Carta de uma Futura Mamae
Identificar em nós mesmos aquilo que não nos permite ir adiante é uma tarefa que demanda tempo. Em meio a uma sociedade de "imediatidões" e de resultados rápidos, nos colocarmos em análise simplesmente não é importante. A máquina "perfeita" chamada cérebro é uma máquina preguiçosa e adaptativa. Sendo assim, precisamos ter cuidado com o nosso estado de satisfação. A rotina, mesmo a mais desprazerosa é, para nosso cérebro, muito confortável. Por isso nos acostumamos a relações abusivas, trabalhos
"mais ou menos" e amizades "mediocres". Nos
tornamos vitimas do mesmo. Identificar nossas
zonas de conforto é o primeiro passo para que possamos nos libertar de nossas correntes internas!
O TEMPO AO VENTO
Era uma noite qualquer
Lhe conheci menina
Hoje uma mulher
Que já não brinca mais em esquina.
Lembro de duas crianças contando estrelas
Olhares puros refletindo o mesmo desejo
Se estivesse várias de você todas queria têlas
Pois sabia que todas de você teria o mesmo beijo.
Aquele seu sorriso acompanhado de timidez
Seu olhos cintilantes que refletia a lua
Que por segundos me tirava a lúcidez
A minha vontade era também a sua.
Lembro daquele dia chuvoso
Do calor de duas mãos dadas
Momento façanhoso
Ali duas almas afeiçoadas.
Hoje vivemos pelos quatros ventos
O tempo sem intervalo avança
Tento voltar o ponteiro pra viver os momentos
Voltaria comigo a ser criança?.
EM MEUS BRAÇOS
Durma em meus braços
Soe em meu corpo
Deixe-me lhe roubar por uma noite
Atrasarei o relógio
Serei o ponteiro
Que se avança sem pressa
Contornar seus traços
Sendo o calor em seus lábios
Sendo o arrepio em sua pele
Sentir o vento sussurrar
Sentir as estrelas ao meu lado
A lua em meu quarto acesa
Um nó em dois corações
Que tem o mesmo pulsar
E o mesmo desejo
Amar.
A realidade do mundo devastado que estamos vendo hoje, está entrado para uma triste história.
Por favor, parem e reflitam, neste momento não adianta acusar, atestar ou agredir textualmente ou fisicamente as pessoas (seja de qualquer nacionalidade).
Pois, a verdade é que não importa a origem deste vírus devastador neste momento. Está resposta não irá trazer de volta as milhares de pessoas que perderam a vida tão prematuramente. Não vão consolar as famílias que perderam seus entes queridos .
Não vão consolar duas jovens mães que perderam seus bebês recém nascidos (Hospital Português aqui em Salvador - Ba), na semana passada .
Por favor, precisamos sim doar nossa solidariedade e palavras de conforto para essas famílias, ajudar com o que pudemos os mais necessitados .
Se proteger para tentar barrar o avansso desta pandemia .
E infelizmente rezar para que os
valores disponibilizados para compras de respiradores, EPI, tendas, camas hospitalares, etc. Não sejam superfaturadas ou virem caixa 2 para as próximas eleições de políticos desonestos. Que estes valores sejam destinados para sua verdadeira finalidade SALVAR VIDAS. E não sua reeleição.
Juntos Somos Mais.
Não condene, ajude e conforte.
Meus sentimentos a todos que perderam familiares neste meses.
Meu agradecimento aos profissionais de saúde que estão lutando para salvar vidas tão brilhantemente.
Obrigada, e se cuidem para poder cuidar dos seus pacientes com esta dedicação.👏🙏
“AS SETE LÁGRIMAS... DE PAI PRETO”
(Completa)
Foi uma noite estranha aquela noite queda; estranhas vibrações afins
penetravam meu Ser Mental e o faziam ansiado por algo, que pouco a pouco se
fazia definir...
