Carta a um Amigo Especial

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Qualquer um pode contornar minha vida, mas você é incontestável.


Quando te vejo meu coração vem à boca,
um calafrio no corpo me faz suar frio,
tento reprimir o desejo que exalta,
influenciando a mente que fica a mil.

Tudo é migalha diante de ti,
não sossego, fico impaciente,
e pra nada encontro graça.

Tua falta me lancina,
chega a ser persistente,
é como um filme que passa e repassa,
e me apinhá-la ironicamente.

Já levei flores a você,
se podes-se teria levado o céu,
e não o meu amor,
que tanto o vilipendiou,
tornando minha vida insípida.

Por que não se sujeitou ao meu amor?
que lhe dediquei com tanto entusiasmo,
e mesmo que o achasse pouco,
não merecia tanta humilhação.

Só necessito respirar,
sem que me sujeite a sentir tua respiração.
E triste rasgar as cartas,
que com tanto amor as escrevi,
queimar as fotos, cujo a fumaça só vão me trazer as cinzas.

Sou ciente que o escrúpulo está no coração,
e não há como evitar, nem esconder a falta que faz pra mim
se trago você exposto no olhar,
nem que eu quisesse esconder
sou tua de qualquer jeito
é que sempre aceito os horários,
os dias e as noites que tira pra vir me ver ou então minha dor me fará órfão
prefiro assim, aceitar em silêncio
do que me escravizar na opção de te esquecer.

Inserida por GlauciaBianca

Significantes e significados
A palavra, ínfima que seja, traz em si um legado próprio de significados.
Olhos, mente, alma, coração, ouvidos... em mim mesma, pedaços de mim, cada um faz uma leitura íntima de seu traçado delineado no tear da vida...
Escrita, lida, dita...ou não...
Estava ali, tão próxima ao toque suave das pontas dos meu dedos trêmulos... agora não está mais.
Onde está você, ó palavra da minha vida?
Minha alma anseia fortemente que, tudo da palavra sofregamente absorvida, esgueire-se pelos seus cantos perfumados e, mornamente, preencha de modo eterno e único os seus espaços.. .
Estranhamente, a palavra está no seu lugar conquistado...mas cega estou frente à ela...mesmo que eu saiba e com olhos seculares e mortais a divise entre dunas de finíssimas areias brancas, meu olhos imortais, os d'alma, não a enxergam...
Escuto, talvez seus grunhidos surdos sob a escuridão da ausência...mas não consigo decifrar os acordes da sua estranha voz...
Afastei, timidamente, com emocionadas mãos calejadas, o véu viscoso que me separava da compreensão... e mesmo assim, não a vejo, não a sinto...sequer a escuto mais...
Teve significado? Ou foi significante?
O tempo dirá... não sei se o tempo me faz ou eu o faço...mas ele me dirá...
(Anna Kareninna)

Inserida por kareninna

A plenitude de ser Adorador

Cada um de nós nasceu em um lugar diferente,
Fomos criados de formas diferentes,
Somos diferentes em várias coisas,
Mas uma nos uniu como se nunca houvesse diferença alguma,
Recebe a nossa adoração, recebe o nosso louvor,
Vidas sejam transformadas, renovadas, curadas
Tu és a nossa inspiração
Usa-nos Senhor!

Inserida por K.Novartes

Alegria e a tristeza em um mesmo dia
Doçura e a dureza em uma mesma pessoa
Ganância e a elegância no mesmo passo
Amor e o ódio ao mesmo tempo
Paz e guerra no mesmo compasso
Grito e silêncio no mesmo momento
Concreto e o abstrato misturado
Gato e o rato lado a lado
Vítima e soldado machucados
Cura e a doença aliados
Noite e dia se cruzando
Sol e lua desfilando
Inimigo e amigo ao mesmo instante
Pobre e rico sem fronteiras
Mulheres e homens como iguais
Sanidade e loucura em um rapaz
Pai e mãe se for capaz

