Cartas de Amizade Clarice Lispector
Por trás dos meus olhos cristalizado há uma esplêndida luz que carrega uma visão profunda do mundo, e um filtrador de sombras a dissipar toda forma de trevas que permei ao meu redor, por trás do peito um coração humano demais que pusa ritmicamente ao ponto de arremessar qualquer ato desumano a ano-luz de mim. No corpo escondo a sete chaves à alma de um anjo por uma busca incansável por sentidos e propósitos. Infelizmente por onde andei alguns não me compreenderam, e EU nunca compreenderei determinadas atitudes de alguns. Sei que alguns querem cortar minhas asas e, até mesmo me prender em gaiola, outras querem me barrar, muitas que eu desapareça, e EU continuo seguindo minha caminhada não como às ondas limitada de um mar, mas como as correntes d'água de um rio que não aceita obstáculos
Não houve e nunca existirá nenhum político que tenha em seu bojo a essência da democracia - afinal a sociedade é a base da pirâmide produtiva representada pelos Três Poderes que juntos formam o Estado usurpador de sonhos, transformando-o em pesadelo um adjetivo de miséria e desigualdade social!
A gestão pública brasileira é composta por pelegos comissionados com salários e vantagens vultosos e outros através da meritocracia, porém massacrados e classificados como uma praga, no entanto, os verdadeiros parasitas não passam por concursos públicos, provas e títulos - investiduras legais , mas imorais!#toninhocarlos
Era uma vez, um dia em que as pessoas pararam, o mundo parou, todos se uniram, muitos se doaram, aqueles que mais lhe eram negados foram enfim recompensados, a aparente humanidade foi surpreendida por aquilo que seria estratégico, pois lhe foi um dia negado por amor. Foi um tempo, em que a tal paridade parecia por fim existir. Em que a paz de espírito salvou muita gente. Era tudo muito diferente, parecia bom. A natureza se recuperava, os pássaros e borboletas voltavam a brilhar, o céu era a única e mais bela estrela, e todos olhavam enfim para ele.
E a vida se esvai, aos poucos, e viventes em letargia, insensíveis no acaso, seguindo lento ou acelerado passo, não percebe em seu marrasmo, como passa leve brisa, ou nefasto vendaval, extingue se vida, vivida ou indiferente, segue a sina ante todos, pois quais, somos sim vapores, manifestamos neste mundo e tão logo esvaecemos.
Como não acreditar? Diante de um universo sem par, perante tudo o quanto há. Tantas coisas diferentes, tantos efeitos divergentes, inúmeros acontecimentos que emociona a gente? Porque desprezar a fé? Se um infinito diante de nós a se opor, se entre tantas emoções descobrimos o que é o amor? Mais fácil é duvidar, questionar ante a tudo o que há. Mais cômodo é se apresentar, como conhecedor de várias ciências sem nada realmente dominar. Se temos um dito popular, que em terra de cego quem tem um único olho é rei, na vida terrena, quem tem um poucochinho de saber, se apressa e logo ensoberbesse. Despreza os iguais e se enaltece. Dominado pela vil presunção, achando que sabe muito, mas em breve retornaras para o mesmo chão. Sim, de volta para as origens carnais, alimentar o ciclo de vida de milhares de animais. Somos pó, e brevemente imerso estaremos, no emaranhado de poeira cósmica, esfacelados e misturados em imensuráveis aglomerados atômicos, mas por enquanto, seguimos ainda vivos e atônitos.
Analisando o universo como um todo, percebemos embates entre fenômenos e matérias numa constante, qual vida própria manifesta, em constante modificação, sem contudo perder sua essência no todo. Quando efenece a vida animal, para onde esvae sua energia vital? Uma coisa é certa, o universo subsiste por infinita energia existencial, sem que humanos possam mensurar toda essa potência exponencial.
Aplainar meu ser, paralelo ao horizonte e voar no imaginário, nesta grande rede do meu eu, viajando no inesperado, nas repentinas do pensar, e sentir o ritmo do pulsar da energia vital de meu coração, que insiste em lutar, desbravando vada instante em meu viver, impulsionando a energia que circula em meu ser.
A ânsia de grangear as riquezas materiais desvia-nos das verdadeiras riquezas reais. Nessa louca odisseia, gastamos o que mais precioso existe em nosso finito tesouro, o tempo. E emriquecidos dos tesouros materiais, já não temos onde buscar créditos de tempo para desfrutar de todas as nossas conquistas pessoais, porque gastamos o precioso tempo que não volta nunca mais.
