Carta a um Amigo Detento
Apresentação de Lilo
por William Contraponto
Há dentro de mim um menino que nunca se calou. Seu nome, quase um sussurro de infância, é Lilo — apelido que as vozes tortas e apressadas das crianças deram ao “William” que ainda não sabiam pronunciar seu nome direito.
Lilo não é apenas um personagem ou uma lembrança. Ele é o princípio inquieto, a centelha primeira que ainda hoje ilumina meus passos no caminho do pensar e do sentir. Enquanto o mundo impõe certezas e verdades prontas, ele permanece com suas perguntas — simples, musicais, profundas — feitas sem pressa, com a curiosidade de quem observa o céu, a terra e os próprios pensamentos e não aceita respostas fáceis.
Ele é o contraponto das minhas convicções adultas: uma voz que canta dúvidas, que mistura o existencialismo da alma com o naturalismo dos fenômenos, e o encantamento científico pelo universo que se desdobra diante dos olhos.
Lilo pergunta como quem toca uma viola de brinquedo — uma canção que nunca termina, uma melodia feita de perguntas que atravessam o tempo, o ser e o mundo.
É por isso que apresento Lilo a vocês, meus leitores, como o guardião das “Pequenas Grandes Perguntas”. Um convite para que, juntos, nunca deixemos de perguntar, de duvidar, de cantar a infância do pensamento.
Porque, no fundo, toda poesia é uma criança que se recusa a dormir.
Meu Desejo, Meu Sistema
Se eu tivesse um recurso,
não ergueria muros, nem prédios altos.
Eu compraria um pedaço de chão,
onde o céu pudesse dormir comigo.
Não sonho com domótica,
nem com a pressa das avenidas,
mas com o cheiro de terra molhada
e a conversa das folhas ao vento.
Queria um sítio não de fuga,
mas de reencontro.
Onde as frutas amadurecem com o tempo
e não com o código de barras.
Onde o galo me acordasse,
e a fome fosse saciada
com o que as minhas mãos tocassem:
milho, couve, mel silvestre.
Queria ouvir o canto das aves,
e não os alertas do celular.
Queria cochilar no embalo das árvores,
não no zumbido das máquinas.
Sonho com um lugar onde eu possa pertencer
e não apenas funcionar.
Onde viver não seja resistir,
mas florescer.
E se um dia o mundo voltar pra si,
quero estar ali
plantando, colhendo,
e sendo só...
ser.
Mas construíram torres com fios e luz,
prometeram o paraíso em telas,
a palavra virou dado,
o afeto notificação.
Chamaram de avanço,
mas esqueceram os passos de quem varria o chão,
de quem atendia com voz quente
e sorriso invisível no balcão.
As máquinas chegaram.
Tão velozes, tão eficientes,
mas frias,
jamais perguntarão como foi seu dia.
A inteligência é artificial,
mas a ausência é real.
O robô trabalha sem descanso,
mas ninguém pergunta
quem perdeu o sono e o salário.
A utopia foi vendida em pacotes de dados,
mas não coube no prato de quem sonhava
com um mundo menos duro.
E enquanto os donos do código brindam no alto,
lá embaixo,
um silêncio automático responde ao desemprego:
"Desculpe, não entendi sua solicitação."
O berço da existência
Não é a pedra que se ergue,
nem o sangue que flui no ser.
Há um sopro que emerge,
um antes que nos faz ver.
Se a matéria é um corpo sem alma,
um vaso sem o que há de conter,
quem desenha a linha da palma?
Que inteligência faz o ser?
Não é o acaso, a vã corrente,
nem o pó que se aglomera.
Há um desígnio, uma mente,
que a forma invisível gera.
Como o vento que move o moinho,
sem peso, sem mão, sem cor,
assim essa essência, esse caminho,
é a razão do nosso fulgor.
Ela tece o fio do invisível,
na urdidura que a vida teima.
Do Nada que se faz indizível,
nasce o cosmos, o corpo, o poema.
E em cada pulso, em cada fibra,
no menor inseto, no mais vasto céu,
ecoou a primeira vibra,
da Luz que antecede o véu.
Assim sou eu, reflexo e certeza,
dessa Consciência que me sustém.
Não sou a forma, mas a beleza
do que na essência me contém.
Danyyel Elan
MULHER
Onde há uma mulher, há sempre um toque mágico. Ela embeleza, traz encanto e cativa. A mulher transforma e molda a realidade.
Ela é a delicadeza, a fragrância, e deixa sempre uma marca eterna em um coração. A mulher é como o sol radiante esperado no verão e o luau romântico que faz os apaixonados suspirarem.
