Cartas de Amor para a Pessoa Amada

Cerca de 79421 cartas de Amor para a Pessoa Amada

O plano dela era bem simples: “Não se apegar a
mais ninguém”, daí vem você e estraga tudo! No
início, ela sentia medo, aliás muito medo. Ela
estava decidida que não iria querer mais, não
queria sentir mais aquele “friozinho na barriga”
ou passar noites pensando em como seria bom
estar nos braços de alguém. Mas agora, ela quer
continuar sentindo essa doideira que é estar
“afim” de alguém. E talvez, finalmente, deixar o
passado lá pra trás, esquecer dele e nunca mais
lembrar. Mas ela ainda sente meio que um medo,
mas não medo de gostar, mas de nada acontecer,
de estar colocando o coração nesse sentimento e
acabar tão rápido quanto começou. Ela é uma
pessoa complicada, muda de humor de uma hora
pra outra. E as vezes, se coloca tanto no lugar do
outro, que sofre até mais do que deveria. A
chatice dela parece não ter fim, e ela tem uma
mania de achar que tudo vai dar errado uma hora
ou outra, por isso tudo em relação a você, é tão
confuso pra ela. Bom, se você conseguir entender
isso, se conseguir entender esse jeito dela, então
as outras coisas vão sempre fazer sentido, mesmo
que ela não faça nenhum. E cara, não se assuste
com o jeito dela. O problema dela é ser intensa
demais, sentir demais. Mas apesar do que vai
acontecer ou não, pra ela, já valeu muito em ter
te conhecido. E sobre o futuro...Deus vai cuidar
de tudo!

"ela decidiu não te procurar mais. Tomou essa
decisão porque não se sentia mais importante pra
você, sabe?! Pois é horrível você estar com uma
pessoa que não está nem aí pra nada. E claro, está
sendo difícil pra ela se afastar de você assim. Mas
agora ela caiu na real e viu que não pode mais
voltar atrás, iguais das outras vezes. Não dá pra ela
ficar se iludindo de que isso seria, de alguma
forma, importante pra você ou mudaria sua vida te
fazendo um pouco mais feliz. Ela foi se afastando
aos poucos e você nem sequer notou, e nem se
importou com isso. Com certeza ela tomou a decisão
certa. E mesmo sendo um pouco difícil, ela vai viver
assim, vai se acostumar assim, com a nova rotina. O
problema foi que ela se importou demais; e mesmo e
que ainda se importa um pouco, isso não é e nunca
será suficiente pra você. Toda a preocupação e todo
esforço que ela sempre fez pra te ver, não bastou
pra você. Ela só queria atenção e carinho sem ter
que ficar implorando. Por isso que agora ela segue
em frente com a vida dela. Porquê pra ela, você
era único. Mas agiu igual a todos."

De todas as meninas, a que mais vai marcar sua vida
é aquela que você diz que é ciumenta demais,
dramática, bipolar ao extremo, a que você sempre
chamou de louca, que te liga de madrugada, que
briga contigo, que faz um drama, faz bico, bate
boca sem pensar nas consequências... mas aí que tá.
Quem é que não gosta de se sentir desejado? Ela
pode até te incomodar um pouco sim, mas ela
sempre está ali do seu lado em qualquer situação.
Ela pode ter seus defeitos exagerados, mas faz de
tudo para ser perfeita pra você. Vai por mim,
valorize essa menina que bate o pé, que xinga, que
teima, que é dramática, bipolar e ciumenta. Porque
ela sim, está dando valor para o que você realmente
é. Então, cuida e preste bem atenção, enquanto ela
estiver brigando, fazendo drama e tendo ataques
de ciúmes bobos, ela ainda se importa e se preocupa
muito com você. Agora quando ela simplesmente
parar, você passou a não significar mais nada para
ela. E é aí que ela vai passar a fazer falta pra
você.

A Estranha Geometria da Ausência



Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.


Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.


Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.


Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.


Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.


Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.


A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.


Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.

