Cartam de Despedida de uma grande Amor
Por que choras anjo triste? Por que choras sem parar? Agora sei que anjo existe - posso ver em teu olhar. Por que choras anjo sem alento? Por que choras sem parar? Não te esqueça por um só momento que um dia nós iremos nos encontrar! Por que choras anjo lindo? Por que choras sem parar? Sorria ! Pois eu agora estou indo... estou indo para o meu lugar! Não chores mais... Ó,anjo lindo! Pois agora tudo irá se eternizar. Não vês? Minha alma agora está sorrindo ... Depois de tantas noites e dias de lutas, cansaços e agonias...minha alma finalmente irá descansar!... Não! Não chores mais! Sorria! Sorria! - Pois não te esqueças de que um dia nós iremos nos encontrar!!!
Beije meu caixão. Sinta toda dor! Beije-me com paixão. Não te sintas com pavor. Guarde a tua última oração. Negro é o sangue do amor! Aqueça o meu corpo pálido e frio. Tudo está tão triste e vazio! Ninguém me trouxe uma única murcha flor! Abrace meu caixão. Sinta toda dor. Beijes minhas mãos! Dê-me o teu calor. A morte - talvez seja um sonho louco cheio de alucinação. Guardes Como recordação aquela tua última palavra que mortalmente feriu meu coração. Olhes com contemplação para a lua que no alto jaz sem cor! - Um momento de transfiguração da alma que morreu dependurada na cruz mutilada do amor. Não tivestes compaixão! - Pois de um louco amor mataste este teu anjo sonhador. Venhas para o meu caixão que a noite está chuvosa e fria. Venha sentir a sensação! - Não temas a noite sombria. Somente a morte tem razão - o resto é fantasia. Ouça a última sinfonia... Beijes os meus lábios gelados com os teus lábios mudos. Olhes Tudo está frio, parado, estranho, calado... - Agora o nada é tudo...E tudo é ilusão!... Adormeça em meu caixão !...
Era um poeta que sonhava em ser santo. Era um poeta que ao alto elevava o seu canto. Era um poeta solitário,sem casa,sem manto... Era um poeta que quase ninguém via. Era sempre poeta - mesmo nas tristezas e loucuras de seus dias. E a sua vida era uma fantasiosa poesia . Algumas vezes escrevia torto, meio que sem jeito, mas com um toque de magia as palavras emanavam da eterna dor que sentia em seu peito. Gostava de passar horas e horas na solidão de seu pequeno e simples leito. E o poeta insanamente ria...ria...ria... E cada gota de seu sangue que escorria tornava tudo a sua volta ainda mais perfeito. Sonhador - olhou uma última vez a lua,as estrelas,a rua... Sentiu em seu coração um aperto. O seu mundo foi ficando ainda mais estreito. Naquela noite esfriou,ventou,chuveu... Sentiu um amargor na boca. A vista escureceu. E ninguém... ninguém apareceu... E ali em seu cantinho simples e apertado com apenas uma caneta e uma folha ao seu lado o poeta finalmente tornou-se em um ser grandioso e alado!...
(...)E sozinho pelo caminho eu vou partindo... Levando sempre na lembrança aquele último beijo,a última dança,o último abraço, aquele último aceno... Distante como sempre e sozinho como nunca eu vou indo. ...E no meio do caminho,tudo vai ficando nebuloso, longínquo,silencioso, pequeno... .
Foi naquele dia, naquela hora, naquele momento, no instante em que eu entrei para aquele quarto e com os meus olhos de criança vi você deitada naquele chão frio, eu cheguei perto de você, toquei em você, chamei por você, pra ver se você acordava, insisti, chamei o mais alto que pude, mas nada acontecia, não vi nenhum movimento seu, nenhum sinal de que você estava a me ouvir. Logo fui a correr para a vizinhança chamar por um adulto, pra ver se alguém dava uma solução, pra ver se alguém ajudava, mas nada aconteceu. Logo ouvi barulhos de sirenes, e em seguida vi umas pessoas que usavam roupas de hospital, vi eles se aproximarem de você, eles tocaram em você, eu vi eles colocando as mãos em você, eu pensei que eles iam acordar você, eu queria que eles acordassem você, mas nada aconteceu. Depois eu vi eles a cobrirem você com um lençol preto e a levarem você para dentro do carro, naquele momento eu chorava e perguntei onde eles levariam você, disse que eles não podiam levar você, eu não queria que eles levassem você, uma senhora pegou no meu ombro e disse que ia ficar tudo bem, depois eles levaram você, eu vi eles a levarem você, e esperei, esperei por você, esperei incansavelmente pela tua volta, mas você nunca mais voltou, desde o momento que eles levaram você, passaram-se horas, dias, meses, não importava o quanto eu esperasse por você, simplesmente você não voltava.
