Carta a um Amigo Especial
VIAJANDO NO AMOR
Naquela tarde esperando
O Sol se despedindo
Um friozinho no coração
Enquanto o amor vai surgindo.
Preparando para viajar
Levando na bagagem
O maior amor da vida
Sem destino, sem paragem.
Uma viagem sem destino
Entre sussurros e magia
Um caminho sem fim
Todo feito de poesia.
Entre o certo e o errado
Prefiro continuar
Nos tropeços da vida
Para sempre vou te amar.
Irá Rodrigues.
Tão grande quanto um gigante, seus braços abertos me acolhem como um agasalho em noite de frio que faz congelar.
Mas as chamas do meu corpo não deixa o frio me tomar, a labareda é tão grande basta tuas mão me apalpar...
Gosto de sentir o q vc tem pra me dar, cola tua boca na minha e me faz imaginar, roça teus pés juntos ao meu, seu corpo colado no meu sinto o suor escoar.
Sou sua essa noite e o amanhã só Deus sabe cm vai acabar...
Havia um menino na janela.
Ele não brincava.
Mas assistia os outros brincando.
Ele não corria.
Mas assistia os outros correndo.
Ele não tinha amigos.
Mas assistia a amizade de outros.
Ele não vivia.
Mas assistia como era a vida lá fora.
O menino crescia.
Sempre ao olhar da janela.
Ele não estudava.
Tudo que queria perguntava na janela.
Suas aulas também eram pela janela.
Sua vida era reduzida ao observar a janela.
O menino cresceu.
Seu trabalho era na janela.
Sua diversão estava na janela.
Seus amigos todos estavam na janela.
Tudo o que ele tinha era aquela janela.
Nunca correu.
Nunca pulou.
Nunca viveu.
Toda sua vida estava na janela.
Sua namorada o conheceu na janela.
Seu filho nasceu sob o olhar da janela.
Seu divórcio foi causado pela janela.
O primeiro presente do filho foi uma janela.
Até que chegou um dia em que o mundo se reduziu aquela janela.
Ninguém fazia nada fora dela.
O normal se tornou a janela.
As doenças eram causadas pela janela.
A depressão geralmente surgia na janela.
A ansiedade era causada pela janela.
O mundo se destruiu por uma janela.
Talvez você querido leitor esteja apenas a olhar por uma janela.
Sem se dar conta que a vida se passa e você não larga essa maldita janela.
Amor ou Vento
Às vezes penso que amei —
mas talvez tenha apenas nomeado
um vazio bonito demais
pra continuar sem nome.
Disseram que amor aquece,
mas o que senti
foi mais como brisa:
toca, some,
me deixa tonto…
mas nunca fica.
Te olhei como quem busca casa,
mas será que era você,
ou só a vontade absurda
de enfim encontrar abrigo?
Me doei como quem aposta alto,
sem saber se o jogo existe,
ou se fui eu quem inventou
as cartas, o prêmio e o risco.
Era amor?
Ou só silêncio com cor?
Um eco daquilo que esperei ouvir?
Você sorria,
mas era por mim
ou só por hábito?
Talvez amar seja isso:
um tropeço constante entre
o que é e o que queríamos que fosse.
E o pior —
talvez nunca se saiba.
Talvez amor verdadeiro
nem faça barulho.
Ou talvez ele nunca tenha vindo.
E eu apenas dancei sozinho
com o vento.
Seu abraço é um abrigo sempre seguro e fiel, um refúgio onde posso me sentir em paz.
Oh, quão terna é tua voz que acalenta,
e me faz sentir que estou em casa.
Nosso amor é eterno, uma cumplicidade de irmãos que se fortalece a cada novo nascer do sol.
Ilumina-me tal como um farol à escuridão
numa noite de tempestade turbulenta.
'Tão fácil é expressar o que estou sentindo como um Mustang correndo livre pelas pradarias.
Tão fácil foi apaixonar-me por seu sorriso como o Rio que segue em direção ao mar.
Tão grande é desejar o prazer de sua companhia como é enaltecer um pôr do sol.
Tão certo estou de meus sentimentos como é saber que as folhas se renovam no outono. '
Nos Intervalos do Mundo
Nos intervalos do mundo, onde o ruído se cala,
há um canto onde a alma se despe,
e na penumbra suave da solitude,
enfim se encontra sem pressa, sem medo.
