Carta a um Amigo Detento
"Em um relacionamento entre duas pessoas, quando apenas uma ama, chamam isso de ilusão.
Quando as duas se amam, dizem que é amor verdadeiro.
Mas se o amor da primeira pessoa nunca foi real, quem garante que o das duas de fato é?
Talvez, no fim, o amor não passe de duas ilusões que se encontraram."
DEIXE IR…
Existem pessoas que entram em nossas vidas como um raio de sol, ocupando um espaço imenso no peito, um canto que regamos com bons-dias, risadas soltas e mensagens cheias de vida. Entregamo-nos, mostramos a melhor versão de nós mesmos – aquela risada alta e genuína que revela quem realmente somos, como um girassol exposto ao sol.
Mas, às vezes, descobrimos, com um aperto no coração, que esse espaço que oferecemos não encontra um reflexo na vida delas. E está tudo bem. Ou, pelo menos, deveria estar.
Relacionamentos – sejam de amor, amizade ou até mesmo aqueles nascidos no labor silencioso pedem reciprocidade, como um café quentinho, compartilhado em uma manhã preguiçosa...
De repente, a saudade bate e mandamos uma mensagem de bom dia desejando que aquele dia seja tão especial quanto aquela pessoa é para nos, e resposta vem em forma de “feliz natal” fora de época, demorando tanto que o calor da mensagem se perde no frio da espera.
Quando propomos “vamos tomar um café?” sonhamos com um “manda a localização” que é o mesmo que dizer “eu também quero estar com você agora”, conversar, ou simplesmente contemplar o tempo passar numa companhia agradável.
Infelizmente há aqueles que, ao receberem nosso afeto nos retribuem com um relacionamento gelado, sem urgência, sem emoção, sem aquele brilho que faz o peito pulsar.
Eu não. Eu sou de emoções à flor da pele. Gosto do cotidiano vivo – o “bom dia” com cheirinho de café passado na hora, o “vamos” que convida a um encontro, a um almoço, as mensagens que contam o agora, o que está acontecendo neste exato momento: “você não sabe o que acabou de acontecer!”, “lembrei de você”, manda uma foto, uma música, um meme. Dessas coisas sem preço, mas de inestimável valor.
O morno nunca me atraiu, e o frio… ah, o frio me afasta. Não é egoísmo querer sentir o mesmo calor que oferecemos. É humano. É necessário. Porque o amor, a amizade, o carinho verdadeiro dançam na sintonia de dois corações que se encontram.
Quantas vezes já nos pegamos mandando uma mensagem com o coração na mão, só para receber um silêncio que corta como brisa gelada? Ou talvez uma resposta seca, que não carrega o peso do nosso afeto? Isso dói. Dói porque nos doamos, nos entregamos, e esperamos – mesmo que sem dizer – que o outro veja o valor desse gesto. Mas nem todo mundo está na mesma frequência.
Nem todo mundo entende que um “olha isso” pode ser mais quente que um “tchau” apressado.
É nesse instante que a hora de deixar ir se revela. Ao menor sinal de reciprocidade, retribua. Jogue lenha na fogueira, aqueça ainda mais essa conexão. Mas quando perceber – com o coração apertado que a pessoa não está na mesma sintonia, solte.
Deixe ir.
Não é derrota, é libertação.
É entender que o seu calor merece ser acolhido por quem sabe apreciá-lo, por quem responde com um sorriso, um “vem cá”, um olhar que diz “você importa”.
Deixar ir não é fácil. É como soltar um balão colorido e ver ele subir, levando consigo um pedaço de nós. Mas é também abrir espaço para novas manhãs, novos cafés, novos vinhos, novas músicas, novas risadas que ecoem de volta.
Porque merecemos relações que brilhem, que aqueçam, que dancem no mesmo ritmo. Então, quando o frio bater, não hesite. Deixe ir. E confie que o universo trará de volta o calor que tanto sabemos dar – e receber.
O Sabor dos Segundos Apaixonados
Ah… os segundos do amor têm um gosto peculiar.
Não são como os segundos comuns, monótonos e previsíveis.
Quando alguém está apaixonado,
o sabor dos segundos se transforma.
No início, eles têm o gosto
do primeiro gole de vinho:
doce, leve, quase ingênuo,
mas com um calor que sobe
e avisa que algo poderoso está vindo.