As despedidas arrancam pedaços da nossa alma, deixando um vazio que ecoa com a ressonância do que foi e já não é mais. Não estávamos prontos para essa separação, para esse adeus que chegou sem avisar e sem permissão, levando consigo um pedaço de nós que talvez nunca mais será recuperado. Cada momento que passamos juntos agora se transforma em memória, um tesouro precioso e doloroso, enquanto tentamos aprender a caminhar nesse novo mundo, um mundo um pouco mais vazio sem a sua presença.
É com grande dor no coração que eu te deixo ir, para bem longe de mim. Realmente a distância só foi um teste para sabermos se o sentimento era verdadeiro, verdade também é que o tempo que se foi entre nossos dedos. Dias passaram a ser horas, horas a serem minutos, minutos a serem segundos e segundos a serem um milésimo de tempo. Foi tão rápido o quão nossos corpos e mentes se conectaram, parecia que nós conhecimentos a muito tempo, uma conexão de outras vidas. Não importa o ano, a década ou o espaço no tempo em que estejamos eu sempre vou encontrar você. E na próxima vida ficaremos juntos finalmente....
De repente, não mais que de repente... Um silêncio enorme e sem fim parece querer gritar dentro de você e dentro de mim. E de repente, não mais que de repente nos tornamos duas pessoas sozinhas que ainda moram juntas na mesma casa... E o silêncio e a solidão é tão presente que de repente, não mais que de repente parece que surge um abismo entre a gente!... De repente, não mais que de repente... percebemos quase sem querer que somos apenas dois anjos perdidos e sem asas com vontade de voar...
Naquele dia em que você foi embora sem ao menos olhar para trás senti uma dor no peito e um aperto no coração. Dor enorme e voraz! Saudade que ainda me devora. Mundo desfeito. Com medo, fiquei imóvel,sem reação... E não sei por que eu não fui em tua direção e não segurei em tuas mãos pedindo para você ficar um pouco mais?! E desde o dia em que você mudou daquela rua eu ainda vejo a imagem tua encostada no portão pronta para partir. Eu não consigo mais sorrir desde o dia em que você foi embora e até agora eu ainda não me acostumei a sair lá fora e não te ver. Os dias estão entediantes. Lentas são as horas. Já não sei o que fazer!? Você pode até estar longe mas aqui dentro de mim você ainda mora. A rua parece que ficou estreita, estranha, cinza e torta. Ao meu redor tudo silenciou. E o sol já não bate mais naquela porta onde você um dia morou. Sem você por perto a rua que antes era cheia de alegria agora é vazia,feia e sem graça - Um imenso deserto onde a hora não passa!...
Levantou pela noite silenciosa e turva a desolada diva e andou desesperada num vai e vem pela casa vazia... Bebeu vinho, tomou Valium... vagarosamente devorou uma estranha erva que havia em um vaso de vidro. Reviveu na memória a dolorosa verdade de uma vida cheia de solidão e vazio. Divagou por devaneios vagos onde viu vaidades, vícios, virtudes e vituperios... Escreveu pelas paredes velhas versos vorazes e venenosos...Viu vultos,ouviu vozes... Entre luzes vibrantes de velas Dançou uma valsa na varanda... Enquanto ouvia violentos toques musicais que viajavam aos seus ouvidos divinos vindo de um invisível violino!... - Ali já não mais invejava os que envelheciam!... E num ávido impulso resolveu voar junto ao vento como se fora uma ave ventureira que rumava ao verdejante vale que leva ao eterno nirvana! Voa veloz desolada diva! Voa!...
Eu não consigo mais sorrir desde o dia em que você foi embora e até agora eu ainda não me acostumei a sair lá fora e não te ver. Os dias estão entediantes. Lentas são as horas. Já não sei o que fazer!? Você pode até estar longe mas aqui dentro de mim você ainda mora. A rua parece que ficou estreita, estranha, cinza e torta. Ao meu redor tudo silenciou. E o sol já não bate mais naquela porta onde você um dia morou. Sem você por perto a rua que antes era cheia de alegria agora é vazia,feia e sem graça - Um imenso deserto onde a hora não passa!...
O poeta, de tanto escrever agora está morto em sua própria ilusão. E calou-se a poesia diante dos próprios versos que ao poeta matou. E o que restou foi só mais uma poesia quase apagada em uma folha jogada à beira da estrada... Que o vento levou sem direção. - Um triste poema que ninguém viu, nem declamou! Um pensamento que o tempo levou! Um Pensamento igual folhas ao vento que ao alto voou e depois caiu ao chão. Na embriaguez mais forte da dor e da saudade o poeta viu a perfumada morte... Rompeu-se em mil versos o coração... E dançou rodopiando no ar a folha poética querendo roçar o infinito. Aflito, morreu o poeta num soluço e num grito... de tanto amar!... - Deixando os seus cortantes versos escritos em uma poesia flutuante ao vento em uma tarde cheia de monotonia, pálida, silenciosa e fria ... O poeta enfim, pôde descansar!