É ali que o silêncio fala mais alto,
e cada pensamento tem forma e peso.
A dor amadurece, a dúvida dança,
e o coração respira o que antes temia.
Mas nem toda jornada é feita a sós.
Às vezes, no eco de um gesto leve,
uma voz amiga, uma mão estendida,
nos lembra que não somos deserto.
Há apoio nas sombras também,
em olhares que não julgam,
em presenças que não exigem,
em abraços que dizem, oi estou aqui.
Solitude é ponte, nunca prisão.
E apoio é farol, nunca amarra.
Entre os dois, o espírito cresce
na liberdade de ser, e no milagre de ser.
Não gosto de me sentir como ontem, não me prendo ao q poderia viver, mas um abstrato de sentimentos me pegou. Me levou ao léu, anestesiada, me fez pairar em ciúmes. Não sei como ou o q vive dessa vida secreta e distante. Em outro colo se deita, em outro corpo se deleita. Eu aqui só sua, somente sua, inteiramente sua, me negando, negando meus desejos e sentimentos por deixar vc à vontade.
Não q queira me incomodar, talvez esteja mais sensível neste dia, mas um olhar de fora me assobia "é só mais uma história comum" parecida com a outra, com tantas mais por aí.
Relato: Meu Pai e o Silêncio das Palavras Escritas
Meu pai é pedreiro. Um homem de mãos firmes, calejadas pelo tempo e pelo trabalho, mas de um coração imenso, onde sempre couberam todos nós, seus filhos. Cresci vendo nele um exemplo de dignidade e esforço, mesmo sem saber, por muito tempo, que ele carregava consigo uma ausência dolorosa: a de não ter sido alfabetizado.
Ele sempre viveu bem, dentro do possível. Cumpria seus deveres com dignidade, ria com facilidade e fazia da simplicidade sua maior riqueza. Mas havia algo que o limitava — o mundo das palavras escritas. Ler um bilhete, uma receita, um endereço... tudo isso exigia ajuda. E ele pedia, com naturalidade, mas também com aquele olhar que escondia algo mais: a falta de uma oportunidade que a vida lhe negou cedo demais.
Lembro de um dia em especial. Na correria da rotina, mandei uma mensagem de texto pelo WhatsApp. Algo simples, rápido, como fazemos com qualquer pessoa. Minutos depois, ele me respondeu com um áudio. A voz dele, firme, disse com doçura e um leve constrangimento: “Filho, fala por áudio, por favor... seu pai não sei ler.”
Foi como um soco silencioso no peito. Eu sempre soube, mas naquele momento, ouvir da boca dele foi diferente. Doeu. Doeu por ele. Por tudo que ele poderia ter vivido se a educação tivesse chegado a tempo. Ele não teve escolha. Precisou largar tudo muito cedo para assumir responsabilidades de gente grande — cuidar da família, trabalhar, garantir o pão.
Mesmo sem ter lido uma só linha de Machado de Assis ou escrito uma carta de próprio punho, meu pai me ensinou lições que livro nenhum traz: sobre coragem, humildade, força e amor. Seu analfabetismo nunca foi sinônimo de ignorância, mas de uma sociedade que ainda falha em garantir a todos o direito de aprender.
Hoje, mais do que nunca, acredito que lutar pela alfabetização de jovens, adultos e idosos é também honrar a história de milhares de “pais” como o meu, que mesmo sem saber ler, escreveram com suor a própria vida.
Velha embalagem
Embalagens luxuosas fazem do insensato um soberano intocável. Uma cobertura deliciosa e delicada, com data de validade. Consumidor final iludido, disposto a pagar caro pela embalagem desprezando o produto essencial interno. O ritmo do jogo faz parte de uma nova partida entre os bons e os melhores. É na ilusão da embalagem que se perde a essência e o valor da razoável dignidade.
Seu desejo atendido foi mera coincidência passageira da moda , do gosto , da ilusão que agora não passa de uma velha embalagem...
