Carta a um Amigo Especial
É perigoso o resto do mundo acabar e sobrar só o Brasil… Para cada maluco aparece um maluco e meio.
E talvez o mais inquietante não seja a quantidade de “malucos”, mas a naturalidade com que nos acostumamos a eles.
Aqui, o absurdo já não pede licença — ele entra, se espalha pelo chão ou senta no sofá, opina sobre tudo e ainda ganha plateia.
O exagero vira folclore, o delírio vira narrativa, e, quando percebemos, já estamos rindo do que antes deveria causar silêncio.
O Brasil tem essa estranha capacidade de transformar tensão em piada, crise em meme, tragédia em comentário espirituoso.
É um mecanismo de defesa, sem dúvida — mas também pode ser uma anestesia muito perigosa.
Porque quando tudo parece ridículo demais para ser levado a sério, a gente corre o risco de não levar mais nada a sério.
E nesse terreno fértil, onde o improvável brota fácil, cada voz dissonante encontra eco.
Não importa o quão desconectada da realidade ela seja — sempre haverá alguém disposto a amplificá-la, a reinventá-la, a levá-la um passo além.
Um maluco nunca anda só; ele é sempre o início de uma pequena multidão ainda em formação.
Talvez o verdadeiro risco não seja “sobrar só o Brasil”, mas sobrar um Brasil que já não estranha mais o que deveria estranhar.
Um país onde o espanto foi substituído pela ironia permanente, e a crítica deu lugar ao entretenimento.
Porque, no fim, quando tudo vira espetáculo, até o caos encontra aplauso.
E aí, o problema já não é quantos “malucos” existem — é quantos de nós ainda conseguem reconhecer que algo saiu do lugar.
Sobre o outro, só um julgamento é permitido, urgente e necessário — vale ou não a pena discutir.
Em tempos de tantos julgamentos, talvez este seja o mais sábio e também o mais ignorado.
Não porque o outro não mereça resposta, mas porque nem toda palavra merece palco.
Há debates que não são pontes, são armadilhas…
Conversas que não buscam entendimento, apenas vitória.
E quando o objetivo deixa de ser o entendimento e a verdade para se tornar o aplauso, qualquer argumento vira figurante de um espetáculo já ensaiado.
Discutir, no sentido mais nobre da comunicação, é um exercício de construção.
É lapidar ideias no atrito respeitoso, é admitir a possibilidade de estar errado, é sair diferente de como entrou.
Mas isso exige uma disposição muito rara: escutar de verdade.
E, sejamos honestos, grande parte das discussões hoje não nasce dessa intenção — nasce da pressa de responder, da necessidade de afirmar, do medo de parecer fraco…
Há um custo invisível em entrar em toda e qualquer briga: o desgaste da mente e da alma.
Cada discussão inútil consome tempo, energia e serenidade.
E, aos poucos, vamos nos tornando aquilo que criticamos — reativos, barulhentos e previsíveis.
Não por maldade, mas por contaminação.
Saber quando não discutir não é aceitação nem omissão; é discernimento.
É reconhecer que nem todo campo merece ser cultivado, que algumas terras não produzem nada além de ruído.
É entender que o silêncio, às vezes, é a forma mais eloquente de inteligência.
No fim, talvez a maturidade não esteja em vencer argumentos, mas em escolher quais sequer valem a tentativa.
Porque há debates que ampliam horizontes — e há aqueles que apenas estreitam o espírito dos que insistem.
E desses, o melhor argumento continua sendo a recusa.
Tão medonho quanto um país virar palco de criminosos idiotas que produzem uma enxurrada de provas contra eles mesmos, é a enxurrada de idiotas que insistem em defendê-los.
Há algo de profundamente perturbador nesse duplo espetáculo: de um lado, a banalidade quase caricata do erro — indivíduos que, por vaidade, imprudência ou pura incapacidade, se expõem de maneira tão escancarada que dispensam qualquer esforço investigativo mais sofisticado.
