Carta a um Amigo Detento
Encantadora a sua graciosidade, a luminosidade do seu olhar convincente, um charme espontâneo na sua expressividade, no seu coração, um mundo feito de amor, esquentado por sua intensidade, pelo sabor do seu atrevimento durante aquelas noites memoráveis, onde o tempo é relativo, uma hora pode ter gosto de uma brevidade bastante passageira, cada instante passa a ser imprescindível numa imersão intensa
Bem difícil conhecê-la na sua totalidade, pois não se trata de um encanto explícito, existe muita vitalidade nas suas entrelinhas, dificuldade maior é encontrar morada no seu íntimo, ser abraçado por sua fogosidade, deseja um zelo contínuo, uma troca sincera de olhares, não quer sentir apenas arrepios na sua pele, não se apega a uma eterna superficialidade, não abre mão do recíproco, das interações providas de verdades,
O seu jeito doce e intenso é irresistível assim como uma exposição de belos detalhes, que incluem o lúdico e o realismo, o espírito que vive numa rica musicalidade, aquelas mensagens profundas que deixam os versos vivos, que dão sentido a poeticidade, peculiaridade que faz dela uma mulher incrível, cujo coração não merece a imaturidade de não ser seletivo, movido somente pela paixão e sim o romantismo acompanhado da razão.
OUTONOS
Às vezes o amor parece belo
Às vezes é um elo com a dor
Às vezes tudo perece
E fica só uma flor
Marcando juras de um amor eterno
Presa entre as páginas
De um caderno perdendo a cor
Às vezes nada disso acontece
E a noite fica vazia
Às frases bonitas se calam
Se perdem na monotonia
Então os poemas não acontecem
As canções se perdem na nostalgia
As flores murcham entre espinhos
Nos outonos das nossas utopias
Eu nunca imaginei que um simples “oiii” pudesse mudar tanto coisa dentro de mim. Em poucos dias, você mudou a rota dos meus pensamentos e me levou para um lugar que eu nem sabia que existia. São só sete dias de conversa, mas a sensação é de uma vida inteira se reconhecendo aos poucos.
Ainda não conheço seu cheiro, nem o gosto dos seus beijos, mas penso todos os dias em como vai ser o nosso primeiro encontro. Seu jeito, seu olhar, sua energia… tudo em você me encanta. Você apareceu leve, intensa e verdadeira, e fez com que eu acreditasse novamente na magia de uma troca recíproca.
Hoje, a mulher que mora nos meus pensamentos vive em Goiânia - e, curiosamente, nunca pareceu tão perto de Minas Gerais.
Isso deu um boom na minha kbça:
O que Harvad e a BÍBLIA dizem sobre Resiliência:
“Você nunca deve confundir a fé de que prevalecerá no final — fé que você jamais pode se dar ao luxo de perder — com a disciplina para confrontar os fatos mais brutais da sua realidade atual, sejam eles quais forem.” — Almirante James Stockdale. Paradoxo de Stockdale
(N ser um otimista, e nem um pessimista tóxicos, mas ser um ser resiliente positivo)
"E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
E a paciência a experiência, e a experiência a esperança."Romanos 5:3,4 Bíblia Sagrada
( o deserto nos faz fortes, e com fé, chegaremos ao fim, e teremos vitórias!)
Eu amo você de um jeito que faria um psiquiatra se preocupar
e um poeta largar a caneta, em silêncio.
Você é a razão do meu esforço diário em ser melhor,
o freio nas minhas loucuras
e, ao mesmo tempo, o abismo onde eu escolho cair.
Foi você quem eu escolhi
para viver minhas fantasias mais secretas,
meus sonhos mais altos
e todos os objetivos que antes pareciam grandes demais para mim.
Em você nasceu a minha fome pelo novo,
a coragem de explorar o inimaginável
e a ousadia de tentar conquistar o impossível.
Você pintou a minha vida onde antes só havia rascunhos,
trouxe alegria onde morava o silêncio
e, todos os dias, me entrega paz, amor
e um desejo que não conhece limites.
