Caos
Secar
Sensações enlouquecem
caos adverso
remoer a solidão
Da companhia própria
É o ar Atmosférico
Que todos estão sentido na pele.
Não será na inércia dos sentidos
Nem no holocausto das dores
Viveremos presos e rendidos
Ao caos da mórbida realidade
Não sangraremos por vis amores
Pois é preferível sangrar verdades
Do que afagar o ego com mentiras
Quem me vê sorrindo não imagina o caos que se estende dentro de mim, os vários suspiros que dou para continuar uma conversa, as varias piscadas para não deixar os olhos encher de lagrimas.
É essa sou eu a que finge que esta tudo bem quando esta tudo bem bosta.
Oco viver
Opaco caos
Horizonte sem perspectiva
Vive instabilidade intensa
De resto e sentidos nulos.
DUCHA NA ÁGUA GELADA
A descrição da existência trata-se da ideia do caos tentando entender a sí. A variabilidade do universo, a sua inconstância e/ou relativismo, faz com que nada seja absoluto tudo depende de tudo. O aspecto que defini, ou não, a realidade é a incansável capacidade de ter as leis alteradas em situações extremas. Esse emaranhado de inconclusões repleto dos mais variados pensamentos que te guiam a becos sem saídas ou a vitória de ter encontrado uma resposta minimamente viável, chamo eu de: Vida Humana.
É uma manhã, quase que poeticamente, chuvosa. Morar nos trópicos reflete muito do que é a existência, no próprio clima, ontem o Sol estava intenso, hoje as nuvens que cobrem o céu indicam que não o veremos tão cedo. Essa mutabilidade repentina é algo que inconscientemente conceitua, de forma débil eu diria, a ideia da variabilidade que está ao nosso entorno.
Mais um dia, a noite fora tão intensa que acordei no sofá, heróis como Hércules, o semideus, enfrentava seus inimigos com bravura no contexto da sua realidade. Na minha, meus fantasmas me assombram quando estou acordado, e me perseguem quando estou dormindo, me sufocam quando penso, me assolam de angústia e pavor nas minhas ações.
Essa madrugada não teve muita coisa de especial, o sonho/pesadelo, envolvia, sobretudo, situações intensas, morte, vontades antigas e tristeza. Um misto de tudo que alguém ansioso não precisava, pois essa ausência de um sono restaurador reflete nas minhas ações diárias, que por sua vez quase sempre não são boas, e assim a próxima madrugada está condenada como todas as outras. Esse ciclo vicioso, e quase irônico, é capaz de simular de uma forma dolorosa o quanto a natureza humana é aterradoramente vinculada à alguns princípios básicos.
Noutro momento, estava eu num devaneio, me peguei indignado com as poucas ideais que foram levantas naquele intenso debate com minha mente. Ela e eu quase sempre estamos fora de sintonia, mas naquele momento tiramos uma conclusão sobre a felicidade que desanimou ambos. Projetamos que, não importa se nos formemos na faculdade e nos tornemos um bom médico, um excelente esposo, um filho bom, um irmão e amigo desejável, estaríamos fadados ao fato de não sentirmos a felicidade. Digo não aquele momento de euforia, e sim, a verdadeira felicidade, aquela descrita pelo Arquiteto da Existência, a almejável e praticamente utópica felicidade.
Isso repercutiu nos dias subsequentes, perdemos toda vontade de seguir com nossos afazeres, de manter a reserva econômica, estudar, praticar esportes, cuidar de nós. Ela, minha consciência religiosa, gritava que Ele estava comigo, que não era para abandoná-lo, porém meu reflexo animalesco só me induzia a cair em hábitos destrutivos, tanto para mim, quanto para as pessoas que estão entorno.
Bom, nessa segunda-feira, decidi que seria diferente. Falhei miseravelmente no início. Entretanto, assim como ontem, fiz algo inacreditavelmente incomum para alguém como eu. Tomei um belo banho de água fria, literalmente, a chuva despencando e eu sem o ar nos pulmões, embaixo de uma corrente de água que parecia mais como uma tempestade de agulhas, a dor fazia ranger os dentes, o diafragma incapaz de auxiliar na respiração, as mãos fechadas tentando incansavelmente encontrar na parede um lugar para se segurar. Nesses momentos de intensa dor, parece que estou mais vivo do que nunca, a felicidade talvez seja inalcançável, mas essa dor lancinante é sempre real e presente. E por longos cinco minutos estive aqui, no presente. Isso foi tão maravilhoso, que tomei uma decisão: duchas de água fria estarão sempre presentes na minha vida, e que tudo depende do quanto deixarei ser afetado pela dor que ela causará.
Deixei-me aproveitar, depois daqueles primeiros segundos eternais, e foi uma experiência que indico, quando fechei o registro senti que aquela água tinha levado embora algumas inseguranças e solidificou um conceito quase novo para mim, existe sim vitórias depois de uma grande batalha. Será talvez essa sensação a alegria que tanto busco?
