Carta a um Amigo Detento
No final, a morte é um professor que ensina o valor da vida. Quando em luto, tua alma sofre um dano severo e irreversível, que te faz melhorar, pois agora sabes que qualquer um pode esvair-se da existência nos próximos segundos. Essa é a vontade de existir: ignorar teus limites e medos pelos teus sonhos e, embora pareça apático, doar o amor não dito a quem ainda resta amar.
Foi quando me deparei: a realidade cobriu-me naquele instante, como um véu que cobre objetos e os reduz a nada, senão simples formas. Os vultos me cercavam, e um silêncio ensurdecedor ecoou nos meus ouvidos. A existência, antes anestesiada pela minha tentativa inútil de esquecer-me ou até fugir dela, penetrou-me aos olhos: já não enxergava mais nada. O breu tomou conta de minha visão, e ali já havia entendido — e, certamente, foi o estopim da fatalidade que me poderia ocorrer. Não poderia fugir; como conseguiria, se já não me havia forças para correr, muito menos direção para guiar-me? E, se os tivesse, alcançando o topo da colina mais alta e mais distante de todas, como poderia fugir de mim mesmo? Como poderia fugir da angústia que tomou completamente meu corpo naquele instante? A única coisa que poderia fazer era olhar fixamente para o nada, assim como olho para mim no espelho pelas manhãs. Sem escapatória, era apenas uma alma passando frio, ao lado de tantas outras vestidas, combinadas e esquentadas pelo calor de suas vestimentas: seus corações, que palpitavam ferozmente ao contato dentre tantas outras parecidas, enquanto o meu já não tinha forças para viver. Meu coração estava num imensurável inverno congelante, sem previsão de essência: espera-se, somente, a morte por hipotermia.
Acusar aqueles que sempre estenderam a mão é um ato de ingratidão que obscurece os laços de confiança e gratidão. Aqueles que recebem apoio devem lembrar-se da generosidade daqueles que os ajudaram. A gratidão é a base de relacionamentos genuínos e duradouros. É essencial reconhecer e valorizar aqueles que estiveram ao nosso lado nos momentos difíceis.
Sempre tive um sentimento profundo de repulsa diante do mal que infecta o mundo, uma maldade muitas vezes natural e inerente ao tecido da natureza. O sentimento de que nenhum deus bondoso permitiria tal estado de coisas, enxergar um sentido oculto em tudo isso é relativizar o mal. É estupidez e obscenidade. Não há um deus bondoso, a natureza grita incessantemente essa verdade, meu sentimento pessoal, instintivo, visceral, sincero — não admite que haja um sentido oculto, e isso basta para desprezar qualquer fé religiosa —. É desumano exigir fé num ser humano dotado de sentimento. Ver um inocente implorar por ajuda, ver a vida de um inocente ser despedaçada, e depois alegar que, no fundo, um deus tem razões suficientes para permitir o mal? Um coração de pedra pode crer nisso, mas eu não posso. Deus não foi feito para mim; esse monstro frio e bárbaro não tem a menor semelhança com os sentimentos que trago dentro de mim. Crer? Só no dia em que eu renunciar a minha humanidade.
Por vezes, a dúvida é apenas um segundo nome para covardia e preguiça. O maior prisioneiro tenta fingir que sua pura negação do conhecimento são apenas dúvidas. As duvidas são poderosas correntes que negam o conhecimento, grossas correntes que servem para as mentes desistirem de melhorar o conhecimento humano, desistirem de procurar uma resposta, pois, já estão presos a negação.
Jamais aceitarei viver em um mundo que tolere a escravidão humana. Esse fardo pesa como uma sombra insuportável sobre minha existência. Como suportar um mundo onde o espírito se curva diante de correntes, onde a dignidade humana é pisoteada em nome da ganância ou da apatia? Se a escravidão é o ápice daquilo que a humanidade pode oferecer, então que valor há em sua continuidade? Melhor seria abraçar, com uma fúria serena e definitiva, a extinção absoluta desta sociedade. Pois viver em tal sujeira é morrer a cada instante; preferível seria que o horizonte se desfizesse por completo, levando consigo o vil teatro que chamamos de civilização.