Houve tempos em que me perdi diante do espelho,
mas hoje basta me perder nos seus olhos
para finalmente me encontrar.
Não te trocaria por nada.
Eu te quero todos os dias
ainda que todos os dias jamais sejam suficientes
para saciar essa fome absurda e linda
que eu tenho de você.
Na ausência, teu nome é chama, que arde sem se apagar. Cada silêncio é um grito contido, cada noite, um mar sem fim.
Tentei vestir a razão, mas ela se desfaz em tuas lembranças. A maturidade é frágil diante do coração, que insiste em te chamar, mesmo no vazio.
A saudade é amante ciumenta, não aceita despedidas, não conhece limites. Ela invade como tempestade, me arrasta para o centro do teu olhar.
E eu, perdido em tua ausência, te encontro em cada sombra, em cada perfume esquecido, em cada palavra que não disse.
Se o tempo é cruel, o amor é eterno. E mesmo longe, teu abraço é o destino que nunca se desfaz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Ser à prova de balas não é vestir ferro, é carregar no peito um coração que sangra e ainda pulsa. É chorar em silêncio e, mesmo assim, amanhecer. É ser ferido pelo mundo, mas não se deixar despedaçar.
A solidão pode ser um deserto, mas até no deserto há estrelas que brilham. E cada lágrima que cai é um rio secreto, que escava dentro de nós a coragem de continuar.
À prova de balas é ser humano em sua forma mais pura: errar, perder, sentir, e ainda assim resistir. Não para salvar o mundo inteiro, mas para salvar o próprio fogo que insiste em arder.
Porque vencer o mundo não é derrotá-lo, é aprender a dançar com suas tempestades, e transformar cada cicatriz em poesia.
Tatianne Ernesto S. Passaes
A dor é um idioma secreto, falado apenas dentro de nós. Não há tradução perfeita, não há ponte que permita ao outro atravessar e sentir exatamente o que sentimos. Ela é chama e sombra, é ferida e revelação. Surge como um sussurro no corpo, mas logo se torna grito na alma.
A ciência nos diz que a dor é um sinal, um circuito elétrico que percorre nervos e chega ao cérebro. Mas o que ela não explica é o silêncio que se instala depois, o vazio que se abre quando o sofrimento nos obriga a olhar para dentro. A dor não é apenas descarga neural: é memória, é emoção, é história.
E a filosofia nos lembra que a dor é inevitável, que ela nos acompanha como sombra fiel. Schopenhauer a via como essência da vida, Nietzsche como força que nos molda, Frankl como oportunidade de sentido. A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.
No íntimo, a dor é paradoxal: ela nos isola, porque ninguém pode senti-la por nós, mas também nos aproxima, porque todos, em algum momento, conhecem sua presença. É universal e singular ao mesmo tempo.
E talvez seja justamente aí que reside sua intensidade: na impossibilidade de ser medida, comparada ou negada. A dor é verdade absoluta, uma chama que arde em cada ser humano de forma única. E, ao atravessá-la, descobrimos que não somos apenas frágeis — somos também capazes de transformar sofrimento em força, ausência em busca, ferida em poesia.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Reflexão sobre a Imaturidade
A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.
Tatianne Ernesto S. Passaes
O ciúme é uma sombra que se arrasta silenciosa pelo coração, um visitante indesejado que se instala nos cantos mais frágeis da alma. Ele nasce do medo, do vazio que insiste em nos lembrar que não somos donos de nada, nem mesmo do amor que recebemos. É como uma tempestade que se forma no horizonte: primeiro uma nuvem discreta, depois trovões que ecoam dentro da mente, até que o céu inteiro se cobre de desconfiança.
No ciúme, o amor se transforma em posse, o cuidado em vigilância, o afeto em prisão. É o desejo de segurar o pássaro com força, sem perceber que, ao apertar demais, suas asas se quebram. O ciúme não protege, ele sufoca; não fortalece, ele corrói. É o reflexo da insegurança, o espelho que mostra não o outro, mas a nossa própria fragilidade.
