Carta a um Amigo Detento
Ruiva
Nos traços de um crepúsculo ardente, Teus cabelos ruivos, em chamas de sol, Brilham como estrelas no horizonte, Tua presença é o sonho, o meu arrebol.
Teu sorriso, radiante como a aurora, Ilumina o céu de minha alma escura, Cada risada tua é como a música Que transforma o luto em doçura.
Em teus olhos vejo a dança dos astros, Reflexos de um mundo que eu sempre quis, Teus lábios, qual rubis de um jardim secreto, Despertam em mim um amor febril.
E, confessando agora sem receio, Este amor ardente, sincero e profundo, Quebro o silêncio com palavras nuas, Para que saibas o que é amar, o que é sentir.
Assim, deixo o coração em teus braços, Esperando que o destino nos una, Pois a ti, de cabelos ruivos e sorriso divino, Entrego todo o meu ser, minha fortuna.
Você
Em teus cachos vejo o mar,
Ondas leves a me levar,
Em cada curva, um sussurrar,
Um doce convite pra me apaixonar.
Teus olhos são mel em fim de tarde,
Brilhando suaves, aquecendo a alma,
Um brilho sereno, uma doce saudade,
Que acalma, envolve e rouba a calma.
Há no teu olhar um mistério suave,
Um porto seguro, um lar, um abrigo,
E me perco inteiro nesse mar de coragem,
Onde o amor é brisa e me faz teu amigo.
Cabelos que dançam, olhos que encantam,
E no silêncio, te sinto tão perto,
És o poema que o coração canta,
E o meu querer sempre tão certo.
Te declaro em versos, sem medo, sem fim,
Com palavras que ecoam dentro de mim,
És a beleza simples, o encanto fiel,
Menino de cachos e olhos de mel.
Eu Anna giulia ou karma sou uma péssima pessoa pois....
Levei um fora, e o mundo parou,
Como um trovão que o céu rasgou,
Palavras ditas sem anestesia,
Cortaram fundo, sem poesia.
Esperava um sim, um talvez, um sinal,
Mas o não veio frio, tão casual,
E eu, ali, sem chão, sem ar,
Sentindo o peso de desamar.
O coração, que era cheio de planos,
Agora se perde em desenganos,
Sonhos desfeitos, caídos no chão,
Num canto escuro da decepção.
Mas a vida segue, mesmo sem compasso,
E a dor, um dia, vira apenas um traço,
De um amor que não foi, mas ensinou,
Que até o não tem seu valor.
Então, sigo em frente, mesmo machucado,
Com o peito remendado e o olhar cansado,
Pois o fora é só parte do caminho,
E há sempre esperança num novo carinho.
Podemos ser amante, ficante, namorado ou simplesmente ser o tudo ou nada um do outro
podemos ser sonhos desejos ou simplesmente momentos esquecidos
assim como podemos escrever poesia filosofia literatura ou simplesmente pensamentos
podemos nos perde entre nosso corpo nos entregar ao desejo de se entregar completamente ou simplesmente nos esquecermos de tudo
Assim como podemos relembrar do passado de um momento contado ou simplesmente revive-lo
Podemos inventar inúmeros motivos para não tentarmos ou simplesmente tentar podemos ficar só nas palavras ou simplesmente .....
É SOLIDÃO QUE SE CHAMA
Quando se tem alguém
Mas esse não te tem um desejo
Por te dar um beijo ao sair
Nem te esperar quando está por vir
Nem um afoite ao chegar à noite
Quando está ali mas não está nem aí
Por te dar um abraço
Nem por te dividir o mesmo espaço
Ou a mesma cama
"É solidão que se chama?"
história e divertida sobre o Broto Batista, um humorista do Grajaú.
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**A Aventura do Broto Batista no Grajaú**
Era uma vez no coração do Grajaú, um bairro vibrante e cheio de vida, um humorista conhecido por todos como Broto Batista. Broto era famoso por suas piadas afiadas e suas histórias hilárias sobre a vida no Grajaú, onde ele morava.
Certa manhã, Broto decidiu que precisava de um novo material para seu show. “Nada como uma boa aventura para inspirar uma boa piada!” pensou ele. E assim, saiu pela cidade com seu inseparável gravador e um sorriso largo no rosto.