E o Poeta em Tempo de Pandemia.
Poeta saia, andarilhando pelos caos da ruelas sociais,
E vê se encontra a essência,
A alma etérea e pura do existir.
E pegue a Taça de Cristal,
Despeje nela a amargura que tolda o brilho de sua voz elouquente.
Vá de peito aberto,
Sem rumo,sem documento,nem alento,
Apenas a fantasia do seu sonhar.
Deseje de porta em porta,uma gotícula melíflua
Extraída do seu âmago,
Dando alento a quem passou pelo sofrimento.
Siga,Poeta na trilha,recolhendo o ectoplasma dos que se foram...
E coloque num altar à espera do Dia do Juizo Final.
Um novo tempo em novo Templo da Esperança!
Surfo Karma's e DNA,defensor da teoria do caos me conformo em aceitar aquilo que o universo me proporciona,dentre instabilidades,anseios,desastres e conquistas,nesta linha nada do que se foi seria diferente,e tudo que será se torna imutável,bons ou ruins.
Isso é o que me tormenta e me conforta,outravia que me faz viajar com o barqueiro sem o temor da maresia.
Nos dias atuais, nossos pensamentos se perdem no meio do caos da nossa cabeça.
Tem momentos, que me sinto a pessoa mais determinada a conquistar tudo. Mas tem momentos, que parar e ir para uma ilha deserta seria a melhor opção, distante de tudo e todos.
Afinal, qual o sentido de acordar para ir trabalhar se não tem finalidade nenhuma.?
Hoje de uma maneira quase suicida durmo e não quero acordar,
Não só para escapar do caos dos problemas e da minha caótica vida,
Mas sim para permanecer nos meus sonhos
Onde sou tudo aquilo que aqui não consigo ser,
Onde tudo pode acontecer,
Onde tu nem pensa em ir embora.
Acordar é uma violência comigo mesma,
Como posso viver se quer mais um dia nessa realidade fútil e falida após sair da terra dos sonhos?
Onde minhas bochechas doem de tanto sorrir,
Onde os dias são uma aventura,
Onde o amor sempre prevalece,
Apenas hoje entendo porque o Peter Pan não queria deixar as crianças partirem da Terra do Nunca,
Pois nunca mais se contentariam em apenas serem livres nos em seus sonhos.
DilenaLove
A Rosa no Jardim Poluído
No meio do caos, nasceu uma rosa,
Tão frágil, tão pura, tão só.
Era vida onde tudo era cinza,
Um suspiro no mundo sem voz.
Ela crescia entre pedras e vidro,
Entre sombras que a queriam calar.
Mas sua cor gritava resistência,
Como quem se recusa a parar.
O vento trazia poeira e mágoas,
As folhas caíam sem aviso.
E a rosa, firme, se perguntava:
“Vale a pena florescer num lugar tão vazio?”
As estrelas, que nunca a notavam,
Brilharam uma noite, só pra lhe ver.
Mas no dia seguinte, indiferentes,
Deixaram a rosa sozinha a sofrer.
E assim ela murchou em silêncio,
Sem culpa, sem glória, sem fim.
Era bela demais praquele jardim,
Mas ninguém enxergou até que chegou ao fim.
Talvez sejamos todos essa rosa,
Tentando ser vida num chão sem razão.
Florecendo, mesmo sem sentido,
Numa luta entre o coração e a solidão.
A vida, essa doce loucura, às vezes me faz rir sozinho no meio do caos. Ultimamente, tenho vivido coisas tão inacreditáveis que parecem tiradas de um roteiro de Filme. É curioso como, no meio das voltas e reviravoltas, tudo encontra seu lugar.
E aí vem o sábado... ah, o sábado, com sua sutil, sua promessa de histórias para contar.
A mistura entre sadismo, vontade de vingança e egoísmo dão sabor aos caos de problemas. Pessoas com coração duro não aprendem a não ser pelo sofrimento.
Como pedir demissão da vida?
Em meio ao caos e à solidão,
Decido escolher a razão:
Pra que sentir essa dor?
Pensamentos malignos diversos se formam,
No entanto, o que me para é o temor.
Temor de perder o amor,
Temor de não conseguir ver a cor.
Será que vale a pena essa falsa sensação de última dor?
Então, como pedir demissão da vida?
É cutucar ainda mais essa ferida?
Ou se lembrar dos momentos
E sentir esses sentimentos?
A resposta é simples: a resposta é pedir ajuda.
Procurar a cura e acabar com essa tortura,
Se assegurando na fé,
Com uma xícara de café.
Porque às vezes, recomeçar
É só parar, respirar... e aceitar.
Caos do mundo
Cegamos em telas de celulares
esquecemos de conversar
de interagir pessoalmente
só estamos a naufragar
em mundo sem emoções.
"Eu poderia jurar que vi o caos
de uma paixão sem limites
quando olhei pros teus olhos
vc tem jeito de quem gosta
de se atirar do alto de uma
montanha e abrir o paraquedas
quase no raso"
