detalhes
Que surgem com naturalidade
E, ao mesmo tempo,
Com intensidade,
De forma que nem sempre
Se compreende, mas se sente
Em verdade que transborda.
E o mais lindo é que o amor
Vai além de um abstrato,
Porque, mesmo não tendo
Uma forma porque o
Amor é uma arte
Que permite vivenciar,
Sentir e experienciar!
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.
"Bem vindo, OUTUBRO. Que seja um mês abençoado, acolhedor, vitorioso e cheio de amor! Que esse mês traga em nossos corações coisas boas como: união, paz, amor, saúde, prosperidade. Que nos encha de alegria pela graça de mais um mês que se inicia na presença do nosso Deus, nosso Senhor!
Vem com tudo, Outubro!"
—By Coelhinha
"Tudo é possível àquele que crer no amor do Pai.
Se nada mudar, mantenha a fé, e quando mudar, entenda: Se ficar difícil, aprenda a não saltar as etapas do ensino(Deus sempre terá algo pra nos edificar e nos tornar maduros nEle). Quando ficar fácil, aprenda a romper muralhas. Se a tristeza rondar, alegre-se em Cristo, e quando estiver alegre, contagie teu próximo. Quando recomeçar, toma ánimo, acredite; Você pode tudo, porque Deus renovará suas forças. Tudo é possível pelo amor, e pela fé que você tem em Deus! E mesmo assim se você não conseguir! Lembre-se de ficar debaixo das asas do Abba, até que você aprenda a caminhar maturidade de Deus."
—By Coelhinha
"Onde não existe sabedoria
não existe
paz, onde não existe paz
não existe amor e onde não
existe amor
não existe justiça: aquilo que para você é
visto como evolução, aventura
ou novidade,
para mim é percebido como repetição
vazia, superficialidade ou falta
de propósito."
Álbum: O Mundo Jaz no Maligno
(Autor-desconhecido)