Autor: Gilson de Paula Pires
Tão confuso
Tudo que se refere a mim sempre me parece insuficiente, sendo talvez até um pensamento egoísta de alguém tão egocêntrico ou uma fragilidade do personagem, pois quando se carrega uma exaustão silenciosa por trás dessa máscara de uma pessoa fria, isso também traz outras coisas consigo, como um cansaço que até a melhor noite de sono não resolve, com os medos que nunca disse em voz alta, e até as dores que você não tem tempo para sentir, criando os piores cenários possíveis por pensar de mais na dúvida de entregar tudo de si sem garantia de retorno, gerando uma ansiedade desnecessária, que faz você duvidar se realmente vale a pena, mas apesar de tudo isso, eu ainda me amo em silêncio, e mesmo que eu seja invisível e isso seja algo insuportável, eu ainda me vejo, pois sei que é necessário se reconhecer ainda luto por mim, e mesmo que eu tivesse outra escolha ou um caminho mais fácil ainda faria o mesmo, pois ainda sei que tenho um propósito maior, que assim seja.
Um Ponto de Luz
Na vasta penumbra da noite,
um ponto de luz sussurra a aurora.
É a esperança, não nomeada,
que tece a certeza de um novo dia.
Um instante — hora, minuto, segundo —
se transfigura em eternidade.
Banhado pela aura do que não se explica,
mergulho na corrente oculta da natureza.
Que grandeza, sem palavras para contê-la!
É o ser que se encanta e se deixa encantar,
um pulsar que luta, um véu que se revela,
chama serena que ilumina a vida.
E as lágrimas?
Faróis em alto-mar,
guiam a alma à deriva,
sinalizam o caminho na imensidão.
Um ponto de luz,
tecido no silêncio,
é a dança do eterno
que abraça o instante sem fim.
Ver gente feliz, é como tomar uma xícara de café que acabou de ser coado, cheio de afeto!
Com um belo pão de queijo, sentado na varanda e de vista, um belo amanhecer chuvoso.
Sua única preocupação é alimentar o seu gado, galinha e pato, e pra tudo ser perfeito, amar e cuidar daquele que você escolheu como companhia, pro resto da sua vida.
Porque, no fim das contas, sempre será sobre quem Deus É!
Entre o Asfalto e o Sol
No meio da tarde cinza
um girassol nasceu do asfalto
Ninguém esperava nem o vento
nem o tempo nem o salto
do pássaro que ali passou
e hesitou como quem pensou
Isso é sonho ou erro do mundo
Um senhor de terno escuro
parou o passo e sorriu
como se o passado inteiro
nele tivesse se redimido
Uma criança desenhou ao lado
o sol com lápis partido
e disse
Ele brotou porque cansou de esperar no campo
E o girassol sem saber que era milagre
ficou ali
Entre buzinas pressa e concreto
erguido amarelo desobediente
como quem diz ao universo
Também posso ser poema
Saudades
Saudades são pequenos ecos do que já foi um cheiro, uma voz, um olhar que não volta,
mas insiste em ficar dentro da gente.
Em curtos espaços de tempo,
elas aparecem como vento leve,
ou como um silêncio pesado.
Não precisam de muito para doer,
nem de muito para aquecer o peito.
A saudade é o que resta quando o tempo passa,
mas o sentimento permanece.
Raabe estava feliz no Brasil
As coisas tinham mudado muito
Era como um jardim regado de amor
Todos felizes, rosados e nutridos
Não existia mais violência
Pobres não se viam nas ruas
As crianças estavam todas na escola
Todos sabiam ler e escrever
Jovens e velhos tinham saúde
Os sorrisos tinham dentes saudáveis...
Duarte: Minha Breve Estrela
É como se o céu inteiro se abrisse,
um aglomerado de estrelas a brilhar,
o mais lindo e belo céu estrelado,
e eu, cego de amor, só soubesse te olhar.
Entre tantas luzes que o mundo oferece,
foi por você que o meu peito se acendeu.
A estrela que escolhi, entre todas,
foi a que nunca quis ser só minha, nem se perdeu.
Você, que ama o silêncio da própria companhia,
que foge das mãos que só querem cuidar,
você era a solitude, eu o amor oposto,
que nunca se encontram... a não ser por um breve instante no ar.
E mesmo agora, no vazio dessa noite,
se eu pudesse, faria tudo igual outra vez,
pra ter você comigo, só mais um instante,
minha estrela escolhida, minha única vez.
Consulta e Aventura Materna – Um Dia de Fé, Luta e Amor
♡Diário Público Aline Caira Gomes Oficial.