Era um quê desconhecido, mas sentia-o, como se estivesse em comunhão com
minha alma e externava a sensação de um silencioso pranto...
Quem do mundo Astral emocionava assim um pobre “eu”? Não o soube, até
adormecer...e “sonhar”...
Vi meu “duplo” transportar-se, atraído por cânticos que falavam de Aruanda,
Estrela Guia e Zambi; eram as vozes da Senhora da Luz-Velada, dessa Umbanda
de Todos Nós que chamavam seus filhos-de-fé...
E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam... Mas, surpreso
ficava, com aquela “visão” que em cada uma eu “via”, invariavelmente, num
canto, pitando, um triste Pai-preto chorava.
De seus “olhos” molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces, e não
sei por que, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber, aproximei-me
e interroguei-o: fala, Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão
visível dor?
E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As
lágrimas contadas, distribuídas, estão dentro dela...
A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração,
na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que sua mente
ofuscada não pode conceber.
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na
expectativa de um “milagre” que os façam “alcançar” aquilo que seus próprios
merecimentos negam.
E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de
seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de “casos”
nascentes uns após outros...
E outras mais que distribui aos maus, aqueles que somente procuram a
Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um ser
semelhante – eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas,
paixões, e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas, que das brumas
ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e
calculistas – não crêem, nem descrêem; sabem que existe uma força e procuram
se beneficiar dela de qualquer forma. Cuida-se deles, não conhecem a palavra
gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa de Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e o elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis;
mas se olhares bem seu semblante verás escrito em letras claras: creio na tua
Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se venceram “meu
caso”, ou me curarem “disso ou daquilo”...
A sexta lágrima eu dei aos fúteis que andam de tenda em Tenda, não
acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam
um interesse diferente, sei bem o que eles buscam.
E a sétima, filho, notaste, como foi grande e como deslizou pesada? Foi a
ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que “vive” nos “olhos”de todos os orixás; fiz
doação dessa aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e
todos possam vê-los como realmente são...
“Cegos, guias de cegos”, andam se exibindo com a Banda, tal e qual
mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER,
porque só visam à exteriorização de seus próprios “egos”...
“Olhai-os” bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas;
observai-os quando falam “doutrinando”; suas vozes são ocas, dizem tudo de
“cor e salteado”, numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e
Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade que não
fazem, aferrados ao conforto da matéria e à gula do vil metal. Eles não têm
convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma, AS SETE
LÁGRIMAS DE PAI-PRETO!
Então, com minha alma em pranto, tornei a perguntar: não tens mais nada a
dizer, Pai-Preto? E, daquela “forma velha”, vi um véu caindo e num clarão
intenso que ofuscava tanto, ouvi mais uma vez...
“Mando a luz da minha transfiguração para aqueles que esquecidos pensam
que estão... ELES FORMAM A MAIOR DESSAS MULTIDÕES”...
São os humildes, os simples; estão na Umbanda pela Umbanda, na confiança
pela razão... SÃO OS SEUS FILHOS-DE-FÉ.
São também os “aparelhos”, trabalhadores, silenciosos, cujas ferramentas se
chamam DOM e FÉ, e cujos “salários” de cada noite... são pagos quase sempre
com uma só moeda, que traduz o seu valor numa única palavra – a
INGRATIDÃO...
Queria ser uma estrela
Ter todo o seu brilho
Toda sua beleza
Reluzir lindamente.
Morar em meio a outras estrelas
Onde a maldade não chega
Apenas a natureza exerce seu poder
E a paz é constante.
Esta estrela deve ter inveja de mim
Porque moro na terra
Não passo solidão
E tenho uma história.
De onde está, ela nos olha
Se pergunta como é o amor
Como é sentir as emoções
E chora sem poder chorar.
Sempre queremos ser o que não somos
Por achar que o valor do outro é maior
Maldição ter esse pensamento
Todos somos preciosos, cada um do seu jeito.