Quando dois apaixonados se tocam,
esses segundos se tornam
calda de caramelo quente
escorrendo devagar —
cada instante estica
como se não quisesse acabar.
Em momentos de saudade, os segundos mudam:
tornam-se amargos como café sem açúcar,
mas com um fundo viciante.
Há algo neles que machuca,
mas também mantém o coração pulsando.
E quando o amor é correspondido, pleno e real…
ah, esses segundos têm o gosto de
chuva em dia quente:
inesperado, necessário
e impossível de esquecer.
Vergonha às avessas
A vergonha é um sentimento complexo que ocorre quando cometemos ações inadequadas e tememos o julgamento das pessoas.
Teoricamente, deveríamos nos sentir envergonhados por fazermos o que prejudica o outro, ferindo a sua dignidade.
Acontece que a sociedade atual vive a vergonha às avessas, onde quem promove o ato tóxico age com naturalidade, enquanto o outro fica constrangido.
Há pessoas que ofendem normalmente, mas têm vergonha de pedir desculpas.
Alguns sentem satisfação em culpar o outro, mas se acanham na hora de defendê-lo diante de uma injustiça.
Muitos praticam bullying naturalmente, mas é a vítima que se mostra desconfortável.
Pessoas cometem traição de forma explícita, enquanto o traído se sente envergonhado.
Nos relacionamentos há aqueles que tratam mal em público e de forma habitual, mas ficam acanhados para transmitir carinho ao parceiro.
Alguns gastam dinheiro de forma descontrolada, sem culpa, mas sentem-se embaraçados de parecer alguém que gosta de economizar.
Tem gente que está sempre adquirindo algo novo, porque fica com vergonha de aproveitar materiais usados.
Outros fazem questão de comprar roupa nova sem necessidade, pois não querem “passar vexame” ao aparecerem por aí com peça repetida.
O mundo mudou, temos vergonha de fazer o certo e nos orgulhamos por fazer o errado.
A sociedade regrediu. O ser humano precisa ser “reiniciado”.
O som do silêncio
Amo o som que o silêncio da minha própria companhia faz.
É um som que não precisa de palavras, não exige respostas, não impõe presenças.
É o som de estar em paz comigo, de me reconhecer sem pressa, sem máscaras, sem obrigação de ser algo para alguém.
Nesse silêncio, descubro nuances do que sinto e do que sou.
Escuto pensamentos que costumo silenciar, percebo emoções que ignorava.
É um espaço onde posso existir sem me explicar.
Onde não preciso ser forte o tempo todo, nem estar certo, nem ser compreendido.
É no silêncio da minha própria companhia que entendo o valor de estar comigo.
Não como fuga do mundo, mas como reencontro.
É ali que respiro de verdade. Que me acolho.
É ali que o barulho de fora perde a força — e o que resta é essencial.
Esse silêncio tem som.
Um som calmo, denso, honesto.
E aprendi a amá-lo. Porque é ali, nesse som quase invisível,
que me sinto inteiro.
A sinceridade que agrada a Deus.
Deus não tem um relacionamento íntegro com quem é parcial e seletivo. Ele busca uma sinceridade e uma espontaneidade que O surpreendam a cada momento.
Ele ama quem Lhe expõe suas fraquezas, tristezas e descontentamentos; quem não tem vergonha de se manifestar a Ele por inteiro. Pois, assim como é verdadeiro, Ele deseja que todos também sejam verdadeiros com Ele.
Sentir o silêncio significa ouvir um pranto sentido, mas não derramado, de um escritor que foi morto pelas palavras falseadas.
O levar dos minutos arrasta a realidade e ao atravessar o silêncio de uma ponte de névoa eu me transformei em neblina.
O vazio diz para a esperança desistir porque nada tem sentido. A esperança afirma que ela é palavra e concreto, indestrutível e incorruptível.
Vida e morte se encontram no mesmo instante e o que é eterno morre e renasce no mesmo insight das palavras não ditas, mas sonhadas.
Existidor – mistura de existir e dor.
Exemplo: Ela existidou até o último instante.
A alma é para o tempo assim como o corpo está para morte. A alma se esvai com o tempo, assim como o corpo se esvai para a morte.
Um estado pusilânime se apossou dos convidados em coro lastimável entremeado de dor e silêncio.
