Carta a um Amigo Detento
Hoje sentei em minha mesa do trabalho logo cedo,
Pensando em tudo que eu havia de fazer...
E um calorzinho gostoso em minha orelha direita me preenchia suavemente, e me tocava delicadamente
Até que percebi o que acontecia: minha janela estava com as persianas levantadas
E o sol vinha me dizer bom dia ternamente, aquecendo meu corpo e iluminando meu ambiente...
Tive que escrever! Que afago gostoso... que dose de bom humor, logo cedo!
Agora as nuvens já escondem os raios... mas foi o suficiente para que eu me apercebesse
Da beleza da vida, de quão é importante, muitas vezes, abrir a nossa janela, e deixar o que vier entrar... levantar as persianas, e receber gratuitamente o que nos é dado, todos os dias...
Obrigada, Deus, por tudo.
Deixo uma lágrima cair sobre a mesa, e volto aos meus afazeres...
Diferente.
Diante de certas coisas, levamos um murro na cara e um estalo. Percebemos num susto o quanto a vida é frágil, rara, única, que daríamos tudo pra voltar um dia atrás, ou alguns muitos dias atrás, que a maioria das coisas que pensamos ou nos preocupamos é tudo bobagem, que o essencial muitas vezes passa despercebido...que fazemos planos englobando coisas banais, e que raramente fazemos o que queremos por medo, ou insegurança de simplesmente VIVER. Ser autêntico. E quando vemos passaram-se muitos dias. Estamos sempre acomodados no presente, imaginando um futuro melhor, e dias melhores.
Mesmo nesses momentos, na maioria das vezes o máximo que fazemos é postar no facebook nossa descoberta e percepção pela vida. Mas ela segue, e muito igual como sempre.
A formiguinha diferente
Era uma vez uma formiga.
Ela nascera em um dos milhares de ninhos de formigas que existem por aí.
Quando era pequena, ficava admirada com as outras formigas, que iam e vinham, rapidamente, trazendo alimentos e mais alimentos para o ninho.
Sentia que gostaria de fazer isso o mais breve possível. Portanto, enquanto ainda não podia trabalhar e sair pelo mundo, ela estudava maneiras de otimizar o trabalho, de conservar os alimentos, de se comunicar com as outras formigas e de ajuda-las. Ao invés de brincar, ela sentia que deveria estudar. E se preparar.
Ao mesmo tempo, seu coração se enchia de piedade por aqueles que, por alguns motivos, não conseguiam simplesmente trabalhar ou desempenhar alguma função. Algumas formigas tinham medo de sair, outras tinham alguma pequena deficiência, outras tinham algumas histórias para contar do porque simplesmente não podiam ajudar. E ela as ouvia, com empatia e generosidade.
Finalmente, chegou o dia em que ela iria poder sair e vivenciar o que era tudo isso. Estava ansiosa. Foi observando como os outros faziam, com cuidado, para não falhar. E começou a sua jornada. Às vezes, ela achava um pedaço de alimento mais interessante. Mas, ao invés de pegá-lo para si, mostrava para outra formiga e entregava para ela, que saia feliz e contente e agradecida. Às vezes, ela deixava o que estava fazendo para ajudar alguma companheira, e acaba voltando sem nada, mas com o sentimento de que fez uma boa ação durante o seu dia.
Às vezes, encontrava em seu caminho alguma formiga imprudente, que por isso mesmo comia todo o alimento que havia coletado, ou, por estar distraída o dia todo, estava devendo vários dias de produção. Então, ela, compadecida, lhe dava do seu estoque de alimento, e também cumpria jornada extra para repor o que a formiga imprudente tinha perdido.
Às vezes, alguma formiga estressada, reclamava para ela do trabalho, ou da vida, e ela, generosa, se oferecia para carregar o alimento da outra formiga, e acabou que, quase sempre, estava fazendo isso.
E ainda haviam formigas no ninho, aquelas que ela tinha cuidadosamente escutado, e entendido, levando no coração todas essas histórias. Por isso mesmo, ao sair para sua jornada, sabia que deveria fazer tudo por ela e também por aquelas que, por “n” motivos, não conseguiam ajudar. E elas acabaram contando com isso, sempre.
Mas a verdade era que, a formiga sempre tentava fazer o seu melhor. Apesar disso, o chefe das formigas estava sempre bravo e descontente com seu comportamento. Mas, dentro dela, embora buscasse a aprovação do chefe e de todos, ela sabia que contribuía não só com a produção, mas com as suas boas ações para com os demais. Isso era o que mais importava.
