Carta a um Amigo Detento
O mundo é um farol que gira sem parar,
lança luz para todos os lados,
mas não aponta caminho algum.
Ele ilumina, confunde, seduz —
e chama isso de liberdade.
A escolha é tua.
Seguir qualquer luz é fácil;
difícil é não se perder no brilho.
O mundo oferece ruído, pressa, vaidade,
promessas ocas embrulhadas em desejo.
Escolhe bem.
Nem tudo que reluz guia,
nem toda estrada leva à verdade.
O mundo não tem o que oferecer
a quem busca sentido,
apenas distrações para quem esqueceu quem é.
Quem não decide, deriva.
Quem não discerne, afunda.
E só permanece inteiro
quem entende que a luz verdadeira
não vem do mundo —
nasce dentro de você.
Com o passar dos anos, foi ficando claro um papel que nunca foi escolhido, apenas assumido. Existir para servir quem passa. Ser riso quando falta leveza, ser escudo quando aparece o perigo, ser distração nos dias vazios. Ser o apoio, o ombro, o abrigo. Estar ali para tudo e para todos, sempre que precisarem.
O tempo vai passando , horas, minutos, segundos, dias, anos , e a ficha cai de um jeito que machuca. Parece que o propósito é ajudar os outros a crescerem, enquanto o próprio crescimento fica em pausa. A felicidade até aparece, mas nunca fica. É sempre temporária, como se não fosse feita para durar.
E dói perceber que o final quase sempre é o mesmo. Correr, se doar, insistir… e acabar voltando para o mesmo lugar. A estação zero. Aquele ponto onde tudo recomeça, mesmo quando nada mudou de verdade.
Ali, o silêncio pesa mais que o cansaço. Não tem reconhecimento, não tem despedida. Só fica a sensação de ter sido útil e, ao mesmo tempo, esquecido. As marcas do esforço ficam pelo caminho, invisíveis para quem seguiu em frente.
O ciclo se repete. Ajudar, proteger, sustentar quedas, emprestar luz quando o outro escurece. Depois, ver de longe essas pessoas seguindo mais fortes, mais inteiras, enquanto quem ficou continua no mesmo lugar.
Mesmo assim, a espera continua. Não por esperança, mas por costume. A estação zero já não assusta tanto — vira algo conhecido, quase confortável na dor que se repete. Aprende-se a sorrir sem motivo, a oferecer sem receber, a seguir mesmo quando não existe um novo caminho.
Os dias passam como trens que não param. Levam sonhos que não eram seus, histórias que não ficaram. Sobram apenas lembranças soltas e a certeza de ter cumprido um papel que nunca foi pedido.
No fim, parece que algumas pessoas existem para ser ponte, nunca destino. Para sustentar o mundo em silêncio. Não para serem vistas ou lembradas, mas para garantir que outros cheguem mais longe. E enquanto todos seguem viagem, permanece quem sempre esteve ali — invisível, cansado, recomeçando outra vez do mesmo ponto.
"Há um tipo de cansaço que não vem do corpo,
nasce do acúmulo de tentativas que nunca chegam ao sim.
De portas que se fecham antes mesmo de serem tocadas.
A vida vai negando em silêncio,
como quem repete a mesma resposta até que o coração aprenda a desistir.
Cada frustração vira peso,
cada expectativa, mais um nó difícil de desfazer.
Seguir adiante deixa de ser coragem
e passa a ser apenas hábito.
Um movimento automático, sem entusiasmo, sem brilho.
Não é vontade de parar,
é exaustão de insistir.
Um desejo mudo de descanso
de um mundo que cobra demais
e devolve de menos".
Hoje uma estranha calma está em mim...Me sinto segura e um tanto felina...Acabou a pressa, tenho somente o desejo da espera...Observo como a loba espreitando sua presa...Sigo com olhares ...Pra enfeitiçar ...E sei que enfeitiço...Os encantos de uma feiticeira pronta e perfeita...Sei vai ser difícil sair da minha teia ...Por isso aviso ,se não quer ficar nem chegue perto...Se não quer se apaixonar ...Não viaje sob meu céu...Foge ...Mais foge rápido...
Não sei pegar de leve ...Eu me esparramo ... Eu inundo...Eu devoro..
Mesmo na solidão entre seu mundo e o meu ...
Um coração guerreiro segue sofrido ...
Buscando na luz da lua e do sol reflexos
daquele momento que marcou nossas almas ...
Meu amor por ti se tornou um escudo sagrado,
se tornou luz, quando outras luzes se apagaram.