No seu quarto silencioso a dor apareceu como um fantasma e ela em meio à sua solidão desértica derramou seu pranto fúnebre.
Daria voz à melancoalegria, mistura de melancolia e alegria. Seria uma alegria triste, como o sorriso da Mona Lisa.
Ser humano é dançar com as estrelas no espaço cósmico.
Um espelho antigo se recusa a refletir em protesto ao tempo que passa avassalador, levando a beleza e a juventude das almas que não têm forma e não envelhecem.
O poema é uma travessia entre a palavra e o silêncio como uma música cadenciada. A palavra diz, o silêncio reflete, a palavra se debate e sem porquê encontra um ponto final.
As palavras não sabem que têm raiz, apenas crescem para o alto ignorando que a seiva que as mantém frondosas nasceu antes de seus troncos. É o divino agindo silenciosamente. As árvores querem o céu, mas as raízes as deixam presas à terra, onde é seu habitat, o planeta azul.
Ao fechar os olhos, um pássaro não conhece limites terrenos e é capaz de atravessar um vitral concreto.
Com os olhos fechados, um pássaro pode atravessar a atmosfera sem mover suas asas.
Às vezes a ignorância salva, o pássaro com olhos fechados é capaz de ultrapassar qualquer barreira, pois desconhece limites.
Por que eu ainda resisto?
Eu resisto porque sou mais que eu. Eu sou o exemplo da vida que persiste, dos passos incontinuos. Eu sou força impetuosa e livro de resiliência para aqueles que me leem em silêncio.
Vazio é a falta, onde nada encontra abrigo, é o nada, o niilismo cego. Ausência é algo que existe, mas está ocultado, uma pausa entre o não ser e o eterno retorno.
Quando a luz deixou de entender o sol, um enorme eclipse se apresentou à Terra. Foi belo, mas fugaz, pois a luz e o sol são uma mesma polaridade, inesculpavelmente como o ar que nos faz humanos.
Se a tristeza tivesse uma geografia, ela seria uma montanha, pois não há nada tão grandioso como uma dor sincera, buscando abrigo em outros corações.
A junção de tempo e memória se traduz em um elefante idoso que chora cada morte de cada um de sua manada. Ele jamais esquece um companheiro de jornada. Sua memória é leal como a vida em suas etapas irremediáveis.
A linguagem nasceu de uma rocha, calada há séculos. De seu silêncio nasceram sinais, que viraram letras e palavras. Dentro da rocha imutável dormia uma famosa invenção, que floresceria em todo o mundo.
Hoje, só por acordar e sentir seu corpo ainda se movendo, você já tem um motivo para agradecer. Pode parecer pouco, mas é tudo. Estar vivo é, por si só, um presente. Uma nova chance, uma nova página em branco.
Se ontem foi difícil, tudo bem. Se você caiu, se errou, se sentiu perdido(a), está tudo bem também. Porque hoje você tem algo poderoso nas mãos, a possibilidade de recomeçar. De esquecer o que não deu certo, de se perdoar, de seguir em frente com mais leveza.
Pode parecer clichê, como aquelas frases em almofadas ou adesivos de geladeira, mas é verdade, cada dia pode ser vivido como se fosse o último. Se for, que seja vivido com verdade, coragem e gentileza.
Você está aqui. Você está vivo(a). Respeite isso. Honre isso. Nem todos têm essa chance. Você tem.
O melhor, você pode decidir, a qualquer momento, mudar o rumo da sua história. Pode ser agora. Pode ser aos poucos. Não importa o tempo que passou, nunca é tarde para ser quem você quer ser.
Aprenda com o que ficou para trás, mas não se prenda a ele. Use-o como solo fértil para crescer, não como corrente para se prender.
Hoje, amanhã, todos os dias… temos segundas chances.
Porque, como diria Meredith Grey: "O carrossel nunca para de girar."
A Máscara da Hipocrisia
Existem pessoas que vestem máscaras tão bem que, por um instante, quase convencem o mundo e até a si mesmas de que são aquilo que fingem ser. São os hipócritas e mentirosos, mestres da manipulação, que moldam suas palavras e atitudes conforme o que mais lhes convém. Vivem para o próprio benefício, sem remorso, sem verdade, sem lealdade.
