Carta a um Amigo Detento
Na indústria, um equipamento que não se atualiza torna-se um gargalo de produção. Mas, na vida, a pressa pela atualização constante muitas vezes descarta o que é estrutural.
Não confunda 'versão nova' com 'eficiência real'. O mundo tenta nos convencer de que a nossa experiência é um hardware ultrapassado, mas se esquece de que as leis da física — e as leis de 'gente' — não mudam com o último software.
A verdadeira maestria não está em correr atrás de cada nova ferramenta, mas em garantir que a sua unidade de processamento central (o caráter) mantenha a integridade.
Ser moderno é opcional; ser íntegro é o que mantém o sistema operando quando a energia de todos os outros acaba.
Não se descarte. O que eles chamam de 'velho', o mercado de alta performance chama de 'testado sob estresse'.
A Ponte e o Abismo
Todo ser humano, em algum momento, encontra diante de si um abismo — não apenas de pedra e profundidade, mas de medo, limite, solidão e escolha.
Alguns recuam. Outros permanecem anos contemplando a distância entre onde estão e onde desejam chegar. Há também aqueles que, depois de muito preparo, concentram toda a coragem que possuem e saltam.
Quando conseguem alcançar o outro lado, o mundo os chama de vencedores. Celebram sua força, sua disciplina, sua coragem. Mas existe um silêncio que acompanha certas vitórias: o eco de olhar para trás e perceber que ninguém mais conseguiu passar.
Porque atravessar sozinho pode ser um triunfo, mas também pode ser apenas uma forma elegante de isolamento.
Foi assim que um homem, após vencer o abismo com o próprio salto, percebeu que sua conquista ainda carregava uma ausência. Do outro lado permaneciam os que também sonhavam atravessar, mas não tinham o mesmo impulso, a mesma força ou as mesmas condições.
Então ele compreendeu algo que poucos entendem: há vitórias que pertencem apenas ao ego, e há obras que pertencem ao tempo.
Voltou ao abismo.
Com as próprias mãos, feridas pela pedra e pelo peso, começou a construir uma passagem. Cada pedaço de madeira colocado era mais difícil do que o salto havia sido. Porque saltar exigira coragem por um instante; construir exigia renúncia por muitos dias.
Quando a ponte ficou pronta, outros passaram: os cansados, os inseguros, os lentos, os que jamais conseguiriam saltar.
E naquele momento sua vitória deixou de ser apenas um feito pessoal para tornar-se transformação histórica.
Porque quem apenas vence prova a própria força.
Mas quem constrói caminhos altera o destino de muitos.
No fim, o abismo continua existindo — porém já não decide quem fica para trás.
Autoria: Gildo Ferro Barbosa ✍️
Acontece frequentemente com certos homens que, por um vício peculiar da sua natureza,
ou por algum excesso do seu caráter, que derruba os limites e muros da razão, ou por algum hábito arreigado em excesso, que esses homens, que arrastam, como digo, o estigma de um defeito, mesmo as suas virtudes puras como a graça, se corrompem perante os olhos do mundo, por esse único defeito.
Querido Diário
Achei que poderia apagar o sol,
vestir as noites como um véu,
sorrir sem que doesse o olhar,
mas o recente passado é um eco eterno.
Planejei ser água, leve e nova,
sem marcas, sem cicatrizes,
mas a dor é tinta que não seca,
mancha até o que não se vê.
Tentei correr, esquecer deixar tudo pra trás,
como folhas ao vento de outono,
mas as sombras são fiéis companheiras,
sussurram seu nome no escuro.
Não há portas que fechem o meu medo,
nem chaves que tranquem a saudade,
o mal é sombra que se alonga,
mesmo quando a luz parece voltar.
Mas espero, quieta,
no meio da minha tempestade calma,
aprendendo a ser terra fértil,
porque o bem, quando vier,
precisará de raízes fortes.
E eu preciso dele como o ar,
como o rio precisa do mar,
como a noite precisa do amanhecer
preciso ir ao seu encontro
mesmo sem saber se vou chegar.
FRACASSADO E ESTAGNADO PELA SUA ASCENDÊNCIA
Há um tipo de dor que não aparece em estatísticas, mas molda a forma como você entra em qualquer lugar. É a dor de ser lido e lida antes mesmo de abrir a boca. Você chega sem posses, com uma postura que o mundo chama de classe quatro, com uma oratória que não foi treinada em ambientes seguros, e imediatamente é colocado e colocada em um degrau abaixo. Não porque você não pense, mas porque não aprendeu a performar o pensamento da forma que o sistema valoriza.