Que até logo é este... assim, tão demorado!? Por que você não volta logo e não fica ao meu lado? Será que o teu até logo não era apenas um adeus disfarçado!? Que até logo é este que deixou o meu mundo calado, tudo parado, como se fora um sonho despedaçado... Parece que o teu até logo ficou perdido no tempo na busca de um momento e tornou-se eternizado!... Que até logo é este... Assim, tão demorado!?Por que você não volta logo? O que há de errado? Não me deixe aqui preocupado! Que até logo é este... assim, tão demorado?!
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.
Meu amor. Sabe, hoje eu acordei morrendo de saudades de você. Com os olhos ainda fechados, estiquei o braço e deixei minha mão deslizar pela cama à sua procura, mas você não estava lá...
Ainda naquela vigília, quase desperta mas ainda dormindo, permiti que meus dedos tocassem minha coxa e tentei reproduzir o peso e a força da sua mão, imaginando você me acorda de um especial... Senti vontade do toque da sua boca em minha pele e do calor do teu hálito a arrepiar todos os meus pelos.
Aos poucos fui despertando mais e mais. Deixei que a outra mão também passasse a percorrer outras partes de meu corpo, sempre de olhos fechados, sempre imaginando que você estava realmente comigo. Fiz das minhas mãos as suas mãos e aos poucos comecei a ter uma sensação gostosa, fui ficando mais e mais excitada, mas não o tanto quanto fico quando você realmente está ao meu lado.
Swing é sobre amor.
É sobre amar tanto uma pessoa até entender que ela não é uma propriedade sua.
É amá-la a ponto de colocar os desejos sexuais dela em primeiro lugar.
É ser feliz porque a pessoa amada está feliz, é curtir os momentos junto com ela, é ter prazer no prazer dela.
Swing, ao contrário do que muitos pensam, é amor. Muito amor.
Aí eu tomo um banho bem quente, pra te espantar da minha pele. E canto bem alto, pra te espantar da minha alma. E escovo minha língua bem forte, pra separar seu gosto do meu. E quase vomito, pra parir você do meu fígado. E tento ser prática e parar de suspirar. E tento abrir a geladeira sem me perguntar o que eu poderia comprar pra te agradar. E tento me vestir sem carregar a esperança de esbarrar com você por aí. E tento ouvir uma música sem lembrar que você gosta de se esfregar de lado em mim. E tento colocar uma simples calcinha e não uma bala perdida pronta pra acertar você. E tento ser só eu, simplesmente eu, novamente, sem esse morador pentelho que resolveu acampar em mim. E nada disso adianta. E o esforço pra não fazer nada disso já é fazer tudo isso.
Nos dias seguintes ao dia em que estivera deitada no ombro dele tão proximamente nu também, no fundo de um sonho, conseguia reencontrá-lo. Pois havia outros detalhes, semanas depois ainda tentava lembrar. Havia um cheiro, por exemplo. Tênue, quase perverso. Intimidade úmida, limpa, nas dobras da carne suada, preservada na própria pele.
Derre pente você chegou, lentamente me conquistou
me mudou, transformou,
sua palavras doces, seu jeito de ser, sua timidez
tudo em você me fez sentir uma imensa alegria.
A partir de hoje quero te dizer sou teu e quero que sejas meu
faça parte de meu dia-a-dia
completando um pedaço de mim, e eu te amando emfim.
vamos juntos no balanço da rede
no caminhar da noite enluarada, vamos ser felizes juntos...
Autor: wellerson
Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro comece amar a si mesmo.
Primeiro seja tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo.
Assim você notará que o seu maior medo, se acabará, o medo da solidão
Como uma amiga uma vez me disse: "Apaixonou por si mesmo, e começou a existir"
Assim também vos digo: A mais perigosa das pessoas é aquela que passou por sua dor e solidão e sobreviveu, pois ela sabe que pode sobreviver à tudo que enfrentar".
Uma borboleta que viveu sozinha em seu casulo durante dias sabe que ela pode sobreviver na terra, afinal, e isso a faz capaz de voar, pois não há voo se não soubermos como e onde pousar.
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Mas assim como um mestre não come qualquer tipo de comida, você deverá saber escolher o que comer, o que vestir, como comportar.
Saber escolher personalidades, não rostos.
Há milhares de mendigos que se escondem atrás de rostos de mestres, e mestres que por sua humildade se escondem entre os mendigos
Você saberá quando conhecer a pessoa certa
Você saberá quando conhecer o mestre que lutará ao seu lado
Será aquele que tirará o seu segundo maior medo, o de lutar ao lado de alguém, o de se relacionar
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraída para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram, mestres do seu ser, de sua solidão, a felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os rodeia.
