Carne
Porque ficamos reflexivos quando adoecemos ?
Porque é quando lembramos que não somos de carne.
Acordamos do sonho para a realidade e o relógio do tempo começar a girar.
No mesmo ritmo que as gotas de soro começam a cair novamente.
Eu não preciso estar aqui!
Não pertenço a este pedaço de carne.
Tenho repúdio a cada centímetro de minha pele!
A completa aversão a minha mente.
Incito a pertubação contra meu espirito
para ver o quão longe irei!
Não me reconhecendo.
Não suportando a densa estadia de estar onde sempre estou!
Em quanto tempo entrarei em colapso?
Em qual momento derrubarei meu império?
Isto é um desespero de não realizar a vida;
Pois todo desejo é vida, e toda vida é desejo!
E eu já não quero mais nada!
Mãe é gente de carne e osso: erra, acerta, chora, ri, dá maus e bons exemplos, fala demais, beija demais, repete sempre a mesma ladainha, se preocupa além da conta, dá carinho, dá castigo, quer férias, quer ficar junto grudadinho, sente saudade, sente raiva, fala besteira, dá conselhos, fica brava, sente orgulho, ama (às vezes por vias meio tortas). Enfim, mãe, como todo ser humano, tem virtudes e fraquezas.
As características dos novos políticos que são meio robôs máquinas
e meio cidadãos de carne e osso. Os políticos que não têm mais
sensibilidade popular e verdade no olhar. O olhar de vidro eletrônico na tela do computador ou do vídeo que faz da propaganda política um show de efeitos especiais e de promessas sociais futuristas, mas quase sempre sem futuro algum.
Amor
o amor é tão belo que quando se junta com a carne ele se torna tão doloroso porque perde a plenitude da Essência do princípio do fim destinado.
Escrever palavras não enteresantes é tão fácil como mastigar carne cusida, mais escrever palavras enteresantes é tão difícil como mastigar carne cru.
A maternidade n'alma e na carne são tênues adjacentes da ternura e da fúria em função natural exercida.
Rio Torto
O amor é um rio torto
Que nasce de um esforço
De suportar outro corpo
Feito de carne e osso.
Este desce a montanha
Com toda paciência.
Ausente de artimanha
Repleto de prudência.
Este rio caudaloso
Vai depressa desaguar
Num coração ditoso
Que é infinito mar.