E, no entanto, há algo de humano nesse sentimento: ele revela o quanto desejamos ser únicos, o quanto tememos ser esquecidos. O ciúme é a confissão silenciosa de que precisamos do olhar do outro para nos sentir inteiros. Mas amadurecer é compreender que o amor não se sustenta em correntes, e sim em liberdade. É confiar que quem está ao nosso lado permanece não por obrigação, mas por escolha.
Superar o ciúme é aprender a soltar, é aceitar que o amor é rio e não lago, que precisa correr, fluir, encontrar caminhos. É reconhecer que a verdadeira força não está em vigiar, mas em confiar; não em prender, mas em permitir que o outro seja livre. Porque só na liberdade o amor se revela inteiro, e só na confiança o coração encontra paz.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há corações que pedem validação a cada instante, como se o amor fosse um espelho que precisa refletir segurança o tempo todo. Mas quando o sentimento precisa ser confirmado a cada hora, ele deixa de ser encontro e se torna cobrança.
A insegurança veste a relação com correntes invisíveis, fazendo do outro não um companheiro, mas um guardião de certezas. E o amor, que deveria ser liberdade, se transforma em prisão de expectativas.
Quem exige presença constante esquece que maturidade é saber suportar o silêncio, é confiar mesmo quando o outro não está ao alcance da mão. Sem essa maturidade, o vínculo se desgasta, porque nenhum coração pode carregar sozinho o peso da insegurança alheia.
O estranho sentimento que nasce é o reflexo da desarmonia: um lado sufocado pela cobrança, o outro perdido na própria carência. E assim, o amor se torna frágil, não por falta de afeto, mas por excesso de exigência.
Amar não é pedir validação a cada segundo, é aprender a confiar naquilo que já foi dito, naquilo que já foi mostrado, naquilo que pulsa mesmo na ausência.
Que o amor seja chama que aquece, não fogo que consome. Que a presença seja escolha, não obrigação. Que a maturidade seja o solo onde o vínculo cresce, e não a insegurança que o corrói.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Reflexão sobre a necessidade de aprovação
A necessidade de aprovação dos outros é como uma lente que distorce a forma como enxergamos a nós mesmos. Quando cada palavra dita ou cada gesto realizado é medido pelo impacto que terá nos olhos alheios, a vida se torna uma busca incessante por validação externa. Nesse processo, a autenticidade se perde: deixamos de agir conforme nossos valores e passamos a viver em função das expectativas dos outros.
Essa dependência nasce, muitas vezes, da insegurança. O medo de rejeição faz com que a pessoa se agarre ao elogio como se fosse oxigênio. No entanto, quando questionada sobre essa fragilidade, a tendência é negar. A negação funciona como uma defesa: admitir a insegurança seria reconhecer uma vulnerabilidade que parece insuportável. Mas negar não elimina o problema; apenas o oculta.
O paradoxo é que quanto mais buscamos aprovação, menos livres nos tornamos. A vida passa a ser guiada por um roteiro escrito por terceiros, e não pelo próprio coração. A crítica fere, o silêncio incomoda, e o elogio se torna indispensável. É um ciclo que aprisiona.
Romper esse padrão exige coragem. Coragem para aceitar que a insegurança existe, para reconhecer que não é possível agradar a todos, e para compreender que o valor pessoal não depende da opinião externa. A verdadeira liberdade surge quando a pessoa aprende a se validar internamente, a se olhar com compaixão e a aceitar suas imperfeições como parte da jornada.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Existe um tipo de descanso que não vem do sono,
vem de permitir pensamentos inúteis,
daqueles que não rendem conclusão,
não viram lição,
não servem pra nada além de existir por alguns segundos.
Lembrar de uma música antiga sem saber por quê.
Reparar no jeito que a luz bate na parede.
Pensar numa cena que nunca aconteceu.
É aí que o corpo afrouxa e a cabeça desarma.
Porque nem tudo precisa de sentido imediato.
Algumas coisas só precisam passar.
Pensar também é brincar.
E quem não brinca com a própria mente
acaba sendo dominado por ela.
