Carne
Acima das mais terríveis doenças do coração em carne,
está a ausência de amor em espirito e em verdade.
Paciência!!!
é a palavra para o momento:
Quanta "navalha na carne"...
Dessa dor e decepção preciso repousar!
Choro e calo,
calo e choro...
Procuro pelos sorrisos e
abraços verdadeiros,
para a alma se aquietar.
Busco forças nas palavras de Deus:
"TIRAREIS MUITO FRUTO COM A PACIÊNCIA."
Não venha me dizer que amar não dói,
quando me encontro em carne viva,
e cada segundo que passa algo aqui dentro vai dilacerando,vai ardendo,vai queimando.
Já não sou mais aquela de ontem, não acredito
em quase nada.
As pessoas mentem,jogam, traem.
E estão todas por aí, espalhadas,nas piores versões delas mesmas.
Torturar a carne as vezes é um alivio para o coração abatido, mas um peso para uma mente consciente.
As vagas travestidas sob a derme, entranhadas na carne, não se esgotam no engano. Do torpor que obstrui os meus passos, replica-se uma agulha dessecada pela chaga inconsumível, sorrateira como as leoas que não declinam da caça, mas fogem atentas às abnegações que lhe são próximas.
É na rotina que se obtém o atestado da dedicação pura.
De Campos errantes, livro!
A Maldição
A maldição do homem é sua prisão;
também chamada de corpo;
esta cela de carne e osso;
o limita, o aprisiona, o diminui;
Fomos feitos com uma incessante vontade de ser mais;
com a consciência de que podemos tudo;
mas ao mesmo tempo limitados ao nada;
Mas afinal, como algo a mais podemos ser?
Se eu e você, compartilhamos a mesma prisão;
pés que nos mantêm no chão;
Esta énossa maldição.
“Somos feitos de carne, mas temos que viver como se fôssemos de ferro"
Sigmund Freud
Sem dúvida, somos testados diariamente e não podemos desistir para cumprir a missão que nos cabe.
Todo homem que nasce na carne está sujeito a morte. Mas todo o que nasce no Espírito Santo de Deus está sujeito à vida eterna.
Muitas vezes fazemos a vontade da nossa carne em Cristo, mas não
queremos fazer a vontade
do Cristo em nossa carne.
O mundo é feito de anônimos, seres reais, humanos ou animais ,de carne e osso , que sentem dores , que choram , que caem e levantam, que lutam , que enfrentam medos e que não desistem .Muitas vezes não são vistos e muito menos lembrados mas que fazem tudo avançar. Eles não estão escondidos nem muito menos parados muitas das vezes cansados ou desanimados mas sabem da sua importância ou precisam lembrar que são importantes pois participam do maior espetáculo da vida em que o Autor e Protagonista é Deus.
De nada adianta se separar de tudo no carnaval, quando se vive uma festa na carne (carnaval) o ano todo, pecando secreta e deliberadamente.
CONTAMINAR-SE É SECESSÁRIO ("Somos carne exposta, Em um mundo putrefato, Tentando ficar imunes a contaminação." — Maicon Fraga)
Se você quer as respostas certas e sábias, venda as fantasias depravadas das religiões e estude as páginas da natureza e os acontecimentos entre nós (remédio para a contaminação). Seja um exímio observador, assim procede o velho cronista. Já viram algo feito para andar e não anda? Pois é, DETESTO burro que empaca, mas esse câncer me trouxe uma revelação: Sou esse burro que empacou, e meu veneno é meu combustível. Sou uma contradição ambulante, é verdade; por isso, devo ficar longe de tudo que me faz mal, e pessoas na dose excessivas, são tóxicas, e essas coisas ruins são muitas, diga-se de passagem. Então, por querer tanto viver, serei tão radical que não aceito a neutralidade, tolerância zero. Os que não fazem nada também me fazem muito mal. Os de longe e os que não têm nada com isso não merecem a manifestação alegre da pouca energia que me resta. O câncer também destrói a alma dos contaminados e não assistidos. Todavia, desenvolve no organismo os anticorpos da necessidade, tenho deixado de precisar. O desapego é o estágio do fim, e uma expressão de amor para os que ficam com saudades. O esquecimento é inimigo da gratidão e não tive tempo de sê-lo. Estou indo cedo, pois o curso acabou; meus colegas de classe me viram passar. Eu os contaminei e não poderia deixar por menos. CiFA
Rasgo o peito para fazer da carne,
o papel, e do sangue, a tinta.
Mas não importa.
Esse é só mais um poema qualquer,
que escrevo por motivos quaisquer.
Amanhã talvez, mas hoje não.
Não importa, eu ainda não morri;
não completamente.
Tudo que eu sei,
se resume em quase nada.
Mas eu sei o suficiente para sentir
a dor e a alegria de existir.
Eu sei.
O poema só vive de verdade
depois que poeta morre literalmente.
Nossa sentenca , pagamos com o próprio pecado , !!
Escravos da carne ,julgados e condenados , prisão do espirito , onde a divida é um circulo, que nunca se acaba ;
Sofrimento eterno e a dor de mãos dadas a caminho de outro inferno!
Eu chorei, chorei porque não tinha o que fazer. A carne estava podre, o coração dilacerado e a alma perdida entre o céu e o inferno.
Solidão carnal.
A vida baseia-se na carne, ou, a carne baseia a vida?
Primitivo, mas atual. Ser primitivo, é ser social?
Em um mundo voltado para carne, o passado se torna presente e o presente se torna solitário.
Como ser atual e não ser ultrapassado?
Anormal, o anormal é reflexivo ou o reflexivo é normal?