De outro lado, a obstinação coletiva de quem, mesmo diante do óbvio, escolhe não ver.
Não por falta de informação, mas por excesso de apego.
Porque, no fundo, não se trata apenas de ignorância.
Trata-se de identidade.
Quando a defesa de alguém — ou de um grupo — deixa de ser uma avaliação racional e passa a funcionar como extensão do próprio eu, qualquer evidência contrária deixa de ser um dado e passa a ser uma ameaça.
E ameaças, como se sabe, quase sempre não são analisadas: são repelidas.
O mais inquietante é perceber como essa dinâmica corrói lentamente o tecido do debate público.
A verdade deixa de ter valor intrínseco; torna-se negociável, moldável, descartável…
O que importa não é mais o que aconteceu, mas quem está contando a história — e, sobretudo, de que lado se está.
Nesse cenário, fatos perdem para narrativas, e a realidade vira apenas mais um campo de disputa simbólica.
Cria-se, assim, um ciclo perverso.
Quanto mais absurdos os atos, mais fervorosa precisa ser a defesa.
E quanto mais fervorosa a defesa, mais imune à realidade ela se torna.
O grotesco deixa de causar estranhamento e passa a ser absorvido como rotina.
A indignação seletiva substitui a coerência, e o julgamento crítico cede lugar à lealdade cega.
Talvez o verdadeiro problema não seja apenas a existência de criminosos ineptos, mas a naturalização de um ambiente no qual a estupidez — tanto na ação quanto na defesa — deixa de ser um desvio e passa a ser parte do jogo.
Um jogo em que perder o senso de realidade já não é visto como derrota, mas como prova de fidelidade.
E, nesse ponto, o que deveria ser mais alarmante não é o erro de quem se expõe, mas o silêncio — ou pior, o aplauso — de quem escolhe continuar olhando para aquilo tudo e ainda chamar de virtude.
Fingir preocupação com a saúde é um dos jeitos mais cruéis, nojentos e sorrateiros do Estado atentar contra nós.
Infelizmente, sobre educação e segurança — digo o mesmo.
Porque o problema nunca foi apenas a negligência.
A negligência é muito brutal, mas ao menos ela se mostra como abandono.
O mais perverso é quando o controle vem fantasiado de cuidado.
Quando se usa o discurso da proteção para justificar vigilância, dependência, medo e obediência.
Na saúde, dizem proteger vidas enquanto transformam pessoas em números, protocolos e até em estatísticas convenientes.
Alimentam doenças sociais profundas — miséria, exaustão, ansiedade, solidão, alimentação precária — e depois oferecem remendos como se fossem salvadores.
O cidadão adoece duas vezes: primeiro pelas condições impostas, depois pela falsa sensação de amparo.
Na educação, repetem que querem formar cidadãos críticos, mas frequentemente punem exatamente quem aprende a pensar por conta própria.
Ensinar virou, muitas vezes, domesticar.
Não se estimula consciência; estimula-se adaptação.
A criatividade, a dúvida e a autonomia incomodam.
O sistema prefere indivíduos treinados para funcionar, não para questionar.
E na segurança talvez esteja a face mais explícita da contradição: criam uma sociedade tensionada pelo medo e depois oferecem mais controle como solução inevitável.
Quanto mais insegura a população se sente, mais ela aceita abrir mão da própria liberdade em troca de promessas frágeis de ordem.
O medo vira moeda política.
E gente assustada raramente percebe a dimensão das correntes que aceita carregar.
O ponto mais sombrio disso tudo é que a manipulação moderna muito raramente vem pela força bruta.
Ela vem quase sempre pela narrativa moral.
Pelo discurso bonito.
Pela sensação de que alguém está cuidando de nós.
Não é a opressão declarada que mais cresce; é a opressão que se apresenta como proteção.
E talvez seja por isso que tanta gente já não consegue distinguir cuidado verdadeiro de administração de comportamento.