Pois meu corpo sabe que só a ti pertence ...
Um dia ancorei no seu cais...Me permiti sonhar...
E hoje passo a vida a desejar seu mar.
Busco na imensidão o brilho do seu olhar...
Mas é meu coração seu templo sagrado...
Onde vive esse amor feito prece...
Suplicando estar compassado com no seu...
Foi uma promessa
Não iria mais amar
O acaso me trouxe
Um novo momento
Voltei a acreditar
No amor...
No que nao posso ver
Mas tive medo
De novamente
ter meu coracao ferido
Tive alma machucada
E fugir foi a saída
Um dia você chegou
E delicadamente
Foi me curando
Me enchendo de paz
Quase te deixei partir ...
Por estar despedaçada
Voce me juntou ...
Tomou conta de mim
Tua luz foi tao forte
Acendeu meu sorriso
Escreveu em mim
O poema mais bonito
Me mostrou
O amor mais lindo
Que eu conheci
Meu doce anjo
Por você me ponho
a contar estrelas
Vejo meu mundo
Agora mais bonito
Eu te amo ...Seu amor
Me salvou de mim...
Menininho do espaço sideral
(Poesia baseada no Le Petit Prince de Antoine de Saint-Exupéry)
Um pequeno astro no meio do universo!
Clama por atenção!
Pequenino! Miúdo!
E grande de coração!
A amizade é o bem mais precioso que podemos conquistar na vida!
No qual encontramos e levamos!
Somos responsáveis por nossos amigos!
O que ensinamos! O que aprendemos deles!
Cada um que passa por nossas vidas deixa um pouco de si!
E leva um pouco de nós!
Amigo é a nossa alma fora de nós! Tão importante e que devemos cuidar!
Assim como uma plantinha pequena que precisa de cuidados!
O tempo é o senhor dos laços! Da história que construimos!
E nossos amigos são os registros de tudo o que fazemos e vivemos!
Por isso a amizade é muito importante! Por que armazena nossa história!
Não importa o tamanho do lugar! Do planeta! das pessoas!
Não importa quantos e a quantidade de amigos que tenha!
Mesmo que seja uma rosinha no meio do espaço sideral!
O tamanho da honestidade e da amizade! Do coração é que importa!
Quantidade não é qualidade! E nós somos sempre responsáveis!
Por tudo que dizemos e fazemos com nossos amigos!
Um amigo é o cuidado que temos com nós mesmo! Ao outro!
O Que Me Faltou
A vida passou diante dos meus olhos
como um trem que nunca esperei pegar.
Eu estava ocupada demais
cuidando, sustentando, sendo porto
para todos que precisavam ancorar.
Disseram que vivi plenamente,
que fiz o que quis,
que eu devia ser grata.
Mas ninguém viu
o silêncio que ficou em mim
quando o aplauso acabou.
Há um cansaço que não vem do corpo,
vem da alma que sempre se doou
e raramente foi escolhida.
Um vazio sem nome,
essa falta que não grita,
mas dói.
Nunca me senti amada —
não de verdade.
Sempre havia uma explicação,
um motivo justo,
uma história bem contada
para a ausência do afeto.
E eu segui.
Mesmo faltando.
Mesmo tentando entender.
Mesmo sorrindo para não incomodar.
Sigo…
com essa coragem silenciosa
de quem aprendeu a viver
sem receber o que mais desejava:
um amor que ficasse.
— Zeni Muniz
Raízes invisíveis
Aprendi a caminhar
com um céu nublado por dentro,
sem pedir que o sol explicasse
por que não ficava.
Há encontros que não acontecem,
mas ensinam o corpo
a reconhecer profundidades.
Guardei o que não pôde ser dito
no mesmo lugar onde o vento guarda
o nome das coisas que toca
e nunca possui.
Não carrego ausência,
carrego espaço.
E nele crescem forças silenciosas,
raízes invisíveis
que me mantêm em pé
mesmo quando tudo parece distante.
Sigo.
Não porque esqueci,
mas porque viver
também é uma forma de amor.
Os casais que têm o suficiente para serem felizes, mas não são.
Têm casa, um carro simples, trabalho, filhos e uma vida construída.
Ainda assim, permitem que coisas pequenas os decapitem:
o orgulho que não cede,
a vaidade que fere,
a ambição que afasta,
as aparências que mentem.
Esses males corroem silenciosamente o amor,
cegam os olhos, endurecem o coração
e fazem pessoas viverem perdidas,
resmungando dentro do próprio casamento.