Primeiro, Broto foi ao mercado local, onde se deparou com Dona Neusa, a senhora que vendia pastel. Dona Neusa estava reclamando que seu forno não funcionava direito. “Mas Dona Neusa, se o forno não funcionar, o pastel vai sair sem graça!”, disse Broto, fazendo todos ao redor rirem. No entanto, ele não desistiu e ajudou Dona Neusa a consertar o forno, transformando a situação em uma história cômica para suas futuras apresentações.
Depois, Broto encontrou Seu Manuel, o sapateiro do bairro, que estava tentando consertar um sapato com uma fita adesiva. Broto, rindo, comentou: “Seu Manuel, o sapato tá tão colado que parece que tá pedindo demissão!” O sapateiro, sem perder a piada, respondeu: “Broto, esse sapato já trabalhou demais e tá pedindo uma aposentadoria!”
Enquanto explorava o bairro, Broto chegou na praça central, onde encontrou um grupo de crianças jogando bola. Ele se juntou ao jogo e, claro, fez uma série de piadas sobre suas habilidades esportivas. "Vocês têm certeza que estão jogando futebol ou é um treino de como cair de forma engraçada?" ele brincava enquanto tentava acompanhar as crianças.
A tarde avançou e Broto encontrou um grupo de músicos que estavam tentando ensaiar para um show. Broto, sempre com bom humor, começou a cantar junto, desafinando propositalmente e causando uma verdadeira cacofonia. Os músicos, divertidos com a situação, pediram a Broto que se juntasse à banda, ao que ele respondeu: “Se vocês quiserem um show de comédia musical, eu sou a pessoa certa!”
Finalmente, ao cair da noite, Broto voltou para casa com uma bagagem cheia de histórias e risadas. Ele tinha material suficiente para meses de piadas e, mais importante, tinha se divertido imensamente.
A partir daquele dia, o Broto Batista se tornou uma lenda no Grajaú não apenas pelas suas piadas, mas pela maneira como conseguia transformar o cotidiano em pura diversão. Ele aprendeu que, às vezes, a melhor comédia vem de simples momentos de vida, e que um sorriso pode ser o melhor remédio para qualquer situação.
E assim, Broto Batista continuou a alegrar o Grajaú, sempre com uma piada na ponta da língua e uma história nova para contar.
---#brotobatista
Espero que tenha gostado da história do Broto Batista!
Quem sou eu?
Será que existe uma única resposta para essa pergunta? Pra mim, não.
Porque sou um pouco de muitas coisas, sou um pouco do meu DNA, do ambiente que vivo, das pessoas que me cercam, da história que carrego, das emoções que escondo, das batalhas que enfrentei.
Sou um pouco da história já escrita e das linhas em branco, sou um pouco de cada pensamento insondável, sou um pouco de cada sorriso, gargalhada e lágrima, mas também de cada momento de reflexão.
Sou um pouco do que já deixei no passado e dos projetos do futuro.
Mas ainda sou um pouco do Conto de fadas de menina, da paixão pelos saltos agulhas de adolescente, da razão em ser mulher.
Sou inverno, muito mais do que sou verão, sou muito mais solitude do que multidão, sou muito daquilo que amo, admiro e respeito. Sou um pouco de cada amizade sincera e verdadeira que carrego, sou um pouco o irmão que o DNA não me deu, mas a vida me presenteou. Sou as escolhas que faço, as imperfeições que carrego, as limitações que trabalho e as barreiras que ultrapasso.
Sou tanta coisa e ao mesmo tempo, sei que em tudo que ainda preciso aprender, não sou nada.
Mas o mais incrível em toda essa somatória de poucos, é que me torno o muito que chegou até aqui.
Prefiro a humildade do servo aos aplausos de um mestre, pois o mestre acha que já aprendeu tudo, enquanto o servo sabe que ainda há muito para aprender.
Hollywood
Queria que a vida fosse o roteiro de um filme, uma comédia romântica. Um jornada de descoberta pessoal ou idas e vindas de uma experiência amorosa com um final feliz. Independente do enredo, no fim a protagonista encontra o que tanto buscava.
Mas a vida é o oposto de tudo isso. Cheia de frustrações, decepções e em alguma esquina, na verdade em um cursinho pré-vestibular, você se apaixona, sente as borboletas no estômago, pressente o felizes para sempre, escolhe os nomes dos filhos e ri imaginando passando calda de chocolate no rosto um do outro enquanto tentam cozinhar juntos.