Inserida por Naftaline

ESPELHO

Um absoluto silêncio íntimo a me calar
E me fazer ouvir o que não consigo ver.
Meus olhos, vendados por tantos véus
Destes que nascem com o homem,
E lhes obstruem a entrada ao céu.
Oh, sendo tão fácil ouvir o mundo
O silêncio e os gritos que dele brotam
Porque hei de cegar-me ao estar diante
De tudo que me algema, me sufoca, me desfigura,
Daquilo que imperfeiçoa a criatura?
Porque não escuto a tua voz,
E no fundo não quero ter a verdade ao alcance
Se tanto vivo de cegar a mim mesmo.
Frente a um espelho, de quem estou diante?
O que da minha boca, escapa como flecha,
Sobre o quê não ouvi, ou fingi não ver?
Onde se divide o egoísmo e a amizade?
Será dentro de mim, e dentro de você.

Diva Brito

Inserida por divabrito

Estou em um lugar, onde todos os cantos são maravilhosos;
Por onde eu passo; eu encontro o amor;
E Só de imaginar eu já fico feliz;
Neste lindo lugar, o mar é feito de águas cristalinas, e é composto de lágrimas de Felicidade;
O céu é tão brilhante, que ilumina o meu mundo por inteiro;
Mesmo longe do meu mundo, o seu mundo é meu lugar;
É onde eu quero estar;
Para sempre...
Este lindo lugar, é o seu Coração.❤

Inserida por rodrigosantospoeta

Um brilho de luz que ilumina meu dia,
Vem de uma paz que me contagia;
É bem radiante o seu olhar,
É bem provocante o seu sorriso;
Basta apenas pensar no seu jeitinho,
Basta apenas lembrar do seu carinho,
Que eu já me arrepio todinho;
Olho pro céu e vejo estrelas,
Eu Fecho os meus olhos e vejo você,
Sorrindo nos meus pesamentos,
E imaginando só eu e você.❤

Inserida por rodrigosantospoeta

Um mundo com mais amor;
Um mundo com menos rancor;
Um mundo com mais verdades;
Um mundo com menos saudades;
Um mundo com mais União;
Um mundo com menos desilusão;
Um mundo com mais caridade;
Um mundo com menos falsidade;
Um Mundo com mais Humildade;
Um Mundo com menos desigualdade;
Um mundo com mais igualdade;
Um Mundo!!.....
Um Mundo melhor, com muita fé, paz, Amor e tranquilidade, onde os sorrisos sejam maiores que qualquer obstáculo.

Inserida por rodrigosantospoeta

Já faz um tempo
Que pela estrada, estou,
Andando alem da calçada
Vivendo, o que a vida me tornou.

A cada dia estou bem perto
Tal como hoje, festivo e risonho,
Na mesma linha da conquista
Bem dado ali, no lado certo.

Do certo ou errado, tanto faz
Se a vida me quer esculpir,
Sairá de dentro pra fluir
O que por muito sou capaz,

Mais pra onde ira este eu sou?
A onde estará o que tanto almejo?
Visto que ando e mais longe eu vejo
Este pedaço, que na estrada me sobrou.

Inserida por EzequielBarros

ELA É UM AMOR DE MULHER 18/09/2017

Andei, pelo mundo
e tanto fiz pelo o que sou,
hoje, eu sou aquele miúdo
que por ela se apaixonou.

Ela é a personificação de mulher
a causadora, do indestrutível amor,
dando razão ao ventre que lhe formou
linda e surreal, a detentora do poder.

Bom, é o vento que por cá passou
e ai, menina cresceu e se formou,
mulher, um eclipse de Deusa e humano
aquela que causou em mim todo esse dano.

Meu pequeno relógio saltitante
que só thuc! thuc! thuc!, a cada instante,
mas não por hora ou por segundo
é de felicidade, por fazer parte do teu mundo.

hoje, és uma mãe incrível
que por lá onde vais, o amor transborda
imunda, tal como na minha vida é visível,
já agora, deu arrebento e a família tenho alargada.


