Caminho
O caminho se torna mais leve quando aprendemos a escolher com sabedoria as nossas batalhas, compreendendo que nem todo desafio merece nosso desgaste. Algumas coisas, na verdade, exigem apenas o silêncio, uma forma de vitória elegante e superior que protege a nossa energia. Já fomos iludidos por promessas vazias, mas hoje a crença reside nas atitudes concretas, pois a verdade sempre assume forma e quem realmente quer, age, o resto é ruído que não merece atenção. A vida nos ensinou a desconfiar das facilidades, sabendo que o que vem rápido se esvai na mesma velocidade, e que a verdadeira permanência exige esforço e construção. Mesmo nos dias em que caminhamos sentindo que estamos sem um destino aparente, o propósito e a guia de Deus permanecem firmes e silenciosos, bastando a certeza de que nunca caminharemos sós. É crucial entender que, embora nem todos mereçam uma segunda chance da nossa parte, nós sempre merecemos recomeçar, sendo o nosso próprio ponto de partida, o nosso destino e a única bússola a seguir em frente.
A dor não é um erro do caminho, mas o martelo da providência que molda a alma para o propósito eterno, ensinando a verdadeira sabedoria que não se compra com ouro, o sofrimento de hoje é a escola que capacita o líder de amanhã, e o coração quebrantado é o único altar onde o Divino aceita a oferta de louvor, transformando a cinza em coroa de glória.
Não se compare. O seu percurso é único e a sua linha de chegada também será, o caminho do outro é apenas distração no seu mapa.
Resiliência é a arte dura de voltar ao desafio, vendo o que foi totalmente perdido no caminho. Mas note que a volta é sempre para um novo lugar dentro de você, pois a alma que resiste nunca volta a ser como era no começo.
A alma tem caminhos que nenhum mapa traduz. Ela se curva, se esconde, se revela apenas a quem tem coragem de vê-la sem filtros. E quando finalmente se mostra, não apresenta beleza, apresenta verdade. E a verdade, essa sim, cura e fere ao mesmo tempo.
Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.
A esperança é um mapa rabiscado com lágrimas e mãos calejadas, apontando caminhos que poucos ousaram pisar.
Perdido entre o silêncio dos ossos secos e o eco de almas vazias, busco no norte o caminho do vento para, enfim, ter o ímpeto de navegar contra a correnteza que tenta me levar de mim mesmo.
No fim, sobrará apenas esse amontoado de letras que eu deixei espalhadas pelo caminho, como migalhas de pão que não serviram para eu voltar para casa, mas que talvez alimentem a alma de algum outro pássaro ferido que passar por aqui. Se a minha dor serviu de consolo para a sua, então valeu a pena cada gota de tinta.
- Tiago Scheimann
Eu não sei se busco sentido ou apenas evito o vazio, porque, no fundo, os dois caminhos se confundem como sombras no mesmo corredor escuro, e talvez toda busca seja apenas uma tentativa elegante de não encarar o abismo de frente, um desvio consciente para não admitir que o nada também me observa.
- Tiago Scheimann
A fé não é uma luz constante que ilumina o caminho, mas uma chama frágil que você protege com as mãos enquanto o mundo inteiro sopra contra você.
Há dias em que caminho como quem atravessa um inverno sem fim. Dentro de mim, tudo parece frio, pesado, quase irreconhecível. Cada passo é menos coragem do que insistência em não cair. E sigo, não porque a dor diminuiu,
mas porque me recuso a deixar que ela escreva o fim da minha história.
Sempre estarei aspergindo a minha essência perfumada no teu caminho, Sou feminina, apaixonada e feita só de carinho.
Buscando pelo amor que virá
ao caminhar nesta travessia
como fogo, paixão e ventania,
abro caminhos e traço rotas,
porque não sei quem o amor
de fato primeiro encontrará.
Renascendo com as auroras,
meus discretos motins estão
se espalhando como sementes,
e como versos nômades não
descansaram com os poentes,
eles já estão por todo o lugar.
