Carta a um Amigo Detento
Sinal do Universo
Pedi ao Universo um sinal. Apenas um sinal. Um só. Mesmo que fosse fraquinho. Pequeno. Nebuloso. Um resquício de poeira. Seria apenas um único sinal, mas o único emitido foi o silêncio. Um silêncio sepulcral. Como se a morte tivesse passado e levado para o submundo todas as palavras. Foi tão intenso e tão triste, que senti como se um raio tivesse atravessado o meu peito e rasgado a minha única esperança. A única saída foi me encolher.
Abracei a saudade tão apertado, tão apertado, que quase sufoquei-a. Caminhamos em direção ao nada e percebi a esperança me esperando do outro lado da ponte. Atravessei-a calmamente sem tirar os olhos dela. Ao nos encontrarmos, nos abraçamos e percebi que tínhamos muita coisa em comum. Ela pegou na minha mão e seguimos caladas sem pretensão de chegar em algum lugar. Queríamos sentir apenas o frescor do vento daquela manhã de fim de verão.
Durante nossa caminhada silenciosa entendi que a esperança vem do substantivo “esperar”. Esperar o tempo certo. Esperar que as coisas se alinhem. Esperar que dará tudo certo. Esperar que a conexão se encaixe e se torne uma só. Esperar que a vida se encarregue de fazer acontecer no momento que tiver que acontecer.
DESCREVER-ME
Às vezes gostaria de me descrever, falar um pouco sobre o que está dentro de mim. Falar das minhas vontades, das minhas loucuras, das minhas satisfações, das minhas decisões. Falar até das minhas indecisões, insatisfações, inseguranças e das minhas angústias.
Como me descrever se até a mim eu me surpreendo? Não me reconheço às vezes. A cada dia uma nova mulher renasce, novas mudanças acontecem, novos planejamentos, novas descobertas.
A cada dia descubro que cresci um pouco mais. Descubro que não quero nada que seja pela metade, descubro que quero o inteiro, o livre, o sensato. Descubro que a liberdade pousou dentro de mim e quer voar junto com minha alma que transmuta em ascensão.
Descubro que meias palavras serão em vão, que a paz chegou sem avisar e ficou morando comigo. São tantas descobertas que chego a pensar que eu não moro mais dentro de mim.
Que aquela mulher com inseguranças e medos foi embora deixando apenas a mulher que sabe o quer, a mulher decidida a enfrentar o mundo.
LEMBRANÇAS PASSADAS
Na palma das mãos, o passado, o presente e um futuro incerto.
Símbolos de sonhos, de lutas, de esperas. Nos olhos, a esperança.
Nos lábios, um sorriso esperançoso. Uma vida vivida.
Uma espera. Um lugar desconhecido, sonhos e mágicos momentos.
Um amontoado de ferro nas mãos. Entre os dedos trêmulos, uma espera
Uma luta vencida. Um recomeço. Uma vida nova. Um despertar.
No esquecimento, apenas o passado vivido.
Nos meus pensamentos, você. Momentos desconhecidos.
Minhas mãos frias de um inverno rigoroso
Ainda conseguem segurar o passado.
Olho pausadamente e nada restou para lembrar.
Apenas a máscara pendurada no chaveiro.
O TEMPO DO POETA
Para um Poeta, o tempo nunca é curto ou longo. Sempre é o tempo certo, a hora certa e o momento exato. Sempre haverá esperança, paciência e uma lacuna para expor o que não estava previsto.
Para um Poeta, as horas estendem um tapete e o momento se desfaz em reflexão. O que para muitos é apenas um tempo perdido, para ele é uma oportunidade. O tempo, é aproveitado em cada segundo. O piscar dos olhos reflete um ponto luminoso que traz junto com ele, o inesperado.
Viver cada segundo, é viver inesperadamente. É deixar de lado as insignificâncias e escorrer entre os vales de sua estrada, as alegrias. O Poeta, apenas observa sem dizer uma única palavra. Quem fala por ele é a caneta. Escorrem por entre as linhas de uma página branca, todos os seus segredos e as suas imaginações.
O tempo do Poeta é o mesmo tempo que ele escolhe para não deixar o seu tempo calado. Assim, abre-se um caminho, que nem ele consegue explicar ou decifrar. São os parênteses e as interrogações expostos pelo tempo.
