Carta a um Amigo Especial
Há dores que não gritam, apenas respiram dentro de nós, esperando que um gesto mínimo lhes dê permissão para existir. São feridas que aprendem a pulsar devagar, como quem sabe que não será curado, apenas tolerado. E nessa convivência silenciosa, descobrimos que sobreviver também é uma forma de arte. Arte dura, crua, porém profundamente humana.
Eu me sento na penumbra fria de um quarto que já foi lar, observando as sombras se alongarem e consumirem cada canto da esperança, porque as pontes que tentei construir para fora, feitas de sussurros sinceros, foram engolidas pelo oceano de indiferença que cerca o mundo. Neste declínio da sociedade moderna, onde a frieza se tornou a moeda mais forte, tudo o que resta são as minhas próprias preces, silenciosas e sem destinatário, enquanto o eco da minha voz não encontra outra parede senão a minha própria pele.
A criança que fui e o homem que sou trocam bilhetes na madrugada. Um pede coragem, como quem pede socorro. O outro devolve silêncio, rabiscos, mapas inúteis de resignação. Às vezes, contra a própria vontade, sobem no mesmo trem. Não sabem por quê. Descendem em estações sem nome, onde a surpresa não consola, apenas prova, cruelmente, que ainda se está vivo.
Tenho um bolso cheio de noites que não cabem no sono. Cada uma delas traz a voz de um passado que insiste em ensinar. Guardo perguntas que não ouso responder em voz alta. O corpo se cansa mas o pensamento não dorme. Há uma leve certeza de que seremos menos estranhos à vida quando aprendermos a perdoar o silêncio.
Atravessando o rio gélido de um destino não tão bonito, em uma velha jangada, anunciando sua trajetória lenta, pesada, tocando um sino enferrujado, com seu som abafado, como se estivesse submerso, sendo afogado, feita de almas atormentadas, cheias de dor, pelo fundo pedregoso, margens lamassentas e ao horizonte, não existem margens, o rio não se finda e o céu, baixo e cinzento, curva-se como um teto prestes a ruir, comprimindo o ar nos pulmões já cansados, a corrente não conduz, apenas arrasta, e cada braçada é um adeus ao que ficou para trás, enquanto a jangada range, como se soubesse que não há porto, não há farol, não há terra firme, apenas o curso interminável dessa água fria que não acolhe, não absolve, não esquece. E assim sigo, não por esperança, mas por não haver retorno, deixando que o sino continue seu lamento mudo, até que o próprio som se dissolva na névoa, e eu me torne parte do rio que jamais termina.
A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.
Minha mente é um calabouço, frio, escuro e esquecido. Aqui dentro, o tempo é relativo, um nó entre o passado e o presente. Tudo é confuso, há mais perguntas que respostas. Não sei quanto tempo faz, nem se a liberdade é uma promessa real. Enquanto o fim não vem, vou aceitando esse estado de sobrevivência.
Tirar pedras do caminho é facilitar a jornada! Cada um é quem constrói sua própria trilha, há obstáculos que colocamos lá sem nem perceber, mas com sabedoria e orientação Celestial todos podem ser eliminados! Nem sempre na mesma velocidade que se estabeleceram no trajeto, mas podemos perseverar e remove-los um a um! Feliz dia novo!
Hoje é um presente, fato. O que não nos impede de levantar a cabeça para pensar, o que estou fazendo, pensando, investindo, construindo agora além de me edificar plenamente, condiz com o futuro que desejo e planejo viver, minhas ações e decisões são compatíveis com o amanhã esperançado! Consciência ativa e assertiva, forma a vida que teremos! Como está a minha!? Feliz dia novo!
A decepção virou cansaço, eu me decepciono e sou tomada por um sono, uma preguiça inexplicável, um descontentamento, acho que finalmente minhas esperanças se esgotaram, se esvaíram, acho que gastei muita energia tentando consertar algo que não tinha como ser consertado. Foram tantas repetições, tantas mesmas coisas, que hoje eu só consigo ficar estranhamente triste e cansada.
Eu acredito muito em um amor que vai além do formato do relacionamento. Para mim, o verdadeiro amor deve ser incondicional e livre de dependência, muito parecido com o carinho puro que sentimos por um filho. Mesmo que uma relação mude ou chegue ao fim, o que importa é guardar o respeito, o perdão e a gratidão por tudo o que foi vivido. Amar assim exige muita evolução e fé em Deus, pois significa escolher olhar para o outro sempre com carinho, independentemente dos erros ou do destino de cada um.
Em um simples momento se vamos e tudo fica... mais qual o tudo é importante? eu penso ser o Amor... corremos contra nossas imperfeiçôes... como seres limitados atravesamos os umbrais de onde nos reunimos ,adentramos no congregar com o proposito primordial de nos aperferiçoarmos... tudo esta em seu devido lugar, a imagem que trago sempre em minha mente é que o filho prodigo perdeu tudo, mas não perdeu o mapa escrito no seu coração nas atitudes de Amor de seu Pai, ele não perdeu o mapa do caminho de volta para casa... nada ali mudou ...tudo estava completo, cada coisa em seu lugar conforme a vontade e disposição do Pai. abandonamos nossas vaidades e vontades quando mergulhamos no oceano maior, quando saimos de nossa poça de água... não é sobre o que queremos é sobre o que o Pai quer de nós... por que o Pai esperava o filho prodigo? qual era as suas certezas? a certeza do Amor a ele ofertado e dedicado ... estamos indo embora e isso é o suficiente para vencermos a nós mesmos , e não vencermos a ninguem, vejo cabelos brancos em nossas cabeças e rugas em nossos rostos,dores no sistema locomotor...NÃO PODEMOS PERDER AGORA ...MAS NÃO É SOBRE O OUTRO, É SOBRE O PESO PESSOAL DE CADA UM...é sobre como construimos sobre o fundamento... a porteira da fazenda estava lá ...o alpendre estava lá...o gado mais cevado estava lá ...os servos estavam lá ...o anel e as alparcas estavam lá..o Pai estava lá ,tudo continuava lá...mas faltava Eu...voçê...o filho prodigo que precisa se convencer e cair em sí ...da realidade do que devemos ser e do que o Pai quer para nós... que o Eterno Pai contemple passarmos pela porteira de nossas zonas de conforto e do azedume de alma que nos separa de onde tudo continua no seu devido lugar...e quando perguntarem onde o Pai estava...diga: estava, onde sempre esteve, no seu lugar, assentado no Trono.Reinando para todo sempre, por toda a Eternidade amem. 11[11[2025
O homem é por natureza um animal político; Isso não significa o certo homem tem contato com política pelo que envolver a sistema ou estrutura social, então significa nós somos subordinados à política a partir do envolvimento, providência e cumprimento de convenções, obrigações, missões e exigências da estrutura ou sistema política.