Passei uma vida vestindo armaduras, aprendendo a me proteger em um mundo que me testava a cada instante. Fui forjada pela necessidade de ser forte, de erguer muralhas ao redor de um coração que não podia sentir, tinha que suportar. Mas dentro dessa força, sempre existiu uma essência, pura e verdadeira, esperando pelo momento de respirar livremente.
Tenho um insigth assistindo a história de Bruce Jenner e vejo o quanto eu me identifico com o modo competitivo dele. Eu sou competitiva. Mas há muito que tenho deixado esse lado guerreiro de lado. Após tantos acontecimentos, como a morte do meu filho. Me fez ver as coisas de uma outra forma. Por isso, minha garra, minha competitividade foram sublimados pela energia em me manter de pé. Talvez esse seja minha verdadeira competitividade. Combater a mim mesma. Acalentar a mim mesma. Querer sentir paz.
Muitas vezes sou humilhada por minhas próprias ações em um primeiro momento que persiste. Caso eu resolva falar das minhas falhas para alguém, sou humilhada duas vezes. Por isso preciso contar sempre comigo e com a ajuda de Deus. Minha vida não pode ser um livro aberto. Nem todos saberiam me ler sem me castigar.
Essa noite tive um sonho que eu tinha saídas durante um tempo, mas me pegava em um lugar em que estava acompanhada de outra pessoa que me ajudava. Num determinado momento nos víamos sem saída. Aí andávamos e encontramos duas pessoas conhecidas. Uma foi receptiva. A outra só não foi comigo. Assim mesmo eu dei um beijo em meus dedos e coloquei na sua cabeça e disse-lhe que se sentisse beijada. Isso me mostrou que sou gentil até quando estou em situação difícil. Não havia saída da, até que uma delas disse que tinha a chave. Ficamos felizes. Era só girar a chave. Porém tinha outro obstáculo. Devíamos subir num parapeito e se pendurar para conseguir concluir a saída dali. Eu recolhi minhas coisas e me preparei para ir. O sonho acabou. Acordei pensativa.
Não consegui postar nada no Dia das Mães. É realmente um dia muito difícil. Desativei o WhatsApp. Fiz um dia de luto. Sou a mãe que não tem mais seu filho biológico. Mas agradeço a Deus por ter me concedido o dom da maternidade e ter vivido com ele por tantos e não tantos anos assim. Ele se foi no auge da sua vida. Tinha tanto para viver. Infelizmente ele acreditou nas mentiras da depressão. Hoje consegui escrever com uma profunda saudade. Outros Dias das Mães virão e eu nunca sei como vou vivenciar. Só sei que a dor sempre se faz presente e se acentua em momentos especiais. Um amigo me procurou e eu disse que desliguei os contatos. Ele falou: "mas não precisa se esconder". Às vezes eu preciso, sim. Preciso ficar a sós comigo mesma. (2023)
Bom dia! Hoje li um comentário que elogiava discurso de ódio como um fator positivo da democracia. Gostaria de saber quando que vão(quero dizer, como pode no século XXI. Não me refiro daqui a qto tempo) parar de comparar democracia com falta de respeito, liberdade com libertinagem e vômito social como direito à liberdade de expressão!
Eu tive tantos sonhos. Pensava em um dia ter uma casa como nome de Casa Aberta, para acolher mulheres grávidas que não teriam onde ficar e ter seus filhos até se estabilizar na vida. O público seriam jovens adolescentes. Também já sonhei em acolher crianças vítimas de abuso. Mas parece que minha vida não foi o sucesso financeiro que achei que seria para custear esses projetos. Até entrei para política depois dos 45 anos de idade, foi outra decepção. Muitos sonhos pelo caminho. Realizei poucos. Agradeço a Deus assim mesmo.
Desfazer um trato quando já havia fechado, roubar clientes dos outros, desfazer da pessoa como profissional para obter ganhos, não honrar a própria palavra... há quem diga que são ossos do ofício, estratégias de negócio. Que faz parte, é assim mesmo. Eu já chamo isso de imoralidade social e mau caratismo.
