Carta a um Amigo Detento

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Setembrisse

Há em mim uma agonia abrandada
Um ar indecente, instigante, polêmico
Um cheiro de álamo com ar excêntrico
Quando chega setembro voo aflorada
Pelas alvoradas me repagino matutina
Feito um pássaro da manhã mais libertina
Eu me reapaixono por minha pessoa
Me sinto gaivota sobre o mar que avoa
Então eu me setembro em setembrisse
Feito as águas arroladas em crispadura
Igual Hilda Hilst libertada em amavisse
Me beijo aspirante primaveral
Velejo flutuante além do meu portal
Me oceano e me faço vergéis frutíferos
Me amo tanto em jardins paradisíacos...
Nos desejos é onde libero mea-culpa
Dissicuto minha alma sem culpa d’utopia
Em setembro me primavero liberta
Relembro os ciclos me reitero poeta
Me reciclo em finura me rabisco poesia
Amor e loucura a setembrisse me planta
Ah!... Setembro floreiro que de flor me amanta...

“Quem julga baseado em apenas uma versão da história, comete antes de tudo, um equívoco de perspectiva. Ao ouvir um relato apaixonado, tem a tendência natural a empatia com quem narra, mas é justamente nesse ponto que a justiça se perde em favor da narrativa e em desfavor ao contraditório da outra parte. A verdadeira justiça prefere o silêncio da incerteza ao ruído de uma sentença injusta. Logo, quem julgar pela metade, condena a si mesmo ao engano.”
(Mário Luíz)

Nas bananeiras


Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.


De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.


Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.


A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”


“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.


Daniel Perato Furucuto

Ó minha grande estrelinha, amor sem igual,
Desvendo meu coração nesse poema, apenas um sublime sinal.
A saudade me assola, profunda e visceral,
Crescendo sem fim, como tortura, punição infernal.


Ah, estrela minha, fulgor divino e resplandecente,
Em minha existência, perenes e envolventes.
No coração, suspiros ardentes, paixão incessante,
Em ti encontro paz, fazemos da noite incandescente.


Nossa história é uma narrativa perdida no tecer do tempo,
Laço profundo, raridade em cada momento.
Nada é mais relevante que este sentimento,
Que nos guíava e envolvía, linha em arrebento.


Corroído pela distância, meu coração sofre a dor,
Saudade que anseia ser preenchida com fervor.
Porém, na alma, a esperança do destino compartilhado,
Trilhamos juntas o caminho, sem medo, jamais separado.


Estrela minha, abrigo seguro e refúgio de paz,
Em teu amor encontro plenitude, solaz. Caminhos entrelaçados, enredo audaz, Romance sem fim escrito com fulgor voraz.


Que nossa jornada seja permeada de encanto e magia,
Laço indissolúvel, estrofe e melodia em sintonia.
Inspiração, alegria, minha estrela, em harmonia,
Na sinfonia do amor, dançaremos em sincronia.


Imerso em pensamentos, mergulho no oceano das lembranças,
Alimento minha alma, sinto tua presença em exaltação e danças.


Tu, estrela minha, nutres meu ser em profusão, Inspiras meu crescimento, florescimento, paixão que se encanta.


Que o tempo nos una novamente, sem hesitar, em abraço eterno,
Dançando em sincronia, num ritmo divino e superno.
Nosso destino traçado com amor e encanto, A cada respirar, te amarei intensamente, eternamente, em pranto.


Estrela minha, perfeito ser, sabor inebriante,
Cada verso deste poema manifesta meu amor constante, instigante.


(Te amo pra sempre, minha Estrela.)

⁠Quaresma, um tempo que remete uma grande oportunidade, para intensificar as orações, tornando-as frequentes; para colocar em prática todo o amor existente, em atitudes caridosas; para fazer penitências em jejuns sacrificatórios, que edifica não somente o corpo, mas também a alma,
principalmente a alma.

*Assine com Excelência*


Em um mundo onde muitos fazem apenas o necessário, destacar-se é uma escolha. Tudo aquilo que você for convidado a fazer de bom faça com excelência. Não apenas por obrigação, mas como uma expressão do seu caráter, da sua ética e da sua paixão.