Acontece que, certo dia, a formiga se sentiu estranhamente cansada. Para sua tristeza, ela se sentia adoecida e não sabia por que. Avistou, de longe, uma amiga que ela havia ajudado, e que encontrara um alimento melhor naquele dia. Pediu se poderia ficar com ele, para poder se alimentar bem e talvez, recuperar as suas forças, mas a amiga, estranhamente, disse que havia visto primeiro. E ela entendeu. Era justo.
Então, foi caminhando e encontrou algumas formigas que ela havia ajudado, todas ocupadas levando suas coisas. E ela perguntou se poderiam ajuda-la, carregando um pouco para ela também, pois aquele dia ela não conseguiria. E ouviu vários nãos das formigas ocupadas com suas próprias responsabilidades e necessidades.
Então, encontrou a formiga imprudente, que estava forte e bem alimentada. Pediu se naquele dia, ela poderia dividir com ela algum alimento e se poderia, até que ela se recuperasse, substituí-la. Mas a formiga achou que se a ajudasse agora, ela poderia ficar mal acostumada.
Finalmente, voltou para casa sem nada, e um pouco triste. Foi procurar as formigas que ficavam no ninho e que ela auxiliava, para desabafar um pouco. Mas as formigas estavam zangadas com ela, porque não estava mais ajudando e colaborando, já que sabia que elas precisavam e não podiam, por suas razões, fazer o trabalho.
E se sentiu sozinha e sem nada. Perguntou-se o que vinha fazendo da vida, além de levar muitos pesos nas costas e, no fim das contas, não ter feito nada por si mesma.
Passou dias depressiva, solitária, pensativa. Ninguém entendia o que estava acontecendo com a formiga, mas também não se importavam. Achavam que ela estava, talvez, dramatizando a vida demais. A maioria, na verdade, nem a notava. Dentro dela, ela só pedia para Deus devolver as suas forças, para que ela pudesse continuar fazendo tudo da maneira que vinha fazendo, e para não perturbar ou atrapalhar ninguém à sua volta. Mas Deus parecia não escutá-la.
Foi então que, em meio a tudo isso, e esta dor que estava sentindo, que ela percebeu certas coisas da vida. Ela viu que as outras formigas sobreviveram bem sem ela, e continuaram suas vidas, independentemente de sua ajuda ou existência. À duras penas, ela enxergou que ajudar alguém não significa que o contrário será verdade. Ela percebeu que o chefe das formigas nunca reconheceria nada do que ela fazia, porque seus olhos eram diferentes do dela. Ele nem ao menos enxergava, porque um chefe só enxerga aquilo que quer. E ela percebeu que cumprir a função de outras formigas não as ajudavam, apenas as impediam de cumprir seu papel ou de colher os próprios resultados. E que ela não tinha o poder de mudar a vida de ninguém, e finalmente, de salvar ninguém.
Porque, na verdade, ela deveria salvar a si mesma. Agora se sentia livre daqueles pesos desnecessários. Portanto, percebeu que ela tinha estudado bastante, que este era o seu diferencial, mas que nem utilizava seu conhecimento. Ela nem ao menos se conhecia. Percebeu que, produzir para os outros em prol de produzir para si mesma, não a tornava uma heroína, pelo contrário, a tornava, na verdade, improdutiva.
E, agora, com toda essa consciência adquirida, ela aprendera o turno certo da vida. Se tornou diferente, apesar de sua essência ser a mesma. Descobriu que ajudar não significa ter que se prejudicar. Descobriu que amigo é diferente de colega ou conveniência. Descobriu que, em meios às dificuldades, se ela não pensar em si, ninguém irá pensar. Descobriu que não precisa se responsabilizar pelos resultados de ninguém, a não ser pelos seus próprios. Descobriu que ter alguém para contar nos momentos ruins é muito, muito raro, quase um milagre. Descobriu que não tem que se culpar por não agradar a todo mundo. Mas que valia a pena estar próximo de quem realmente gostava dela, do jeito que era, e que a valorizava, mesmo quando ela não tinha nada para dar.