A discriminação não vem sempre em insultos diretos. Muitas vezes ela chega em olhares que atravessam, em conversas interrompidas, em oportunidades que evaporam sem explicação. Você sente que precisa provar o tempo todo que merece estar ali. E mesmo assim, nunca parece suficiente. Isso cansa de um jeito profundo, porque não é um esforço pontual. É contínuo.
Você não cresceu em um ambiente que ensinava a argumentar. Cresceu aprendendo a ficar quieto ou quieta para sobreviver. O silêncio não era escolha. Era estratégia. Em meio à pobreza e à violência geral, falar demais podia custar caro. Perguntar podia ser perigoso. Discordar podia trazer consequências reais. Então você aprendeu a observar, a calcular, a se proteger. Isso não é fracasso. Isso é adaptação.
Mas quando você entra em outros espaços, essa adaptação é lida como deficiência. Dizem que você não sabe se expressar, que não tem postura, que não tem presença. Ignoram completamente o contexto que moldou seu comportamento. Ignoram que oratória é treino, não dom. Que segurança ao falar nasce de ambientes onde errar não é punido com humilhação ou violência.
Você se sente fracassado ou fracassada porque compara sua desenvoltura com a de quem cresceu sendo ouvido. Quem teve espaço para falar errado, para ser corrigido, para desenvolver vocabulário sem medo. Quem aprendeu cedo que sua voz tinha valor. Essa diferença não é inteligência. É ambiente.
A pobreza não apenas limita recursos materiais. Ela cria um silêncio ensurdecedor. Um silêncio onde ninguém pergunta o que você pensa. Onde suas ideias não são solicitadas. Onde a prioridade é atravessar o dia sem mais perdas. Crescer nesse silêncio molda a mente e o corpo. Você aprende a ocupar pouco espaço. Aprende a não incomodar. Aprende a não chamar atenção.
Depois, quando o mundo exige presença, você sente que algo falta. E conclui, erroneamente, que o problema é você. Não é. O problema é que ninguém te ensinou a existir em voz alta.
Ser discriminado por não ter posses é ser reduzido a uma aparência momentânea. É ser tratado como incapaz antes de qualquer troca real. Isso fere porque toca em uma ferida antiga. A de nunca ter sido visto como alguém com potencial, apenas como alguém que precisa se virar.
A falta de argumentação oratória não significa falta de pensamento. Muitas vezes significa excesso de pensamento sem canal seguro para sair. Você pensa muito, mas foi treinado e treinada a pensar em silêncio. Quando precisa falar, o corpo trava. A mente acelera. As palavras não obedecem. E o julgamento externo chega rápido.
Esse julgamento se soma a tudo que você já carrega. E então você começa a se chamar de fracassado ou fracassada por algo que não escolheu. Por um ambiente que não favoreceu expressão, debate, construção de discurso. Isso é uma violência simbólica que se soma à material.
Você precisa entender com clareza. Não é inferioridade. É ausência de treino em um campo específico. E treino pode ser desenvolvido. Mas antes disso, é preciso parar de confundir origem com destino.
A postura que hoje é lida como inadequada foi, durante muito tempo, proteção. A economia de palavras foi sobrevivência. A cautela foi inteligência contextual. Nada disso te diminui. Apenas não foi traduzido para os códigos que certos ambientes exigem.
Sentir-se fracassado por ter crescido no meio do silêncio e da violência é um efeito colateral de um sistema que exige performance sem oferecer base. Que cobra eloquência de quem aprendeu a calar para não apanhar, para não perder, para não chamar atenção errada.
Você não está quebrado ou quebrada. Está deslocado ou deslocada. E deslocamento não é sentença definitiva. É um ponto de partida específico, mais árduo, mais lento, mais solitário.
Aprender a falar, a se posicionar, a argumentar não é trair sua origem. É expandir suas possibilidades. Mas isso só acontece quando você para de se envergonhar do caminho que percorreu até aqui.
A vergonha paralisa. A compreensão liberta. Quando você entende que o silêncio que te moldou não foi falha, mas resposta ao ambiente, você pode começar a escolher quando calar e quando falar. Com consciência, não por medo.