A vida oferece caminhos verdadeiros
a quem realmente deseja viver a felicidade.
Ela se revela no agora, no simples, no essencial.
Aproveite o momento.
Valorize o que é real.
Você é importante para Deus.
Em bela tarde, um olhar sutil, olhar indecifrável.
Olhar de quem viu mundos, olhar que sentiu tremores.
Olhar que transcende o tempo para ver o real sentido da vida:
Conhecer as obras da natureza e conviver com elas.
Esse olhar vem de um indivíduo que, por um breve momento, recusou sair da realidade projetada
para sentir o olhar de um mundo fechado em um outro ser.
Olhares cansados, olhares alegres, olhares profundos, olhares transparentes,
olhares sutis que levam ao indecifrável.
Do indecifrável aos tremores da vida terrena,
entre a sensível camada de alegria e tristeza,
através dos olhos que não apenas veem, mas sentem,
atravessam e se perdem nas entrelinhas do existir.
Olhos que revelam o que as palavras não alcançam.
E, por um instante, tudo silencia e só o olhar fala.
Por uma fresta, um fio de neblina, dançava como a seda mais fina. Lá dentro, um coro baixo que eu ouvia: eram gritos calados ou só melancolia?
Recém-chegada a este corredor, minha mão curiosa bateu, sem temor. Então, um toque, um afeto gentil no meu ombro, neste outono de abril.
Uma música clássica enchia o lugar, não era terror, era só um bailar. E eu caminhei pelas salas vazias deste lar de esquecidas alegrias.
Quem me tocara com mão tão serena? Era o meu outro eu, que me livra da pena. Mas não havia porta, nem música, nem mão... Só o eco dançando da imaginação, no palco sem luz do meu próprio roteiro, assinado por um nome estrangeiro: Esquizofrenia.
A dança mortal se inicia silenciosa, como um sussurro que fere.
Cada passo arranca pedaços de vida, cada giro desprende carnes do existir.
Lágrimas se congelam no ar, afiadas como lâminas que dilaceram a alma.
A vergonha, oculta nas sombras, apodrece devagar tudo o que ainda pulsa.
E o tempo tardio e veloz apaga o espaço, deixando apenas ecos perdidos entre palavrões que se perguntam:
“Por quê? Por quê?”
No horizonte, uma criança observa atenta a cena.
A estátua no alto do monte, outrora símbolo de glória, agora representa o fim dos tempos.
Ela cai não com estrondo, mas com um suspiro e arrasta consigo a elite.
No colapso, um novo tempo se abre.
Novos líderes nascem do caos, e até o extermínio se torna semente.
Porque ali, naquele mesmo monte, surge um vestígio…
Pequeno, quase imperceptível
Mas suficiente para lembrar que até a mais cruel das danças era, no fundo, apenas o recomeço.
Pela varanda o garoto enxergava o mundo
Parou por um instante, percebeu uma velha cadeira branca
O sol a aquecia, e ele, tonto, pensou por que precisava estar ali
No mesmo instante, um pássaro belo pousou na varanda
E de repente voou, então relembrou que ali se sentavam amigos
Amigos como pássaros voam, e os resquícios que ficam são a beleza
que o pássaro deixou, mas que o menino não esqueceu.
Um menino andava pelo quintal, em rápido pressentimento ao olhar para trás.
Imaginou sentir uma presença: era uma raposa.
Raposa com olhos fixados, toca em poça de lama marcando o caminho traiçoeiro.
O menino, paralisado não pelo medo, mas pela beleza da raposa, segue o caminho.
Ecoa um grito, depois um tiro, era o revólver que o menino segurava.
A raposa o removeu de sua mão e, ao remover, deu cor à sua pelagem branca, pois a raposa era albina.
O menino grita, pois a lua chegou, e desconhecia a morte.
O menino que andava, agora corria para sua casa, enquanto a raposa branca se sentia vermelha, como a raposa mãe que lhe trouxe o mundo.
Deus ama tanto os seus filhos. Criou um lar lindo e maravilhoso para acolher as suas criaturas.
E deixou em todo lugar demonstração do seu infinito amor.
A começar pelo ar que respiramos, nas belas flores perfumadas, na chuva que refresca, no alimento que cresce no campo, nas ervas que curam, nas belas cachoeiras e oceanos, nos animais, nas árvores frondosas.
Criou tudo de modo perfeito e essencial para a nossa sobrevivência.
Deu inteligência para que pudesse evoluir, um coração para amar, um cérebro para pensar, boca para falar.
No entanto, parte da humanidade não se da conta desses presentes, dessa riqueza toda.