Hoje em dia, a formiga está em busca de seu próprio caminho. Desistiu de carregar um ninho, que nem mesmo era seu. Abandonou as pessoas que ela tanto amava, mas que não era recíproco. Aprendeu que um ambiente hostil pode ser trocado por um ambiente saudável. Mas aprendeu que, mais importante que ser amada, é amar-se. Mais importante que ajudar, é ajudar-se. Mas importante que agradar, é agradar-se. Mas importante que ser respeitada, é respeitar-se. E mais importante que ser valorizada, é valorizar-se.
Ah, e percebeu que Deus sempre esteve com ela, durante todo o tempo. E que, na verdade, não mudou a situação da formiguinha quando ela pedira, porque estava usando a situação para mudar a formiguinha. E fazê-la crescer.
Um dia, a formiga conta o resto da história.
Até a próxima!
Às vezes penso que eu queria ter mais tempo. Mais tempo pra ver um filme no Netflix, mas já são 23 e amanhã acordo muito cedo. De manhã, queria ter mais tempo pra ficar no banho relaxando. Mais tempo pra ficar no café da manhã conversando. Mais tempo pra passear com meu cachorro. No trabalho, queria ter mais tempo pra fazer as coisas. Me preparar. Estudar. Mais tempo pra almoçar. Às vezes, quando o circo aperta, desejaria que o dia tivesse umas 53 horas. Ou mais. Ao sair do trabalho, queria ter mais tempo pra encontrar um amigo. Pra ir ao cinema. Pra namorar. Mas aí a noite cai e eu queria ter mais tempo. Mais tempo pra ver uma série antes de dormir. Mas o despertador toca. Puxa vida. E tudo o que eu queria era ter mais tempo para dormir e descansar. E no trabalho, desejaria ter mais tempo para escrever um artigo que está estourando o prazo. Mais tempo pra estudar inglês. Mais tempo pra me preparar pro futuro. Ao sair do trabalho, gostaria de ter mais tempo pra me exercitar e ter o corpo dos sonhos. Mais tempo pra curtir minha vida. Mais tempo pra viajar. Só queria mais tempo. No fim de semana queria ter mais tempo pra ficar com meus pais. Mais tempo pra conversar com meu irmão e filosofar sobre a vida. Mais tempo pra encontrar todos os amigos que, com suas agendas lotadas, só ficamos no: “vamos marcar algum dia! Estou tão sem tempo!” Gostaria de ter tido mais tempo pra curtir minha infância. Minha vida de criança, onde a preocupação era brincar. Mais tempo na época da escola, os melhores anos da vida, em que tudo parecia tão longe de chegar. Mais tempo pra ver as estrelas, ou me demorar pra ver o mar... mais tempo. Somente mais tempo. Acontece que, se eu tivesse mais tempo, nada iria ser tão importante assim. Tudo poderia esperar, e ficar pra depois. Então o tempo me faltaria novamente. O que não nos damos conta, é de que temos tempo suficiente. Sempre temos, até o dia em que esse tempo realmente terminar. E nunca sabemos quando o tempo de ir pra sempre vai chegar. Por isso, enquanto há tempo, teremos tempo. Talvez não para tudo, mas sim para o que é importante. Tempo para amar sem medida enquanto é tempo.
Queremos ter mais tempo para tudo. O que não nos damos conta e de que somos passageiros. E assim como o tempo, também iremos passar.
Mãe,
Você carrega todos os dias um batalhão nas costas, e eu não sei como sobrevive.
Eu oro por você esta manhã... que Deus já esteja preparando um dia leve, com sabor de mel... que o peso em suas costas seja retirado... que o dia seja claro e terno... que você possa sentir o amor de Deus por você em todos os pontos do seu corpo e do seu coração. Que o seu espírito possa receber um descanso... um escape dos fardos pesados. Que anjos acampem ao seu redor e te encham de proteção e sabedoria. Que a sua casa se encha de alegria. Que você tenha boas surpresas ao longo do dia... mãe, você sustenta a todos nós e nos edifica a todo instante. Deus, te peço que quebre as correntes de prisão desta mulher, que ela possa respirar sem pesos e pressão... livra ela de setas do mal, de palavras negativas e de todo mal do mundo. Senhor, Senhor, eu te peço um dia de paz a minha mãe e creio que o senhor já decretou a vitória. Amém
Criatividade.
Existe um lugar dentro de cada um de nós em que podemos criar e imaginar o que quisermos... a vida, o riso, o corpo, o mundo, o espaço e o tempo. Tudo.