Você não precisa se tornar alguém que não é. Precisa apenas permitir que o que você pensa encontre forma. Isso leva tempo. Leva repetição. Leva tropeços. Leva exposição gradual. E nada disso invalida sua história.
Ser discriminado dói. Mas internalizar essa discriminação dói mais. Porque aí você passa a se censurar antes mesmo que alguém o faça. Passa a se diminuir preventivamente. Passa a aceitar menos do que poderia tentar.
Você não é fracassado ou fracassada por ter vindo de um lugar duro. Você é alguém que atravessou um ambiente hostil e ainda está de pé. Isso não aparece em currículos, nem em discursos bem articulados, mas aparece na resistência silenciosa que te trouxe até aqui.
Quando você entende isso, algo muda. O peso diminui. A comparação perde força. E você começa a construir, pouco a pouco, uma voz que não nega o passado, mas também não fica presa a ele.
O silêncio ensurdecedor da pobreza e da violência não define o fim da sua história. Ele explica o começo. O resto ainda pode ser escrito, no seu ritmo, com as palavras que você aprender a sustentar.
A POBREZA HEREDITÁRIA QUE MOLDA A SUA VIDA
Existe um peso silencioso que muitas pessoas carregam sem nomear. A pobreza. Não como uma fase pontual, mas como uma herança. Algo que atravessa gerações, molda escolhas, limita horizontes e ainda assim é tratada como falha individual. Você, homem ou mulher, em algum momento já sentiu essa culpa disfarçada de responsabilidade excessiva. Como se bastasse querer mais, trabalhar mais, tentar mais, para sair de um lugar estruturalmente desigual.
A pobreza não é um fracasso pessoal. Ela é um fenômeno histórico, social e familiar que se repete porque cria ambientes onde as opções são reduzidas desde cedo. Você não começa do zero. Começa do menos. E isso muda tudo. Muda o tempo que você leva para aprender, as oportunidades que aparecem, a margem de erro que você pode ter sem ser destruído ou destruída.
Quando alguém diz que basta esforço, ignora o custo invisível de crescer sem rede de apoio. Ignora o cansaço acumulado de quem precisa resolver o presente antes de pensar no futuro. Ignora que errar para quem tem pouco custa muito mais. Um erro financeiro, uma escolha profissional mal informada, uma doença, uma crise familiar podem empurrar você anos para trás.
A narrativa do mérito absoluto é confortável para quem recebeu reforços. Educação estável, apoio emocional, referências, tempo para errar, incentivo para tentar de novo. Quando esses elementos não existem, o esforço sozinho vira uma corda curta. Você puxa, mas não alcança o outro lado com facilidade.
Isso não significa que sair da pobreza seja impossível. Significa que é raro. E quando acontece, costuma envolver algo além da força de vontade. Um encontro, uma oportunidade específica, um acesso inesperado, alguém que estendeu a mão, uma política pública, uma mudança estrutural. Reconhecer isso não tira o mérito de quem consegue. Tira a culpa de quem ainda não conseguiu.
A pobreza também molda a mente. Cria urgência constante. Você aprende a resolver o agora, não a planejar o depois. Aprende a sobreviver, não a expandir. Isso não é falta de visão. É adaptação. O problema surge quando essa adaptação é julgada como limitação moral.
Você não escolheu nascer onde nasceu. Não escolheu o nível de instrução da família, o bairro, a escola, as referências. Essas condições iniciais influenciam diretamente o quanto de energia sobra para sonhar, arriscar e persistir. Dizer que tudo depende apenas de esforço é ignorar a realidade concreta da vida.
A pobreza atravessa gerações porque se reproduz no cotidiano. Na necessidade de trabalhar cedo. Na interrupção de estudos. Na normalização do cansaço extremo. Na falta de tempo para errar com segurança. Cada geração herda não apenas menos recursos, mas mais responsabilidades.
E ainda assim, você é cobrado e cobrada como se tivesse recebido o mesmo ponto de partida que todos. Essa cobrança cria vergonha, e a vergonha paralisa. Ela faz você acreditar que não merece querer mais, que sonhar é ingenuidade, que tentar é perda de tempo. Esse é um dos danos mais profundos da pobreza. Não é só material. É simbólico.