Actor: Ezequiel Barros.
Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Inserida por EzequielBarros

A VIDA ENSINA 17/11/2016.

A vida é um círculo binário
Onde não falta emoções tristes,
E lotada dos doces estantes alegres.
Alegres e tristes, um tal bizarro.
Procurei mistério na minha existência
Um sentimento, uma paixão, amor quente,
Quis a vida ser bondosa com fragrância
E trouxe o mirabolante ser deslumbrante.
Mas prá quê ser o que é,
E voltar prá estar, sendo o que eu não foi ?
Se por entre os dois lados eu fico,
Vivendo e revivendo o que no coração dói ?
Ah! agora eu sei, pois, já sei e muito bem
Que a vida só traz o que não tivemos,
E se trouxer de volta o que já tivemos, levará também
Tudo o quanto por muito almejamos.
Nessa vida de novo, ela se foi.

Ezequiel Barros.
Indo, vindo e vivendo.

Inserida por EzequielBarros

O IMPERIADOR

Nasceu no ninho dos deuses
E dentre os imperadores cresceu,
Cumpriu como um rei, regras e deveres
Mas humilde e modesto viveu.

Por outros reinos andou
Percorreu o mundo sozinho,
Deixando na lembraça um vida
Ampla, lavrada por um história,
Que sozinho nunca viveu.

Eis! a água fria corrente,
Que de longe percorre,
Os rijos, e os longos anos
Nas veias destes sere.

A beira da estrada
Passo, a passo a vida,
Neste estreito talho do dia
O imperador erguera a coroa,
Onde um novo reino selar
A era do Cruznel o gladiador.

Actor: Ezequiel Barros
Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Inserida por EzequielBarros

TÃO PERTO DE TE 30/05/2018

Foi um dia de sol
um tal mirabolante
naquele instante, achei graças em te
uma luz divina, um sentimento.

Háaa! sombras, que desgosto
alma perdida no vazio deste esgoto
que por muito te quis sem duvida
trazendo a liberdade a esta vida.

Hoje, já és o meu firme solo
espelhando a vontade de Deus no ar
algo que me traz tanto consolo
pois se Deus quer, o Homem pode sonhar.

Cá estamos nós, juntos e prontos
sendo eu o teu e tu a minha,
formando um só reino
sendo tu a minha rainha.


Autor: Ezequiel Barroz
Estilo: Indo, vindo e vivendo

Inserida por EzequielBarros

Um tempo mais 26/11/2015

Cheguei a abismo
Desta vida iludida,
Com os olhos de quem mi viu
Vindo de longe, lá do nada.

Lá na inocência do Monge
Fazendo do sorriso o Buda,
Regalando o meu alto estima
Na face daquela gente que comigo foge
Desta guerra emocional, que se aproxima.

Mais um tempo
Para o meu tempo,
Mais uma vivencia
Para a minha inocência.

Eu quero levar o meu tempo
De tempo a tempo, ao andar do tempo,
E trazer a este novo tempo, bons momentos
Dando ao amor um tempo mais.


Autor: Ezequiel Barros
Estilo: Indo, vindo e vivendo.

Inserida por EzequielBarros

Independência. 12/07/2018

Foi pela liberdade
Que a rebeldia surgiu,
Um selo marcado nesta cidade
onde a escravidão sucumbiu.

Uma história escrita com sangue
A memória dos negros quilombolas.
Um batalhão com Machim e cassetete
De armadura negra, tatuada e reluzente.

A independência se constrói
Gritos de liberdade arrastados pelo vento,
Das cinzas, nasce a esperança do povo
Robusto, vitalício, uma nação de heróis.

Com gritos e dor, se faz a história
História de uma povo sofredor,
Cada tiro, um machina sem dó
Espalha sangue, deixa macha na mata.

Ainda hoje ouvisse gritos lânguidos
Gritos e gritas, gritos de liberdade.

Autores: Ezequiel Barros / Lisinaite Vaz
Estilo: Ezbnd/ideias.