O AMANHÃ
Esqueça o amanhã! O instante é um presente, um sopro de vida, um lampejo reluzente.
Não podemos prometer que o futuro virá,
mas o agora é um tesouro que devemos abraçar.
As horas dançam como folhas ao vento, e cada segundo é um doce momento.
A incerteza do amanhã nos ensina a viver,
a cada batida do coração, a arte de perceber.
Um dia, inevitavelmente, a despedida chegará, mas que seja leve, como a brisa ao passar.
Vamos celebrar o que temos em mãos, pois o agora é um poema escrito em emoções.
Esqueça o amanhã,
que ele se desenhe em paz!
Viva intensamente, pois o agora é o que faz.
Pra mim não é o fim
Não acabou
E essa dor um dia
Vai me fazer entender
Que eu estou
Perto do que amo
Que quando somo
É pensando em dividir
E mesmo assim
Entendo que só restou
Pra mim o que não quis
Pra você
Portanto fique com o que não se vê
Mas faça de você
O melhor que puder
Siga seu caminho com seus velhos planos
E passe um pano no que passou
Vai ser mais fácil pra você
Compreender quem você é .
Pode parecer que estou olhando através de um prisma um tanto egoísta, mas é a maneira como escolho enfrentar os intricados fios dos meus sentimentos e dilemas nesta jornada chamada vida. O sofrimento, descobri, não é necessariamente a sombra mais temida que se projeta sobre nossos dias. Afinal, esta existência nos foi concedida uma única vez, uma única chance para dançarmos sob os raios efêmeros deste sol que ilumina nossos caminhos. Não é a norma ter uma vida repleta de felicidade e júbilo constante; isso compreendo. E está tudo bem, pois é nas variações que encontramos as cores que pintam nosso ser.
Desejo viver cada uma das minhas experiências com um fervor inquebrantável. Quero degustar o sabor agridoce da vida em sua plenitude, seja ele envolto em doçura ou amargura. Quero sentir o toque suave do sol beijando minha pele em um dia radiante, e também me perder na melodia da chuva que acaricia a noite. É uma dança de opostos, uma sinfonia de contrastes que preenche meus dias.
Este entendimento de que esta é minha única chance, minha única passagem por esse espetáculo grandioso, faz-me desejar ardentemente absorver cada instante, cada emoção, como se fossem a própria essência da minha alma. E enquanto as batidas do meu coração ecoam em sintonia com o compasso do tempo, prometo a mim mesmo que vou buscar o fulgor da paixão em cada aurora e a serenidade do romance em cada crepúsculo.
Que esta jornada seja marcada não apenas por realizações, mas pela compreensão profunda de que é a mescla das lágrimas e dos sorrisos, das lutas e das vitórias, que confere verdadeiro significado à minha existência fugaz. E assim, carregado com essa consciência, mergulho de cabeça no fluir das estações, nas marés constantes das minhas próprias emoções, sabendo que estou verdadeiramente vivo quando abraço a totalidade desse deslumbrante caos que chamamos de vida.
Eu sou adepto na arte de estar bem, mas por trás da minha fachada há um oceano de tristeza que ninguém jamais viu. Sentado sozinho em um quarto escuro, ouço minha música preferida, deixando-me inundar pela melancolia das notas.
As lágrimas silenciosas percorrem meu rosto enquanto as memórias dolorosas se desdobram diante de mim. Eu dominei o ofício de esconder meus problemas, mas sob a luz suave das velas, minha verdadeira angústia se revela. Cada acorde da música ressoa em meu coração partido, ecoando a solidão que eu escondo tão bem.
Minhas habilidades são uma máscara habilmente pintada, como uma tela de acrílico, óleo e aquarela que esconde a escuridão por trás de um sorriso falso. Posso pintar sobre quase tudo, mas a tristeza que habita em mim é imune à minha arte de camuflagem.
Você nunca vai saber quão tarde eu acordei ontem à noite, ou por quê. As noites se estendem indefinidamente, enquanto eu luto contra os demônios que me assombram. Meus olhos piscam como as velas que queimam lentamente, mas você não consegue ver a tormenta que está por trás deles. Você não poderia ver, porque eu sou bom demais em esconder minha dor.
Eu também posso dançar, valsando minhas tristezas, mas cada passo que dou na ponta dos pés é um esforço para evitar afundar na escuridão. O público aplaude de pé toda vez, aplaudindo o espetáculo, mas não percebe a agonia que se esconde sob os movimentos graciosos.