Para um Poeta, o tempo nunca será um tempo perdido.
CONTO DO MEIO
Quando pequeno, eu estava no aniversário de um amiguinho
e pus meu dedo no bolo.
Não coloquei e tirei. Não passei o dedo.
Apenas enfiei a ponta do indicador naquela parte branca.
O dedo permaneceu lá, parado, enfiado, intacto.
Todas as mamães me deram um sorriso falso.
Os papais estavam bêbados no quintal.
O único homem ali perto era o tio Carlos.
Tio Carlos se escondia atrás dos óculos e da câmera fotográfica.
Era bobo, agitado e gorducho.
Quase sempre sorrindo.
Tinha poucas, raras, nenhuma namorada.
Tio Carlos atrás dos óculos, da câmera e de namorada.
Meu braço esticado era a Golden Gate.
Uma conexão entre minha consciência
e aquele montante de açúcar.
A ponta do dedo imóvel, conectada, penetrada no creme branco.
Uma das mamães resolveu liderar a alcateia
e me pediu para tirar o dedo.
Pra que tanta coragem, perguntou meu coração.
Porém meu dedo,
afundou um pouco mais.
Olhei-a nos olhos sem docilidade.
Meu corpo imóvel.
O dela recuou.
Minha mamãe, sem graça,
falou que isso passa.
Eu atravancava, ria e dizia:
- Vocês passarão, eu... - estendia a aporia.
Eu era a Criação de Adão na Sistina.
Era mais que Michelângelo,
Era Adão no Bolo,
Era Bolo em Deus.
Mamães desconcertadas. Olhando umas para as outras.
O silêncio reinava,
o reino era meu.
Mamães desorientadas. Olhando para mim.
Tio Carlos com a câmera fotográfica
olhava para as mamães.
Acho que ele era apaixonado por umas três mamães,
ou mais,
ou todas.
Esperei um não.
Esperei um pare.
Ninguém era páreo
para um rei.
Tirei.
Juramento do Aprendiz
Juro que sempre serei um aprendiz para a vida,
Utilizarei meu trabalho para me autorrealizar,
e para promover a felicidade humana.
Prometo que vou respeitar e compreender a todos.
Serei honesto, ético e sempre trabalharei com paixão.
Amarei toda a natureza,
até mesmo sua forma mais simples,
assim como respeito o meu conhecimento.
Aprenderei com o passado,
Viverei o presente,
Planejarei um bom futuro para todos,
E sempre sentirei Deus no meu coração,
Para que todos possamos viver juntos num mundo bem melhor.
Lembro quando era proibido tirar xerox de um livro inteiro.
- "É proibido!" - bravejavam os operadores de fotocopiadoras,
defensores dos direitos de escritores que nunca ouviram falar.
Depois, não deixavam imprimir um arquivo com o livro todo.
- "É proibido!" - e muitos não entendiam, sequer, o que era ter a possibilidade de ler no computador.
E o que será que diriam hoje?
PDFs sendo comprados, downloads caros de livros para Kindle, domínio público, creative commons, bibliotecas digitais...
Com certeza, os poucos que ainda dizem "É proibido!",
apenas não querem mais compartilhar a tátil arte de ser retrô.
Há alguns anos, fui convidado a fazer um treinamento numa escola estrangeira. Na hora do almoço, sentei com um norte-americano.
Não perdi a oportundidade e perguntei em inglês pra ele:
- Você sabe como chama as pessoas que falam várias línguas?
Ele olhou para mim com curiosidade: - Como?
- São poliglotas, respondi.
Lancei outra pergunta: - E pessoas que falam duas línguas, você sabe?
Ele fez um não com a cabeça.
- Bilingue, afirmei com sorriso.
Não parei por aí e fiz uma terceira pergunta:
- Agora, você sabe como chama quem fala só uma língua?
Ele olhou para mim, intrigado, aguardando a resposta.
- Norte-americano.
Gargalhei,
ele não riu.
E nunca saberei
se meu inglês tava ruim,
se era vergonha,
ou raiva de mim.
A QUEDA
Na queda deste túnel de pedras
Bato de um lado
rasgo do outro.