Imagina uma vida inteira juntos, porém, tudo desmorona rápido, a dor se torna insuportável é diferente dos filmes, não há final feliz, nenhuma grande descoberta, apenas lágrimas, lamentação, dor.
É torturante ver páginas em branco de uma história que você ainda escreve nos seus pensamentos.
Dias preenchidos com ansiolíticos, antidepressivos e entorpecentes, que já não fazem mais efeito. A única coisa verdadeira é a necessidade de estar o tempo todo anestesiada, sem emoções, sem percepção, no modo automático em tempo integral.
E ao final de tudo, ainda sinto sua falta.
Existem pessoas que são luz, outras areia e pedras, também as que fazem parte de um jardim. Ao longo do seu caminho, você encontrará cada uma delas.
As pessoas que são luz, não importa onde vá, a mudança das estações, nada, absolutamente nada as impedirá de te acompanhar e iluminar seu caminho.
Pessoas grão de areia, mudam com o vento, são volúveis, não te ensinam nada, não acrescentam nada, você pensa que pode firmar seus passos, mas se engana, um passo em falso e elas te ajudam a afundar.
Pessoas pedras, estão ali apenas para obstruir seu caminho, construir obstáculos, te fazer tropeçar, mas são melhores que as areias, pois te ensinam a não cometer os mesmos erros. As pessoas pedras se prendem ao passado, não mudam seus ideais, ideias, nada, uma constancia que não leva a lugar nenhum.
E as pessoas que são um jardim, essas são as mais procurados e que muitas vezes deixamos de valorizar, trazem luz, perfume, alegria e faz seu dia florescer com gestos, palavras, sorrisos, gentileza e principalmente, amor. Não importa quantas vezes você tropece, saia do jardim, erre o caminho, o jardim permanecerá te esperando…suas folhas secam e se renovam, o amor que elas tem por você, continua intacto, diferente das outras, elas concebem que sua condição humana é passível de erros, e isso, te levará ao aprendizado constante.
Agradeço a Deus por cada flor e árvore do meu jardim, os quais foram dados por Deus…não são muitos, mas são fortes, nenhuma tempestade leva, menos ainda uma brisa suave.. Flores como minha amada prima Gi, minha melhor amiga e irmã Lu, flores que chegaram ao meu jardim há pouco, como a Daí, árvores como o Ric meu melhor amigo, Fa meu agroboy favorito que me ajuda a cultivar meu jardim (afinal, esse entende de terra kkkkkkkk), Luís, que mesmo com a tempestade, tem se mantido forte, para que eu seja fortalecida, receba luz e possa voltar a brilhar… As borboletas do meu jardim, que levam minhas orações aos ouvidos de Deus.
Obrigada Senhor, pelo seu amor incondicional, por dar-me a oportunidade de dentro do meu jardim, ter as flores mais preciosas, as árvores mais frondosas, as borboletas, pássaros, abelhas que semeiam e a sua luz que ilumina tudo com muita beleza e uma paleta de cores incomparável.
Amo cada um de vocês.
Tú és Aquele que era, que é e há de vir!!!
Eu te amo, mesmo não querendo amar. Seu nome ecoa dentro de mim, como um pensamento insistente que não sai da minha cabeça.
Todas as vezes que começo a pensar em você, me sinto fraca, frágil e estupida. Volto novamente ao mesmo ponto, as mesmas perguntas, os mesmos medos, as mesmas dúvidas, como se nunca tivessem deixado de existir.
Sinto minhas forças se esvaindo, como se minha alma deixasse Meu corpo e Meu coração não estivesse mais dentro de mim.
Na verdade, realmente já não está, desde o momento que me apaixonei por você o coloquei nas suas mãos, e ele permanece ali. Os batimentos parecem diminuir com a distância, o tempo, seu novo amor.
Era tudo uma mentira ou uma brincadeira pra você?
Alguns dias são mais fáceis, outros mais difíceis. E nos dias difíceis, o que sinto volta com toda força e intensidade, rasgando Meu peito novamente.
Ele já foi rasgado e dilacerado tantas vezes que não sei quanto mais posso suportar.