Eu sou muito talentoso, você vê, em esconder o que realmente sinto. Mas meu ato de desaparecimento é o meu favorito de todos os tempos. Ainda estou aperfeiçoando, desaparecendo mais fundo na escuridão a cada dia. Um dia destes, vou te mostrar como eu escorrego, escorrego, escorrego para longe da realidade, ausente, perdido na minha própria tristeza.
Soneto de um amor que acalma
Anja em forma de amor
Caminha célere em minha direção
Linda, sorridente, exuberante
Olhos que brilham, refletem emoção
Intensidade guardada há um ano
Abraçou-me forte, olhou em minha´lma
Calou minha boca, senti o perfume
No abraço silente que meu mundo acalma
Paz de um amor tranquilo e saboroso
Que não pede, não exige, mas compreende
Que nem sempre o tempo é vagaroso
Retorna ao seu mundo e deixa saudade
De vivermos cada segundo novamente
Segredos envoltos a tanta afinidade
A vida é um universo, a experiência humana uma viagem, nós os viajantes.No ceu infinito e profundo milhares de estrelas bailam na imensidão noturna. As maiores estrelas brilha de uma forma mais intensa que as menores; ofuscando o brilho das pequenas, mas ambas respeitando o espaço e o tempo de cada uma dão seu brilho como pode. Algumas para disfarçarem se camuflam entre o dourado, branco, azul e vermelho. Umas estão unidas em constelação. Outras isoladas das demais. Umas, nesse exato momento, estão morredo para dar a vida ao renascimento de uma super nova, e outras sem menos aperceberem disto, estão caindo nas armadilhas invisíveis
do cosmo; sendo egolidas pelos monstruosos buracos negros.
O universo nós dão um norte sobre o que é o significado da existência.Que todos nascemos para brilhar, independe do tamanho dessa luz e, que todos tem seu
espaço e tempo no espetáculo da vida.Mas é preciso ser realista, o cosmo nós dão uma visão que nada dura para sempre, nem mesmo os astros que parecem eternos. E que assim como as estrelas passa por processos caóticos para que renasça um novo, assim somos nós. É preciso do caos para que haja renascimento.
Quero ir mais além de um colorido de cores enfeitado sobre a terra, quero penetrar sua esfera
Quero ir mais além de um céu azul vestido de manjedoura, quero desavessar seus mistérios...
Quero ir mais além do infinito e da profundidade, quero possuir o território das essências, aonde olhos nenhum podem ir.
Sem choro
Sem lamento
Sem dor
Quero ir pra onde não tenha adeus e nem lembranças
Quero uma ida sem volta
Sem medir distâncias e altitudes
Quero ir aonde o limite não me alcance
Quero ir...
Apenas ir...
Deixe- me ir...
Preciso ir...
Quero ver a linha do horizonte acima do oceano a me guiar
Quero ver os raios de luzes se desprender no caos da escuridão
Quero ser o passado no presente
Quero ser o futuro no presente
Quero ser a ironia do tempo
Quero fazer o que ninguém ousou
Quero ser o que o mundo esqueceu
Quero ser o diferente dos iguais
Quero ser apenas um entre muitos
Quero a chave da minha liberdade que me roubaram
Quero ser livre
Quero ser prisioneiro de mim mesmo
Quero ser apenas eu em espírito e em verdade, e mais nada.
Não tens um cão para caçar lebre na floresta, mas tens um gato para caçar peixe no lago.
Não tens a passagem do vôo para ir ao teu sonhado destino, mas tens dois pés para cruzar a ponte: anda, corre, depressa; enquanto há tempo.
Não tens os sonhos que deseja, mas tens a fantasia; sonha que é de graça.
Não pode ter a roupa de grife que almeja da vitrine, mas tens uma mente criativa; rasga tuas vestes: costura, borda, pinta e uma nova moda inventara.
Não tens força em teus braços para lutar contra teus inimigos, mas tens duas mãos para escrever uma oração, uma prece, uma poesia,uma letra de uma música. Escreve...Alguém com o coração quebrantado apreciará
Não tens voz para pedir socorro na guerra enquanto tua alma caida sangra, mas tens teu corpo para acenar um drama: esbraveja, espineia, chora, alguém de alma pura sentirá tuas dores e o socorrerá
Não tens um pai, mãe, irmão, parente ou amigo para te acolher e desabafar, mas lembra-te, tens um criador que em um se fez três: Abrace-o e nunca mais experimentará a solidão.
Não pode sossegar do peso da injustiça que carrega, mas nota, descansar-te teu espírito a noite passada?