Reconhecer isso não é se vitimizar. É se localizar. É entender o terreno em que você pisa antes de se culpar por não correr mais rápido. Quando você entende o contexto, pode buscar estratégias mais realistas. Pode valorizar pequenos avanços. Pode procurar reforços externos sem sentir que está trapaceando.
Esforço importa. Mas ele não opera no vazio. Ele precisa de estrutura, de tempo, de margem para erro. Sem isso, o esforço vira exaustão crônica. E exaustão não liberta ninguém.
Você não é menos capaz por ainda estar onde está. Você está operando dentro de um sistema que exige mais de você para entregar menos. Isso não define seu valor. Define a dificuldade do caminho.
Sair de uma hereditariedade de pobreza exige mais do que vontade. Exige acesso. Exige suporte. Exige rupturas que nem sempre estão sob controle individual. Entender isso devolve dignidade. E dignidade é o primeiro passo para qualquer transformação real.
Você não precisa carregar a culpa de um sistema inteiro nas costas. Pode carregar apenas a responsabilidade possível, aquela que cabe dentro da sua realidade atual. O resto não é fracasso. É contexto.
E quando você para de se tratar como defeituoso ou defeituosa por não ter vencido uma corrida desigual, algo muda. Você passa a se mover com mais consciência e menos vergonha. E isso, embora não resolva tudo, já rompe um ciclo silencioso.
A pobreza não define quem você é. Ela explica parte do que você enfrenta. E entender essa diferença é um ato profundo de lucidez e respeito consigo mesmo e consigo mesma.
O FRACASSO CONDICIONADO QUE AFASTA PESSOAS
Existe um abandono que não acontece de uma vez. Ele vai se espalhando conforme você não conquista o que o mundo chama de sucesso. Quando não há posses, status ou resultados visíveis, as pessoas se afastam com uma naturalidade fria. Não é sempre hostilidade aberta. Muitas vezes é silêncio, distância, ausência. Convites que param. Conversas que não continuam. Você, homem ou mulher, passa a existir menos nos olhos alheios.
A pobreza e o fracasso funcionam como filtros sociais cruéis. Eles revelam o quanto a maioria das relações é condicional. Enquanto você tem algo a oferecer, presença é garantida. Quando não tem, o espaço se fecha. Isso dói porque confirma uma suspeita antiga. O valor que te atribuem não está em quem você é, mas no que você representa.
Esse afastamento costuma ser interpretado como prova de inadequação pessoal. Você pensa que há algo errado com você. Que não é interessante, útil, digno. Mas o que está acontecendo é outra coisa. As pessoas se afastam porque o fracasso as incomoda. Ele lembra que a estabilidade é frágil. Que o sucesso pode não durar. Que o sistema não protege a todos. É mais fácil se afastar do que encarar essa verdade.
Há uma solidão específica em não conquistar nada segundo os parâmetros externos. Você não é procurado ou procurada para conselhos, oportunidades, trocas. Você se torna invisível. E a invisibilidade machuca porque você ainda é o mesmo por dentro. Seus pensamentos, sua sensibilidade, sua lucidez continuam ali, sem plateia.
Mas existe um lado que poucos têm coragem de admitir. Esse afastamento também limpa o terreno. Sem posses, sem prestígio, sem resultados para exibir, não há interesseiros. Não há bajulação estratégica. Não há relações baseadas em conveniência disfarçada de amizade. Quem fica, fica por algo mais raro.
Essa fase mostra quem se importa com você e quem se importa com o que você pode fornecer. Mostra quem enxerga sua humanidade e quem só enxerga utilidade. É um aprendizado duro, mas extremamente esclarecedor. Porque você para de confundir presença com lealdade.
Quando você está no fundo, não há performance possível. Não há como impressionar. Não há como negociar valor social. O que sobra são vínculos desarmados ou nenhum vínculo. E embora isso doa, também devolve verdade. A verdade de que muitas relações eram sustentadas por expectativa, não por afeto ou respeito real.
Se um dia você vencer na vida, e isso pode significar muitas coisas além de dinheiro, você saberá com quem pode contar. Não porque essas pessoas estarão ao seu lado no topo, mas porque estiveram quando não havia nada a ganhar. Essa memória se torna um critério interno poderoso. Você não se ilude com facilidade depois disso.
A pobreza e o fracasso ensinam algo que o sucesso raramente ensina. Ensina a ler pessoas. Ensina a perceber silêncios, ausências, prioridades. Ensina que algumas despedidas não são perdas. São revelações.