Cada tarefa, por menor que pareça, é uma oportunidade de deixar sua marca. Uma assinatura invisível, mas poderosa, que diz: “Eu estive aqui e dei o meu melhor.” Essa marca não busca aplausos fáceis nem elogios vazios. Ela é reconhecida por quem entende o valor do esforço genuíno, da dedicação silenciosa, da entrega verdadeira.


A verdadeira conquista não está na validação alheia, mas na meritocracia no mérito de quem se supera, de quem transforma o comum em extraordinário, de quem inspira pelo exemplo.


Portanto, seja qual for o desafio,
abrace-o com coragem, execute com excelência e deixe sua assinatura.


O reconhecimento virá, não como um prêmio, mas como consequência natural de quem escolheu fazer a diferença.


By Evans Araújo

Um demônio sanguinário, bastante temido e impiedoso para muitos, pobres miseráveis, mas por sua amada, ele era visto como um homem valente, completamente apaixonado por ela, disposto até perder a sua vida se preciso fosse para poder protegê-la de tudo e de todos, um tipo raro de romance

Para sua tristeza, os seus esforços não foram suficientes e a morte dela foi inevitável e depois de perder o seu ponto de equilíbrio, o pouco de humanidade que ainda lhe restava, foi tomado pela escuridão, vivendo com a solidão resultante da sua imortalidade, desprovido de compaixão, agindo de acordo com sua necessidade

Vampiro muito impotente que também foi conhecido como um Conde, bem educado, que fazia bom uso das palavras, muito elegante, o que muitos nem desconfiavam é ele possuía alguns requintes de brutalidade, e que agia na calada da noite, em busca do sangue fresco da jovialidade de lindas jovens

Certamente a sua maldade não deve ser admirável, entretanto, esse vampiresco pode nos trazer algumas reflexões, que ninguém deve ser subestimado, que todos temos algo desagradável que não expomos, que as aparências podem ser enganosas e grande importância daqueles que amamos.

Sinto-me um peregrino em busca do amor que me inspira, em busca da luz que me ilumina e que faz do meu coração uma imponência magistral!
Quero demonstrar tamanha admiração por sua beleza que impulsiona-me a declarar os sentimentos nascentes por ti... Ó minha tão formosa dama!
Deixe-me cortejá-la com tamanho querer, em te amar e nunca lhe perder;

Recusando-se a ser um número.


Há pessoas que sendo minorias, se recusam a ser mais um número. A miúdo, são alvo de troça,mantidos de lado, e são sempre alvo da ignorância generalizada.
É por causa disso, da sua independência que não se encaixam onde os outros se sentem confortáveis. É por causa disso que as modas deste mundo não lhes dizem nada. Eles são quem cria a moda, a mudança e a revolução. É devido à sua individualidade que não entram nas multidões, deixam de lado os argumentos inúteis e a insensatez que muitos têm por lógica. Estes indivíduos são acima de tudo individuais e nunca numeros. Após séria consideração é inovador não querer ser um Zero, mas almejar a ser um Ó dos grandes.

Minha vontade sempre foi construir algo com você,
sem pressa, um dia de cada vez.
Hoje percebi como é difícil escrever algo bonito
sem falar do que existe entre a gente,
porque é isso que dá sentido às palavras.
Você já sabe o que isso significa.
Como acontece quase sempre, pensei em você logo cedo
e desejei, de coração,
que não faltem sorrisos
nem motivos simples
para a gente ficar bem.