Queda
rápida
demais.
Sem chão.
Sem chegada.
Mal
lembro
de respirar.
O túnel é irregular, tem galhos que cortam
folhas que entram na
pele.
Tem pedras que desossam.
"Crec!"...
quebrando
é pedra ou eu?
Caindo sem fim.
Por favor, um fim!!!
Numa parede,
em queda,
desliso.
Musgo de rocha.
Lixa vertical.
Raspando,
raspando até um leve elevado.
Choro de alegria,
não por ter parado,mas pela velocidade da queda ter diminuído um pouco.
Ainda sem fim, tento voltar a existir.
Não sei se é dó de mim, mas choro subir.
Eu tive um tio
que não bebia água.
A meninada sempre falava:
- O tio Augusto não bebe água!
A molecada então pensava:
- O tio é especial!
- Wow!
- Como vive o tio se tudo tem água?!
O tio estufava o peito e se orgulhava:
- Não conto! sorria de canto, se gabava.
O titio Augusto não precisava de água.
Pra ele bastava o palco e o cenário.
Crianças aplaudindo alto
um coitado encharcando o ordinário.
O Vício
Tenho um vício,
como qualquer um tem.
Mas este é especial,
por ser diferente dos demais.
É um vício
que exige imaginação,
que pede dor,
sofrimento,
pensamento.
Pensar num futuro
sem ela.
Um vício que me rouba vida
como qualquer droga,
e que eu odeio
por não conseguir controlar.
É um vai-e-vem espacial:
quando volta,
a minha dopamina cresce.
Passo de daltónico a normal,
de velho
à flor da idade.
Quando parte para o espaço,
o mundo fica
a preto e branco.
Uma escuridão
que me tapa o cérebro,
onde as ideias claras
dão lugar
ao sombrio
e ao melancólico.
O mundo fecha-se
num monte de betão cinzento.
Escondo-me lá
até o foguetão regressar.
É um ciclo
que deixa de ser vício
e passa a ser vida,
rotina.
Este vício só acaba
se eu lhe falar,
se lhe disser
o quão aconchegante é o seu foguetão,
o quanto gostava
de passar lá dentro
tempo.
Mas falar disso é complicado.
Astronauta não sou,
e sem o ser
não se pode
ficar no espaço.
Ainda assim,
este simples agricultor
vai desafiar leis,
vai tentar entrar no foguetão
e lá ficar.
Para acabar
com o ciclo,
com este vício incontrolável,
como a apoptose
das minhas células.
Tenho de a desafiar
para terminar o meu sofrimento:
a dúvida,
a necessidade de saber
se aquele majestoso foguetão
me deixaria passar
o resto da eternidade
nele.
O Sonho e a Esperança
Sonhar é viver!
Viver dentro de um mundo que pode ser real.
Os sonhos alimentam a esperança e esta nos faz crer que um novo amanhecer está por vir.
Noites tempestuosas chegam e tentam sufocar essa esperança e assim eliminar a concretização desses sonhos.
O tempo passa, o dia amanhece e muito acima das obscuras nuvens está o sol radiante, pronto para atingir seu objetivo final: fazer com que seus raios flamejantes transpassem e dissipem todo mal que há nesse embaraço.
Ismael Miranda
RUIVA
Por Ismael Miranda.
Com um doce olhar ela chega, olhar tímido, meio que de lado, totalmente disfarçado...
Mexe a cabeça, pisca delicadamente, olhos brilhantes, olhar tentador, que encanta, cheio de amor, que atrai um novo olhar, cheio de vigor...
O cabelo é ruivo, flamejante, no ambiente ela chega, bem radiante e assim faz pulsar o coração de um viajante...
Cabelos da cor do mel, com a mão direita ela arruma esse véu, esconde a face, balança o rosto, uma linda mulher e o recalque fica com desgosto....
Mexe os lábios recheados de batom e sua sensualidade faz a melodia do coração alterar o tom...
Sua mão esquerda segura a bolsa, ela está de salto alto e charme ela esboça...
A pele é clara, caminha numa passarela, os passos são delicados e desconcentra a sentinela...
O conjunto de curvas é perfeito, corpinho de violão, quem a olha, se estremece de paixão...