Dizem o que agrada, prometem o que não cumprem, inventam versões distorcidas da realidade tudo para alcançar seus objetivos pessoais. Na frente, mostram sorrisos e afeto; por trás, calculam, traem e distorcem. A sinceridade é apenas um disfarce, e os valores que defendem em público raramente são os mesmos que praticam em silêncio.
A hipocrisia se revela quando pregam a honestidade, mas vivem de mentiras. Quando criticam os outros por atitudes que repetem sem culpa. Quando fazem-se de vítimas para esconder o papel de vilão. São especialistas em enganar, em manipular emoções, em usar os outros como degraus na própria escalada.
Mas, por mais que consigam enganar por um tempo, a verdade tem uma força silenciosa ela espera o momento certo para se revelar. E, quando isso acontece, a máscara cai, e tudo que restará será o vazio de quem construiu a própria imagem sobre falsidades.
Sombras de um Castelo
Sob as pedras frias do salão
O eco canta
Mas sem coração
Velas choram
Luz se desfaz
No espelho
Um rosto que não é meu
Na janela
Um tempo que se perdeu
Sombras dançam no castelo vazio
Cada passo é um adeus tardio
Tudo o que fui
Tudo o que dei
Perdeu-se aqui
Onde a alma calei
Arcos altos guardam segredos
Entre as fendas
Sussurros quedos
Histórias que ninguém quer ouvir
Nas paredes
Fantasmas do que vivi
Nos meus olhos
O que eu nunca esqueci.
Um Desejo
Linda como uma rosa
Mal poderia esperar para que retornasse e a mim
Porém achei que tinha a perdido
Quebrou meu coração em pedaços
Mas não passou de um mal entendido
Hoje eu escrevo
Com uma sensação de aperto em meu coração
Por achar que tudo se havia perdido
Mas tu voltou para mim como um lírio
E nessas águas longiacuas
Tu novamente com o mais sensato semblante
Tu de tão longe me amaria mesmo assim
Penso deslumbrante
Amo e só você
Hoje olho sobre os céus e vejo as estrelas
E continuo a desejar para cada uma, como queria estar contigo.
Será o Bastante?
Um "eu te amo", será que é o bastante? Você apareceu sem que eu soubesse o porquê. Já não havia mais esperança; eu já estava aceitando a solitude quando você surgiu. Dizem que o amor não existe, mas algo em meu coração me diz o contrário. Não sei como descrever tais palpitações.
Esse amor que desejo contigo quero que esteja além de algo carnal. Hoje em dia, ninguém mais fala de amor. Pessoas estão confusas, desamparadas e quebradas, umas brincando com o coração das outras em um ciclo vicioso.
Eu penso que ainda neste mundo exista amor e paixão pela pessoa que você realmente quer ao seu lado: para viver, chorar, curar e compartilhar. Se o tempo dirá, já não sei. Sei que sinto isso agora: eu amo e nada mais importa.
Esses são meus sentimentos, e eu espero, sim, que sinta o mesmo que eu.
O exercício do bem pensar constitui uma arte rara em pleno século XXI. Pensar com coerência exige uma alimentação adequada, um descanso reparador, a preservação da boa saúde, a manutenção da sanidade mental e a renúncia ao consumo excessivo de álcool, bem como à utilização de quaisquer tipologias de substâncias entorpecentes.
Humabo, 21 de Julho de 2025
Tentamos um recomeço, mas por vezes a mente está presa ao passado, o presente oferta novas oportunidades e as escolhas terão seu significado.
O amadurecimento emocional vai se fortalecendo e aprender passa a ser gratificante e prazeroso.
O seu limite já não é tão raso e suas emoções saudáveis, o respeito começa em você.
A opinião dos outros são dos outros e observar o silêncio é mais gostoso que um aglomerado de pessoas que não agregam sinceridade em suas atitudes.
Poucas falas, mais ❤️.
Israel
Israel ao longo de sua história tem sido, um povo na sua maioria, não fiel ao Deus "Todo Poderoso"! Ao longo de milhares de anos, foi infiel na generalidade. Só um remanescente é que foi fiel a Deus. Foi um povo duro de coração. Já o seu Pai, quando nasceu, pegou no calcanhar do seu irmão; Depois lutou com o Anjo do Senhor ( Ou seja lutou com o próprio Deus)! Desde cedo que é um povo de dura cerviz, resiste a Deus! Deus conhece bem o seu povo. Vendeu José para o Egito.