Porque o poder aprendeu que controlar pela ameaça gera resistência.
Mas controlar pelo conforto, pelo medo seletivo e pela dependência emocional gera consentimento.
No fim, a questão não é negar a importância da saúde, educação ou segurança.
São pilares indispensáveis de qualquer sociedade minimamente digna.
A questão é desconfiar quando estruturas de poder passam a utilizar causas como escudo moral para ampliar influências sobre todos os aspectos da vida humana.
Toda vez que algum poderoso insiste demais que está fazendo algo “para o nosso bem”, vale a pena perguntar: até onde vai esse cuidado… e em que momento ele começa a custar a própria liberdade?
Às vezes, tudo que precisamos para cairmos nos braços do Pai é só um
tombo bem tomado.
Há quedas que ferem o corpo, outras esmagam até o orgulho.
Algumas arrancam de nós aquilo que passamos anos tentando sustentar diante do mundo: a falsa sensação de controle, a autossuficiência, a ilusão de que conseguimos carregar a vida nos ombros sem precisar de ninguém.
E talvez seja justamente aí que muitos finalmente encontrem Deus — não no auge da própria força, mas no limite dela.
Porque, enquanto tudo parece funcionar, é comum confundirmos conquistas com capacidade absoluta, vitórias com invulnerabilidade e caminhos desbravados com mérito exclusivo.
Mas, quando a vida desaba, quando os planos falham, quando a dor atravessa as certezas e o chão desaparece sob os pés, há uma verdade difícil de ignorar: somos muito menores do que imaginávamos.
E é curioso como, muitas vezes, o colo de Deus só se torna perceptível quando todas as outras seguranças falham.
Não porque Deus precise da nossa dor para se aproximar, mas porque há barulhos dentro de nós que só o silêncio do sofrimento consegue interromper.
Há arrogâncias que só a queda desmonta.
Há corações tão endurecidos pela vaidade, pela revolta ou pela distração que apenas um tombo bem tomado é capaz de fazê-los olhar para cima novamente.
Ainda assim, até na queda existe graça.
Graça por permanecer vivo…
Graça por não enlouquecer…
Graça por encontrar amparo onde antes havia apenas desespero…
Graça por descobrir que Deus continua acolhendo até quem passou anos fugindo d’Ele.
Mas existe um perigo muito tentador depois do recomeço: transformar a misericórdia recebida em troféu pessoal.
Como se a restauração fosse um certificado de superioridade espiritual.
Como se Deus tivesse escolhido alguns por serem melhores, mais dignos ou mais especiais que os outros.
Quem realmente conhece a graça entende que ela não humilha os caídos para exaltar os restaurados.
Pelo contrário: ela lembra diariamente que ninguém se sustenta sozinho.
Por isso, testemunhar o bom e misericordioso Deus exigemuita honestidade.
Exige reconhecer que foi socorrido, não premiado.
Que foi alcançado, não priorizado.
Que o milagre não aconteceu porque havia merecimento suficiente, mas porque houve amor e misericórdia suficiente da parte do Pai.
E talvez uma das principais responsabilidades de quem foi levantado por Deus seja impedir que outros pensem que a fé é recompensa para perfeitos, quando na verdade ela sempre foi abrigo para necessitados.
Que todos quantos experimentarem a graça de cair no colo de Deus sejam fiéis e leais o bastante — em atos e palavras — ao ponto de não deixar ninguém confundir graça com merecimento ou sorte!
Graça e Paz!
A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.
Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.
As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.
A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.
A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.
Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.
A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.
Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.
Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.
O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.
Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.
Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.
E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.
Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.
A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.
O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.
Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.
No fim, a mentira não se torna verdade.
Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.
Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.
A Miséria Intelectual é uma das Feridas Abertas mais ignoradas de um povo que abraça Soluções Simplistas para assuntos Complexos e Espinhosos.
Talvez não exista pobreza mais perigosa do que aquela que não se percebe.