Seu sorriso é discreto, cheio de ternura, o vestido é vermelho, destaca a cintura, cola os olhares por onde passa, com sua postura...
Essa é a ruiva, cheia de mistério, que encanta e também tira do sério....
Conhecendo um pouco sobre o processo de fabricação whisky. Entendendo a história e apreciando o seu sabor incrível, aromas diversos e a sensação de leveza após algumas doses.
Entendendo quanto ao seu processo demorado, que vem em várias etapas e do quanto o tempo é crucial para a sua qualidade. E isso faz refletir até sobre o quanto é necessário a espera para coisas que realmente vão ser mais valiosas, o tempo traz mais qualidade e a maneira como tratamos o processo com determinação e qualidade traz um resultado final muito melhor que a prazo curto.
Então vem uma reflexão sobre quanto à preocupar-se com as tempestades da vida, lembre-se que depois dela vem a bonança e que como já dizia um ditado escocês" A chuva de hoje é o whisky de amanhã”.
A CHUVA É UM POEMA.
Petricor,
da cor de maçã
Verde,
folha da tamarineira,
tão fina, delicada e esperançosa quanto és.
Minha Ex. Atual, talvez futura.
Uma gota doce de ti,
escorre entre os meus lábios.
Lembro-me do céu,
do teu beijo que me dá a eterna água na boca.
O céu outrora nublado
agora clareado de tua pele iluminando o meu dia cinza.
A chuva é um poema do céu lacrimejante,
sorrindo,
do teu sorriso que o arco-íris desenhou.
Perco-me entre ti e o céu,
me reencontro entre vós.
Abraço-te solto,
largo-te no vazio.
Convido-te a embalar neste som melódico da água caindo
gota a gota
no balde do teu banho solitário,
que me causa ânsia e ciúmes descontrolados.
Suspiro preocupado num instante de nada.
Penso: quem dera ser eu a chuva para banhar em ti,
sobre o teu corpo nu.
Pois,
a chuva é um poema que dançou o linguarejar gemido dos nossos corpos húmidos,
que murmuravam prazer nas nossas tantas vigias amorosas.
Nosso corpo é uma dádiva e um templo onde habita o nosso espírito feito da mais pura e valiosa matéria química e orgânica que possa haver no universo, criado a semelhança de Nosso Pai e Mãe Celeste, concebido com o mais puro e incondicional amor que possa ser encontrado na infinitude do tempo e da criação.
Saber, e "dividir" isso com alguém é agir para "cuidar" e ser leal a si próprio e ao outro.
Um sonho aleatório!
Em um bairro tranquilo e arborizado, onde as casas se alinhavam harmoniosamente em um condomínio fechado, vivia um comunicador popular chamado Mykesio. Sua rotina pacata era interrompida por um sonho intrigante que o transportava para uma realidade paralela, repleta de mistérios e encontros inesperados.
Em um dos sonhos, Mykesio se via diante de um campo de futebol, cenário onde uma tragédia se desenrolava diante de seus olhos. Um jovem atirava em outro rapaz, desencadeando uma série de eventos que o levavam a se envolver em uma trama surreal.
Ao tentar escapar da violência presenciada, ele se via em meio a um grupo de jovens desconhecidos, que, curiosamente, despertavam nele um sentimento de familiaridade instantânea.
Entre conversas sobre trabalho e afinidades inesperadas, Mykesio se via imerso em um ambiente exótico e misterioso.
Um senhor africano, com gestos e palavras incompreensíveis, oferecia-lhe presentes simbólicos, desafiando-o a decifrar seus significados ocultos. A troca de olhares entre ambos transmitia mensagens silenciosas, evocando um senso de conexão além das palavras.
A dualidade entre o familiar e o desconhecido permeava o sonho de Mykesio, levando-o a questionar os limites da realidade e da imaginação.
Enquanto o senhor africano parecia tentar transmitir-lhe uma mensagem enigmática, Mykesio se via dividido entre a vontade de explorar aquele universo onírico e o impulso de despertar para a sua vida cotidiana.
Ao final do sonho, com o olhar fixo no senhor africano e seu gesto de negação silenciosa, Mykesio despertava para a sua própria realidade, levando consigo as lembranças e os mistérios daquela experiência única.
