Caos
Sonda quem armou, muito cuidado com aqueles que parecem muito preocupados com a sua vida.
Muitas vezes querem aferir o resultado do caos que criaram em sua vida
Sois as lágrimas no meu rosto...
Desejos que morreram nós teus lábios frios...
No de palidez emoções que morrem...
A indiferença embaça o sentido da ilusão...
Translúcida águas que em devaneio reluta no meu refúgio...
Para mim o metal frio que faz teu peito bater clama pela lucidez.
A partir de hoje,
são ventos novos, mundos novos.
Os corvos abrem meus olhos,
voam entre mim.
A maturidade substituiu as dores.
O caos vai ter fim.
Vivendo em um mundo surreal, cada um busca uma forma de amenizar o turbilhão de emoção que brota no coração em meio ao caos.
Quanto à ordem, é meu desejo expresso viver uma vida tão ordenada quanto possível. Mas o mundo está repleto de caos aleatório que muitas vezes atrapalha minhas tentativas de ordenação.
Nasce uma estrela
Assim acontece nas nossas vidas e sempre ouvimos de nossos avós e pais "Depois da tempestade vem a bonança". Assim, é... reformas são necessárias e elas acontecem primeiro dentro de nós! Deixemos a explosão acontecer e a estrela que será nossa guia, a luz do caminho, sem dúvida, surgirá.
A frase que me inspirou foi de um ateu... E o caos ao qual me refiro é esse que está dentro de nós. O caos geral é estabelecido a partir das desestabilizações individuais. O meu desejo é que ele seja canalizado para uma luz ou como queiram denominar... quem sabe, um caminho?
Eu me renovo a cada novo momento, renascendo nova criatura.
VII - Caso Demiurgo
Não é repentino o fogo, nem por demasia o temporal.
Caso jactante o homem, dar-vos-eis glória aos Sandeus?
Far-vos-eis murito a mular o marado que farado a feitura fugidia?
Tal indispõe da peleja o anturguero alante, domador da razão e amante do caos?
Desfruto da calmaria que me trazes, mesmo que inconscientemente sejas o complemento perfeito para o meu caos.
"Se a gente não conseguir levar um sorriso, em meio a tantas lágrimas, então estamos deixando de fazer um bem".
Foi no meio da dança, que a música parou.
E havia uma dança acontecendo
No compasso de música agitada
Cada um em sua própria coreografia
Arriscando nos passos uma empreitada.
O salão perdia-se de vista
A maioria dançando em companhia
Seus pares eram eles mesmos
Envoltos na liberdade e alegria.
Em comum acordo de ritmo
A batida foi a de individuação
Embora a provocação ao olhar do outro
Fosse rotineira diversão.
Despertar esta atenção
Tornava a festa especial
Motivação coletiva garantida
Para a música nunca ter seu final.
Aqueles que tinham facilidade
Para criar passos interessantes
Ganharam respeito de admiradores
Que passaram a imitá-los em todos os instantes.
Os menos talentosos
Buscavam na dança dos outros inspiração
Faziam a releitura da coreografia
Com a singularidade da emoção.
Haviam também os oportunistas
E os invejosos,
Também os tímidos e os ricos
Os pobres e os ambiciosos.
Tinha de tudo um pouco
Um público bem diversificado
Comum mesmo era somente
Não olhar o outro, mas querer ser notado.
Foi assim nesse som envolvente
Que algo então aconteceu
A música abruptamente parou
O salão se emudeceu.
Salão, foi metáfora por mim usada
A música e a dança também
Nossa vida é coreografia arriscada
Dela quem está livre? Ninguém.
Como em filme de terror
Somos personagens deste roteiro real
Vítimas de um maldito vírus
Que nos levou a questionar:
Qual o novo normal?
Do silêncio que se estendeu
Por entre o rompimento da movimentação
O mundo agitado e caótico
Foi obrigado a parar, sem tempo para desaceleração.
E quando se freia bruscamente
A sorte está lançada
O impacto arremessa e puxa
Com uma força inesperada.
Quando o repente nos surpreende
Difícil é acreditar
Precisamos de tempo para compreensão
Nossa realidade só existe ao assimilar.
Esta doença abalou o super ego humano
Todos parecem agora perceber
Que não importa posição de privilégio
A morte não classifica o grau de poder
Como em um jogo mortal
Aleatória é a infecção
O sorteio da mesma é imprevisível
Resta os esforços de prevenção.
Trata-se agora do prêmio da vida
Quem tem mais chances de não perdê-la
Um por todos e todos por um
É o lema recente para contê-la.
Tic-tac do relógio
Não há mais tempo de diversão
A pandemia uniu o coletivo
Individualidade perdeu sua razão.
Enriquecer porquê?
Se não tem mais mercado
Roubar também para quê?
Se o dinheiro não poderá ser gastado.
Brigar com quêm?
Se raro são os quem vão responder
Roubar milhões... pobre estelionatário
Talvez antes disto, tua vida começou a escorrer.
Não é a economia,
Não é a educação
Muito menos o dinheiro
Tão pouco a civilização.
Nâo tem guerra quando o inimigo
É o próprio ar em movimento
Não tem política e não tem estado
Que posso revogar tal acontecimento.
Temos um recado
Em gritos e prantos a manifestar
A vida é rara mais que o ouro
Mais instável que um reator a funcionar.
A humildade é a mais singela forma
Do humano, perante a sua condição admitir
Deus, misericórdia! Interceda por nós!
No agora e no porvir!
Ao expandir a consciência, a partir de um ponto, perde-se o direito de invadir outras consciências; a partir de outro, o interesse. Depois, entende-se o porquê: é um universo que só você pode controlar o caos e desfrutar do resultado.
E isso acontece com quem se doa e com quem espera.... toda troca deve ser mútua para se manter o equilibro, sem equilibro o caos começa a tomar forma!
"Quando não damos importância a comida, a estrutura familiar, a fartura e sustentabilidade deixam de ser a união cultural. O caos de criar e recriar não pode se tornar o vício do cachimbo para a sua própria autodestruição. Astúcia não delimita a lógica".
Ouço vozes que cantam sobre a vida, danço uma coreografia caótica. Tenho infinitos olhos que percebem tudo, a cada tempo ganho nova ótica.
O que meus olhos vêem
Uma chuva de lama
O país inundado clama
Não arrasta o povo neste vaivém
Viver neste clima pesado
Com grito trancado na garganta
Confusão amarga que revolta
Um povo triste e sufocado
Quem me dera um dia acordar
Num país sem tanta Desorientação
Sem tanta desigualdade e corrupção
O equilíbrio redentor onde encontrar
Nis outros ou no próprio coração
Afinal, é um caos ou Desorientação
Zeni Maria
Cláudio cavalcanti
Parceria poética
Acredite
O céu e o inferno são dois caminhos, duas moradas, mas lembre-se quando ouvir em “ você chegou ao seu destino” quem te ensinou o mapa foi algo que está em seu consciente e dá-se o nome de livre arbítrio.
Re Pinheiro
Eu sou complicado, com sentimentos confusos e mente à mil, mas estou sempre tentando ser alguém lúcido diante de tanto caos. Eu estou sempre tentando ser alguém melhor para mim e por mim, porque, meu amigo, nunca foi fácil estar vestido de mim.
