Capitalismo
As lutas indígenas tem um pertencimento originário e é e sempre foi uma questão de estado, desde do Brasil colonial.
As vezes criamos filhos incríveis para um mundo merda.
Futuro é a depressão.
E continuamos no sofá?
A orar e a pecar,... A orar e a pecar.
Em um mundo onde a busca pela felicidade é constante, é crucial refletirmos sobre quem realmente tem acesso a esse direito básico.
É desconcertante ouvir discursos sobre felicidade vindos de filósofos privilegiados aos olhos do sistema; Enquanto muitos lutam apenas para ter dignidade.
É hora de mudarmos essa narrativa e trabalharmos juntos para construir uma sociedade onde a felicidade não seja um luxo, mas sim um direito universal.
As pessoas não se tornam as ideologias impostas pela rotina e regras do sistema vigente.
O sistema é um retrato construído a partir da natureza das pessoas.
Um narcisista crônico pode ter habilidades de liderança, mas sua tendência ao egocentrismo e à busca de reconhecimento pode afetar negativamente seu estilo de liderança e o ambiente de trabalho.
Por outro lado, uma pessoa no espectro autista pode possuir habilidades de liderança eficazes, como pensamento analítico, foco no detalhe e integridade, que podem contribuir para um estilo de liderança distinto e bem-sucedido.
Os meios são influenciados pelos extremos.
Na sociedade, é comum que as pessoas (neurotípicas) que estão na média da curva de Gauss aos olhos da sociedade, sejam influenciadas pelas pessoas (neurodivergentes) que estão nos extremos, tanto para cima quanto para baixo.
Os indivíduos nos extremos podem definir padrões, valores ou comportamentos que são admirados, imitados ou rejeitados pelos outros. Essa dinâmica ao longo das decadas influencia a cultura, as normas sociais e até mesmo as expectativas individuais dentro de uma comunidade ou sociedade.
Tudo que observamos no mundo ideal é construído a partir da natureza das pessoas.
Em uma sociedade em busca de cura, os padrões de comportamento desumanos entre chefes e líderes para com seus liderados emergem como um ciclo nefasto, alimentando a enfermidade social.
Muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas dentro do ambiente de trabalho, dedicando uma quantidade significativa de tempo e energia às suas carreiras e empregos. Isso reflete a importância do trabalho na vida das pessoas, não apenas como uma fonte de sustento financeiro, mas também como um meio de realização pessoal, identidade e interação social, e com base nisso a construção de uma sociedade que promova uma boa vida a todos.
A cultura de dress code leva a exclusão e discriminação de pessoas que não se enquadram nos padrões. Se cria uma associação entre sucesso e vestimenta?
Esse padrão neurotipico serve para uma sociedade neurodiversa?
Uma cultura de dress coding não se preocupa com a diversidade, ela vai dissuadir pessoas de diferentes origens ou culturas de se juntarem à empresa, resultando em uma perda de diversidade de pensamento e perspectivas... No lugar da diversidade se vê apenas homens brancos ocupando cargos de "liderança"... Normalmente batem fotos de braço cruzado do alto se suas grifes para colocar na foto de perfil do Linkedin.
A cultura de dress code pode desviar o foco, levando a preocupação excessiva com a aparência e deixando de lado questões mais importantes, como desempenho no trabalho e colaboração eficaz.
Pessoas precisam ser reconhecidas pela sua beleza ou elegância no trabalho?
Para os funcionários, seguir códigos de vestimenta específicos pode exigir gastos adicionais com roupas e acessórios, o que pode ser uma carga financeira para algumas pessoas e a irresponsabilidade da empresa na construção de uma sociedade mentalmente distorcida, que prefere ostentar status do que realmente construir sua realidade.
Em meio a um sistema que ilude e cala,
estar adaptado degenera a alma,
Te curvas ao homem, sem resistência,
Mas esquece no tempo sua essência.
Em um mundo doente, o cifrão é o destino, sua vida passa em triste desalinho.
Pobre dos seres que de extrema pobreza irão morrer, e dessa política e suas mazelas nunca irão entender.
Numa noite em Bhopal, o silencio da morte,
O grito do desastre, as vítimas a sorte.
Nas entranhas da fábrica, negligência em teia, a dor das vítimas, humanidade alheia.
Homens de poder, cifrões em mão,
Prioridades distorcidas, sem coração e razão.
Em gastos de guerra, fortunas se vão,
Enquanto em Bhopal, nenhum tostão.
Não é só a tragédia que devasta,
É a falta de humanidade que a decadas nos arrasta.
Líderes em vez de cuidar, preferem guerrear,
E as lágrimas de Bhopal, o mundo ignora ao tempo passar.
Que estas palavras sejam um eco a soar,
Para lembrar que a nossa humanidade devemos preservar.
Que em meio às sombras, uma luz possa brilhar, e em Bhopal, justiça e dignidade novamente possam reinar.
No jogo das nações, o capital impera,
Na busca alucinante pelo lucro que hoje se espera.
Riquezas são cobiçadas, terras são tomadas, e nas entranhas do sistema, a guerra é forjada.
Onde os interesses econômicos ditam o caminho, o povo sofre calado e sozinho.
Indústrias bélicas prosperam, alimentadas pela ganância, enquanto corações partidos se acumulam a distância.
A competição voraz, a busca pelo poder,
Leva civis alienados a se enfrentar, mesmo sem querer.
Em nome do mercado, vidas são sacrificadas, e o ciclo vicioso da guerra nunca é questionada.
Mas quebrar as correntes do capital, é possível sim, escolher o caminho da paz, um futuro de amor humano enfim.
Pobre não gosta de trabalhar, precisa trabalhar e finge que gosta.