Aceitando os sinais do destino,
certa como a Lua romântica
em noite de céu estrelado,
me encontro como música
inabalável no coração do povo
que jamais hão de me apagar.
Devolvendo o amanhecer
no teu insigne e gentil peito
estão todos os meus sinais,
e todas as minhas estações
porque o amor sem nunca
ter te visto arou as emoções.
Busco artifícios em
nome de um caminho
que me ensine a lidar
com a relação ruim
que tenho com o silêncio,
Vencer tal impedimento
é o quê mais desejo
para me reinventar...
... se ir em busca
disso é algum defeito,
Continuarei sendo
este ser imperfeito
porque não sei viver
sem me importar;
é por isso que nunca
vou conseguir de ti
calar e nem me ausentar.
Dos meus desertos
sou e serei sempre
persistente peregrina
em busca de refúgio,
Não quero o final
de Romeu e Julieta
em versão médio oriental,
por crer que não há para
nós um fim que faça
dois infelizes, afinal.
Nós temos o direito
de quebrar com qualquer
maldição que nos impeça
a felicidade de viver
e de amar sem receio
do que possa vir acontecer;
... nem você vai tolher
mais o mútuo querer,
Do meu pequeno
lugar amoroso
pela Lua de Morango
beijado como
um doce repousado
no tabuleiro cobiçado
do Trópico de Câncer...
... neste Médio Vale
rumo ao Monte Ararate,
Decodificando todos
os possíveis sinais
que façam te entender,
quando te vi pela primeira vez,
resolvi de jeito nenhum perder
o quê todos sabem que nunca
de nós dois haverá escapatória.
Das mãos de Allah saíram
as constelações árabes
para mostrar o caminho
que me leve pelo deserto
do destino da Humanidade,
além das mil e uma noites
narradas por Sherazade.
Onde muitos tratam o amor
como um desconhecido,
tenho feito ele reconhecido
sob nossos poéticos feitos
e luzes de Leyla e Mecnun.
A inspiração leva a pluma
onde ela permite deslizar
e redigir uma nova história
que me faça te encontrar
entre o Oriente e o Ocidente.
Onde se revela sobre a duna
e a conjunção planetária
com a Lua refletida no oásis,
em mim mora o silêncio,
a oração e o mistério
que já nos faz mais unidos
e imparáveis do que nunca.
A coragem leva os passos
por onde nunca imaginei,
faz perder inteiro o medo
crescente da tempestade,
e ser rendição de verdade.
O Livro das Estrelas Fixas
orientará todos os dias
como iremos nos amar
na terra, na água ou no ar,
os quatro sentidos nos pede
Astronomia e toda a magia.
Você começa a perceber que a leitura é um caminho sem volta, quando mal desvia os olhos de um texto e se vê lendo e interpretando pessoas.
Quando, sem notar, ela começa a moldar a forma como você enxerga o mundo.
No início, os livros parecem apenas histórias, informações, curiosidades.
Mas, com o tempo, algo muda: cada página lida amplia sua lente interna.
Você já não se contenta em apenas decifrar palavras — passa a querer decifrar gestos, silêncios, intenções…
Aquilo que antes parecia simples ganha camadas, nuances, contextos.
Ler é, aos poucos, aprender a interpretar o humano.
É perceber que as pessoas, assim como os livros, carregam prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Que as entrelinhas não estão apenas nos textos, mas nas conversas, nos olhares, nos desvios de assunto…
Os que cultivam o hábito da leitura acabam desenvolvendo um tipo raro de sensibilidade: não conseguem mais caminhar pelo mundo sem tentar enxergar as histórias escritas em cada rosto, enredos escondidos em cada atitude…
Por isso, a leitura não transforma apenas o leitor; transforma também a forma como ele se relaciona com tudo e todos.
E, depois disso, não há retorno.
Porque, uma vez que aprendemos a ler as páginas da vida, descobrimos que elas nunca acabam.
Aprendemos que cada indivíduo é uma obra aberta, cheia de prefácios ocultos e capítulos inacabados.
Os caminhos do coração são estreitos,se não percorre-los direito tropeços podem surgir, e feridas podem se abrir.
