Carlos Drumond de Andrade Contagem do Tempo
O corpo tem uma duração de tempo, de acordo como a alma utiliza ele, embora ela saiba, que ela é infinita!!! Aí mora e vive o equilíbrio entre esta parceria!
O tempo passa e o mundo parece cada vez menor para nós... Teríamos deixado de nos identificar com o papel que representamos nele?
Preso ao tempo, solto ao vento
Sendo levado, mesmo estando no mesmo lugar
Passos largos ou curtos não alteram a velocidade,
O caminho nem o destino a se chegar.
O vento sopra solto a quem está preso
Em si, tão dentro, profundo
Embebedado de si, lamaçal, embaraços
Laços entre o conflito do ser que de si mesmo sozinho não consegue se libertar.
O tempo que prende um momento que nunca passa,
A luta diária que fica, que sempre está,
Que nunca acaba e se renova
Corroendo o que deveria se renovar.
Libertar-se de si é viver
Libertar-se do tempo é se eternizar
Abraçar-se ao vento é sensibilizar-se ao fluxo que nos leva a esperança
E assim como crianças deveríamos nos preservar.
Que nos ventos desta vida o tempo seja apenas a saída
Para as cadeias quebrar.
Foi-se o tempo em que meus risos eram verdadeiros,
em que me desgastava a brincar,
em que minha imaginação criava mundos e sempre sonhava com o impossível.
Foi-se o tempo onde a liberdade me tornava rei,
onde as ruas eram caminhos para o meu palácio,
onde o perigo era impossível.
Agora consumido pela vida,
pelos desastres de outros eus.
Forço a rir com risos que apesar de falsos
se tornam pontes para a felicidade.
Numa tragada conquisto a felicidade.
Lembranças são como viagens no tempo, viagens imodificáveis, com afeição, ânimo e convicção. Boas lembranças nunca devem ser esquecidas.
TUDO PASSA
Passa o bem, passa o mal
Passa a vida passa a morte
Passas tu, passo eu
O que resta é saber
O que fica do que passa!
Quando eu era pequeno sempre me perguntavam o que eu queria ser quando crescer. Na minha inocência de criança, eu sempre respondia quero ser nada. Desconversava e rapidamente voltava a brincar. Agora que sou adulto fico pensado. Que naquele tempo já sábia mesmo sem saber o que eu viria a ser. Pois quando respondia aquela pergunta o nada era a resposta muito mais profunda, expressa em uma única palavra.
Nada de preocupação com o futuro...
Nada de deixar o agora para o amanhã...
Nada é a resposta certa para aquela pergunta errada.
Vejo que naquela época era justamente isso que eu queria e o mais incrível é que ainda contínuo querendo.
Eu queria ser nada. Pois bem, um nada me tornei.
Sendo assim posso voltar a brincar?
REFLETINDO...
Todos os dias convivemos com dores internas e lutamos para vencê-las. Muitas vezes sem força e com um sorriso forçado, esperando que o tempo cure feridas e amenize a dor. Mas, no fundo do coração, sabemos que o tempo não cura e na verdade, aprendemos a conviver com a dor, seguindo em frente sozinhos. Somente amparados pela graça Divina, descobrimos que em meio a solidão, temos um Deus que nos ama e nos cura.
Ei amor, se um dia a cama ficar pequena pra nós dois, se nossa musica não mais nos descrever, se as flores não tiverem mais o mesmo cheiro, promete tentar lembrar do meu calor no frio da serra que moramos, da minha voz rouca ao acordar e do meu Mont Blanc com frescor de jasmins e notas de sândalo?
Se achar que lhe falta algo, algo intenso ou harmônico. Feche os olhos e tenta lembrar das minhas unhas marcando suas costas, da nossa combustão, dos nossos gemidos alternados no ritmo em que você penetrava meu corpo e minhas chagas.
Mas se o café não for mais tão doce, nem mais tão quente, o sol não entrar pela nossa janela, se nossa aliança apertar seu dedo e seu peito, promete que pede pra eu ir embora? Só pra não estragar nossa história.
Promete tentar, mas só tentar guardar o melhor de ti, o melhor de mim, o melhor de nós e o nosso não acaso, o nosso eterno romance, mesmo que não termine tão terno?
Promete antes de desistir, tentar lembrar dos motivos que o fizeram me amar? E se eu não for mais a mesma pessoa, enterre o que fui, sem esquecer o que te trouxe; Mas se e somente só, sentir que não é um ponto final, tente acrescentar mais dois e no próximo parágrafo, me reencontre, me reconheça em um bar, a gente pode ate rir por eu ser xará da sua ex e você do meu, mas de como somos diferentes deles.
A gente pode ate dizer que foi o destino que nos colocou ali, mesmo que frequentássemos os mesmos lugares a 5 anos e que nossa cidade seja tão pequena que seria impossível não nos encontrarmos, você chamaria o garçom de amigo e me pediria uma pina colada, porque já conhece meu gosto agridoce e eu seus bons modos
Mas poderíamos fingir que é novo, que é inédito, poderíamos nos reinventar e nos reamar por indeterminas primaveras, fazer coisas que nunca fizemos, já que nos tornamos pessoas tão diferentes do que eramos, poderíamos então nos perder no lapso do tempo e do indefinido, assassinando os padrões que nos afogaram, das expectativas que colocamos sobre o outro, porque não entendiamos a beleza de ser contraditoriamente mutável e único, sem pertencer a lugar nenhum e ainda sim morar no abraço do outro.
Olhamos muito para os outros, enxergamos a falsidade nas relações alheias. Mas a vida com o tempo nos ensina que apunhalamos quem mais nos ama, e que aqueles que mais amamos vivem nos apunhalando.
Pode passar 1 dia, 1 semana, 1 mês e 1 ano.
De vez em quando, você ainda passa, pelos meus pensamentos...
Relógio incomum
Tempo verdadeiro foram os que me marcaram, mesmo sendo em um relógio nada habitual. Meus ponteiros as param, e não é uma experiência ruim, descortino meu eixo em forma de fragrância. E a ampulheta da vida, talvez escapou das minhas mãos, perco o nexo das estações e só tenho entendimento que quente é ruim o morno é indiferente e o frio é psicológico.
Se tendo a ser intenso, penso. Se tendo à compaixão, comparo a mim. Gosto de viver, fluir o rio do tempo, deixar transparecer. Como mortal, almejo a felicidade no mais íntimo do meu âmago e também na sua plenitude reluzente, que me transborde mas que nunca me deixe faltar em mim. À mim, minha liberdade, minha dor, meu mistério.
Queres me entender? Estou estampado nos contos de Paulo Coelho, eu sou a dor que Clarice transpassa, guio o mistério como feito nos poemas de Carlos Drummond de Andrade. Sou tudo ou nada, meio termo não faz sentido.
Eu sou o fogo, apraz dessa dor / labareda / te atraio, assim como a mariposa, que pousa no decesso.
(...)
E para o amante, uma dica: O perigo me compete. Desfruto e contemplo a tormenta. E a faço.
A pior solidão foi passar a metade do seu tempo ao lado da pessoa errada, tolice é descobrir que esse erro faz de você uma pessoa amarga inda assim sente vontade de regressar a esse limbo.
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