Rico não precisa trabalhar, e não gosta.
Pobre defende direitos de rico, por falta de consciência de classe.
O sistema fica cada vez mais precário e maravilhoso para o bilionário.
No âmbito do sistema capitalista, a predominância do individualismo pode induzir à acomodação do indivíduo ao status quo, ocasionando a negligência das necessidades e preocupações dos demais membros da sociedade.
É um dilema intrínseco: A pessoa, quando alcança uma situação confortável, lembra-se dos menos afortunados?
Além disso, é válido questionar se esses indivíduos desprivilegiados possuem os recursos e capacidades necessários para advogar por si próprios.
Narcisismo e Neurodivergência em uma Sociedade Neoliberal
O que resta de uma mente que luta para encontrar seu lugar em uma sociedade que valoriza o desempenho, a competição e o sucesso a qualquer custo?
Acredito que o espectro narcisista é vasto, e sua manifestação pode assumir inúmeras formas dentro dos recortes psicosociais em que vivemos. Em uma sociedade neoliberal e capitalista, o perfil narcisista — seja ele crônico, patológico ou treinado — frequentemente se encontra no topo da pirâmide social.
Essas são as pessoas privilegiadas pelo sistema, favorecidas por sua natureza egoísta, exploradora e alienante. O sistema recompensa aqueles que não demonstram empatia, que conseguem explorar e invalidar os outros para alcançar seus próprios objetivos.
E onde ficam as pessoas que, por sua própria natureza, não se encaixam nesse molde? Como os autistas, aqueles com afantasia ou Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) sobrevivem em um sistema que parece desenhado para vê-los fracassar? Essas pessoas, que muitas vezes possuem uma empatia profunda e uma visão única do mundo, são constantemente marginalizadas por não seguirem as regras sociais "normativas" — regras essas que são, em sua essência, adoecedoras.
Vivemos em um mundo onde a busca por sucesso e poder, sem consideração pelo impacto sobre os outros, é celebrada. E, nesse contexto, aqueles que não compartilham dessa mentalidade são colocados à margem. Para as pessoas neurodivergentes, a realidade é ainda mais dura: elas vivem em um constante estado de vulnerabilidade, não porque lhes falta valor, mas porque o sistema em que estão inseridas não foi feito para acomodar sua maneira de ser.
Todos sobrevivemos a uma sociedade narcisista e mantemos o status quo dela sem parar de dançar a valsa da sua fantasia.
Se minha liberdade é às custas de oprimir alguém, então não é liberdade, mas a dança neoliberal. O problema é que, nessa dança, a banda que toca a música é contratada pelos verdadeiramente ricos, enquanto quem paga o ingresso do espetáculo e ainda bate palmas para sustentar a fantasia burguesa são os pobres...
Carta Aberta aos Filósofos,
Sou um vivente e sobrevivente da filosofia. Ela me escolheu antes mesmo que eu pudesse escolher.
Observo o apelo comercial de muitos que se dizem filósofos, comprometidos com as engrenagens do capitalismo, vendendo o mundo ideal enquanto contribuem para a alienação das pessoas. Isso se parece mais com a dança da fogueira do que com a atitude do filósofo, que deveria ser, por essência, inconformado com a alienação.
A dança da fogueira sempre existiu. Mas ao invés de libertar, muitos preferem entreter os prisioneiros, vendendo sombras como se fossem luz. A inconsciência é individual, mas toda consciência é coletiva. E a exploração, a indiferença e as ilusões fabricadas pelo mercado sempre serão revisitadas, seja pela dor, seja pela história.
Este é um lembrete de que nossa vida é finita e, nesse intervalo, não podemos nos confundir entre o essencial e o perecível. Entre a verdade e a conveniência. Entre justiça e lucro.
Não desejo ferir egos, até porque desconheço o senso de self.
O que importa não é o que nos beneficia, mas o que é justo.
Em um reino distante, em tempo também distante, entenderam a realeza que continuar como eram não seria bom, devido também as mudanças nos sistemas de poderes fora dali. Assim, decidiram implantar um sistema de governo que pudesse ser agradável a todos, onde todos seriam donos daquele reino, mas no fundo não queriam perder o poder que tinham e apesar que tenham dado à todos o poder da escolha, dividiram essa escolha em duas partes, garantido desta forma a permanência no poder apenas daqueles que sempre os possuíram. Porém, passado um bom tempo, o povo, de esquerda do poder, parecia saber como jogar o jogo do sistema, mesmo sendo sempre quem está abaixo do poder lutando para tê-lo. Ainda que quem assume o poder sempre, sempre se confunde com algumas das essências de quem o possuía, pelas beiradas ou imperceptível, passa à direita. Talvez este seja sim um problema do poder, mas o capitalismo é sem dúvidas uma incrível saída política, pois, ainda que da riqueza à pobreza ou da pobreza à riqueza em um piscar de olhos, a crença de que a culpa de tudo é tida por diligência ou desleixos individuais, faz com que este sistema jamais seja questionado, e assim, seus ideais cúpidos passam despercebidos da maioria, e talvez este seja mesmo um problema do sistema...
No princípio Deus criou o céu e a Terra, depois, desistiu, largou pra lá, ao deus-dará. E aqui estamos nós, destruindo tudo o que vemos pela frente, sem pena nem remorso.
Os valores mudaram bastante depois do euro, até a elegância se extinguiu do planeta. Parece que é azarento.
Esta experiência de um sistema que não responde, que é impessoal, sem centro, abstrato e fragmentário, é a experiência mais próxima de um encontro com a estupidez artificial do capital em si mesmo.
Nada mais gratificante do que crescer e evoluir pelos nossos próprios méritos e não pelas mãos ilícitas de um capitalismo corrompido.