Ainda penso em nós, em todas as conversas, quando falávamos dos filhos que teríamos, os nomes, eles pulando na nossa cama.
Isso me dói o tempo todo, me despedaça, pois sei que não terei filhos com outra pessoa, nem mesmo sentirei o mesmo outra vez.
Já fui machucada tantas vezes, feita em pedaços, tive que recolher meus pedaços no chão mais vezes do que posso me lembrar.
Infelizmente, te amo mais do que posso suportar. Quero que seja feliz, mesmo isso custando minhas lágrimas e me fazendo em pedaços mais uma vez.
Confesso que ainda tenho esperança de um dia sermos apenas você e eu.
Sou sua prometida e você é o meu amado.
Admiração e Amor
A admiração é semente, Que no peito faz brotar, Um olhar que é diferente, Começo doce de amar.
É silêncio que encanta, Um sorriso, um respirar, É sentir que a alma canta, E o coração a pulsar.
Admiração, suavemente, Nos ensina a descobrir, Que o amor é nascente, Pronto para florir.
SimoneCruvinel
O sofrimento de um pai que enfrenta a alienação parental após a separação da ex-esposa é uma experiência dolorosa e devastadora. Ele vê o vínculo com seus filhos, uma das maiores alegrias da vida, sendo lentamente corroído pela manipulação e má influência da mãe sobre o imaginário infantil. Mesmo amando profundamente seus filhos e desejando estar presente em suas vidas, ele é empurrado para uma realidade cruel, onde a ex-esposa usa o poder emocional que detém sobre as crianças para afastá-las dele.
A alienação parental, nesse contexto, é uma forma de abuso psicológico. A mãe, ressentida pela separação ou movida por seus próprios conflitos não resolvidos, implanta nos filhos uma visão distorcida do pai. Aos poucos, as crianças, ainda incapazes de compreender totalmente a complexidade da situação, começam a ver o pai como alguém distante, até mesmo hostil, quando, na verdade, ele luta diariamente contra essa distorção, ansiando apenas por reconquistar o amor e a confiança deles.
Esse pai se encontra num limbo emocional. Cada encontro com os filhos é impregnado de tensão e incerteza, e ele sente a frieza e a desconfiança nos olhares que antes o recebiam com amor. O riso, os abraços, as conversas espontâneas que outrora marcavam a relação, agora são substituídos por silêncios desconfortáveis, palavras ensaiadas, fruto da má influência a que os filhos são submetidos.
A dor de ser mal compreendido por aqueles que ama é imensa. É como ser invisível para os próprios filhos, mesmo estando presente. O pai sente-se impotente, porque, apesar de seu esforço em mostrar quem ele realmente é — um pai amoroso e comprometido — a narrativa manipulada pela mãe sempre parece prevalecer.
No fundo, o maior medo desse pai não é perder uma batalha judicial, mas sim perder o que realmente importa: a conexão emocional com seus filhos, o direito de ser lembrado como aquele que os ama incondicionalmente, que esteve lá para eles, mesmo quando o mundo parecia querer separá-los. Ele sofre em silêncio, com a esperança de que um dia seus filhos possam enxergar a verdade e reconhecer o amor que ele sempre ofereceu, mesmo à distância.
O memorial do adeus
Um memorial aos sentimentos a que nunca demos nomes, filhos negligenciados dos nossos corações. Um memorial às histórias jamais contadas e às palavras nunca ditas, às vidas não vividas, às paixões não correspondidas, aos amores perdidos, ao que nunca foi, mas poderia ter sido. Um memorial ao sangue, ao suor e à lágrima não derramados; ao silêncio, às possibilidades esquecidas. Um memorial a todas as perguntas que ficaram na garganta, ao que ficou oculto, ao que jamais ganhou forma, mas ressoou nas profundezas do desejo e da imaginação. E, finalmente, um memorial ao potencial inacabado, às narrativas não escritas, que pulsaram, por um instante, no coração de quem ousou sonhar,
mas nunca realizar.