A miséria material expõe suas marcas nas ruas, nas estatísticas e nas dificuldades cotidianas.
Já a Miséria Intelectual se esconde atrás de certezas absolutas, discursos inflamados e respostas fáceis para problemas que exigem reflexão profunda, estudo e diálogo.
Quando uma sociedade perde o hábito de questionar, investigar e compreender a complexidade da realidade, ela se torna vulnerável a narrativas sedutoras que transformam dilemas históricos, sociais e humanos em slogans convenientes.
Nesse ambiente, a dúvida passa a ser vista como fraqueza, enquanto a convicção sem fundamento se confunde com coragem.
A complexidade incomoda porque exige esforço…
Exige reconhecer que problemas estruturais raramente possuem causas únicas ou soluções instantâneas.
Exige admitir que pessoas inteligentes podem discordar honestamente sobre um mesmo tema.
Exige aceitar que a realidade não cabe integralmente em ideologias, paixões políticas ou crenças pessoais.
A Miséria Intelectual prospera justamente onde o pensamento crítico é substituído pela repetição.
Ela cresce quando opiniões valem mais do que fatos, quando a indignação vale mais do que a compreensão e quando a velocidade das respostas supera até a profundidade das perguntas.
É nesse terreno “fértil” que florescem os extremismos, os preconceitos e a incapacidade coletiva de construir pontes entre diferentes visões de mundo.
Uma sociedade intelectualmente empobrecida não é necessariamente aquela que possui menos diplomas, mas aquela que desaprende ou já não se atreve a pensar.
É aquela que abandona a curiosidade, despreza o conhecimento e transforma a ignorância em motivo de orgulho.
Nesse cenário, a informação se multiplica, mas a sabedoria se torna cada vez mais rara.
O grande paradoxo é que nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento e, ao mesmo tempo, tantas dificuldades para distinguir análise de propaganda, argumento de opinião e fato de conveniência.
O excesso de informação não eliminou a Miséria Intelectual; em muitos casos, apenas lhe deu novas formas, novos instrumentos e roupagens.
Curar essa Ferida Aberta exige muito mais do que educação formal…
Exige cultivar a Humildade Intelectual de reconhecer o que não sabemos, a coragem de revisar convicções e a disposição de ouvir antes de julgar.
Exige formar cidadãos capazes de pensar para além das próprias bolhas e de compreender que os problemas mais importantes da vida coletiva muito raramente se resolvem por meio de respostas simplistas.
Porque toda sociedade que se acostuma a soluções fáceis para questões complexas, corre o risco de descobrir, e tarde demais, que a realidade não negocia com ilusões.
E, quando isso acontece, o preço da Miséria Intelectual deixa de ser apenas uma deficiência do pensamento e passa a ser um obstáculo ao próprio futuro de um povo.
Certa vez disse o teólogo Jalison Santos:
"Quando o homem serve a um deus falso e erra, ele não o repreende. Mas quando o servo do Senhor comete um engano, o Deus Verdadeiro o disciplina.
Essa é a grande diferença: o deus falso se cala, deixando o homem pensar que está tudo bem, que está no caminho certo. Já o Deus Verdadeiro, Ele corrige, adverte e disciplina — não por maldade ou raiva, mas porque ama e quer ver o Seu filho firme e restaurado no caminho da verdade."
Como tão bem citou:
Provérbios 3:12
"Porque o Senhor disciplina a quem ama, assim como o pai ao filho em quem se agrada."
Eu, um estudioso nato do comportamento humano, não posso nem quero ajudar ninguém a relativizar a reação de alguém.
Toda ação ou reação tem uma história…
Antes de ser julgada como exagerada, desproporcional ou irracional, ela foi construída por experiências, memórias, dores, expectativas e limites que, muitas vezes, são invisíveis para quem observa das arquibancadas.
Vivemos em uma cultura que insiste em ensinar as pessoas a suportarem mais, sentirem menos e questionarem até a própria percepção.
