Caos
APOCALIXO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Entulhos por todo lado;
só caos; poluição...
Humanos catam seus restos,
o mundo foi devorado
pelo lixo papão.
À BEIRA DO CAOS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
De repente um Brasil que perdeu toda brasa,
se desfez do sentido forjado em brasão;
ficou triste, carvão, do carvão se faz cinza,
feito casa que agora não abriga um lar...
Meu Brasil "pátria nada", mátria que sonega
sua essência, seu seio, seu aleitamento,
Já não rega o presente pra florir futuro
nem se abre no campo de nossa esperança...
Um país que aceitou se calar ante o nada,
onde o tudo é a farsa cruel do poder,
da mentira que agrada os que se valem dela...
Uma terra que aterra verdades vencidas,
põe as vidas mais frágeis pendentes no caos,
desmorona os conceitos de cidadania...
"A medida que eu caminhava pela gritaria e pelo caos, meus olhos lacrimejavam.
Eu não sabia se era o medo, desespero ou pela fumaça dos cadáveres carbonizados.
Uma multidão se aglomerava em volta de um louco qualquer que gritava: '-O fim esta próximo'.
Meu coração foi tomado de um arrependimento insdescritível, e então, naquele momento, o lacrimejar deu espaço ao choro.
Olhei à minha volta e um dos corpos, de olhos ainda abertos me fitava e paneas com o olhar, de mim ele debochará.
Como se dissesse, em meio à gargalhadas: ' -Você é um tolo.'
E então, uma vez mais, olhei à minha volta e percebi, que eu fora o tolo, o louco, o enganado.
O fim não estava próximo, o fim já estava ali, e nós... Nós não fomos salvos.
Não se ouviram as trombetas, não se ouvira o coral dos anjos; o que se ouviu foram apenas choros, lamúrias e a incessante gritaria.
Ora de desespero, ora de dor.
Antes da explosão, meu ultimo pensar: ' -Fui tolo, pecador, é certo, Ele nos abandonou.'..." - EDSON, Wikney - Fragmentos do Fim
A Verdadeira Conquista da Paz
Muitos querem a paz que conquistamos em meio ao caos, mas não querem nem saber o preço que pagamos pela construção do novo ser. Dizer que foi sorte é mais fácil para a consciência não cobrar os hábitos ruins que as mais variadas desculpas não deixam mudar. Quem realmente quer, arranja um jeito.
Sem batalhas, não há vitórias; sem esforço, não há recompensa! Descubra suas origens para se associar às bases ancestrais e viver nas raízes da essência, sem o peso das máscaras da aparência.
Felicidade é viver na prática a alegria que a maioria só vive na teoria. Quando descobrimos a verdade do bem viver, a vida fica cheia de graça e o Senhor é conosco!
Em meio ao caos e à agitação, No tumulto e na grandeza do trovão, Muitos buscam o poder celestial, Nas manifestações de um Deus colossal.
Porém, é na brisa suave e constante, Onde reside o poder mais impactante, Em poesia, o Divino se revela, Na quietude e harmonia, o encanto dela.
A brisa, com seu toque leve e sereno, Molda paisagens, transforma o terreno, Sussurra segredos antigos aos nossos ouvidos, Traz alívio, paz, em suspiros bem-vindos.
Acaricia a pele e inspira a alma, Revela a presença de Deus em sua calma, Em cada sopro de vida, a manifestação, Do poder divino em pura contemplação.
Deus está nos detalhes sutis, singelos, Nos momentos de reflexão, tão belos, Sua força na simplicidade se manifesta, Na essência da vida, que nos desperta.
Além das tempestades, ao sussurro ouvir, A beleza do poder divino a nos conduzir, Na serenidade da brisa, encontramos a fé, A magnificência de Deus, em sua forma mais pura.
Deus, uma Unidade Gerando Unidade
Em meio ao ritmo incessante da vida, onde o caos e a harmonia dançam lado a lado, existe um anseio profundo que repousa em cada coração humano. É um chamado sutil, um sussurro que ecoa além dos limites da compreensão comum. Esse chamado nos convida a elevar-nos acima da dualidade que permeia a criação, a enxergar além das sombras do bem e do mal, do dia e da noite, do prazer e da dor.