Dorme minha criança
Dorme minha eterna criança
Deus fez o homem a sua semelhança, e o homem contemporâneo fez de Deus um pequeno boneco inflável e o colocou preso em um pote de vidro.
Um Deus que só a eles pertencem
Um Deus que eles próprios colocam palavras em sua boca
Um Deus que não tem voz e nem vez
Um Deus que eles pintam e bordam
Um Deus enfeitado de fantasias
Um Deus que eles próprio ditam suas regras
Um Deus que não pode se manifestar no inferno ou até mesmo ir ao inferno
Um Deus que tem seu preço
Um Deus ao mesmo tempo intocável
Um Deus que só pertence ao mundo deles
Um Deus limitado demais, pra caber em um mundo infinito.
Quando me procurar me encontrarás nas lembranças de um passado que o tempo jamais apagará da memória
Quando me procurar me sentirás no estômago a ansiedade de um breve futuro me reencontrar
Quando me procurar estarei no pulsar do teu coração provando o tempo todo que o amor não para e não morre facilmente.
A vida acelera, como um trem desgovernado.
Tento acompanhá-la com meus passos curtos de criança que caminha e é puxado.
Com o ritmo da minha própria natureza de ser lento, vou andando.
Forçado a acompanhar a pressa, descontento. Inerte, me estresso, paraliso, nessa correria infinita dos dias.
Eis que concluo, que não pertenço a esse mundo barulhento e agitado demais.
alienação no vazio.
Em um momento não muito distante eu sorria, não falo sorrir com os lábios
e sim com os olhos. Esse tempo se foi, e aqueles olhos sorridentes se foram dando lugar a algo vazio e sem vida. Ate olhar para a fotografia mais linda não faz com que os meus olhos voltem a sorrir.
Uma pessoa com quem tinha um grande amor e grandes sonhos, via isso. Logo essa pessoa se foi e tudo aquilo que sonhávamos também. Breve não era apenas meus olhos que se esvaziaram, meu coração e logo em seguida minha alma.
É como ser um grossa casca vazia por dentro oca e em minhas paredes apenas cortes, rasgos e furos.
A destinos mais sombrios que uma morte dolorosa ou desastrosa. O vazio que te impede de descansar que assombra a única coisa que resta dentro de você, aquela criança que um dia você já foi, aquela criança que sorria e sonhava, ela agora esta pregada na sua parede interna sendo torturada dia após dia estando completamente sozinha e vazia.
Eu penso, será que um dia eu vou voltar a sorrir?
Toda história que não é vivida em sua plenitude — seja interrompida por um acontecimento inesperado ou uma revelação marcante — carrega em si a essência de algo extraordinário. No íntimo de nossas emoções, temos a tendência de eternizar aquilo que, por não se concretizar, permanece envolto em mistério e beleza.
É como o exemplo atemporal de um amor não correspondido ou nunca vivido em toda a sua intensidade. O desconhecido, o inalcançável, ganha um brilho especial justamente por nunca ter sido desvendado. Há algo poeticamente sublime no que fica suspenso no tempo, naquilo que apenas o coração ousa imaginar e que jamais será ofuscado pela realidade.
Sexta-feira à noite sempre carrega um peso diferente. Não é cansaço, é lembrança. O ar fica mais lento, como se o tempo também estivesse cansado de correr. E depois do Natal esse peso parece maior, como se as luzes ainda acesas não conseguissem esconder o silêncio que ficou.
Lá fora, o chão ainda guarda o cheiro das folhas molhadas. Um cheiro de fim, mas também de recomeço. A chuva já passou, mas deixou marcas, pequenas poças refletindo luzes tímidas, como sentimentos que insistem em não desaparecer. Caminhar por essa noite é como andar por dentro de mim mesmo, desviando de memórias que ainda doem ao toque.
O café é forte, quase amargo, do jeito que combina com pensamentos profundos. O vapor sobe devagar, aquecendo as mãos enquanto o coração permanece frio. Cada gole é uma tentativa de ficar acordado, não para o mundo, mas para o que sinto. Porque dormir, nessa noite, parece perigoso demais. Dormir é dar espaço para você voltar nos sonhos.
A sexta-feira deveria ser leve, mas comigo ela sempre chega carregada de saudade. Ainda mais depois do Natal, quando tudo tenta parecer completo e o vazio fica mais evidente. Talvez porque o silêncio fique mais alto quando todos parecem ter alguém. Talvez porque o amor, quando vai embora, deixa ecos justamente nas noites que deveriam ser felizes.