Quantas vezes alguém procura ajuda e, em vez de acolhimento, recebe argumentos para convencer-se de que “não foi bem assim”, “você está levando para o lado pessoal” ou “a outra pessoa não teve essa intenção”?
Embora a intenção tenha seu lugar, ela nunca apaga o impacto.
E de bem-intencionados, convenhamos, o inferno está abarrotado.
Estudar o comportamento humano, mais de perto, me ensinou que compreender não é o mesmo que justificar.
Explicar por que alguém agiu de determinada forma pode ampliar a consciência, mas jamais deve servir para invalidar a experiência emocional de quem foi afetado.
Quando transformamos toda uma dor em um exercício de relativização, corremos o risco de silenciar quem mais precisava ser ouvido.
Não quero nem posso ensinar pessoas a duvidarem daquilo que sentiram.
Quero ajudá-las a reconhecerem suas emoções, entenderem seus gatilhos, ampliarem seus recursos internos e responderem à vida com mais consciência — não com menos verdade.
A maturidade emocional não consiste em deixar de sentir ou em minimizar o que aconteceu.
Ela nasce quando somos capazes de validar a própria experiência, compreender o contexto e, a partir daí, escolher como agir.
Isso é muito diferente de fingir que nada aconteceu só para preservar o conforto de quem nos causou desconforto.
Se existe uma responsabilidade em quem estuda o comportamento humano, ela não é a de anestesiar emoções, mas a de promover discernimento.
Acolher antes de interpretar.
Escutar antes de explicar.
E lembrar que, por trás de cada reação, existe uma necessidade, um valor ou um limite tentando ser comunicado.
Porque ninguém cresce sendo convencido de que sente de menos ou demais.
As pessoas crescem quando descobrem que podem sentir com honestidade e, ainda assim, agir com maturidade.
“Quando Deus te faz brilhar, até a escuridão reage”
Nunca vi um inseto atacar uma luz apagada.
Os “insetos” sempre são atraídos pela luz acesa, porque o brilho incomoda. E sabe por quê? Porque a luz revela as sombras e expõe aquilo que estava escondido.
Quando Deus acende uma luz sobre a sua vida, ela incomoda quem vive na escuridão. O inimigo sabe que uma nova vitória está a caminho e, por isso, envia pessoas para tentar roubar a sua paz, a sua alegria e a sua fé.
Mas não se preocupe. Quem te traiu, te humilhou, te desprezou ou faltou com a palavra será obrigado a ver a sua luz continuar brilhando. Não porque você é maior, mas porque o Deus que te sustenta é fiel.
O Deus que você serve não falha. Ele promete e cumpre. Ele dá a palavra e não volta atrás. O que Ele preparou para a sua vida ninguém pode impedir.
Continue brilhando. A sua luz é a prova de que Deus ainda está escrevendo a sua história.
Amar a si mesmo é aceitar os próprios fracassos.
A vida é um pêndulo, uma gangorra... Um contínuo caminho de altos e baixos...
As frustrações não são anomalias, não são erros e muito menos sinais de fraqueza...
Frustrações são dores dos humanos de verdade...
Frustrações são cicatrizes apenas daqueles que renunciaram aos desejos sórdidos para fazer o certo... Não sinta vergonha das frustrações, elas são a prova que você não machucou ninguém.
Júbilo ou sorriso de submissão?
Um sorriso: definitivamente não é somente de alegria/ ou felicidade.
É inacreditável. Mas, perante as situações de coação, assédio moral ou constrangimento, a percepção é substancialmente alterada. Ao estado mental, não é necessário THC para que desencadeie no cérebro, uma sobrecarga de dopamina!
160726
A GRANDE FRAUDE DA IDADE
Há uma mentira vendida em cada espelho.
Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.
Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.
As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.
Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.
São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.
Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.
É uma vitória improvável.
Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.
Foi aberto a golpes.
Cada perda arrancou um pedaço de inocência.