Ao atender a esse chamado, começamos uma jornada de autodescoberta, um caminho que nos leva a explorar as profundezas da alma e a perceber a centelha divina que reside dentro de nós. É um despertar gradual, um desabrochar de consciência que nos revela a unidade subjacente a todas as coisas. Cada experiência, cada encontro, torna-se um elo que nos aproxima dessa verdade universal.
O objetivo supremo do homem, então, não é meramente alcançar o sucesso material ou acumular conhecimento. É transcender as ilusões da dualidade e reconhecer a presença do Criador em cada aspecto da existência. É compreender que, na teia intricada da vida, somos todos fios interligados, parte de um grande todo que pulsa com a energia do amor e da sabedoria divina.
Na serenidade desse reconhecimento, encontramos a paz verdadeira, um estado de equilíbrio onde a mente, o coração e o espírito dançam em perfeita harmonia. E, nessa dança sagrada, percebemos que somos, todos nós, expressão do Criador, vivendo a grande aventura da criação em busca da unidade.
Quando a paz está dentro de você, nada pode abalar, as coisas podem até estarem um caos no lado de fora, mas você sente seus pés bem plantados no chão.
Felizes os que diante do caos tem fé e sabem onde procurar força, amparo e alívio para aguardar a tempestade passar.
A grande jogada politica é o caos, trabalhadores contra empresários, pobres contra ricos, liberais contra conservadores, religiosos contra não religiosos, não seja mais um peão nesse tabuleiro, ame o seu próximo.
Se o caos trouxer sabedoria para amar.
Posso me jogar.
A natureza é sábia no final.
Meus rancores podem soar egoístas.
Meus desafios podem me tornar otimista.
A me tirar do centro do umbigo.
A tremer o chão conformista.
Vem um dia após o outro.
Vem a chuva após a outra.
Logo o sol do jardim do amanhã.
Ilumina a paisagem.
A secar as lágrimas dos olhos.
Se o caos trouxer novidades.
Pra amolecer rochas resistentes.
Pra estremecer teimosos insistentes.
E trazer a sabedoria para amar.
Posso me jogar.
Os sabores da natureza
Se o caos trouxer sabedoria para amar
Posso me jogar no campo de café
Abençoado com as chuvas das lágrimas dos anjos
Orquestrado com o ruído dos bichos
O sol arde imenso como um coração suspenso
A decretar os dias de cor de leite
E as noites da cor do café
Feitos um para o outro
Como bons sonhos viciantes de cafeína
A regenerar da exaustão do cansaço
Se o caos trouxer sabedoria para amar
Posso me jogar nos jardins do amanhã
A natureza é sábia no final
Meus rancores podem soar egoístas
Meus desafios podem me tornar otimista
A me tirar do centro do umbigo
A tremer o chão e reciclar o céu
Vem uma safra após a outra
Vem um sonho após o outro
Vem um dia após o outro
Se a vida trouxer sabedoria pra apreciar
Vou me ajoelhar e ovacionar
Suas cores, seu caos
Sua beleza, sua grandeza
Sentir seus aromas
Agradecer a paisagem
E gozar do seu tempo
Os sabores da natureza
Não busco legitimação, busco complicação! Sou o caos, não me sinto atraído pelo conforto da normalidade!
Poesias jogadas ao vento, rostos revirados pelo ego.
Países em desafensa, mundo em caos, leis e princípios desorientados.
Mas por quê?
Por que o certo, dando certo, torna-se errado como uma criança
que corre desafreadamente pelos pais ao se distanciarem,
pelo medo do desconhecido.
Triste considerar, mas o “não” precisa surgir.
Triste reconsiderar, mas o “sim” precisa surgir.
Lamentável dizer que ouvidos tampados não fazem sumir os gritos —
as dores do esquecimento de um povo, de uma luta em comum.
O progresso...
Extermínio de valores que se perderam com aqueles que os fizeram surgir.
Não precisa de palavras — precisa de ações.
Precisa destampar ouvidos,
para que as mãos possam ajudar quem precisa levantar.
A criança que corre desfreadamente
não consegue acompanhar aqueles que, em direção contrária, se vão.
Mas nutre, a cada passo,
a coragem que não sonhava ter.
Assim é possível que países em desafensa façam o impossível acontecer —
como a poesia que dá luz ao impensável.
Basta soltar os óculos escuros
e ajudar tudo que venha ao seu caminho.