Por aí fora! Tentou Deus, no deserto! Por quarenta andou no deserto. Fizeram a rebelião de Coré. No reinado de Roboão, rei de Judá, dividiram o reino em dois reinos: Reino de Israel e reino de Judá. Duas capitais: Samaria e Jerusalém; dois reis: Jeroboão e Roboão! Israel no reinado de Oséias é deportado para a Assíria. No reinado de Zedequias, Judá foi deportado para Babilônia. Tanto Israel como Judá, adoraram os Ídolos, principalmente "Ball". Por isso foram castigados em duas deportações. Mas Israel, foi mais infiel do que O "Reino da cidade do rei David.
Depois de Setenta anos de exílio em Babilônia; exílio no qual o rei de Babilônia, rei Nabucodonosor destruiu, o Templo e os muros de Jerusalém! Judá, Levi, Benjamim e algumas pessoas de Israel Voltaram a possuir o reino, no tempo de Ciro o (persa); e a reconstrução do Templo e os muros de Jerusalém, voltou a ter lugar. Isto com a autorização de CIRO. Zorobabel, Neemias e Esdras, fizeram este trabalho.
Israel foi até ao tempo do império Romano, um povo meio autónomo; estava na sua terra, mas não totalmente autónomo. Mas no ano setenta Dc, perdeu a autonomia, ao ser invadido pelos Romanos. Perdeu o templo novamente. Israel como nação, não aceitou Jesus Cristo como o Seu Messias.
Mas em 1948, algo aconteceu. O Israel espalhado entre as nações, durante quase dois mil anos, voltou a terra prometida. E com graça de Deus, voltou a tomar posse da terra de Canaã. Israel brevemente vai voltar a ver o seu Messias e a aceitar o mesmo como seu salvador! Tudo isto será eternamente!
Quando um espelho começa a duvidar de sua própria imagem ocorre uma transmutação. Ele deixa de ser um objeto e se torna um ser onisciente. Então só reflete aquilo que lhe apetece.
O tempo são os quatro elementos primordiais: terra, água, fogo e ar. Ele se camufla conforme as estações. O tempo é como um livro, sujeito a várias interpretações conforme o tempo histórico e onírico.
Um rio sonha com a palavra autocompaixão, que é um modo de olhar para si com gentileza. Então o rio aprecia suas águas, suas margens e seu jeito de estar no mundo, belo e necessário como todo elemento da natureza.
Quando os olhos do mundo se fecham há uma morte simbólica da maneira de como o mundo se vê. As pedras aprendem a flutuar como quem pode ser qualquer outra coisa, talvez pedras que levitam, pedras de vento. Tudo assume um novo papel e o mundo é tomado por uma lógica nova. O planeta azul adquire novas cores.
Quem tudo quer, nada alcança. Em terra de extremos, o mínimo é pouco e o máximo extrapola.
A ausência tem a cor preta. Ela absorve todas as cores. A ausência é uma espera, entre o azul e a esfera, como o amarelo de cada fera. Todas as cores na estratosfera.
Um livro foi escrito por estrela cadente e contava como é viajar pelo universo e ao cair na terra narra o seu espanto ao conhecer nossa diversidade como quem conhece uma divindade. Uma viagem cósmica com destino ao planeta azul, seu oceano, suas árvores e montanhas. É uma estrela que se apresenta apaixonada pela Terra, povoada de homo sapiens. É tudo uma grande novidade inusitada.
Após um grande colapso interno surge a palavra oi, como cumprimento e como pergunta sobre o que aconteceu. Do oi derivam todas as palavras. Após o colapso surge a linguagem, lírica e palpável.
Acontece o efeito borboleta, quando qualquer ação pode desencadear um conjunto de reações inesperadas. O bater das asas de uma borboleta pode fazer um vulcão entrar em erupção. Tudo pode acontecer em um piscar de olhos.
Quando a palavra se desfaz ela vira uma estrela. As palavras nunca morrem, sempre se transformam e reverberam no universo.
Antes de buscar respostas prontas, escute o aluno. Antes de esperar um laudo, observe a pessoa.