Cada traição deixou um corte profundo.
Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.
Enterramos amigos.
Enterramos amores.
Enterramos versões inteiras de nós mesmos.
E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.
Isso não é decadência.
Isso é triunfo.
Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.
Mas existe outro caminho.
Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.
Talvez seja exatamente isso.
Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.
As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.
A juventude possui cartilagens resistentes.
Nós possuímos discernimento.
Ela sobe montanhas correndo.
Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.
Perdemos velocidade.
Ganhamos direção.
Perdemos elasticidade.
Ganhamos profundidade.
Perdemos a ilusão da eternidade.
Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.
E há uma ironia magnífica nisso tudo.
Os ossos já não suportam o mesmo peso.
Os joelhos protestam.
A pele já não estica como antes.
Mas o cérebro...
Ah, o cérebro.
Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.
Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.
Não porque destrói cidades.
Mas porque destrói mentiras.
Explode vaidades.
Reduz egos a poeira.
Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.
A verdadeira potência nunca esteve nos braços.
Sempre esteve na consciência.
Envelhecer não é caminhar para menos.
É caminhar para dentro.
É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.
Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.
Nem das mãos marcadas.
Nem das rugas que insistem em permanecer.
Elas não denunciam o tempo.
Elas testemunham que você atravessou o tempo.
São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.
Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.
Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.
E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.
Olhar para trás sem desejar voltar.
Olhar para frente sem temer chegar.
Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.
Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.
O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.
E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.
Os números deixam de importar.
Perdemos a conta.
E, enfim, deixamos de ter idade.
"A palavra FÉ deveria estar sempre associada a AÇÃO. Com isso um monte de gente AGIRIA mais ao invés de só ficar falando (e repetindo) que basta a FÉ para tudo resolver. Poizé!"
0849 | Criado por Mim | Em 2016
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Estou pensando em presentear Deus com um celular. Só assim quem tiver que agradecer a Ele pode fazê-lo diretamente e não mais para a Plateia 'precisar' ver e 'precisar' ficar sabendo. Eu não penso em tudo. Penso apenas em Alguns!"
Texto Meu 0872, Criado em 2017
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"A doença pega qualquer um, tanto o humilde quanto o soberbo, o rico e o pobre. E nos atinge em qualquer idade, em qualquer circunstancia. Existe algo mais, digamos, 'universal'? Só pode ser coisa do Criador, acho!"
Texto Meu 0963, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Antes era um tal de mudar o proprio nome para ter 'êxito na vida'. Hoje ninguém mais busca os (hum) 'beneficios' da Numerologia. Percebem? Sumiram todos: os adeptos, os tais 'beneficios' e a propria Numerologia. Digo mais: Ah, o Cerumano!"
Texto Meu 0969, Criado em 2020
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se eu for mesmo filho de um barbeiro com um banqueiro (que me adotaram) e como estão espalhando, pelo menos posso dizer que filho da mãe fui um dia, mas não sou mais: eu fui abandonado por ela num banco de praça, Buáaa!"
Texto Meu No.1028, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Por causa de um relacionamento ínfimo (que nem íntimo foi) ela exigiu casamento! Ele respondeu: 'Oh, raios! Aproveitadeira é o que tu és! Uma letrinha muda tudo, minha Senhôra!' "
Texto Meu No.1120, Criado em 2022
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Daqui a pouco chega um Novo Ano. Estou em boa expectativa para recebê-lo sem, contudo, criticar ou abandonar de vez o Ano que se vai. Não invalido Meus Passados, pois não tenho Religião, não sigo Líderes, não adoto Manual de Justificativas e muito menos sou Papagaio ou me chamo 'Maria Vai com as Outras'. Ficou claro?"
TextoMeu 1229
😎
- Relacionados
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Mensagens de aniversário: reflexões e homenagens para alguém especial
- Frases para namorada que mostram o quanto ela é especial para você
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Você é especial para mim: frases que tocam o coração
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