Queria ser uma Rosa
Queria ser uma flor formosa
Com um perfume que cativa
Revestida em um traje deslumbrante
Com espinhos que a protegem.
Desabrochando lindamente
Alegrando o jardim
Recebendo beijo dos beija flores
Vivendo entre outras flores.
Somos apenas o que somos
Tão relevantes para quem nos ama
Tão pequenos diante do mundo
Somos únicos, cada um do seu jeito.
Não temos a pureza das rosas
Mesmo assim não podemos inveja-la
Pois temos algo que elas nunca terão
A possibilidade de poder sentir amor.
A Natureza da Resistência
Quando caminho para o oposto
Do que faço comumente
Uma energia estagnada
Deixa tudo resistente.
Como numa roda d'água
Girada ao inverso.
Um trabalho excessivo
Do tamanho do Universo.
Re-existência
É o que o ego pedia:
Repetir sem parar
Dia após dia.
Mas coragem! Consciência!
Mudemos nossa existência!
Sem forçar, com tranquilidade,
Muita fé e humildade.
Entendendo que no amor
Tudo podemos. Paciência.
Desabrochando como uma flor,
Criemos resiliência.
Antes de falar como foi a sensação de ter beijado a primeira vez, me tire uma dúvida: Selinho com 12 anos é considerado um beijo? Me lembro de ter dado um selinho do menino mais bonito da minha sala na quarta série e ele estava com uma flor na mão. Eu, boba e inocente queria saber o nome daquela flor e ele sorrindo me disse “me dá um beijo que eu te conto” e então pensei que só me diria se eu realmente o beijasse, então fui e dei aquele selinho. Foi uma surpresa para nós dois. Sabe aquela paixão reprimida de pré-adolescente que o menino atazana a vida da moça e ela corre atrás dele no recreio e ambos fazem isso para ter a atenção um do outro? Então, basicamente foi isso. E se o selinho for considerado um beijo, beijo, beijo, então o meu primeiro foi mágico, engraçado e chamou a atenção da minha turma toda. Ficamos envergonhados mas depois caímos na gargalha. Desse dia em diante, a gente ficava olhando um para o outro pelos corredores da escola e na sala de aula sempre fazíamos as atividades em dupla. Nunca mais nos beijamos, mas aquele selinho entrou para a história.
[O meu primeiro beijo]
queda.
crush.
quem sabe um dia.
quem sabe os dias.
quem sabe a estação,
ou uma, ou várias.
primavera,
verão...
olha,
quem sabe de baixo,
parasitando.
no subsolo.
quem sabe?
aliás,
quem sabe o que não se sabe?
vai saber.
crush.
queda.
paixão.
queda.
súbita.
queda.
enquanto debatias
não menos caía.
não menos levantava.
L,
Não é difícil imaginar uma vida ao seu lado. Olhar para um canto qualquer e ser capaz de imaginar nossos filhos correndo pela casa, nosso quarto bagunçado por simplesmente estarmos cansados de um longo dia de trabalho, os fins de semana em uma praia qualquer com nossas comidas favoritas, aquela música tocando enquanto você resmunga dizendo o quanto a odeia. Nossas desavenças, nossas diferenças? Ah, isso eu posso lidar. Só não conseguiria lidar com a ideia de te perder para um outro alguém.
Me disseram que o amor é uma "plantinha" que você cuida todos os dias. Que você aduba, limpa, rega, etc.
A pessoa que cuida desta "planta" (amor) tem que estar bem para poder cuidar bem dela. Então, este homem ou
mulher que cuida da "plantinha" também precisa ser bem cuidado(a) pelo seu companheiro(a).
O amor é uma via de duas mãos, ida e volta. O amor é sentimento que existe entre duas pessoas onde os dois são responsáveis em o manter bem.