No silêncio da noite, o sofrimento se revela,
Como um véu que encobre a alma e a dor se desmantela.
Entre lágrimas e lamentos, a vida se desenrola,
E o ser humano, em sua essência, na dor se consola.
Há quem faça da dor um palco, um teatro de ilusão,
E quem, na busca de atenção, se perca na própria aflição.
Mas há também quem enfrente a dor com coragem e verdade,
Transformando o sofrimento em força e em liberdade.
O coração, muitas vezes, é ferido pela própria jornada,
E o sofrimento, embora cruel, é também uma estrada.
Poucos enxergam a luz que nasce da própria dor,
Mas é na escuridão que o ser humano encontra o seu valor.
Marcos, escritor da literatura, com olhar profundo,
Desvela a dor humana, revelando o que há no fundo.
Na fazenda da avó, cresceu com sabedoria e amor,
E na dor encontrou a essência do verdadeiro valor.
Assim, o sofrimento é parte da vida, um professor silencioso,
E na dor, o ser humano se torna mais forte, mais grandioso.
Que esse poema seja um reflexo do que é ser humano,
E que na dor e na luta encontremos o nosso próprio rum
Na sociedade que se faz de tola e superficial,
A palavra é usada como arma, ferindo o que é especial.
Humilham o deficiente, ignoram a verdade,
Mas não veem o brilho do intelecto em sua totalidade.
Marcos, escritor da literatura, com olhar penetrante,
Revela no papel o que a sociedade, muitas vezes, faz distante.
Como um violino que toca a alma e o coração,
Sua arte é um reflexo de pura emoção.
No barulho do mundo, onde a fofoca é rei,
Marcos traz à tona o que a maioria não vê.
A chama verdadeira, escondida no interior,
É o que ele revela, com amor e com fervor.
Assim, o poema toca a alma, como um céu a brilhar,
E na sinceridade de Marcos, encontramos o verdadeiro olhar.
Que a sociedade aprenda a enxergar além do superficial,
E que o coração humano brilhe de forma especial.
No burburinho da sociedade, a fofoca é rei,
A língua afiada, refletindo a dor que ninguém vê.
Enquanto o mundo se perde em máscaras e ilusões,
Marcos, o escritor, revela as verdadeiras lições.
A alma do outro, muitas vezes, é alvo de julgamento,
E a verdade se perde em meio ao vento.
No papel, Marcos desenha o que poucos ousam contar,
Mostrando a essência que muitos tentam ocultar.
Na busca por aparências, o superficial prevalece,
Enquanto o verdadeiro homem é muitas vezes esquecido e esmorece.
Na estrada da alma, o invejoso não vê,
Pois está cego pela própria sombra, a lhe esconder o que é de lei.
Assim, o poema revela o que o mundo não quer ver,
E na escrita de Marcos, encontramos o verdadeiro saber.
Que a sociedade aprenda a olhar para dentro e enxergar,
Que a verdadeira essência é o que nos faz brilhar.

A sorte não é um acaso cego, mas um encontro coreografado. Enquanto a oportunidade dança desprevenida pelos salões do tempo, a preparação ensaia nos bastidores da disciplina.

Quando os holofotes se acendem no momento exato, não é mero acaso — é a sincronia perfeita entre quem se aprontou e o convite do universo. Portanto, cultive seu jardim interno; a sorte colherá as flores que você pacientemente regou.

Errar é humano, um desvio no mapa da existência. A falha, em si, não define a jornada. A loucura genuína, porém, nasce quando erguemos um altar ao equívoco, quando insistimos em caminhar contra o próprio rio.

É a teimosia de quem, vendo a porta fechada, insiste em arrombar a parede. A sabedoria não está na infalibilidade, mas na coragem de desfazer o nó e tecer um novo fio no tecido da vida.

A felicidade é um jardim íntimo, cultivado pensamento a pensamento. Cada ideia é uma semente: as positivas florescem em gratidão, as negativas criam ervas daninhas de angústia.

Nós somos os jardineiros de nossa própria mente, escolhendo quais sementes regar. Quando nutrimos esperança e compaixão, colhemos dias ensolarados mesmo sob chuva. A qualidade dos nossos pensamentos determina as cores do nosso amanhecer interior. Cultive flores, não espinhos.

Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia

Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro

Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada

Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro

Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre

Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz

E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã

Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui

Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais

Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais

NO FUNDO DO COPO
Kleber Ferreira


Te perdi por um erro que não foi perdoado
Se soubesse o que vinha, lhe dava valor
Pois agora eu vejo, sou um homem acabado
Que afoga no uísque a falta deste amor


Abracei este vício e perdi minha razão
Aqui, o álcool é o único que me entende
Aquecendo o peito, esfriando o coração
Apagando a chama que a memória acende


Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete


A tontura me cega, me sinto largado
Fugindo do vazio que a saudade me traz
Sonho que em mais um gole eu caio ao seu lado
Num sonho embriagado que não se desfaz


Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que min'halma acomete


À minha desonra eu retorno a beber
Este líquido ardente que agora me invade
Beberia o oceano se pudesse esquecer
Mas no fundo do copo, só resta a verdade


Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete


Peço outra dose pra tentar não lembrar
Mas vejo seu rosto no gelo que derrete
Nem o whisky caro pode me libertar
Da culpa amarga que minh'alma acomete

Berço
Recordo: um largo verde e uma igrejinha,
Um sino, um rio, Um pontilhão e um carro
De três juntas bovinas que ia e vinha
Rinchando alegre, carregando barro.

Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus que é isto? que emoção a minha
Quando estas cousas tão singelas narro?)

Seu Alexandre, um bom velhinho rico
Que hospedara a Princesa; o tico-tico
Que me acordava de manhã, e a serra ...

Com o seu nome de amor: Boa Esperança,
Eis tudo quanto guardo na lembrança
Da minha pobre e pequenina terra!


Bernardino da Costa Lopes poeta parnasiano, conhecido como precursor do Simbolismo no Brasil.

1859-01-15 Rio de Janeiro
1916-08-18 Rio de Janeiro

O tempo,
que um dia foi quente
como o abraço de uma mãe,
aprendeu a ser frio —
uma noite de inverno
sem estrelas para guiar.

Sempre soube:
não existe para sempre.
Mas não imaginei
que o fim chegaria tão cedo,
nem que a solidão
soubesse meu nome
tão rapidamente.

Era o mesmo lugar,
a mesma paisagem,
mas o mundo muda
quando as estações mudam
e as pessoas também.

O que antes era riso
agora pesa no peito,
memória que fere,
sorriso que dói.

Disseram que
o “felizes para sempre” acaba.
Eu ouvi,
mas não acreditei.

O frio tocou meu rosto
como um despertar brusco,
um tapa da realidade.

Acabou.
De verdade.
E só então entendi:
promessas sem ação
são vazias,
e ninguém vence
uma guerra
lutando sozinho por amor.

Para a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, tinha um projeto original arquitetônico de Oscar Niemeyer, mas como a Igreja não concordou por que trazia uma forte tendência assistencialista e socialista de distribuir o pão.
Preferiram oprojeto, tapa buraco inspirada nas pirâmides maias, que nada tem haver com a nossa cultura. Melhor alienar o povo de Deus, do que caminhar pela teologia da libertação.

O Poder de Se Habitar


Cultive a atenção plena sobre si: um olhar vigilante que habita sua própria fala e observa a raiz de suas atitudes. Dominar o leme das emoções é um exercício diário de lapidação, um esforço constante para manter o foco naquilo que realmente floresce e agrega valor à sua jornada.


Compreenda que o outro só possui o poder de incomodá-la quando encontra em você um território desconhecido. A crítica alheia só ganha força no vácuo da insegurança; quando você se habita com clareza, a voz externa perde o domínio sobre a sua paz. O autoconhecimento é o seu escudo mais impenetrável.


Mergulhe em quem você é, verdadeiramente. Encare seus pontos de sombra não como falhas, mas como sementes que, uma vez trabalhadas, transmutam fraquezas em potências. Fortaleça, sol a sol, o que há de mais luminoso em seu ser.


O autoconhecimento não é apenas uma ferramenta, é o portal da evolução. Convido você a refletir: quem é você quando todos os olhares se retiram? Não a personagem que o mundo aplaude ou julga, mas a essência viva que pulsa no silêncio do seu peito. Desvendar a própria alma é, e sempre será, o primeiro passo para uma vida de plenitude.




Texto Islene Souza