Caminho
O meu Cerrado!
Não tinha concreto,
não tinha aço,
era só caminho,
era só espaço.
Corria livre
pelo cerrado,
buscando o céu,
o sonho alado.
Não tinha o aço,
não tinha a grade,
só céu infinito,
só liberdade.
Tudo era lindo,
era encantado,
o mundo inteiro
me foi dado.
Corria feliz,
sem ter direção,
seguia a trilha
do coração.
Não tinha preço,
não precisava,
porque a vida
era de graça.
Não é preciso saber o caminho,
nem onde vai chegar.
Basta sentir —
é a sua fé que te guia.
Não adianta se prender à razão,
porque os maiores milagres
não são explicados pela
ciência.
Ataraxia
O caminho mais curto, na busca da felicidade está na filosofia. Essa nos permite, a conhecer a si mesmo e compreender que a felicidade não é atemporal. Ela nos auxilia na interação com o tempo. A felicidade é fragmentada, existem momentos felizes e infelizes. Logo digo; Tudo passa. É justo reconhecer a importância do passado, vislumbrar o futuro, mas viva o presente . Não se preocupe com aquilo que você não possa mudar !
Nos corredores invisíveis do tempo, há portas que nunca abrimos, caminhos que se perderam na poeira das decisões.
Cada escolha é um fio, tecendo destinos possíveis, bordando silêncios e futuros não vividos.
E penso: quem seria eu, se tivesse seguido outra estrela, se tivesse dançado em outra música, se tivesse ousado dizer “sim” quando o medo me ensinou o “não”?
Há um universo onde sou viajante, outro onde sou poeta, outro ainda onde sou apenas sombra do que poderia ter sido.
Mas todos esses eus coexistem, como constelações em um céu secreto, lembrando-me que a vida é feita não só do que escolhi, mas também do que deixei escapar.
E nesse espelho de possibilidades, descubro que o verdadeiro milagre não está em viver todos os mundos, mas em acolher o que sou, sabendo que dentro de mim habitam infinitas versões de mim mesmo.
O riacho percorre um caminho linear, colidindo nas rochas.
Um campo florido por lavandas.
Um aroma floral e levemente méleo.
Bolhas refletindo o fulgor que o sol está irradiando.
Um som mavioso e aninho.
O céu limpo, azul-celeste.
"Sim, a coragem constrói o caminho mas, é a audácia em fazer o bem quando ninguém espera que transforma passos comuns em destinos extraordinários."
A vida é um caminho sem fim, e em sua jornada, muitas vezes nos perdemos. Somos como viajantes, assumindo papéis diferentes ao longo do tempo, em corpos distintos. Nossos maiores erros são cometidos movidos pelo medo. Tememos perder a juventude, o poder, os bens materiais e até os afetos. Lutamos contra impérios e nações poderosas, buscando nos preparar, dia após dia, para sermos vitoriosos em todas as batalhas da vida.
Mas, mesmo quando conquistamos todas as vitórias, muitas vezes nos perdemos de nós mesmos. O verdadeiro julgamento ocorre quando, ao deixarmos este mundo, nos deparamos com nosso reflexo no espelho da consciência. Ali, somos o réu, o juiz, o promotor e o executor de nossa própria sentença.
Quando nos desprendemos do corpo material, podemos finalmente ver a verdadeira beleza de nossa alma, sem adornos ou máscaras, apenas a luz pura que nos coroa. Nenhum tesouro do mundo pode se comparar a isso. Nem riquezas infinitas, nem terras vastas, nem palácios magníficos, nem prazeres passageiros.
Ao partirmos deste plano, nos tornamos iguais. O verdadeiro poder não se mede em riquezas ou status, mas na consciência com a qual vivemos. Um poder silencioso, que não busca dominar, mas que brilha sem ofuscar, mais radiante que todas as moedas de ouro que podemos acumular. Precisamos urgentemente abandonar as disputas por um poder falso.
Devemos começar com nossas casas, trazendo paz para nossos lares e dando liberdade genuína aos nossos jovens, que são mais preparados do que imaginamos. As guerras começam dentro de nós, nos lares, nas escolas, nos templos. Quando as guerras externas se manifestam, muitas vezes achamos que não temos nenhuma parte nelas, mas devemos entender que elas são o reflexo dos conflitos dentro de nossa própria mente.
Nosso poder bélico interno é grande: somos capazes de ferir alguém com nossa intolerância, indiferença, ódio disfarçado e palavras cruéis. Buscamos território quando insistimos em estar sempre certos, quando humilhamos o outro para nos sentirmos vitoriosos.
