Caos
Às vezes acho que sou um caos ambulante com um coração que só queria fazer o bem. Quero ajudar as pessoas, mudar o mundo, fazer a diferença… mas aí lembro que o mundo é cheio de gente ingrata, interesseira, que só aparece quando precisa. E mesmo assim, por algum motivo, eu continuo tentando.
Tem dias que tudo o que eu queria era sumir pra uma ilha, longe de cobranças, de olhares julgadores, de obrigações que nem são minhas. Só eu, o mar, um solzinho e ninguém pra dizer o que eu tenho que ser. Porque no fundo, tudo que eu queria era ser eu mesma, do meu jeito, no meu tempo.
E sabe o que percebi? Que eu posso. Ser eu mesma não é o problema — o problema é o mundo que tenta fazer a gente esquecer quem é. Mas tô cansada de me encaixar, de agradar, de me anular.
Minha vida pode parecer bagunçada, mas é real. E mesmo que eu viva entre surtos e sonhos, ainda acredito que dá pra ser eu e fazer a diferença. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só por hoje.
Temo o caos e a desordem… A estrutura permite que eu atue com liberdade e produtividade, porque consigo controlar tudo.
Resiliência nasce do caos.
Não é pedra parada: é rio que se curva sem perder a força e a correnteza.
E rio não avisa como o mar que mostra a onda.
Rio engole em silêncio sem ninguém notar.
Èsú ensina: caranguejo não morre na lama.
Quem se adapta não quebra.
Quem acolhe a mudança encontra a chave.
"É somente ao confrontarmos nosso caos e desgraça interior, e ao contemplarmos o amor e a graça de Deus nos restaurando gradualmente, que compreendemos o valor inestimável dessas ações para nos devolver o sentido e o significado de nossas vidas."
Editar livros é dar forma ao caos das ideias, equilibrando arte e técnica, paixão e pragmatismo, em um ofício que exige tanto o coração quanto a razão.
Escrevo porque as palavras são pontes entre o caos da alma e a ordem do mundo, onde o indizível encontra morada.
Vocês se multiplicam como pragas, espalham o caos e depois culpam os deuses por sua dor. Hipócritas. Criaram guerras por orgulho, destruíram vidas por desejo, e ainda ousam falar em justiça?
Enquanto olhamos para o caos, perdemos de vista Aquele que já está à nossa frente, estendendo a mão: Jesus, nosso socorro certo."
Deus te amou no pior dia.
Não foi na igreja, foi no caos.
Não foi quando você levantou a mão para aceitá-lo, foi quando estava afundado no vício, na mentira, no pecado.
Jesus não esperou você “melhorar”.
Ele veio quando você ainda nem ligava.
Chamou de filho quem só sabia fugir e se esconder.
A cruz não é um contrato de troca.
É um grito de Amor Incondicional.
Você não precisa merecer.
Precisa só crer.
É de graça.
Isso é escandaloso.
Isso é graça.
Isso é o Evangelho!
“Deus prova o seu grande amor por nós pelo fato de enviar Cristo para morrer em nosso lugar quando ainda éramos pecadores.” – Romanos 5.8
Mentes do caos
O menino já escapou de um afogamento,
O adolescente passou pela saudade, angústias e fome,
O jovem perdeu familiares, enfrentou a dor, o abandono e as mágoas,
O adulto sentiu a solidão e a tristeza profunda em meio aos muros altos,
No meio do caminho por um período ele sentiu frio e medo, viu e viveu intensamente no vale da morte,
No amor já sorriu e também chorou, conquistou vitórias mas também teve suas perdas,
Nos significados do eu e o mundo, o menino entendeu o quanto é difícil aprender na raça, dessa forma ao se levantar contra tudo e contra todos conseguiu achar o seu caminho.
A filosofia não nasce da felicidade, ela nasce das mentes que já experimentaram o caos.
O pensar é livre, o viver é duro, o sonhar é mágico e o saber é atemporal.
Já fui caos. Já me perdi tentando me encontrar em braços errados, tentando caber em silêncios que nunca me disseram nada. Já entreguei demais para quem não sabia nem o que fazer com metade. E foi aí que a vida me ensinou, no susto, na dor e no vazio: eu precisava voltar para mim. Hoje, é diferente. Estou num salpicar de vida nova onde tudo é mais leve, mais meu. Onde não preciso me explicar para ser inteiro. Me reconectei com o que me move, com o que me eleva. A simplicidade de um café quente, um som que me toca, um silêncio que me abraça. A solitude deixou de ser ausência e virou casa. E nessa fase, a responsabilidade afetiva virou filtro. Não é sobre prometer o mundo. É sobre ser real, respeitar o tempo do outro, e principalmente: não bagunçar o que você não quer cuidar. É sobre falar claro, sentir-se limpo e viver leve. Agora eu amo com mais presença e menos ilusão. Eu fico onde faz bem. E só me entrego onde sei que posso florescer. Porque hoje, a paz vale mais que qualquer companhia forçada. E a minha conexão mais sagrada… É comigo.
Algumas respostas só emergem quando nos dispomos a arriscar; é no caos que o destino nos convoca à verdadeira jornada.
É quando ousamos enfrentar o abismo que as respostas sussurram; no caos, o destino ergue sua voz e nos chama ao caminho do despertar.
Em meio ao caos, quando o medo hesita e a coragem se impõe, o destino revela as respostas que a segurança jamais ousaria mostrar.
O Amor em Vírgulas
A vírgula sabe respirar.
Não é grito.
Não é caos.
É pausa com intenção.
A vírgula organiza o que é intenso,
quando o coração quer falar tudo de uma vez
mas escolhe dizer com calma,
porque o sentimento merece espaço,
não atropelo.
Amor não é posse.
Não é loucura.
Não é essa onda que chega quebrando tudo.
O amor que fica é brisa firme,
que toca e permanece,
mesmo quando o corpo vai embora.
Eu não gritei.
Eu escrevi.
Vírgula por vírgula.
Porque ela entenderia.
Porque entre cada pausa,
tinha uma verdade nossa que o mundo não precisa ouvir —
mas que nós dois sempre vamos sentir.
O amor em vírgulas não termina.
Ele apenas respira.
E segue,
na memória,
no tempo,
no que fomos sem nunca precisar ser mais.