"Natal é renascimento...
é uma nova oportunidade de ser,
É mais significado, que festa.
É ver sacralidade na rotina de um jantar,
É quando Deus se limitou a um só lugar.
É prova que o finito, pode conter um Infinito.
É sentir Deus em um menino.
É repartir esse Deus, em fatias de pão.
Natal é época de se repartir, e sempre sobrar."

Zé… Como uma simples pessoa tem a incrível capacidade de mudar toda uma vida,de cozinhar nossos sentimentos e fazer deles o que bem entende.Como alguém tem o dom de conseguir entrar em nossas mais profundas raízes e a elas se agarrar,como faz os dias ficarem tão ensolarados,e vida tão cheia de brilho.Mas acima de tudo me diga Zé, como tem a capacidade de ir embora e nem ao menos deixar algumas cores,como tem atitude de simplesmente de ir nos deixar assim sem eira nem beira.Mesmo sabendo que isso seria uma insanidade,e sabendo que a ela dei toda a minha alma e o que nela de mais precioso continha,como ela pode me ter levado com ela ? Só permaneço aqui em corpo,mas minha essência[…]

A Zé,essa já não vejo há anos.

Inserida por Kalublackbird

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões. Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

Inserida por gtrevisol

"Não me indigno, porque a indignação é para os fortes; não me resigno, porque a resignação é para os nobres; não me calo, porque o silêncio é para os grandes. E eu não sou forte, nem nobre, nem grande. Sofro e sonho. Queixo-me porque sou fraco e, porque sou artista, entretenho-me a tecer musicais as minhas queixas e a arranjar meus sonhos conforme me parece melhor a minha ideia de os achar belos.

Só lamento o não ser criança, para que pudesse crer nos meus sonhos." "Eu não sou pessimista, sou triste.

Inserida por AmandaMartucelli

Sinto saudade de minha cidadezinha, tão pequenininha, porém bonitinha.
Levantou-se à beira de um rio de muitas lendas que deveria ser um ponto turístico.
Sinto saudades da pracinha com água iluminada que ia alto e encantava as crianças que ali ficavam a andar de bicicleta, saudades, somente saudades.
Saudades do parquinho. Ah! Quem me dera voltar aos meus dez anos, brinquedos, castelinho. Hmmm! Como era bom tomar sorvete aos domingos. Meu pai tinha prazer em levar seus filhos.
Lembro – me como se fosse hoje da grama verdinha onde muitos brincavam, hoje sequer olham pra lá.
E as festas de setembro, escolas reunidas na praça para os desfiles estudantis “Ô tempinho bom, que não volta mais!”.
Como me sinto triste quando passo pelas ruas da minha cidadezinha, tão pequenininha que foi esquecida parece mais faroeste, só faltam os desafios no centro da cidade.
Ceres cidadezinha das flores, minha Deusa, ainda tenho esperanças em meu coração, que volte a ser minha cidadezinha tão bonitinha, aquela, que ainda está em minha memória.

Inserida por VanPessoa

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estacões
A seguir e a olhar.

(...)Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Inserida por MadelaineStella

MEA-CULPA
{Responsabilidade pelas próprias falhas)
Aprendi que não deveria nunca ter trocado o que mais queria na vida pelo que desejei em um momento de paixão.
Me afastei de pessoas que me pareciam ser para sempre, e me aproximei de outras que nunca jamais imaginei conhecer.
Acredito, hoje, que fiz muitas coisas no cotidiano, do jeito melhor que sabia, meio torto, talvez, mas do jeito mais bonito que sei...
As vezes tenho medo de mim mesma, mas também de algumas pessoas, e corro para um único refúgio: a solidão. Com ela não perturbo ninguém -além de mim mesma- ficar comigo e com minha melancolia, com meus risos ou lágrimas, que não podem ser incômodo a ninguém.