Deus, quando criou o mundo, o fez com tanta criatividade, que é difícil para nós concebermos e entendermos tanta beleza, tanta perfeição, tantos mistérios, tanta inovação.
Se olhamos para o céu, o azul inexplicável nos faz flutuar... se olhamos para os mares, o infinito e a imensidão nos torna pequenos e insiginifcantes... são tantos enigmas e criaturas fantásticas, imersas em um oceano de segredos e incógnitas.
Se por um instante nos deixamos mergulhar na vastidão dos desertos, contemplamos um universo de paisagens tão improváveis e solitárias, ao mesmo tempo tão divinas e fascinantes.
Se escapamos deste plano e nos deixamos flutuar no espaço, veremos uma legião de estrelas, planetas, e a ilimitada escuridão que nos deixa a imaginar mil coisas além.
Se nos direcionarmos aos pólos da terra, nos perderemos em uma alva paisagem cristalina, tão branca e pura que nos lembra a inocência e a ingenuidade que mora em cada um de nós.
Se voarmos com os pássaros, sentiremos o prazer do vento batendo no rosto, e descansaremos ao flutuar sobre todas as criaturas incríveis que existem neste mundo.
Se caminhamos com as formigas, nos daremos conta da amplitude da vida, e dos tantos caminhos diferentes que podemos explorar todos os dias.
Se observarmos uma célula ao microscópio, ficaremos perplexos com tantos mecanismos, tantas organelas interligadas que funcionam em uníssono e com exatidão, permitindo a existência da vida.
Deus permitiu-se ser criativo, e por poder sê-lo, foi que criou coisas tão geniais e com tamanha maestria.
E, portanto, todos nós, que fazemos parte da criação divina, carregamos a criatividade intrínseca em nosso mais profundo eu. Uns a utilizam quando estão em um gramado com uma bola de futebol. Outras quando tocam um violão. Outros quando sentam-se em um computador. Outros quando tem tinta e papel à mão. Alguns quando possuem argilas, outros enquanto conversam e acolhem alguém... alguns quando voam em um avião, ou quando saltam de pára-quedas... outros quando estão com reagentes e vidrarias trancados em um laboratório... alguns enquanto dão uma palestra, outros quando conduzem uma orquestra... e assim, cada um em sua função, mas juntos, contribuímos para que o mundo seja ainda mais colorido, belo e primoroso, descobrindo a cada dia uma cor diferente, um pensar divergente, um olhar ímpar e desigual...
A obra de arte de Deus foi criar o mundo tal como ele é... a obra de arte de Da Vinci foi a Monalisa... a de Mozart foi a Sinfonia nº 35 e tantas outras mais... Einstein deixou suas inúmeras teorias e fórmulas, Marie Curie as suas descobertas sobre a radioatividade, Pasteur nos apresentou ao universo dos microorganismos, Miguel de Cervantes nos fez saborear as aventuras de Dom Quixote, Galileu nos presentou com sua ciência e invenções, Buda nos regou com seus ensinamentos e evolução espiritual...
Quando nos permitimos criar com a força divina, e trabalhamos com a singularidade de nosso profundo ser, entregamos o que de melhor há em nós para o mundo. Devemos submergir em nossos mistérios aprofundando-nos em nós mesmos, em busca do que somos e do que temos de mais singular e especial, de encontro com nossa originalidade e capacidade de nos desenvolver. Naquilo em que colocamos toda a nossa criatividade e nos deixamos levar com grande gozo e prazer, mora a nossa intenção, e o nosso propósito de estar e fazer, em que permitimos verdadeiramente que Deus e sua poderosa essência se manifeste em tudo através de nós. Assim como diz a própria palavra em si: criatividade, o criar em atividade, para elevar-se, superar-se e transcender.
Oceano
Me defino como um misterioso oceano...
Profundo e nada raso,
Ora escuro, ora claro...
É preciso navegar,
Mergulhar,
Respeitar as águas,
Velejar as mágoas,
Encarar as tempestades,
Decifrar os 7 mares...
Ora sou Índico, ora Pacífico
Feito areia, feito sereia...
Nada é simples,
Mas tudo é belo...
Se tiver paciência
E calmaria para descobrir...
O Titanic perdido em mim,
Um tesouro, indecifrável, escondido, enfim...
Sou assim,
Complexa, serena,
Revolta, grande e pequena,
Doce e salgada,
Odiada e amada.