Não quero ser melhor do que ninguém, senão, ao que fui até aqui. Superar minhas limitações, avançar no tempo que me é proposto, lutar e vencer as muitas adversidades da vida. Desprezar os que querem meu mal, regozijar com os que me querem bem. Erguer a cabeça, olhar para frente, avistar o horizonte que me é proposto, caminhar e enxugar a lágrima que flui em meu rosto. Porque não posso consertar o mundo ao meu redor, mas posso reparar as arestas de meu ser, e seguir lutando no que ainda me resta em viver. Que eu possa concertar com os ruídos, e elaborar a mais linda melodia, diligenciar as notas da vida em seus devidos graus de entonação, transpor as barreiras em harmonia, qual bela e sonora execução das mais sofisticadas notas musicais. O que eu quero mais? Graça e paz.
Vem, vamos seguir em frente, como as águas de um rio, que jamais retrocede. Seguindo, deixaremos um pouquinho de nós no caminho, qual a água do rio, que encharca suas beiras, hidratando árvores e plantas rasteiras, dando vida enquanto se despede do seu lugar original, se lançando a imensidão do oceano, de igual modo, nos adrentaremos na imensidão do acaso, no porvir, onde tantos quantos foram, não retornaram para nos contar como estão, que a vida é intensa em lapsos temporais, momentos únicos que não voltam jamais. Portanto, vida = viver intensamente direção ao além.
A vida é luta ou luto. Prefira antes lutar que ao luto se entregar. Não temas, viva, vá e vença. A glória na guerra se alcança de batalha em batalha. Se você perdeu uma hoje mas ainda se encontra vivo, reveja seus conceitos, revise suas estratégias, trace um novo plano, de maneira tal que alcance a glória final.
A pervesidade se homizia nas trevas, desejos malignos de outrem contra alguém. Espreitando os dias para se regozijar das adversidades sucumbenciais na vida de terceiros, que gratuitamente elegeram como algozes. Mas o bem e o mal são sementes as quais disponiveis estão para semearmos deliberadamente. Logo, não colheremos, senão, aquilo no qual temos semeado.
Vou indo, na estrada da vida, seguindo em frente, em constante partida. Porque o corpo continuamente se refaz, até o dado momento que não mais, terá a capacidade de restaurar a vida, mesmo até, em seus tecidos epiteliais. Sim, os corpos seguem à extinções, e o que fica nesta vida são as memórias, principalmente, as que marcaram os nossos corações.
Cada fase da vida com suas prioridades. Mas chega um determinado momento, que precisamos aceitar a realidade, que estamos neste mundo em breve estadia, que tudo passa de forma repentina que nos assustamos com nossa idade. Sim, os que graciosamente seguem vivos, presume adquirir sabedoria, de modo a compreender perfeitamente que as coisas existem para serem usadas, e as pessoas, para serem amadas.
Nunca é tarde para sonhar. Fazem parte do ser, motivo real do viver. Idealizar algo em sua vida, preparar o ambiente para a realização, persistir nesse objetivo, lutar, lutar e lutar, pois se não estiver dando certo, necessário faz uma revisão, traçar novas metas, novos caminhos, mudar as ferramentas de trabalho, buscar nova direção, inovar, para que dentro em breve, lograr o tão esperado êxito ante o êxodo da trajetória, o rumo norte, doravante o que tanto se almeja, vitória.
A efemeridade da vida nos induz ao antagonismo do lapso temporal, quando somos novos queremos apressar os passos e avançar no sobrenatural, já na maturidade, desejosos estamos em nos livrar da fúria cronológica, dos desgastes naturais dos efeitos do tempo, e aí já não há nada que possa ser feito. A variante temporal é uma constante.
Surgimos no mundo, e aos poucos estabelecemos nosso marco existencial. crescemos, multiplicamos, e nos tornamos para muitos pessoa especial. Vidas que vem e que vai, alegria e tristeza também. Não há quem esteja imune, das dores que com o tempo nos vêm. Entre risos e prantos, seguimos na lida do viver, e a cada instante que passa, certeza nós temos que vamos fenecer.
A humanidade busca ciência, mas muitos desprezam o discernimento. O equilíbrio se faz necessário, entre conhecer e ignorar, saber separar as coisas, na arte de conduzir a vida diligentemente. Não é tarefa das mais fáceis, porque a História se encarrega de mostrar, que grandes e pequenos, sábios e ignorantes, ricos e pobres, todos perecerão num dado instante. Toda vida segue às mais diversas modalidades de extinções, portanto, vivamos de tal maneira, que possamos alcançar a eternidade em muitos corações.
É na simplicidade das coisas que estão as riquezas da vida. Num sorriso espontâneo, no abraço inesperado, numa palavra sincera e amiga, num aperto de mão honesto, numa admoestada repreensão, num pedaço de pão quando faminto, num copo de água estando sedento, e bem distante de um falso amigo avarento.
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