Se, quando um deles estiver mais frágil e precisar da força do outro e for abandonado ali não há amor. Mas egoísmo e falta de coragem em ajudar o seu próximo.
É fácil ajudar quem não convive com você ou simplesmente querer que o outro seja perfeito. Difícil é amar o outro quando lhe é revelado o humanismo. Pois o humanismo é imperfeito.
Vou criar uma história.} Era uma vez um jovem angustiado isoladamente sem enxergar a realidade dos seus sentimentos. Ascentoi-se em uma pedra numa noite fria. Uma noite de luar. Ele era tão sozinho, tão calmo, tão humilde. Tão solitário. Naquela mesma noite um senhor de idade avançada, viu aquele jovem centado numa pedra a note olhando as estrelas.
___E lhe perguntou; o que vc tem meu filho, perguntou o senhor.
___ eu não sei, respondeu o jovem.
____ mas vc está aí centado nessa pedra as horas.
____ o jovem lhe respondeu; na verdade eu estou perdido.
___ ué mas a cidade fica logo ali a frente disse o senhor.
___ não , não estou falando nesse sentido, respondeu o jovem: na verdade eu estou perdido dentro de mim mesmo. E estou tentando me encontrar , eu era feliz sorria. Tinha amigos. Hoje não quero ver. Nem está perto de ninguém. Por isso preciso me encontrar..estou aqui as horas tentando encontrar uma maneira de fugir de mim mesmo do meu negativo.
____ haaaa entendi replicou o senhor: olha vc está vendo aquelas estrelas?
____ sim, respondeu o jovem!
___ agora feche seus olhos, disse o senhor , agora abra seus olhos.
O senhor perguntou; vc viu aquela estrela quando fechou os olhos?
____ não, respondeu o jovem.
____ vc viu uma escuridão ao fechar seus olhos não foi?
___ sim, respondeu o jovem. Mas o que isso significa onde o senhor quer chegar?
___ o senhor disse; quando vc está de olhos abertos vc enxerga tudo. Mas quando vc está de olhos fechados vc não enxerga nada. Os olhos abertos significa a luz do seu positivo.
Os olhos fechados significa a escuridão do seu negativo.
Por isso vc ainda não se encontrou porque vc não permite que a luz do seu coração te guie. Vc não se encontra porque vc só pensa negativo..a escuridão no seu interior não permite que seus olhos encontre o seu positivo. Abras os olhos filho. E deixe que as coisas aconteçam naturalmente..
Permaneci
Estes dias, fomos amor.
A quilómetros de distância, no meio de uma pandemia
Despimos a alma
Deitamos as entranhas de fora, para amar.
Acreditamos estar certo que o longe era, na realidade, perto
e que podíamos germinar.
Apostamos. Jogamos tudo. Por dentro das horas da noite.
Através de plásticos brilhantes
ouvidos atentos e corações quentes.
E achamos que era o verdadeiro eu que estava no centro.
Mas não é a distância que mata. Não é o vírus que tememos.
É a fuga das palavras pesadas que magoam.
É a perda do tino por dentro.
É o confronto gratuito e vazio.
É o desrespeito que poderia ter sido eterno destino.
E então…
estes dias, estive contigo, dor.
Entrei dentro de ti e senti-te a fundo.
Ouvi-te e percebi o que querias dizer.
Ouço-te plenamente. Sinto-te profundamente.
Contudo, não entrarei nas tuas estranhas entranhas, façanhas.
O meu eu permanece. Tu não és o EU.
Eu tenho-te, dor. Eu não sou a dor.
Pela primeira vez consigo te avistar sem me perder em ti.
Saboreio-te, porque és dor de amor.
Talvez a melhor dor de sempre para sentir.
Perdi amor, ganhei dor, mas permaneci em mim.
Patricia Araujo,
Portugal In Antologia "Quarentena-Memorias de um país confinado" - Chiado Editora
A lógica não é o metro da realidade. É uma atividade pragmática do espirito e limitada a uma determinada área operacional.