Usam sua inteligência para praticar a maldade, corrupção, criar armas nucleares, praticar o roubo, causar a destruição em massa.
Destroem e ao mesmo tempo se autodestroem com bebidas, brigas, ganância, egocentrismo, drogas, etc.
Tentam ser autossuficiente, achando que podem cuidar de si próprio, isolam-se em seus mundos. Cada um por si, Deus por todos.
Insatisfeitos com o que tem, devastam o próprio lar (natureza) sem limites, maltratam e matam os animais, poluem o que é de mais precioso o ar, a água. E vai mais longe devasta a própria família.
Usam o coração para guardar ódio, rancor, o cérebro para cultivar pensamentos negativos e pensar no que é mal.
Usam a boca para ofender, discriminar e para maldizer.
O ser humano sem Deus vai se esvaziando de sua humanidade, ele nem se da conta, mas vai aos poucos se transformando num carrasco.
Corre o mundo procurando satisfação em lugares errados, vai até os confins da terra, mas não encontra a tão sonhada paz e felicidade. Não consegue descobrir que paz e felicidade virão do seu interior, da sua comunhão com Deus.
Deus entristece, ao ver que o lar que Ele criou para nós, esta sendo destruído de modo tão cruel.
Entristece ainda mais, ao ver a maior de sua criação se autodestruindo e destruindo ao próximo. Contudo o Seu amor pelo ser humano é tão infinito que foge ao nosso entendimento.
Cheio de compaixão cede-nos a oportunidade de restauração e transformação a quem lhe pedir.
Um menino, enquanto brinca na sala, ouve a porta abrir, sua mãe chega.
Com a mãe uma cesta, o menino ao olhar a cesta, percebe-a vazia.
Estranho, olha ao alto e no alto contém uma teia, uma teia de aranha, que incomum desloca o seu sentido.
Sua mãe chama: "Filho, por que te espantas?".
Ele diz: "É uma teia, essa teia é vazia igual à cesta".
A mãe, pensativa, lembra que ele... que um dia aquilo foi ela e sua mãe.
O menino fala: "Essa cesta é vazia porque precisamos enchê-la para levar para alguém".
A mãe, atônita, percebe o incomum, nunca falou isso em voz alta, e abraça o menino.
"Quem diria que uma simples mensagem levaria a um lugar tão longe, sim o infinito, pois é lá que sinto quando falo com você, quando recebo uma mensagem ou um ligação de vídeo, Deus caprichou quando te escolheu para mim, judiou com a distância, mas se ele quer ele faz. No tempo de Deus conheci a mulher da minha vida, no tempo de Deus estarei nos braços dela"
Nanda ❤️
Quando Deus decidiu se revelar à humanidade, o que foi que Ele usou? Um livro? Uma igreja? Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de “faça” e “não-faça”.
Quando Deus decidiu se revelar, ele o fez por meio de um corpo humano. A mão que tocou o leproso tinha sujeira embaixo das unhas. E suas lágrimas – não perca de vista as lágrimas – vieram de um coração tão quebrado quanto o seu ou o meu tenha sido. Pessoas foram até ele. Tocaram nele. Seguiram ele. Ele se recusou a ser uma estátua numa catedral ou um pastor num púlpito elevado. Invés disso ele escolheu ser Jesus.
Lembre-se disso a próxima vez que você se surpreenda com suas próprias derrotas. É o homem que cria a distância. É Jesus que constrói as pontes!
Viver em um mundo onde o ódio é o que mais existe é difícil. É difícil saber que nem todos aceitam a imperfeição e a felicidade das outras pessoas. Machuca.
Mas, sabe, machuca principalmente aqueles que, em algum momento, não se curaram de algo causado em suas vidas, por outros ou por si mesmos.
Viver nessa infelicidade, onde não se agrada a ninguém, e existir apenas para os outros — e não para si — é o que mais machuca.
Ninguém está realmente feliz e, quando se está infeliz, a infelicidade acaba se espalhando e tornando os outros infelizes também.
Então, no fim, vivemos em um mundo onde a nossa própria felicidade precisa importar mais do que a dos outros. Porque, no final das contas, é sobre nós. E, ao sermos felizes e verdadeiros com quem somos, os outros acabam sendo também.
- Relacionados
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases para falsos amigos: palavras para se expressar e mandar um recado
- Mensagens de despedida para amigos para marcar o coração de quem parte
- Frases de perda de um ente querido para encontrar conforto em palavras
- Textos de volta às aulas para um começo brilhante