Inserida por EzequielBarros

Um dia vi, Mario Balotelli, da seleção italiana dizer algo verdadeiro, porém polêmico.
O fato de não comemorar um gol que fez durante a copa gerou questionamentos por parte da imprensa e da crítica. Ao ser questionado sobre o assunto, Balotelli respondeu perguntando: "Você já viu um entregador de pizza comemorando?"
Gostei dessa ideia, já que todo bem que fazemos é ostentado; já que todo ato honesto deve ser fotografado e publicado; já que achar uma carteira e devolver é motivo de publicação nas redes sociais; já que ceder o lugar no ônibus para um idoso é motivo de aplausos...Já que ficamos chateados se não formos elogiados pelo bem que foi feito, quando não fizemos nada mais, nada menos do que a nossa obrigação.

Inserida por EvertonArieiro

Em 1990, no começo do ano, minha primeira professora chegou com um Monza para a aula; dei-me ao luxo de ficar observando a então moderna antena que se recolheu quando ela desligou o carro. Era para sermos muito felizes, mas as reuniões já no começo do ano letivo, do mesmo jeito que acontecem hoje, fizeram com que ela deixasse a turma, que foi assumida pela professora Ester.
A Ester não tinha o Monza encantador, mas foi a minha professora do restante do ano. Ela me presenteou com o livro "A loja da Dona Raposa". Já são quase 30 anos, e o livro está guardado, podendo ser guardado por outros 30.
A dedicatória dela ainda está comigo: "só se aprende a ler, lendo; a escrever, escrevendo ; a amar, amando." Não a vi mais. Mas tenho a lembrança de alguém que marcou a minha vida.
Toda vez que vejo um amigo professor desempenhando seu papel de forma amorosa, lembro-me dela. E sei que estamos em alguma memória por aí, assim como ela está.

Inserida por EvertonArieiro

Para refletir.

Conta-se de um homem, muito bom, capaz de surpreender, muito trabalhador, e capaz de dar à sua família, sempre os melhores presentes.
Diziam que sua esposa era uma sortuda, uma pessoa que não tinha do que reclamar, afinal, vestia-se sempre bem, e nada lhe faltava.
Um dia, às vésperas de seu aniversário ela confidenciou que uma amiga havia recebido de presente, um buquê de flores, de cores muito bonitas. Ele disse que a surpreenderia dando-lhe o cartão de crédito para que ela comprasse roupas, sandálias e bolsas, afinal, mulher gosta dessas coisas, e isto é muito melhor do que flores.
Outra ocasião, ela repetiu a história da amiga, e ele repetiu surpreendê-la, dando-lhe um carro de presente. Agora, ele não precisava ir com ela aos lugares que lhe fossem cansativos, e ela podia demorar o tempo que fosse quando estivesse no salão, ou em qualquer lugar.
Mas chegou uma ocasião em que ele estava pensando nela, depois do carro, quase nem se viam, cada um ia para um lado, um carro chegava em casa, e o outro saía. Nesse dia, ele não sabia o que fazer ou dar de presente, até que encontrou um amigo muito próximo, de muita confiança.
O amigo se ofereceu para lhe fazer companhia até o cemitério, para visitar o túmulo daquela mulher, e, finalmente dar a ela o que ela sempre quis: flores.
É uma pena que ele esperou não tê-la para dar-lhe o que mais queria.

Inserida por EvertonArieiro

As cores de Helena

Hoje recordo o ontem, um dia em que a princípio tudo era normal, tendencioso à mesmice, sem surpresas. Minha rotina estava toda escrita, e pelo que parecia, não havia nada no caminho capaz de transformar aquilo que era tão comum em algo estrondoso.

Fui cortar o cabelo, algo normal de se fazer pelo menos uma vez ao mês. Enquanto esperava, conversava, mexia no telefone, apreciava a vista do chafariz, que por causa da luz solar e das flores à sua volta, parecia colorido.

Sentia que as cores me atraíam mais do que o meu próprio aparelho telefônico. O lugar era simples, não era para chamar tanto assim a minha atenção, mas não conseguia olhar para outro lado, até meu telefone tornou-se desinteressante.