Maré e Tsunami,
Vapor, vento e gelo,
Iceberg, amor e zelo...
Fome e sede,
Árvore e semente,
Ninfa e serpente,
Complexa, diferente.
Excêntrica e deserta,
Fechada e aberta...
Vulcão submarino,
Enigma infinito.
Há tanto a se descobrir,
Muito além da superfície
Quilômetros e quilômetros
Milhas e milhas
Ondas e ilhas
Rios que desaguam
Barcos e navios que atracam
Segredos, medos, desejos...
Face virginal,
Lugar descomunal,
Criatura angelical,
Descobertas que nunca chegam ao final...
Um oceano é assim...
Um contínuo desvendar,
Um incessante aprofundar,
Flutuar, surfar e mergulhar
Em águas intensas e intrigantes
Transcendentes e transbordantes
De um azul salgado penetrante,
Que cabe a somente um único amante
Desnudar.
Um ano sem carne... alguns meses sem açúcar... (reduzindo iogurtes e ovos, consumindo ovos free range certificados).
O processo de desconstrução de si mesma (de padrões antigos, de pensamentos, de hábitos, de ideias, da mente, do corpo, da alma) pode ser doloroso, em partes, mas reconstruir-se pode ser um processo fascinante e divertido.
Há um ano, me via tão desconecta e desconexa... desconectada de mim mesma, do meu chão, do meu não e do meu sim, perdida de mim e em mim, distante do meu mundo interior e do mundo exterior que não correspondia ao meu mundo, enfim... Quanto de mim, de fato, ainda existia? Quanto disso eu ainda queria? Há tantos de outros em nós... tantos outros, ocupando espaços imperceptíveis, porém que têm grande força, o suficiente para não sermos mais tão donos de nós assim...
Se imaginarmos, pra ficar mais fácil, que tudo é energia, inclusive os alimentos, como se sentiria consumindo o que consome hoje? Sejam alimentos, coisas, produtos, conteúdos... estamos tão estressados, sobrecarregados, que nossa mente anda anestesiada enquanto nossos corpos são viciados em "coisas" que o mundo deseja que consumamos... e isso nos consome, além de consumir o próprio mundo, o planeta... estamos sendo engolidos, enquanto engolimos tudo.
Se parássemos para nos ouvir, se a gente congelasse todo o resto e deixasse nossa intuição falar... Já pegou um produto e desconstruiu? Mapeou as entrelinhas, fez o caminho inverso para saber de onde vem, o que tem de fato nele, qual é a história até chegar na embalagem, até chegar no prato, ou no estômago, e, enfim, em sua vida? O que ele fará ao entrar no seu corpo (e na sua alma, na sua preciosa casa)?
Deveríamos fazer este exercício com absolutamente tudo, os objetos que compramos, os alimentos que consumimos, produtos e conteúdos que lemos ou ouvimos ou assistimos, e pessoas com quem nos relacionamos.
Se fôssemos capazes de ver a energia... e, sim, podemos (recomendo o filme e o livro A Profecia Celestina para começar a expandir a mente e a visão).
Bem, este post não é para promover uma dieta plant based, low sugar, vegana, vegetariana, low carb, etc etc etc... é sim, um convite para o conhecimento de si... para uma reflexão de quem anda governando a sua mente, a sua vida, o seu ir e vir, o seu dinheiro, o seu tempo, o seu corpo, uma reflexão de quem é você... sabemos bem mapear o planeta terra, mas não sabemos mapear a nós mesmos...
É um convite para um processo de desconstrução... tirar o que não cabe, o que não pertence, limpar a casa, a vida, a mente, a célula, principalmente a mente... e as ideias.
E refundir... refazer, reerguer. Remodelar, moldar, consertar... recriar com mais consciência de si mesmo, e do mundo ao nosso redor.
Acredito que, dentre outras coisas, cada um de nós deve vir ao mundo para melhorar a si mesmo e deixar o mundo um pouco melhor do que encontramos.
É isso.
Caminho, livre-arbítrio, escolhas, prioridades, e possibilidades.
Será que liberdade é consumir tudo o que quisermos, ou, na verdade, é não consumir?