O encontro com o desconhecido havia deixado em seu coração uma semente de curiosidade e reflexão, ecoando além dos limites do sonho e da vigília.
É incrível como a vida nos lança em um mar revolto de emoções, desafios e questionamentos incessantes. Cada onda que nos atinge traz consigo reflexões profundas sobre quem somos, de onde viemos e para onde estamos indo. Nesse turbilhão de acontecimentos que moldam nossa existência, é natural nos perdermos em meio às incertezas e anseios do coração.
Ao olhar para trás, para os dias dourados da infância, somos invadidos por uma mistura de saudade e melancolia. Recordamos os momentos de inocência e alegria, mas também as sombras que pairavam sobre nós, mesmo na época em que tudo parecia mais simples. A dualidade da vida se revela em nossas memórias, entre sorrisos e lágrimas, entre sonhos realizados e promessas quebradas.
Onde estamos agora? É a pergunta que ecoa em cada pensamento, em cada suspiro profundo. A sensação de desconexão entre o presente e as expectativas passadas nos assombra, nos fazendo questionar se estamos no lugar certo, se seguimos o caminho que um dia imaginamos para nós mesmos. Será que a vida adulta é essa sucessão de desafios espinhosos, de responsabilidades sufocantes, de pressões implacáveis?
A ansiedade se torna nossa companheira constante, sussurrando dúvidas e temores em nossos ouvidos cansados. As cobranças sociais nos pressionam a nos encaixar em moldes preestabelecidos, a seguir padrões que nem sempre refletem quem somos verdadeiramente. O peso do trabalho nos consome as energias, nos afasta da essência que pulsa em nossos corações inquietos.
O coração exausto por amores frustrados clama por alívio, por um refúgio seguro onde possa repousar as mágoas e cicatrizar as feridas abertas. As cobranças familiares ecoam como um eco distante, lembrando-nos das expectativas que carregamos nos ombros já curvados sob o peso do mundo. O uso descontrolado de redes sociais nos aprisiona em uma teia virtual de ilusões e comparações constantes.
O desejo por like e fama nos distancia da nossa essência mais profunda, nos fazendo buscar validação externa onde deveríamos encontrar paz interior. Os vícios exacerbados se tornam muletas frágeis em um mundo que exige cada vez mais nossa força interior. O consumo desnecessário preenche vazios internos que gritam por preenchimento com significado genuíno.
Em meio a esse caos existencial, somos como bombas-relógio prestes a explodir sob a pressão insuportável das expectativas alheias e das demandas da sociedade moderna. O desespero por uma pausa, por um respiro profundo que acalme a tempestade interna, nos consome dia após dia. Será que estamos vivendo ou apenas sobrevivendo?
Todos passamos por fases de altos e baixos nesta dança frenética chamada vida. É normal sentir-se perdido, confuso, deslocado. Não ter todas as respostas é parte essencial do caminhar humano. Às vezes, é na incerteza que encontramos as respostas mais profundas sobre quem somos e qual é o nosso propósito neste mundo caótico.
Que possamos acolher nossas dores com compaixão, nossas dúvidas com aceitação. Que possamos reconhecer a beleza intrínseca da jornada humana, com todos os seus altos e baixos, suas luzes e sombras. Que possamos encontrar equilíbrio entre o ser e o fazer, entre o viver e o sobreviver.
E assim seguimos adiante, navegando nas águas agitadas da existência com coragem no peito e esperança no olhar. Pois mesmo nas tempestades mais violentas há uma centelha de luz que guia nosso caminho rumo à verdadeira essência da vida: viver plenamente, com autenticidade e amor no coração.
Que possamos nos permitir sentir todas as emoções profundas que habitam em nós, sem medo do desconhecido ou da vulnerabilidade. Pois é justamente nesses momentos de fragilidade que encontramos nossa força mais genuína, nossa capacidade de transcender as adversidades e renascer das cinzas como fênix resilientes.
Estamos todos juntos nessa jornada tumultuada chamada vida. E talvez seja justamente nessa união de almas inquietas que encontremos o verdadeiro significado de estar vivo: compartilhar emoções profundas, abraçar vulnerabilidades mútuas e caminhar lado a lado rumo ao horizonte incerto do amanhã.