Isso não torna a solidão fácil. Não romantiza o abandono. Mas retira a culpa que você costuma carregar. O afastamento dos outros não é prova de que você não vale. É prova de que muitos vínculos eram frágeis demais para atravessar a escassez.
Você aprende também a se tornar companhia de si mesmo e de si mesma. Não por escolha idealizada, mas por necessidade. E dessa convivência forçada nasce uma autonomia que não depende tanto de aprovação externa. Você passa a se ouvir mais, a se observar mais, a se fortalecer internamente.
Quando o mundo se afasta, você descobre que ainda existe você. E isso muda a relação consigo. Você começa a construir valor interno sem aplauso. E isso, paradoxalmente, prepara você para não se perder quando o aplauso eventualmente vier.
Se a vitória chegar, você não estará ingênuo ou ingênua. Saberá que nem toda aproximação é afeto. Que nem todo elogio é respeito. E terá critérios mais firmes para escolher quem entra e quem fica.
Até lá, essa fase de vazio relacional não é uma punição. É um período de depuração. Dói porque revela, mas também protege. Protege você de se cercar de pessoas que só caminham ao seu lado enquanto há algo a extrair.
Você não perdeu todo mundo porque fracassou. Você apenas perdeu quem não suportaria caminhar com você sem garantias. E isso, embora machuque agora, pode ser um dos aprendizados mais valiosos da sua vida.
Quando você entende isso, a solidão deixa de ser humilhação e passa a ser um intervalo de lucidez. Um tempo difícil, sim, mas honesto. E honestidade, no fim, vale mais do que companhia interesseira.
Eu quero um mundo
onde ninguém precise justificar o que é.
Onde o respeito não dependa de espelho,
nem o amor precise pedir licença pra existir.
Porque o que somos; todos nós,
é muito maior
do que qualquer palavra usada pra tentar nos
diminuir. ✊🏽♀️🏳️🌈🌵🏜️🫃🏽📿🏹
-Allan Meraki
A vida não é um sopro.
É a chama.
O sopro é a efemeridade entre a vida e a morte.
Mantenha esta chama acesa, mesmo que "muitos" tentem apagá-la.
Só Deus é início, meio e fim.
Então, vamos aproveitar
o "meio", porque o fim é a incógnita imbatível e indubitável que temos no presente.
Vocês já pararam pra analisar que cuidar da própria vida da um trabalho terrível?
Você tem que lembrar: de tomar água, comer fruta, legume, ter tempo de qualidade, cuidar da saúde mental, dar atenção pra tua família, pros amigos, fazer skincare, praticar exercício físico trabalhar, pagar as contas...
Tudo isso dá um TRABALHOOO0!
Por isso tem gente, que prefere cuidar da vida dos outros!
"Tantas vezes já acordei me sentindo um livro aberto e alterado, onde as sinopses não mais se encaixavam. Hoje sei que a cada piscar de olhos, toque, cheiro eu escrevo mais uma página no meu livro da vida. Deus me concede a cada segundo a chance de mudar, o que escrevo ou quem coloco nela só vai depender de mim."
-Aline Lopes
ESPADA DA LUZ
Vi o inimigo a se levantar, o tentador a rodear, como no deserto um dia fez com Jesus.
Me lembrei do Senhor, da batalha que travou, usando a espada da luz.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, Senhor.
Espada poderosa, derrota o tentador.
Empunhando a espada firme na mão, carregando a constância em meu coração, assim como Cristo eu serei campeão.
Se Jesus, o Senhor, foi tentado, sendo Ele quem é,
Eu sei que sempre serei tentado, mas vencerei pela fé.
A espada que foi usada no deserto por Jesus ainda hoje é poderosa para desfazer as trevas com sua luz.
Lâmpada para os meus pés é tua palavra, Senhor.
Espada poderosa, derrota o tentador.
Empunhando a espada firme na mão, carregando a constância em meu coração, assim como Cristo eu serei campeão.
Cícero Marcos
Esperar
E receber a falta de tempo
desejar
E não sentir a mesma intensidade
Cantar
um solo, quando deveria ser em dueto
Agir
E não ter em troca a reação
No fim,
O gozo
Se torna um despejo
A mão
É melhor que pernas e entremeios
A solidão
É melhor que a companhia.
Enquanto se luta com a realidade distante, perde-se os sonhos pelo medo do seu fim imediato.