A alma é como
Montar um quebra-cabeça
Os desejos
Perdidos
Achados
Inclusivos
Conclusivos
Não se sabem
Se perdem
Se acumulam
Em apenas segundos
Às vezes reprimidos
Às vezes expressados
Não se sabem
Como
São manifestados
Mais são transbordados
Pra dentro do ser
E por muito tempo
Viram uma bagunça
Organizada
Desorganizada
Que só quem
Tenta se conhecer
Percebe o quanto
É possível
Desvendar os sentimentos
Que vêm do âmago do ser
Quando te vi pela primeira vez
Já sabia que era um furacão
Que passa e leva tudo pela frente
Leva
A tristeza
A solidão
A falta de carinho
Você é o que se diz
Tudo de bom
Traz alegria para os dias
E contagia o ser
Você é o que eu quero
Para o resto da vida
Porque é a luz que ilumina
Muito são os pensamentos
Que a noite vem com tudo
Fazendo um enorme barulho
Barulho no qual me avisam
O que sentir e o que esperar da vida
Barulho que me diz pra onde devo ir
E aonde estou errando
É tão sublime pensar
Que a vida é passageira
Que precisamos viver
Os pensamentos na mesma
Intensidade que se vive a vida
A vida é constante e cheia
De pensamentos que precisam
Ser postos na prática a cada minuto
Evidenciando o sentido de concretizar
Os sonhos que foram pensados
E alcançar os objetivos almejados
O que é beleza pra você?
Ter um rosto limpo.
Ter um corpo magro e sem cicatrizes.
Ou é ter um olhar límpido
que até a alma é visível.
A beleza verdadeira não está na estética do corpo , mas sim o quê esse corpo produz ao olhos de quem as enxergam.
Enfim a beleza verdadeira é a essência interna de dentro do corpo físico!
Estou aprendendo
A viver um dia após o outro
Não me cobrando
Não me ferindo
Apenas esvaziando
O coração dos sentimentos negativos
Estou aprendendo a olhar
Com mais amor as minhas cicatrizes
Deixando os traumas de lado
E reconstruindo um mundo
Mais leve dentro do peito
Estou me cuidando
Me amando
E aproveitando os momentos de solitude
Pra me reconectar com a essência do amor próprio
Estou me cuidando
Me amando com tudo
Quer há de melhor dentro do coração
Porquê estou aprendendo a mim
Colocar como centro da minha vida
E como prioridade da minha alma
A vida é intensa
Você planta
Você colhe
Um dia você está por cima
No outro você pode está por baixo
Que os caminhos sejam
Os mais leves possíveis
Que o otimismo e a humildade sejam os combustíveis
Quando os obstáculos vierem
E que a luz do amor
Seja a única a ser deixada visível aos olhos
Por que só o bem precisa prevalecer
Em meio as tempestades
Da imaturidade e dos egos aflorados
No meu coração existe um buraco
O seu tamanho é enorme
Não queria
Mas você quis que fosse assim
E assim será até minha carne fechar
E o buraco não mais existir
E a cicatriz que ficar será
Pra me lembrar de novo
Que devo
Te tirar do meu peito
Por que o teu sentimento
De não me querer
Foi o causador da ferida
No meu ser
Mas enfim ela se curou
E por isso vou buscar
A felicidade nos braços de quem
Me disser
Meu bem querer
Te quero
Pra te amar
E te cuidar
A dita solidão
Poderia resolver
A busca de ser encontrar
Um tempo, um tempo
De se permitir
Se entender como ser
Entendendo as incógnitas
Os medos
As estranhezas
Que a vida se tem
Tão imensa mas
Tão necessária
Pra se aprender
A amar sua própria companhia
E assim vivendo a essência da solidão
Na virtude do profundo da alma
É um misto de emoção
Não sei se choro
Não sei se sorriu
Será a contradição
Que meu ser
Consiste
Em ter
Em minutos
Depois de ler
Sua mensagem
Não sei se choro
Não sei se sorriu
Ao poucos
Vou tentando
Entender
O que sinto
Que leva
Da total
Felicidade
A mais profunda tristeza
Não sei se choro
Não ser se sorriu
Meu ser é confuso
E só me resta sentir
Sem querer explicar
O que o sentimento
Não quer falar
Rosa V é um pseudônimo usado pela escritora Debora Pereira dos Santos.
Foi criado num momento de conflito ideológico com o seu próprio ser, seus pensamentos e sentimentos.
Ela é uma escritora Brasileira que escreve sobre poesia profana, amor correspondido, amor não correspondido e frases aleatórias sobre a vida.