O divórcio e as separações podem causar um impacto profundo na vida das pessoas, tanto no âmbito emocional quanto material. Um dos aspectos mais significativos é o atraso que essas rupturas trazem no processo de reconquista de bens materiais e estabilidade financeira. Muitas vezes, o término de um relacionamento envolve a divisão de patrimônio, o que pode levar anos para ser reconstruído. As pessoas se veem obrigadas a recomeçar do zero, enfrentando um cenário de perdas econômicas e insegurança financeira, especialmente quando existem filhos ou outros compromissos envolvidos.
Além das dificuldades materiais, há um peso psicológico significativo que acompanha o fim de uma relação. As cicatrizes emocionais podem gerar um profundo medo de se envolver novamente, bloqueando a abertura para novos relacionamentos. A insegurança de ser prejudicado ou traído mais uma vez pode criar barreiras emocionais, que fazem com que muitas pessoas hesitem em buscar novos laços afetivos.
Essa sensação de insegurança é ampliada pela incerteza quanto ao futuro. Após um divórcio, muitos começam a questionar sua própria capacidade de fazer escolhas saudáveis e sustentáveis em termos de relacionamentos. O medo de cometer os mesmos erros ou de se ver novamente numa situação de perda emocional e material torna o processo de recomeço ainda mais desafiador. A confiança em si mesmo e nos outros se fragiliza, o que pode levar a um ciclo de isolamento e autodefesa, em que a pessoa evita novas conexões, tentando se proteger de mais dor.
Por isso, o divórcio não afeta apenas o presente, mas também o futuro de quem passa por ele, criando atrasos que não são apenas materiais, mas também emocionais, e exigindo um longo processo de superação e reconstrução de confiança.
O início dos relacionamentos para um jovem tímido e desprovido de beleza natural pode ser um período de grandes dilemas e inseguranças. Durante a adolescência e puberdade, quando as mudanças físicas e emocionais estão em seu auge, as pressões sociais para se encaixar e ser aceito tornam-se intensas. Para esse jovem, que já se vê à margem dos padrões de beleza estabelecidos, o processo de descoberta e interação com o mundo dos relacionamentos pode parecer assustador e desafiador.
A timidez, por si só, já coloca barreiras na comunicação. Ela faz com que o jovem tenha dificuldade em se expressar, em tomar a iniciativa e em se aproximar dos outros. Isso é ainda mais agravado quando ele sente que sua aparência não corresponde às expectativas da sociedade. Ele pode começar a desenvolver uma autopercepção negativa, acreditando que sua falta de atrativos físicos o torna menos digno de atenção ou afeto. A sensação de inadequação pode levar a um ciclo de isolamento, onde o jovem evita se expor emocionalmente por medo de rejeição ou humilhação.
Enquanto muitos ao seu redor experimentam os primeiros flertes, paixões e namoros, ele pode se sentir invisível, observando à distância e se perguntando por que parece ser diferente. O dilema é interno e constante: entre o desejo de viver essas experiências, próprias da adolescência, e o medo de se expor e sofrer. Esse jovem muitas vezes se vê dividido entre tentar se adequar ou simplesmente desistir de tentar se conectar, sentindo que qualquer tentativa será frustrada pela percepção que os outros têm de sua aparência.
Por outro lado, essa fase também pode ser marcada por um intenso crescimento pessoal. A dor da rejeição ou do sentimento de inadequação pode levar a uma reflexão mais profunda sobre o valor real das conexões humanas. Ele pode, ao longo do tempo, começar a compreender que a beleza física, embora influente na juventude, não é o único critério para criar laços verdadeiros. Conforme amadurece, pode descobrir que suas qualidades internas — inteligência, humor, empatia e autenticidade — têm um valor inestimável e podem atrair pessoas que enxergam além das aparências.
O dilema desse jovem tímido e aparentemente invisível é real, doloroso e complexo, mas é também uma oportunidade de autodescoberta. Embora o caminho pareça mais árduo, ele pode, ao longo do tempo, desenvolver uma autoconfiança genuína, baseada em quem ele é, e não em como os outros o veem. Esse processo é essencial para que, eventualmente, ele possa encontrar relacionamentos verdadeiros e saudáveis, onde seja valorizado por sua essência e não apenas pela superfície.
O desafio de conseguir o primeiro emprego no Brasil é um problema complexo e frustrante, especialmente para os jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. O cenário é marcado por uma dissonância: o mercado exige experiência profissional, mas essa experiência só pode ser adquirida por meio de um emprego — o que cria um ciclo vicioso.