O que muitos vêem como avanço, subir um degrau, "crescer" na carreira... Para mim é mais uma icógnita... Sinto que a cada avanço estou a um passo a menos para o NADA. Não sinto que estou saindo de um lugar para alcançar algo, muito menos chegar a algum fim. Sinto que só estou descendo uma ladeira, acompanhando a inclinação e a gravidade... Uma hora eu vou cair, a queda parece inevitável... Não acredito mais que vou atingir o meu "sonhado sucesso"... Acho que nunca acreditei.
Na alvíssima açucena que mora em meu ser prenuncio alvíssaras de um futuro irremediavelmente promissor. E meu estado anímico se faz em arcano de espanto. Minha individualidade axiológica encontra beatitude nos pequenos pormenores e pinto um quadro cambiante que transforma todas as cores existentes. Diria ser persistente almejar o realismo em fragmentos que fabrico. Na candura das flores e dos animais acontece um momento cartático, que resulta em uma cintilação púrpura na coalescência de um contemplativo raio crepuscular, que em sua deliquescência arde o diáfano brilho do sol adormecido entre lírios nas margens dos rios. E são efêmeras todas as demonstrações de afeto, pois floresce no deserto qualquer esperança de água. As flores eflúvias deixam idílicos os campos na aurora elísia de contemplações únicas e especiais, por sua raridade. E andamos na cidade de concreto e tudo parece cinza nas retinas limpas de um emérito trabalho sutil, que é rapidamente ignorado. E escrevo palavras na epifania de meus dedos quando a noite cai e escurece a terra. Os olhos esplendentes permanecem por uma estesia estética que alcança o etéreo na sonoridade agradável de uma flauta. Escrevo poemas obtusos e sua exegese é saber que se fala do belo transitório, que busca os melhores versos, desde o exórdio até o ponto final. E não falo de amor, pois que o poema é a própria expressão do sentimento, seja simples, seja hermético. São minutos de silêncio em que apenas a linguagem fala. E nisso mora sua raridade delicada. Na imanência de vir a me tornar quem sou, voo por planícies e faço rasantes nos lagos. Tudo é um substrato da liberdade maior que conquisto no imponderável cotidiano. E poderia dizer que amo, mas a palavra crua perde potência. Então afirmo desejar que seus dias sejam pacíficos e que você encontre no peito a incandescência do inexorável caminho da alegria. Assim eu diria. E após longo divagar me entrego ao laconismo, com as palavras silenciosas que não pedem abrigo. Apenas um ombro amigo.
Você é um produto mercantilizado, não mais seu corpo, e sim seu tempo e atenção. É mais valioso quando seu comportamento é previsível. Tão valiosos quanto mais for viciados, indignados, distraídos, polarizados e desinformados, do que se fôssemos humanos livres e vivos. A nova tecnologia de informação e contato social nos domesticou para ser um novo tipo de humano.
Não me ofendo quanto alguém diz: nossa como você mudou, muito pelo contrário, sinto um enorme prazer. Cada vez mais gosto de ser quem eu sou. orgulho-me da mulher que eu me transformei. Acho que seria insuportável ouvir dos outros e principalmente de mim mesma que eu ainda sou a mesma e que em nada mudei durante todos esses anos.
Eu não consigo entender um universo tão bem feito, no nível macro cósmico e micro cósmico, sem que haja uma mente prodigiosa por trás, eu olho para uma gota d'água, uma folha de árvore ou a beleza do olho humano, enfim quando eu olho para natureza, eu olho sempre com esse olhar, eu espero morrer com esse olhar de admiração, e eu me curvo diante dessa coisa extraordinária, que para mim tem um nome que é DEUS.
Jesus disse também que levassem só um bordão, uma túnica e uma sandália aos pés. O Bordão representa o poder e a autoridade do discípulo! A túnica a razão do uso do bordão: estar a serviço! As sandálias a dignidade! O discípulo tem o poder de Deus para usá-lo a serviço do outro, um serviço digno de respeito e importância! O evangelizador não leva regras e nem explora seus ouvintes; leva o amor que acolhe e promove dignidade. O poder, a autoridade deve estar a serviço do bem comum e, portanto só assim haverá dignidade a todos.
Ímpeto põe desmedida aos atos de um ser onde estimula e o faz agir pelo nervosismo apanhando as pedras em seu caminho apenas para atirar em qualquer direçao sem se importar com o próximo,e em contra partida à esse estilo de vida temos o calmo porém com sua força direcionado para sua boa vontade em zelar e abrigar o próximo apanhando as pedras pelo caminho, não só mas com uma multidão unida a construir um castelo fortificado para abrigar à todos num bem comum.
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