É também Formada em Educação Física e Pós Graduada em Psicomotricidade. Em 2024 começou seu Mestrado em Intervenção Psicológica no Desenvolvimento da Educação.
Já participou da Antologia Nosso Amor da organizadora Lucélia Santos em 2023 da editora Brunsmarck.
Também participou da Revista Conexão Literatura onde foi publicado três
poemas de amor em 2023.
A menina anjo peregrina
Um lindo dia uma
Menina com poder de voar
Resolveu sair do lugar
Onde morava
E buscou explorar
Outros lugares
Ela saiu voando
Até que encontrou
Um lugar
Com um jardim
E decidiu parar
Para descansar
E aí deitou em baixo
De uma árvore
E o tempo passou
E ela acabou dormindo
Quando estava já no finalzinho
Da tarde abriu suas asas
E começou a
A voar de novo pelo céu
Voou, voou
Até que chegou em uma cidade
E aí parou num parque
E sentou em um banco
Onde se deparou com
Uma menina brincando
Logo a sua frente
E as duas começaram a se falar
E a menina perguntou
Porque você tem asas?
E a menina anjo peregrina
Respondeu:
Porque eu sou de um outro lugar!
E a menina falou: que lugar é esse?
E a anjo respondeu:
De um lugar depois dos céus
E então a menina ficou surpresa
E disse: e porque você está aqui
Em baixo?
E a peregrina respondeu
Porque eu vim explorar esse lugar
E descobrir como é a vida de vocês aqui
Passou mais um tempo elas conversando
E a menina anjo peregrina falou:
Agora eu preciso ir
Foi um prazer te conhecer
Tchau
E a menina respondeu
Tchau até mais
E as duas se abraçaram e
A anjo abriu suas asas e começou a voar no céu
A Libélula Voadora e o Espelho Encantado
Era uma vez, em um jardim repleto de flores coloridas e árvores que dançavam ao vento, uma libélula muito especial chamada Lili. Ela tinha asas brilhantes, que mudavam de cor conforme o sol a tocava, e adorava voar entre as plantas, espalhando alegria por onde passava. Mas Lili tinha um segredo: ela amava olhar-se no espelho.
Não era um espelho qualquer. Era um espelho mágico que morava em um cantinho escondido do jardim, envolto por flores que se abriam apenas para quem realmente acreditasse na magia. O espelho não refletia só a aparência de quem olhasse para ele, mas também mostrava o coração da pessoa, o que ela sentia por dentro.
Lili, com suas asas brilhantes e seu voo gracioso, sempre se admirava diante do espelho. Quando se via, as cores de suas asas ficavam ainda mais intensas, e ela sentia uma alegria profunda dentro de si. “Eu sou linda!”, pensava, feliz com o reflexo que via.
Mas um dia, enquanto voava ao redor do espelho, Lili percebeu algo diferente. Ela não estava mais sozinha. Uma borboleta tímida se aproximou e, com as asas um pouco desbotadas, olhou para o espelho. “Será que sou bonita?”, perguntou a borboleta, com uma voz baixa.
Lili, com seu coração cheio de gentileza, voou até a borboleta e lhe disse: “Venha, olhe o espelho! Ele mostra mais do que você pode ver com os olhos. Ele mostra a sua essência, a beleza que só o coração pode sentir.” Juntas, as duas pequenas amigas olharam para o espelho.
Ao fazer isso, a borboleta viu, não apenas suas asas desbotadas, mas a luz que brilhava em seu coração, uma luz que emanava coragem e gentileza. Suas asas ganharam novas cores, como se a magia do espelho tivesse tocado sua alma.
“Agora vejo! Eu sou bonita de um jeito único!” disse a borboleta, radiante.
Lili sorriu e, com suas asas brilhando ainda mais intensamente, explicou: “A verdadeira beleza vem de dentro, do que somos, do que sentimos. E todos nós temos algo especial, algo que só nós podemos mostrar ao mundo.”
Desde então, Lili e a borboleta se tornaram grandes amigas. Elas passaram a voar juntas, espalhando a mensagem do espelho encantado: que a verdadeira beleza é aquela que vem do coração, que todos têm algo único e especial, e que, com um pouco de magia, podemos ver a verdadeira essência das coisas.
E o espelho? Ele continuou a brilhar no jardim, esperando por quem estivesse pronto para olhar além da superfície e descobrir a magia que morava dentro de si.
Fim.
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