Em muitos processos seletivos, as empresas brasileiras exigem que os candidatos tenham uma série de qualificações e competências práticas que, por sua natureza, só podem ser desenvolvidas no ambiente de trabalho. Mesmo para vagas de entrada, onde o propósito deveria ser a capacitação e o desenvolvimento do profissional, é comum ver exigências de anos de experiência na função ou em áreas correlatas. Isso desanima e frustra quem está saindo da escola ou da universidade, pois muitos jovens se deparam com portas fechadas desde o início de suas jornadas profissionais.
Essa dissonância entre o que o mercado pede e o que o candidato pode oferecer é, em parte, fruto de uma cultura empresarial que, ao invés de investir na formação de novos talentos, prefere minimizar riscos e buscar candidatos já prontos para a função. Assim, oportunidades que poderiam servir para treinamento e desenvolvimento acabam sendo oferecidas a pessoas com mais bagagem, perpetuando a dificuldade de quem está começando.
Além disso, o Brasil enfrenta questões estruturais que agravam esse problema. As empresas nem sempre estão dispostas ou preparadas para oferecer programas de estágio, treinamento ou cargos de aprendizado que permitam aos jovens adquirir a experiência necessária. Em muitos casos, o ensino técnico e universitário também não oferece uma formação prática o suficiente para preparar os estudantes para os desafios do mercado.
A consequência desse cenário é a criação de uma geração de jovens que, apesar de terem qualificação acadêmica e vontade de trabalhar, ficam presos na falta de oportunidade. A exigência de experiência torna-se uma barreira, alimentando a frustração e, em muitos casos, o desemprego prolongado entre os mais novos. Este ciclo de exclusão precoce gera, ainda, impacto social mais amplo, pois a inserção profissional tardia compromete a independência financeira e o desenvolvimento pleno de carreiras.
Romper com essa cultura exige tanto a criação de políticas públicas eficazes para fomentar a inserção de jovens no mercado quanto um esforço das empresas em rever suas práticas de recrutamento. Estabelecer programas de mentoria, estágios e treinamentos pode ser uma solução para aproximar esses jovens do mercado de trabalho e ajudá-los a desenvolver as habilidades necessárias para suas carreiras, criando uma ponte mais justa entre a educação e o emprego.
O primeiro emprego deveria ser um marco de possibilidades, e não de frustração. Para isso, é preciso repensar o papel de todos os atores envolvidos — governo, empresas e instituições de ensino — para criar um ciclo mais positivo e acolhedor para quem está apenas começando.
A solitude, muitas vezes confundida com solidão, é na verdade um estado de autossuficiência emocional que pode proporcionar grande prazer e crescimento pessoal, especialmente após uma perda amorosa. Quando se passa por uma separação ou um término de relacionamento, o vazio inicial pode ser avassalador, mas, com o tempo, a solitude revela-se uma oportunidade valiosa para se reconectar consigo mesmo e alcançar uma nova forma de paz interior.
No contexto de superação de uma perda amorosa, a convivência com o silêncio e a introspecção pode ser libertadora. O silêncio, antes temido como um lembrete da ausência do outro, transforma-se em um espaço para refletir e reorganizar a vida. Ele permite que emoções não resolvidas sejam processadas e que feridas sejam curadas. A paz que emerge dessa jornada não é imediata, mas surge lentamente, conforme a pessoa aprende a desfrutar de sua própria companhia e a se redescobrir fora da relação que a definia.
Essa fase de solitude é fundamental para o amadurecimento estrutural do amor-próprio. Ao estar sozinho, o indivíduo passa a perceber que sua felicidade e bem-estar não estão vinculados à presença de outra pessoa, mas sim à sua própria capacidade de cuidar de si. O tempo consigo mesmo ensina que o amor-próprio é o alicerce de qualquer relacionamento saudável. Sem essa base sólida, a dependência emocional pode gerar um ciclo de relacionamentos desequilibrados e codependentes. A solitude, por sua vez, é o antídoto contra esse ciclo, pois ela reforça a ideia de que a verdadeira força vem de dentro.