Quando Eu Não Te Tinha

Quando eu não te tinha
Amava a Natureza como um monge calmo a Cristo.
Agora amo a Natureza
Como um monge calmo à Virgem Maria,
Religiosamente, a meu modo, como dantes,
Mas de outra maneira mais comovida e próxima...
Vejo melhor os rios quando vou contigo
Pelos campos até à beira dos rios;
Sentado a teu lado reparando nas nuvens
Reparo nelas melhor –
Tu não me tiraste a Natureza...
Tu mudaste a Natureza...
Trouxeste-me a Natureza para o pé de mim,
Por tu existires vejo-a melhor, mas a mesma,
Por tu me amares, amo-a do mesmo modo, mas mais,
Por tu me escolheres para te ter e te amar,
Os meus olhos fitaram-na mais demoradamente
Sobre todas as coisas.
Não me arrependo do que fui outrora
Porque ainda o sou.

Fernando Pessoa
“O Pastor Amoroso”. Poemas de Alberto Caeiro. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1946.
Inserida por vera_gavina_mendonca

O agnosticismo puro é impossível. O único agnosticismo verdadeiro é a ignorância. Porque para nos radicarmos no agnosticismo é-nos preciso um argumento para nos persuadir que a razão tem certos limites. — Ora quem observa pode parar; quem raciocina não pode parar. Portanto quando pelo raciocínio havemos provado a limitação ou a não-limitação destas e daquelas faculdades, não podemos dizer: «paremos aqui» mas devemos seguir no raciocínio e tirar dessa limitação ou não-limitação as consequências deduzíveis. Assim fazem todos os «agnósticos» consciente ou inconscientemente.
(Aforismos e Afins)

Fernando Pessoa
Aforismos e afins. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
Inserida por AdagioseAforismos

CONSELHO
Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és —
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...

Inserida por EdnaToguchi

"Meto-me para Dentro
_________________Fernando Pessoa.
Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um Deus que dorme."
O Guardador de Rebanhos por Alberto Caeiro

Inserida por bonecadepano

Corro, corro, corro

Com a perna já doída
Paro arrependida
Não posso voar
Meu corpo me limita
E a alma aqui fica
Querendo ir ao ar

Ter um lar pra chegar
Bênção que limita
Um espelho que me imita
E não tenho por onde andar

Ainda tem o Estado
Que não ver o meu estado
Quer em tudo me cobrar
E não tenta fazer essa venda
Que limita-me a renda
Não tenho como comprar

Então amigo
Você sendo secreto
Ou sendo explícito
Pensa comigo
Também vais me limitar?
Dá licença que eu vou passar

Inserida por belapessoa

Que essa tranquilidade que eu tenho na minha alma
E a essa paz que eu trago no meu silencio
Que essa diversão que eu trago em minha mente
E essa alegria que eu trago no meu ser
Que esse ritmo bagunçado de ser ver
E essa vontade de dançar lentamente com você
Te vejo em meus braços
Dessa imaginação tão boa eu trago a pureza
de uma vida simples que eu quero levar pra todo sempre com você.

Inserida por Leveamor

O cego e a guitarra

O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

Do livro "Fernando Pessoa - Obra poética - Volume único", Cia. José Aguilar Editora, Rio de Janeiro (RJ), 1972, págs 542/543. (Fonte: Projeto Releituras)

Inserida por portalraizes

Abat-Jour
A lâmpada acesa
(Outrem a acendeu)
Baixa uma beleza

Sobre o chão que é meu.
No quarto deserto
Salvo o meu sonhar,
Faz no chão incerto
Um círculo a ondear.

E entre a sombra e a luz
Que oscila no chão
Meu sonho conduz
Minha inatenção.

Bem sei... Era dia
E longe de aqui...
Quanto me sorria
O que nunca vi!

E no quarto silente
Com a luz a ondear
Deixei vagamente
Até de sonhar...

(Extraído de Cancioneiro – PDF Ciberfil Literatura Digital - Página 7)

Inserida por portalraizes

Escrevo e divago, e tudo isto parece-me que foi uma realidade. Tenho a sensibilidade tão à flor da imaginação que quase choro com isto, e sou outra vez a criança feliz que nunca fui, e as alamedas e os brinquedos, e apenas, no fim de tudo, a supérflua realidade da Vida...

(Fonte: PESSOA, Fernando. In “Correspondência (1905-1922)”, Lisboa: Assírio & Alvim, 1999, p.150. / Fonte: Templo Cultural Delfos)

Inserida por portalraizes