Jejum espiritual não é passar fome. É um ato voluntário em prol de algo que só Deus pode fazer. Passar fome é uma das mais terríveis formas de miséria da qual a pessoa não escolheu passar. É muito triste comparar o jejum espiritual a uma situação de miséria tão infame. Nenhum ser humano deveria sofrer esse mal.
Bom diaaaa! Vou ali na Bahia trabalhar. Hoje é um dia especial. São nove meses sem meu filho e minha irmã mais velha faria aniversário hoje tb. O câncer de útero foi a causa da sua morte. Quando chega o dia 8 de cada mês eu começo a chorar dois dias antes com mais intensidade. Ainda que eu chore todos os dias. Tem pessoas que dizem pra eu esquecer. Deixar o passado pra trás. Mas o passado já ficou pra trás esse é o meu presente. No meu futuro ainda constará essa falta. Nenhuma mãe, por mais tempo que passe consegue esquecer ou aceitar o filho que se foi. Vivencio cada instante de dor. Sei que estou sendo preparada para ajudar outras mães e mulheres que também sofreram essa perda. Nunca diga a uma mãe pra esquecer. O filho é tatuado no coração e na alma! De qq forma hj é domingo e viver é viver. Bahia me aguarde, tô chegando!!!! 0812/2019 Facebook.
Não sei você, mas eu meio que perdi um pouco essa noção do que é ter alguém permanente na vida. O tipo de mulher que eu quero não é a que se interessa por mim, e acho que está certa. Com o tempo, isto é, com o passar dos anos você acaba perdendo a referência do que é ser de alguém, então não faz diferença se você é ou não é interessante. Às vezes, num e noutro lapso temporal vem um impulso de querer se auto-transformar, ficar melhor, realizar coisas, viajar, fazer amigos, tirar fotos para postar e mostrar quão legal é a nossa vida. Mas nos dias seguintes essa energia toda também se dispersa, e a ficha cai, porque se percebe que está iludindo a si mesmo. Então te dizem que quando menos se percebe acontece. rsrs... será?! Engraçado que a gente passa a atrair pessoas que vivem sozinhas, mal resolvidas também, indecisas e cheias de complexos. Daí você passa a fazer parte de um segmento de pessoas cheias de manias, exigente consigo e com os outros também. Isso significa que o amor está perdendo o referencial e você está se perdendo junto. Então, sinceramente, nem sei o que estou fazendo aqui...rsrs Mas não deixa de ser bom ver "possíveis amores" que poderiam ser reais, o que não deixa de ser uma outra forma de ilusão, enfim, no fim das contas os dias passam e o silêncio ocupa o espaço de alguém que poderia estar ali, tagarelando no seu ouvido, rindo de suas piadas, chorando no seu colo. E o silêncio passa a ser seu fiel companheiro, que não reclama do caos de sua vida, nem da sua cama desarrumada. Vai vivendo sem contar os dias de solidão, apenas vai vivendo.
A Resiliência diante de Desastres não se limita a um método passível de aplicação, mas consiste em uma transformação profunda de perspectiva, pela qual passamos a compreender nossas vidas em relação às mudanças climáticas e aos equívocos do passado que nos tornam vulneráveisaos desastres
Às vezes, a vida parece um teste: portas se fecham, tudo perde o sentido. Mas até os heróis da fé enfrentaram provações. Em meio à dor, é essencial persistir, pois a tempestade não dura para sempre, e o sol sempre volta a brilhar. Alimente a esperança, confie no amanhã e invista na eternidade, pois a vida é passageira. Como diz Romanos 8:18: “As aflições deste tempo presente não se comparam com a glória que em nós será revelada.
As pessoas parecem ser fortes, mas diante do primeiro contratempo, desmoronam como um castelo de areia. A carência de algo mais significativo as levou a esquecer a fonte de água viva, optando por beber de cisternas rotas. É triste observar uma geração autointitulada como empoderada ser abalada por trivialidades. Por isso, devemos colocar nosso coração no céu; se algo acontecer aqui, nosso coração estará salvo.
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