O processo de superação da perda também envolve a transformação do medo da solidão. Inicialmente, a ausência de companhia pode ser vista como uma ameaça, uma fonte de angústia e insegurança. No entanto, à medida que o indivíduo se aprofunda em sua própria solitude, ele descobre que estar só não é o mesmo que estar solitário. Pelo contrário, a solidão se dissolve quando a pessoa encontra satisfação em seus próprios pensamentos, hobbies e crescimento pessoal. Esse aprendizado transforma a percepção da solidão, que deixa de ser um estado de sofrimento e passa a ser uma escolha consciente de paz e harmonia interior.
Superar uma perda amorosa por meio da solitude permite que a pessoa renasça emocionalmente mais forte e consciente de seu valor. O silêncio se torna uma ferramenta de autoconhecimento, e a paz interior se consolida como um porto seguro. Ao perder o medo da solidão, o indivíduo finalmente se liberta da necessidade constante de aprovação externa e se abre para futuros relacionamentos com uma nova perspectiva — não mais movido pela carência ou pelo medo, mas por um amor-próprio que o sustenta e o guia.
Essa jornada de solitude é, acima de tudo, uma redescoberta do próprio ser, uma renovação que transforma a dor em força e o isolamento em oportunidade de crescimento. A solitude, quando abraçada com serenidade, deixa de ser um vazio a ser preenchido e se torna uma fonte profunda de liberdade e autossuficiência.
SONHO, QUE SONHA TANTO
Embalara a rima em um cântico
do sentimento, que d’alma salta
a minha paixão, e que se exalta
e vê arfar o coração, romântico
Como o delírio corre semântico
na ilusão, cantam eles na ribalta
e nem uma saudade ali me falta
compondo o encanto gigântico
Deixe-me cantar o ardor infindo
amar e reviver. Quero, sentindo
pressentir o meu verso sedutor
Não me despertes, até quanto
houver sonho, que sonha tanto
pra não tirar da poética o amor.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
11/09/2024, 19’54” – cerrado goiano
A ORAÇÃO DE UMA MÃE ATÍPICA
Onde há uma MÃE ATÍPICA que ora, não haverá um FILHO que fracasse. A força das suas orações e do seu amor incondicional move montanhas e protege o caminho do seu FILHO(A) AUTISTA.
Não se canse de orar pelo seu Filho(a), pois suas preces são um escudo de amor e esperança, trazendo luz para os dias difíceis e confiança para os desafios que virão.
A FÉ de uma Mãe Atípica tem o poder de transformar vidas, arrebentar as portas do céu e abrir caminhos que pareciam impossíveis!
Quando o Marinheiro Está Desempregado: O Brilho de Um Herói Esquecido
Há um brilho nos olhos de um marinheiro que navegou as águas escuras do oceano. Ele conhece o som do vento que canta nos mastros e o rugido das ondas que desafiam o casco. Mas quando o mar se acalma e o horizonte parece distante, o marinheiro se vê em terra firme, sem trabalho, sem a familiaridade do balanço das águas. Para aqueles que já foram valentes no oceano, a vida em terra pode parecer uma sombra do que foi.
O marinheiro desempregado carrega consigo histórias de tempestades enfrentadas, noites sem estrelas e amanheceres que prometiam novos rumos. Ele é um herói que, por um tempo, se encontra afastado de seu campo de batalha. As mãos calejadas, que outrora seguravam firmemente o leme, agora repousam incertas. O coração, que pulsava no compasso das marés, agora busca o seu ritmo na rotina da terra.
Mas o espírito do marinheiro não se apaga. Ele traz consigo a coragem que uma vez o levou a desafiar o desconhecido. Ele é um exemplo vivo de resiliência e de fé, uma prova de que mesmo nas horas de calmaria, o espírito guerreiro não se rende. Para o velho marinheiro, as águas ainda chamam, sussurrando memórias e promessas de novas aventuras.
E embora os dias em terra sejam difíceis, e o trabalho escasso, o marinheiro sabe que sua história não acaba aqui. Ele foi moldado pela vastidão do oceano, e essa força ninguém pode lhe tirar. Seu valor não está na ocupação, mas no coração que, mesmo longe das águas, continua a bater no ritmo do mar.
Que todos lembrem dos marinheiros valentes, hoje em terra, outrora mestres do oceano. Que o brilho nos olhos desses heróis esquecidos jamais se apague, pois eles são testemunhas vivas da bravura que navega além das ondas e permanece, firme, na alma.
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