A inclusão começa quando a escola entende que ensinar não é aplicar uma fórmula, mas acolher a diversidade com respeito e intenção pedagógica. Não eduque pelo diagnóstico — eduque pela presença, pelo encontro, pelo olhar que enxerga possibilidades, não limitações.
O homem calmo, que expressava suas ideias com serenidade, tornou-se um cão raivoso, que mordia as barbas do vento. Isso aconteceu em um momento de implosão, em que lavou seu rosto no lago da iniquidade. Tudo era tarde demais para amanhecer.
Quando a linguagem falta, os homens se comunicam com o olhar denso demais para não ser reconhecido. E todos os gestos comunicavam brandura ou irritação. Há sempre uma forma de dizer o que escapa da alma, como repartir o pão na hora da fome.
O amor atinge um limiar em que já não é possível voltar atrás. Quando se excede, o amor se desmancha como uma avalanche que não pode mais conter a terra em seu estado de deslizar para além de si mesmo.
Tudo o que é demais se excede, como um galho turvo pelo peso dos frutos. Tudo o que é demais falta, como um tempo gélido que queima a ponta dos significados abstratos e abissais. O equilíbrio é o ponto dos extremos. É o zero absoluto.
Uma alma recém nascida se espanta com o pensamento, tão novo quanto original. Pensa o que é natural, se faz frio, se faz calor, se a vida é um lugar agradável de se viver. Enquanto isso recolhe-se no ninho da alma e apenas absorve o absurdo.
Uma casa feita de memórias certamente seria um palacete, com grandes quadros na parede remetendo a lembranças fortes como o sol do meio-dia. Em um trono real se sentaria e pensaria: “Eis que existo”.
O amor que não pode existir é como um abacate nascido de um pé de manga. Tudo é estranheza inadmissível. O amor como resistência do que não pode ser. Seus filhos nasceriam do caos e existiriam mesmo em meio à inexistência.
Ele fazia mil planos, construiria mil projetos. Edificaria um reino e faria plantar árvores novas, mas suas mãos gélidas provavam que o seu corpo já não vivia e o vazio se fazia como única existência possível. A morte em vida, ou a vida em morte, povoada de realizações sonhadas.
Ele pensava e para cada pensamento corria uma gota de sangue de sua cabeça, parecia calor, mas era sangue e o esvair da vida. No entanto, permaneceria vivo, haja vista que os pensamentos eram infinitos e o sangue simbolizava que eles estavam vivos.
Ele nasceu com a missão de carregar o silêncio do mundo, mas não imaginava que seria tão leve, já que as bocas frenéticas não paravam de dizer palavras e, como na torre de Babel, ninguém se entendia. O mundo estava habitado de ruídos, da linguagem que traduzia o incomunicável desespero das almas que não se entendem.
Dani Dandanis
Dani Dandanis, nome que dança nos lábios como um segredo encantado,
flor que desabrocha onde o sol hesita em pousar.
És a aurora vestida de silêncio,
a estrela que não pede espaço no céu —
simplesmente o ocupa com graça infinita.
Teus olhos, dois mares onde navegam sonhos,
guardam tempestades suaves,
ondas que acariciam a alma,
não a destroem — a redescobrem.
Neles, vejo mapas de mundos não escritos,
histórias que a poesia ainda ousa sonhar.
És inteligência em forma de riso,
sabedoria que dança nos gestos,
palavras que nascem como música
e não como discurso.
Falas e o tempo se curva,
como se o universo quisesse ouvir
o que só tu sabes dizer.
Não és bela por acaso,
nem por moldes que a sociedade impõe.
És bela por essência,
por seres inteira,
por carregares dentro de ti
a chama que ilumina sem queimar.
Teu sorriso é um poema não publicado,
teu andar, um verso em movimento.
Entre todas as meninas,
és a que faz o coração parar
e depois bater em ritmo novo.
Entre todas as mulheres,
és a que ensina com o silêncio,
a que cura com um olhar,
a que transforma o comum em sagrado.
Dani Dandanis, nome de melodia rara,
és o encontro do céu com a terra,
da razão com o encanto,
da força com a ternura.
Não és apenas a mais bela,
nem apenas a mais inteligente —
és o equilíbrio que o mundo
nunca soube que precisava.
E se a poesia um dia se cansar de rimar,
bastará sussurrar teu nome:
Dani.
E tudo fará sentido outra vez.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- Perda de um Ente Querido
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