Às vezes, clareza não vem do esforço.
Vem do intervalo.
Nem liga, guria
Não vou poder te atender
Tô encontrando em minha vida um canto só pra você
Se a gente já soubesse como vai ser a viagem
Não perderia tanto tempo com bobagem
E o meu peito poderia muito bem ser a tua moradia
Eu finjo que acredito no que dizem sobre o amor
Eu finjo que é eterno, mas te peço, por favor
Esquece tudo e vem passar comigo essa madrugada tão fria
O passado é um museu empoeirado,
onde nada existe além do que já foi.
Sabemos disso,
mas, como bons amantes e hipócritas,
sempre retornamos
ao início do fim.
Caminhamos por corredores antigos,
dançamos com memórias,
brincamos com dores e conquistas
como se ainda fossem nossas.
Tentamos entender
em que curva da vida
nossas escolhas mudaram de rumo,
em que sala ficou o que perdemos.
E assim, presos às lembranças,
às vezes esquecemos
que a vida não mora no ontem,
mas respira — silenciosa —
no agora.
AMENDOIM COM CASCA
Oi, tudo bem?
Um amendoim por favor, sem casca
Ah, era exercício e eu não sabia
Comer amendoim era um bem que só, meu velho avô me dizia...
Não vai comer muito isso, menino, que tem efeito bumerangue
Quando tu vais ver, olha só, do nariz lhe arranca sangue
Eita vô, meu velho pai cabra bão bom e não era doce, amargurado da vida de gado que tinha levado, matando boi até no dente!
Eita meu velho vô, era valente, homem crente, de um ar puro, um abraço curador, jeito inocente, que só se sente quando está presente de uma pessoa assim que mesmo mascando boldo da vida amarga masca sorridente.
Eita, vô valente!
Se eu pudesse transformar o passado, transformaria em um presente, só pra estar de novo na sua presença pura, pois estou precisando de cura de um abraço ardente, ...
Ah meu velho avô, como sinto sua FALTA e por você cravaria até um pênalti
Eita homi bravu, homi valenti, falava em caçar onça, ele dizia, pego no dente, eita homi bravu, eita homi valenti
Até que um belo dia se foi, se tornou uma estrela no céu, meu anjo na Terra
Ah meu avô, por você eu lembro, entrava até em guerra e nem tinha idade pra isso
Te defendia com um pedaço de pau, eu também era bravo, era o tal e você ria disso
Meu avô era maneiro, um velhinho mineiro, juntou em boi, amansou cavalo, fez 3 filhos pedreiros, ah meu velho avô, seu silêncio conselheiro
Me acobertava em tudo, meu velho avô era maneiro, falava pouco a grosso modo, a modo mineiro, meu vô era legal, meu vô era maneiro
Ah meu velho pai avô, quanta saudades, ainda me lembro de cada idade, todo aniversário estava PRESENTE, eita meu vô, nunca me abandonou, sempre se preocupou e eu não dei valor, queria de volta, não importa a soma que for, eu só queria meu avô...
.... Passe o tempo que for, ainda vou lembrar do meu VELHO avô
Manifesto: O Fim do Sufoco
É impossível aceitar ver uma mulher sofrendo e se humilhando por um homem 'pequeno'. Alguém que não merece ser chamado de homem e nem comparado aos animais, pois até um cachorro pode ser mais ético e afetuoso do que um ser que só pensa no próprio ego e vive de soberba.
É ridículo ver um homem que ridiculariza a companheira — seja ela esposa, noiva, namorada, mãe ou amiga. Homens que tentam rebaixar a mulher, controlando a roupa que ela usa ou exigindo que ela se troque, achando que, só por terem dinheiro, podem comprá-lo.
Mulher não é objeto, não é brinquedo. Mulher é preciosa.
Aquele que menospreza a dona de casa, dizendo que ela 'não faz nada', deveria tentar fazer o serviço sozinho para sentir o peso da rotina. É covardia fingir que não ouve quando ela fala, ou agir com indiferença. Nenhuma mulher deveria carregar o peso de um sobrenome ou o medo de ser livre. Ninguém merece ser humilhada ou desprezada justamente quando está doente ou vulnerável.