Em 30 de junho de 2025, vivi mais do que uma simples consulta médica — vivi uma jornada de amor, superação e conexão com minha filha, Theodora Anthoniella. Partimos juntas para uma consulta com o Dr. Paulo Antônio de Morais Faleiros, pneumologista renomado em Franca, SP, com o coração cheio de expectativa e a coragem de quem enfrenta a vida com a fé nas mãos.
O consultório do Dr. Paulo localiza-se na Rua Antônio Torres Penedo, 421 – bairro São Joaquim, mas o caminho até lá foi uma verdadeira travessia. Pegamos o ônibus na Avenida Champagnat, em frente ao Atacado Tonin, pagando R$10,00 pelas duas passagens — No terminal, embarcamos em outro ônibus com destino ao bairro Zelinda, e dali seguimos a pé, com passos firmes, até o consultório.
Durante o trajeto, o sol batia forte, mas nossas almas estavam aquecidas por algo maior: a certeza de que estávamos cuidando uma da outra. Chegando ao consultório, fomos recebidas com respeito e atenção pelo Dr. Paulo Antônio — um profissional humano, educado, gentil, que nos tratou com a dignidade que todo ser humano merece.
Após a consulta, seguimos para realizar os exames na clínica Nikkei, e de lá, decidimos voltar a pé. Foram 4,4 km de caminhada pela cidade, contornando o trânsito intenso da Avenida Rio Negro, desviando da pressa do mundo com a calma de quem já venceu batalhas maiores.
Na Avenida Champagnat, minha filha me olhou com aquele brilho nos olhos que só uma criança feliz tem e pediu um sorvete. Entramos no Açaí do Cheff, e naquele instante simples, tive a confirmação: momentos assim valem mais do que qualquer luxo. Ver minha filha sorrir é meu prêmio, meu milagre diário. Ela é, sem dúvida, uma guerreira como a mãe — forte, resiliente e cheia de luz.
Voltamos para casa, nosso pequeno e humilde apartamento cercado por caixas e recomeços, e ali, no silêncio da noite, cozinhamos dois miojos com amor. Jantamos em paz, em meio ao cansaço físico e à gratidão espiritual. Não havia luxo, mas havia fartura no coração.
Recebemos os resultados dos exames pela Internet, já visualizamos, estamos com saúde. E esse é o maior presente — porque precisamos estar bem para continuar lutando, crescendo e vencendo. Cada batalha tem sido um degrau na escada da nossa evolução.
Deus tem sido nosso sustento. O Espírito Santo está conosco, guiando cada passo, protegendo cada respiração. Nada nos falta, nada nos atinge, pois o Deus Onipotente nos cerca com Seu amor incondicional. Somos filhas Dele, e Ele jamais nos abandona.
A cada pessoa que nos envia palavras de carinho, fé e esperança, deixo meu mais profundo agradecimento. Vocês fazem parte da nossa caminhada. Suas palavras são como bálsamos que curam e fortalecem.
Que Deus abençoe cada um de vocês com misericórdia, amor e luz. Que a bondade que emanam retorne multiplicada. Vocês são faróis num mundo que clama por humanidade. Vocês são a esperança viva de um futuro mais compassivo.
Deus ama vocês — e eu também.
Com gratidão,
Aline Caira Gomes
Mãe, guerreira, filha de Deus e guardiã do amor e fé que me move todos os dias.
COMPARAÇÃO IDIOTA
Às vezes é muito melhor você conversar um burro (quadrúpede) do que conversar com burras de duas pernas (pessoas), pois os quadrúpedes não lhes entenderão, mas também não lhes estressarão, já os de duas pernas lhes entendem e também lhes estressam. Diante mão, estou pedindo desculpas aos quadrúpedes por imbecil comparação.
Fortaleza/Ce., 30/06/2025.
EM MOVIMENTO (soneto)
Ó, notai, que este versejar traz poesia
um cântico que anuncia doce sensação
e, embora seja contido, vem do coração
destacando os encantos de variada via
Quanto sentimento, incluindo alegria
vai-se em busca do amor, da emoção
são versos tão imersos na inspiração
enchendo a métrica com terna magia
Paixão, condição, cada dia um arrepio
deixando a prosa inquieta, imprecisa
e ao soneto, a cada olhar, uma prova
Não só de sofrência, tampouco estio
é tanto a tempestade quanto a brisa
pois, a cada ação, uma poética nova!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 junho, 2025, 21’59” – Araguari, MG
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