Amizade-Escudo
Te odeio por tua amizade,
Que despreza o meu desejo;
Ela serve como um escudo,
Que me barra o passo e o beijo.
Tenho raiva do silêncio,
Que me deixa sem resposta;
Ignorando os meus sinais,
Finges que de mim não gostas.
Odeio meu coração,
Por teimar no sem retorno;
Preferindo a rejeição,
Deste meu viver tão morno.
Como desprezo esse medo,
Do corte, do afastamento;
Da certeza que já tenho,
Deste meu cruel tormento.
Eu me sinto tão iludido,
Pelo teu modo de agir;
Pela tua dissimulação,
Que me impede de fugir.
A paz já não me pertence,
Longe de ti, a angústia;
Perto, resta a solidão,
Nessa entrega sem astúcia.
Manter-se fiel a si mesmo em um mundo que constantemente impõe expectativas e direções não é tarefa fácil, e isso pode acarretar sentimento de frustração em algumas áreas da nossa vida.
As vezes ficamos mais preocupados em atender às expectativas das pessoas em nosso entorno do que ouvir o próprio coração sobre o que é melhor para nós, como se tivéssemos a obrigação de nos colocarmos em segundo plano e fazer apenas o que esperam de nós.
Há que se considerar, no entanto, se essa atitude não seria um sacrifício tolo. A resposta a esses conflitos interiores passa pelo autoconhecimento; Considerar nossas próprias expectativas em relação a nós mesmos; Considerar que nosso coração tem razões que precisam ser avaliadas com carinho.
Resumo: A frustração de colocar as expectativas dos outros à frente das nossas pode nos levar a sentir que estamos vivendo uma vida que não é realmente nossa.
O autoconhecimento é, sem dúvida, uma ferramenta poderosa nesse processo. Conhecer a si mesmo, suas próprias expectativas e desejos pode nos ajudar a tomar decisões que estejam mais alinhadas com o que realmente queremos e precisamos. Avaliar nossas próprias razões e sentimentos com carinho é essencial para encontrar esse equilíbrio.
꧁ ❤𓊈𒆜🆅🅰🅻𒆜𓊉❤꧂
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“O Silêncio dos Astros”
Se o céu fosse um deserto,
no brilho de um olhar eu me perderia.
E no clarão da tua luz —
meu caos se acalmaria.
As mais belas palavras
não nascem da voz,
mas do silêncio que habita o olhar.
Pois há verdades que não se dizem,
há amores que não se explicam,
há destinos que apenas se reconhecem
quando duas almas voltam a se encontrar.
Onde você esta meu ar.
Eu já procurei um amor-perfeito encontrei um vazio frio no peito.
Já quis uma felicidade percebi que e raridade.
Não queria esta, sozinho com uma taça e meia de vinho.
Querê e um pensamento. Que vagar no tempo
envolve tristeza esperança e sentimento,
envolve-te por pouco ou muito tempo ate cai no esquecimento.
O Espaço do Novo
Todo fim é semente,
Um ontem que se faz ausente
Para o agora florescer.
É preciso deixar morrer
O que já não nos habita.
Ressignificar é a escrita
De quem entende o sinal:
O encerramento é o portal,
Não o ponto final.
Esvazio as mãos do que foi,
Pois o que fica, me constrói.
E o que parte, abre o lugar
Para o universo me apresentar
O que eu ainda não ousei sonhar.
O Agora é o Único Altar
A vida é um sopro, um instante sem ensaio,
Não guarde o "te amo" por um dia incerto.
Se há reciprocidade, se o peito inflama,
Não perca o repouso por quem você ama.
O orgulho é pequeno, a saudade é gigante,
Não sofra por bobagem, seja o viajante
Que valoriza o abraço e o laço que cura.
Amar e ser livre é a única aventura.
Permita-se o risco, o riso, a entrega,
Pois quem se esconde, a si mesmo se nega.
O tempo é escasso, a chance é rara:
Seja feliz com quem a alma te ampara.
Todos os dias são dias de agradecer.
Ninguém vive as mesmas 24 horas da mesma forma.
Cada um de nós é diferente e enfrenta lutas diárias distintas.
Busque driblar seus desafios e seguir em direção às suas metas.
Agradeça pelo hoje, agradeça pela vida.
Deus dará a sua recompensa na hora certa. ✨
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