A lógica não apreende o real. Não está nas coisas, pois se constituí em mera atividade do espirito. Nem prova o real, embora demonstre que certos fatos aparentemente se comportam segundo seu modelo. Por isso, somos inclinados a admitir que os fatos que acontecem segundo a nossa lógica são reais e os que assim não se comportam são ilusões.
A lógica, por outro lado, tem uma função psicológica: dá ao homem o sentimento de
controle sobre os fatos. Daí o seu apego a tudo o que é lógico, pois a lógica lhe dá uma sensação de segurança e poder. A lei da causalidade se torna, assim, de importância fundamental para o homem: é a certeza de sua capacidade de controle sobre as coisas. Explicar é uma tentativa que lhe proporciona um sentimento vicário de dominar situações. Por isso, o homem é tentado a explicar tudo para se sentir senhor dos fatos.
Só há uma lei universal: a de que existem leis e que estas variam em universos diferentes.
Leis podem variar, mas sempre existem leis - esta é a lei.
Porque vemos as coisas acontecerem da mesma maneira, acreditamos que elas sempre acontecerão assim para sempre. A esta nossa crença demos o nome de leis da natureza.
Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi.
Era uma vida ótima, própria para
alguém que não desejava ter patrão.
O que eu não percebi, é que aquela
vida era também um ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite,
meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário.
Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas:
suas alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar.
Mas nenhuma me tocou mais do que
a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto.
Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade.
Eu imaginara que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou talvez um trabalhador indo para um turno da madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade.
Quando eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro,
com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora.
Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora.
A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta.
"Este passageiro pode ser alguém que
necessita de ajuda" - eu pensei.
Assim fui até a porta e bati.
"Um minuto!" - respondeu uma voz débil e idosa. Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu.
Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40.
Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo.
Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis.
Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros.
"O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?" - ela pediu.
Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou agradecendo minha ajuda.
"Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível." - disse.
"Oh!, você é um bom rapaz!" - disse ela, sorrindo. Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:
"O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?"
"Não é o trajeto mais curto..." - alertei-a prontamente.
"Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos."
Eu olhei pelo retrovisor.
Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.
"Eu não tenho mais família..." - continuou.
"Meu médico diz que tenho pouco tempo..."
Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei:
"Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?"
Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade.
Ela mostrou-me o edifício que havia,
em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como recém-casados.
Ela pediu-me que passasse em frente a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina.
Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.
Quando o primeiro raio de sol surgiu no
horizonte, ela disse, de repente:
"Eu estou cansada. Vamos agora?"
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado.
Chegamos a um prédio baixo, lúgubre,
como uma pequena casa de repouso.
A via de entrada passava sob um pórtico.
Dois atendentes caminharam até
o táxi, assim que ele parou.
Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela.
Eles deviam estar esperando-a.
Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta.
A senhora já estava sentada em uma
cadeira de rodas, quando disse:
"Quanto lhe devo?" - e já foi abrindo a bolsa para pagar.
"Nada" - respondi.
"Você tem que ganhar a vida, meu jovem..."
"Há outros passageiros" - respondi.
Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço.
Ela me envolveu comovidamente.
"Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. Obrigada!"
"Eu que agradeço." - respondi.
Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada.
Atrás de mim uma porta foi fechada.
Era o som do término de uma vida.
Naquele dia não peguei mais passageiros.
Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos.
Mal podia respirar de emoção...
Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu turno?
E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido embora?
Ao relembrar, não creio que eu jamais
tenha feito algo mais importante na minha vida.
A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos.
Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse.
Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir.
Pense nisso!
IBAMA, UMA ALEGAÇÃO AMBIENTAL INÓCUA !
A Ministra do Meio Ambiente deveria fazer além de estudos ambientais, um estudo aprofundado de combate à corrupção. Na Gazeta Mercantil deste final de semana, afirma que está colocando um policial federal para combater a corrupção no IBAMA.