Beleza, juventude, riqueza, carisma, poder… Quem pode ter tudo isso ao mesmo tempo em uma única vida? Podemos nos embriagar com essa mistura e nos identificar com o personagem que criamos. Mas, ao deixar tudo isso para trás, chegamos à verdadeira fonte de poder, à qual nos curvamos com reverência, assim como nossos súditos fizeram um dia. Nesse momento, nos tornamos servidores da luz, como todo bom líder deveria ser.
A vida é assim: um dia somos homenageados, no outro homenageamos aqueles que nos abriram os caminhos para que pudéssemos estar aqui hoje, compartilhando essa mensagem com todos que têm sede de conhecimento e que marcham com coragem na jornada da evolução do ser.
Canalização - Clp
Louvarei ao criador com Amor
Ricky Henry
.
Quem traÇou o caminho, dos espinhos
Se feriu...
Quem deixou a rosa ir embora...
Sem a essência ficou...
A dor no peito esfolou...
Um coração cheio de amor...
.
O jeito é louvar pra espantar a dor e a solidão.
Quem ama Deus é como um jardineiro..
Que da a vida pra salvar uma flor...
Regar e cultiva o botão que não desabrochou...
.
Com Amor, de amor é de amor...
Ao Criador,
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, de amor é de amor...
Amanheceu mais um dia e pra quem não louvou, e não regou sua flor...
Então as pétalas murcharam eo vento levou...
.
Esqueceu não cultivou
Deixou no calor, sem água desfalecendo a flor...
É assim hoje em dia quem não cultua e não busca o Criador...
.
Vamos louvar com devoção ao nosso Senhor...
.
De pé podem aplaudir...
Por que Jesus já está aqui! ...
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, com amor com amor...
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
vi meu caminho desaparecer
em uma floresta emaranhada, entre muros de arbustos densos e na terra sangrando
meus pés estavam cravados, criaram raízes
e por um momento pude ouvir
as folhas ensinando sua canção
e quis me erguer alto
florescer com elas
conheci as gotas de chuva
que se acumulavam em mim, caíam sob mim
e o vento, frio e desesperado,
me congelou, pesou sobre mim
e por um momento pude tocar
o fim da dor cinzenta
e quis me erguer alto
ver a luz
dizem que o céu é azul acima de nós
cheio de luzes
talvez um dia eu também consiga ver
ver...
e caí à terra, em silêncio
fechei os olhos, selei meu coração
e senti como eu estava me despedaçando
por todas as minhas dores, por toda a minha solidão
e por um momento pude fugir
como uma pena na asa de um pássaro
e fui capaz de me erguer alto
ver a luz
"Entre insistir e soltar"
Insisti no silêncio, gritei sem ouvir,
me perdi no caminho tentando seguir.
Fui presença constante, mesmo na ausência,
mas virei só lembrança, sem mais importância.
Corri contra o tempo, lutei sem vitória,
doei minha vida, apaguei minha história.
Hoje eu paro as mãos, largo esse chão,
não sou migalha, sou coração.
Se ela não sente, não posso insistir,
é hora de soltar pra poder me vestir
da força que resta, da fé que é minha,
pois quem não me quer, me ensina a saída.
Cada Olhar
Cada olhar é um livro aberto,
um segredo guardado, um caminho incerto.
É ponte invisível, recado no ar,
que fala sem voz, só sabe quem sabe escutar. Há olhares que queimam, faísca de fogo, outros acalmam, repouso, um afago no logo. Uns atravessam como flecha certeira, outros são brisa que dança à beira.
O olhar que desvia carrega mistério,
talvez seja medo, talvez seja sério.
E aquele que insiste, sem nunca fugir,
fala mais do que bocas ousam admitir.
“La Vereda” soa como um convite a andar fora da estrada principal.
A vereda é o caminho íntimo, o desvio onde o vento cochicha e as árvores sabem teu nome.
É o espaço entre o destino e o acaso, entre o sol que queima e a sombra que alivia.
Você é importante demais pra se quebrar tentando reviver o caminho de outra pessoa.
A tua história não acaba na trilha dela.
Caminho com o medo grudado no peito,
mas sigo.
Ele ameaça,
eu piso.
O medo me puxa pela manga,
o futuro me chama pelo nome.
Eu vou.
Tremem as pernas,
não a decisão.
Não é força.
É insistência.
Se paro, afundo.
Se ando, sangro menos.
Aprendi a andar
sem prometer vitória,
só continuidade