O vento passa suave, espalhando o cheiro de terra molhada, e por um instante penso que você também sentiria isso. Imagino você do outro lado da cidade, talvez rindo, talvez pensando em nada, enquanto eu penso demais. Sempre pensei demais quando se tratava de você
Essa noite é bonita de um jeito triste. Romântica sem promessas. Intensa sem toques.
Sexta-feira à noite não pede explicações, apenas sentimentos. E o meu está aqui, sentado à mesa, entre folhas molhadas e café forte, numa sexta-feira depois do Natal, esperando algo que talvez nunca volte, mas que ainda insiste em morar no peito.
Porque algumas noites não são feitas para esquecer. São feitas para sentir.
— Cyrox
Eu fui ensinada a ver o homem através de um pai.
Se de uma forma geral, fosse possível resumir o que aprendi, sobre a imagem que um homem deseja sustentar é "preciso ser forte e trabalhador".
Bom! Nesse momento maduro da vida, estou convencida de que a figura paterna transcende em muito esse conceito finito.
A presença ou a ausência de um pai exerce sem dúvida, impactos profundos na experiência humana.
Eu mesma vivi sentimentos incrivelmente conflitantes, pela simples presença um tanto ausente, e vez e outra desastrosa de um pai.
Em muitos momentos desejei não ter pai, ou desejei ter outro, ou o desejei tão intensamente que passaria horas apenas deitada em seu colo.
Mas é assim que é!
O pai é um ser humano errante, com limitações e inseguranças que precisam ser suprimidas pela força e pelo trabalho.
A "força" de não se render ao choro, ou ao cansaço físico e mental; ou de não demonstrar de forma honesta seus medos e frustrações, ou desespero em sua inabilidade com a vida.
Dentre as muitas qualidades a serem admiradas na função de um pai.
Eu creio fortemente, que essencialmente ele seja uma bússola, que precisa conduzir à realização de uma boa jornada de vida.
O que eu diria a um homem hoje?
Sua força e o seu trabalho são manifestações inquestionáveis de amor e de uma vida honrada.
Sinta-se orgulhoso e feliz, por suprir e prover tão dignamente às vidas que a ti, por Deus, foram confiadas.
E sinta-se um homem abençoado pela oportunidade de influenciar poderosamente uma vida humana gerada de ti.
Que você seja iluminado a entender o quão importante é a manifestação do teu amor.
Que seu amor reconheça seu filho como uma vida separada de ti e dentro de ti.
O filho que é separado por suas próprias aspirações e indagações sobre vida. Que deseja manifestar seus próprios talentos, na medida de sua própria força. E que reconhece em você um modelo de atributos desejáveis a desenvolver, ou de defeitos e fraquezas que não precisa ter.
Que seu amor impulsione, liberte, abençoe e conduza à sabedoria que emana somente de Deus.
Havia um garoto que carregava o coração como quem carrega um segredo bonito. Ele não falava muito sobre sentimentos, mas sentia tudo em profundidade. Sentia o mundo, as pessoas, os silêncios. Havia nele uma delicadeza rara, um jeito calmo de amar a vida como se cada dia fosse um encontro marcado com o destino.
Esse garoto acreditava no amor mesmo quando ele doía. Acreditava nos olhares demorados, nas conversas que atravessam a madrugada, nas mãos que se encontram sem pedir permissão. Ele sorria quando pensava em alguém especial, daqueles sorrisos involuntários que denunciam o coração antes da razão.
Gostava da ideia de dividir momentos simples: caminhar sem rumo, ouvir uma música baixa, observar o céu mudando de cor no fim da tarde. Para ele, o romance não estava em grandes promessas, mas na constância de estar presente, no cuidado silencioso, no desejo sincero de fazer o outro se sentir em casa.
O garoto tinha um jeito bonito de amar. Amava com intensidade, mas também com paciência. Não tinha medo de demonstrar, de se entregar, de sentir demais. Sabia que amar era um risco, mas preferia o risco ao vazio. Preferia um coração marcado a um coração fechado.
Quando se apaixonava, o mundo ganhava outra cor. As noites ficavam mais longas, as músicas mais profundas, as palavras mais necessárias. Ele imaginava futuros possíveis, mesmo sem garantias, porque para ele o amor sempre vale a tentativa.
E assim esse garoto seguia, com o peito aberto e os sentimentos à flor da pele. Um garoto romântico em um mundo apressado, acreditando que ainda existe beleza em amar com verdade. Porque ele sabia que, no fim, não é sobre quantas vezes o coração se parte, mas sobre quantas vezes ele escolhe amar de novo.
— Cyrox
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