Pobre criatura! Como se isto fosse uma decisão acertada... Imaginem se Lula resolve fazer o mesmo... Vejamos: teria que ter um Delegado (ou dois) presidindo a Câmara Federal ao invés de Chinaglia, outro no Senado Federal no lugar de Renan, outro no Banco Central, outro na Infraero, outro nos Correios, outro no BB, outro na Caixa, outros nas Estatais, outro na Petrobras, outros nos Partidos Políticos e, teria que ter um, até na Presidência do Palácio do Planalto...
E haja concurso para delegado, já que faltaria elemento suficiente para dar cobertura ao combate alvicejado pela nossa ministra, contra a corrupção instituída nos órgãos públicos. Que desculpa sem precedentes esta!
Certamente o IBAMA tem de ser presidido por alguém obediente à prática devassaladora de desproteção das nossas reservas naturais, sem conhecimento técnico do que seja um Baobá ou uma Algaroba, a fim de que as licenças, outrora barradas pelos sérios fiscais do Ibama com relação às hidrelétricas e outras obras devastadoras em termos ambientais, possam se instalar de forma mais ágil e sejam distribuídos os bônus de avanço tecnológico contra o apagão... Mesmo indo de encontro ao planeta...
Ainda bem que Chico Mendes tá mortinho... Se não morreria de um infarte hoje... Contrariedade mata mais ligeiro que bala...
Para combater a corrupção existe um caminho, e todos sabemos qual é: Cumprir as leis hoje já estabelecidas nos diversos códigos deste País de Alices...
Se a nosso ministra acha que o caminho do combate é por este lado, é uma questão de ótica ambiental.
Nossas prisões não comportam pessoas endinheiradas nem influentes. Só são presos por crime ambiental, pobres caçadores que lutam pela sobrevivência e que são detidos de forma inafiançável por causa de uma lagosta, de um colibri, de um jacaré...
Sugiro a Ministra uma mudança de mentalidade e maior leitura da história dos países que hoje são marcos éticos...
Caso não seja possível, que tal esta sugestão: mudar o nome de IBAMA para IBAMAC (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Corrupto) que seria um órgão integrante do Ministério da Justiça, com vinculação na Polícia Federal...
E viva o Meio Ambiente destrambelhado deste País!
Taciana Lima
Quero parabenizá-los, por este espaço.
Nossa mente é uma fábrica de idéias,as mais variadas possíveis. Não precisamos ser intelctuais, jornalistas nem tao pouco filosofos.
Somos pessoas dos mais variados segmento da sociedade, expressando nossas idéias.
Eu já escutei em algum lugar penso logo existo. voçê não!!!!!!!!!
na vida tudo é uma prova que infelismenti nao tem como comprar o resultado,da para colar fazendo do jeito que outra pessoa faz.mas isso já foi comprovado que uma hora nao vai dar mais. to falando isso mais pensem..
quando se tem uma amiga que esta gostando de um carinha.que é seu amigo vc ajuda elacoisa e tao com esse novo lance claro alias vc é melhor amiga dela.só ke o destino resolve fazer dessa esperiencia de vida uma prova surpresa.matéria paixao ou amizade.?? as resposta só voce podera responder vc vai pensar naquilo pensar nisso maiis calma dessa vez a resposta nao esta noque o pensamento diz maiis sim no que o coraçao senti..tentamos nos enganar,achar outro modo de calcular,resolver,..até que no fim da conta pensei em algo claro dividir..porém esqueci que estamos tratando da vida que no caso a minha .
mais é claro vou me dividir tentar continua sendo amiga dela e tentar algo construtivo com o gato..
mais ai vem uma avaliaçao.titulo minha melhor amiga ou um gato dos eus sonhos..!!
é aii que a duvida veem em peso.oq fazer?
é até agora nuh seii oque fazer..??!!
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