Pedi licença aos que estavam por perto, levantei-me e fui andando em direção ao chafariz, ainda não o tinha visto brilhando, colorido daquele jeito.

De um lado, uma criança andava de bicicleta, nada anormal nisso. Um outro menininho, estava sentado em um banquinho jogando pipoca, as que caíam no chão eram atrativos para os pombos, que se fartavam naquele lugar.

O que ainda não entendia era o reflexo colorido, que me atraiu enquanto eu estava no salão, do outro lado da rua.

Parei no meio da praça. Será que alguém achou estranho? Será que alguém percebeu que procurava por algo?

Só queria entender, discernir aquelas cores, afinal, inicialmente pensei que faziam parte da paisagem fixa do lugar, ou que fosse reflexo da luz solar, mas ainda não havia descoberto, e isto tornara-se um segredo a ser desvendado.

Circulei o chafariz, ainda seguindo as cores, que insistiam em me atrair. O reflexo desapareceu enquanto eu circulava, e à minha direita, um senhor, um velhinho pachorrento ostentava uma cesta colorida sobre o banquinho cinzento da praça.

Admirei a sua solidão , e perguntei-me sobre o quê estaria ele fazendo naquele lugar, naquele dia, naquela hora. É interessante que perguntei a mim mesmo, não a ele.

Um boné com o logotipo de algum posto de combustível, deixava a mostra um pouco de sua grisalhisse, a camisa xadrez, o suspensório, o chapéu, e um livrinho no colo; coisas características de alguém de sua idade, que não era, de acordo com meus conceitos, apropriada para sentar-se em um local daquele à espera de alguém, para um encontro romântico.

Por ter minha curiosidade aguçando a cada observação, sem dizer palavra alguma, sentei-me ao seu lado, ousei sentar no mesmo banquinho; agora éramos três elementos ali: eu, o curioso; o velhinho, o pachorrento e a cesta, a colorida.

-Você deve se perguntar sobre quem é a felizarda que receberá de presente a cesta.- Disse ele, olhando para o chafariz, e enquanto isso, seus olhos distantes, brilhavam.

-É Helena, e ela não está mais aqui. Mas era aqui que vínhamos comemorar o aniversário dela, porque foi aqui que nos conhecemos, e ela gostava de dar pipoca aos pombos. Na cesta, não há flores, só pipoca, e eu as jogarei a eles, do mesmo jeito que Helena fazia, sem pressa, sem a mínima vontade de ir embora; comemorarei o aniversário dela, porque ela se foi, mas está aqui no clima, no ambiente que ela mesmo criou. Eu sei que os pombos sempre chegavam perto de mim por causa dela.

Depois de ter dito isto, abriu a cesta e começou a jogar pipocas, e enquanto jogava, ia falando lentamente sobre a longevidade do relacionamento nascido há tanto tempo, e que, mesmo tendo Helena partido sem se despedir, o relacionamento não havia se consumado. Ele ainda fazia questão de agradá-la, indo aos lugares que ela gostava, e citando sempre

seu nome, e me disse que a todos a quem contava a história, deixava claro sua vontade de reencontrá-la.

Inserida por EvertonArieiro

O buquê

Aqui, paro a te olhar;
Esperei-te por um tempo;
Não te vi desafiar;
Entreti-me com o vento.

Envolvi-me em estações;
Abracei-me ao meu frio;
Procurei por emoções;
Evitei ir ver o rio.

Parecias ter sumido;
Teu silêncio evidente;
Temos teres morrido;
Sufocado a semente.

Para as cores me perdi;
Percebi-me um daltônico;
Entre tantas escolhi;
A que é do amor platônico.

Para alguns tu és banal;
Para outros, apenas flor;
Para mim, tu és a tal;
A que inspira o amor.

Esperar-te se molhar;
Para dizeres o porquê;
Aí, resolveu desabrochar;
Para migrares ao buquê.

Inserida por EvertonArieiro