Se o homem está mal, que procure terapia, mas que não desconte suas frustrações em quem está ao seu lado. Mulher não nasceu para bancar vício de 'otário' nem para aceitar monstro camuflado de 'homenzinho'. Respeito não é opcional, é o mínimo.
"Peço desculpas aos homens de verdade, pais de família honestos e companheiros leais que lerem isso; sei que vocês existem e honram quem amam. Minha fala não é um ataque a todos, mas um desabafo necessário contra aqueles que usam uma máscara de decência para esconder o desrespeito"
♥️Meus Pilares de Vida♥️
Dizem que a vida é um voo solitário, mas eu descobri que só consigo abrir minhas asas porque tenho onde pousar. Minha caminhada, com todos os seus desafios e superações, é escrita a seis mãos.
À minha mãe, minha soberana rainha: você é a raiz que me sustenta e a força que me ensinou que ser mulher é ser fênix. Seu colo é o meu refúgio e sua sabedoria é o meu guia nos dias de tempestade.
Ao meu irmão, meu melhor amigo: obrigado por ser o elo, por caminhar ao meu lado sem soltar minha mão e por transformar as minhas perdas em motivos para recomeçar. Com você, o fardo fica leve e o horizonte parece mais perto.
Vocês são os pilares que Deus colocou na minha terra para que minha alma pudesse tocar o céu. Amo vocês além das palavras.
Com carinho: Amanda Tamiris da Maia
Assusto porque o meu silêncio é mais violento do que qualquer grito preso em minha garganta, um som que nunca nasce, mas morre centenas de milhares de vezes dentro de mim
Há um abismo aberto no meio do meu peito e ninguém vê o porque ele não sangra por fora, não é apenas um mar de águas ensanguentadas, é uma fonte sem fim
Eu carrego um terremoto sob a pele e tudo treme, tudo racha, tudo desmorona e por fora eu continuo em pé, educada, inteira, aceitável, intensa.
Um mundo enorme e mesmo assim sinto em meus ombros e ele está pesando inteiro sobre mim, como se eu tivesse sido escolhida para sustentar o que não cabe em minhas mão, apertando com a palma de suas mãos
Vivem me dizendo “não é nada demais”, “tem gente pior”, “isso passa”, mas só sabem exatamente o que você passa, quando eles sofrem na pele o que você sentiu
Porque a dor não se mede comparando tragédias.
Eu não quero parar, pois parar é descansar, eu quero desistir, não consigo mais fingir que não dói, simplesmente por que alguém me disse que era fraqueza demonstrar tristeza
Quero desistir de sorrir com os lábios enquanto por dentro tudo implora por socorro.
Queria rasgar o peito e mostrar que aqui dentro há um campo devastado
Não flores, elas foram destruídas
Não esperança bonita, onde nunca existiu
Mas terra revolvida, raízes arrancadas, céu escuro ao meio-dia, um fogo gelado
O caminho de pedra virou lâmina e cada passo que eu dei é um corte invisível
Cada palavra maldita que engulo vira espinho na garganta, me fazendo perder a voz
E eu engulo, sempre engulo, o sofrimento se sente sobre mim como um rei tirano e cruel que exige silêncio
Ele aperta minha voz até ela virar eco, até um dia nem o eco possa se ouvir
Eu grito e o som morre antes de nascer
Eu falo e me transformam em exagero, calando minha voz
Sou julgada antes de ser ouvida, sou a fraqueza antes de ser compreendida
E dói, dói num lugar que não tem nome, dói como se algo estivesse sendo arrancado
devagar, dia após dia, sem que ninguém perceba
Eu sou uma guerra sem plateia, o incêndio sem fumaça, uma tempestade que só acontece por dentro, é invisível e ninguém pode ver, ( não sentir, não deixar saber)
E o pior não é a dor, é a solidão que insiste em me acompanhar, e a vida me obriga a continuar respirando.
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