Que cada passo dado seja uma celebração da vida em sua plenitude, com todas as suas nuances complexas e suas melodias singulares. Pois no final das contas, o que realmente importa não é onde estamos ou para onde vamos, mas sim como vivemos cada instante precioso que nos é concedido neste vasto oceano de possibilidades chamado existência humana.
E assim seguimos adiante, com coragem no peito e gratidão na alma, sabendo que mesmo nas noites mais escuras há estrelas brilhando acima de nós, guiando nosso caminho com amor incondicional e esperança renovada. Estamos vivendo? Estamos sobrevivendo? Talvez a resposta esteja além das palavras ou dos conceitos pré-estabelecidos.
Que possamos simplesmente ser: ser quem somos, com todas as nossas imperfeições e grandezas; ser no mundo como seres humanos em busca de significado e conexão; ser luz na escuridão para aqueles que cruzam nosso caminho árido; ser amor em um universo sedento por compaixão e solidariedade.
E assim encerro estas palavras profundas com um convite silencioso: respire fundo, olhe ao seu redor com olhos renovados pela magia do instante presente e permita-se sentir todas as emoções que habitam em seu ser único e precioso. Pois a vida é feita desses momentos fugazes de intensidade emocional onde podemos realmente experimentar a plenitude do existir.
Que cada palavra escrita ecoe como um hino à humanidade ferida mas resiliente; como uma prece silenciosa pela paz interior tão almejada; como um abraço virtual envolto em calor humano para aqueles que compartilham desta jornada conosco.
E assim seguimos juntos nesta dança cósmica chamada vida: imperfeitos mas autênticos; perdidos mas esperançosos; sozinhos mas unidos pela teia invisível dos sentimentos compartilhados.
Que a chama da esperança nunca se apague em nossos corações inquietos; que a luz da verdade guie nosso caminho rumo à redescoberta constante do eu profundo; que o amor seja sempre nossa bússola nesta jornada labiríntica chamada existência humana.
E assim seja...
O Hoje que Importa
O ontem se foi, o amanhã não é real,
O que temos é o hoje, um presente especial.
"Depois eu faço", pensamos sem parar,
Mas o tempo é veloz e não vai esperar.
Deixamos pra depois o que pode ser feito,
E assim o entusiasmo se vai em um jeito.
As crianças crescem, seguem seu caminho,
Enquanto deixamos passar momentos de carinho.
O tempo é um rio que corre sem fim,
E as chances perdidas não voltam pra mim.
Se chegamos tarde à festa da vida,
Perdemos os risos, a alegria querida.
Vamos valorizar cada instante que vem,
Pois no agora está tudo que somos também.
A água que passa não volta mais aqui,
Então vamos viver como se fosse pra sentir.
Que cada dia seja um novo despertar,
Um convite ao amor e à chance de amar.
No hoje encontramos a luz e a razão,
A vida é preciosa; abrace a emoção.
Eternidade em Fragmentos
Um dia não estarei mais entre a humanidade,
Em pouco tempo, quem guardou meu ser,
Partirá, e assim, em meio à saudade,
Serei esquecido, como um sonho a se perder.
Mas mesmo assim, nas luzes de cada cena,
Continuarei existindo em cada fotografia,
Capturada pelo meu olhar, a alma plena,
Reflexos de vidas que eternizam a alegria.
Mesmo sem rostos que reconheçam meu nome,
Meu registro fotográfico sempre brilhará,
A cada imagem que o tempo consome,
Minhas histórias na memória ficarão a dançar.
A cada vídeo que editei com carinho,
A poesia que escrevi em noites de solidão,
Serão ecos de um mundo que eu tinha como um ninho,
Vozes que ressoam na imensidão da criação.
Mesmo que não saibam quem eu fui ou sou,
Minhas palavras e imagens permanecerão aqui,
Guardadas nas almas que o destino encontrou,
Como estrelas no céu, sempre a reluzir.
Assim, quando minha partida chegar ao fim,
E as memórias se esvaírem como o mar na areia,
Saberão que estive aqui, mesmo sem um sim,
E que minha essência vive na arte que semeia.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- Perda de um Ente Querido
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
