Calmo
Vi, de longe, o mar calmo, pensei: Por que não dar um mergulho? Decisão extremamente errada. Mas agora já é tarde. Afoguei-me. Afoguei-me num mar de amor.
pra nossa felicidade
hoje o dia está assim
calmo
tranquilo
sereno
chuvoso
perfeito
em paz
só Deus mesmo
pra nos proporcionar
tamanha alegria
gratidão!!!
Admirar
Quem por outrora não lhe admirou
Talvez tenderá em te admirar
Fique calmo jovem rapaz
Essa moça ainda vai te admirar
Tudo é estranho quando não sabemos
Não sabemos lidar com a necessidade
Admiração é afeição que no apreço da contemplação e simpatia permite o humano sentir todo amor do próximo.
Encha sua mente de pensamentos bons
Faça deste dia um vivenciar amavel
Seja bom, coerente, calmo e acima de tudo honesto.
Resolva suas tarefas sem reclamar, sem brigar e quelas que não conseguir peça ajuda.
Procure transmitir paz aos que de ti se aproximar.
Se se sentir em aflição, ore, ore a Deus e ele virá em seu socorro.
Bom dia!
Andar com Jesus não é a garantia de mar calmo, mas é a certeza de que na tempestade Ele estará com você.
E aquele abraço um dia te dei
Foi como nos sonhos em que sonhei
Leve, calmo
Não foi tão demorado assim como imaginei
Mas ainda sinto ele em mim...
Intenso, verdadeiro
E eu sei que no fim
A gente vai lembrar daquele abraço
A vida toda, o tempo inteiro
OLHAR P'RA VIDA
Num tom mais calmo que o normal
quis entender, palavra que tentei...
mas, o silêncio falou mais alto!
Desilusão
Onde está o nosso mundo? Era tão calmo, tão nosso, era tudo!
De planícies verdes como teus olhos e macias como tua pele pálida
Lembro-me que foi da fusão de almas apátridas
Que criou-se esse “mundo” roxeado revestido em veludo!
Continentes de afeto e oceanos de afinidade a transbordar
Construía-se a Fortaleza que parecia intransponível!
Em nosso castelo de arquitetura gótica sentia-me invencível
E completo com nosso sombrio gosto a combinar!
Nossos nomes sussurrados pelo vento em noites de tom lilás
Embalados por canções, planos e pensamentos mútuos!
Dias pareciam segundos…
E violetas exalavam o teu perfume pelo ar
Quantas vezes sorri para teu choro cessar?
Nos protegíamos e éramos tão fortes!
Atrozes realidades... Superamos tudo! Leais até a morte?
Era o que eu creia enquanto via teu nome em meu braço a sangrar!
Ó meu amor, como pudeste cravar esse punhal em minha costas?
Nessa alma tão frágil que a ti servia como escrava!
Destruíste tudo! Há tempos já não durmo!
Por medo de afogar-me em minhas lágrimas!
Da poeira que restou ao veneno que agora me consome!
Sou um lânguido ser em um mundo esvaído
Asas quebradas… Um anjo caído!
Que procura escapar do desejo da morte!
Hoje minha alma vaga perdida… Buscando ajuda! Perdida em desalento!
Minha lástima é tua! Sou um rio de magoas fluindo para um mar de sofrimento!
Calmo,
passa o vento, entre árvores e casas
Cantando em silêncio, a canção de uma só melodia
Tão leve e tão lento, que nem parece vento
Trás inspiração, deixando poesia
Calmo,
passa o vento, levando um sorriso que quase existiu
Mas não se completou naquele dia
Calmo,
passa o vento, secando a última lagrima, que daquele olhar triste caiu
O homem calmo, que expressava suas ideias com serenidade, tornou-se um cão raivoso, que mordia as barbas do vento. Isso aconteceu em um momento de implosão, em que lavou seu rosto no lago da iniquidade. Tudo era tarde demais para amanhecer.
Quando a linguagem falta, os homens se comunicam com o olhar denso demais para não ser reconhecido. E todos os gestos comunicavam brandura ou irritação. Há sempre uma forma de dizer o que escapa da alma, como repartir o pão na hora da fome.
O amor atinge um limiar em que já não é possível voltar atrás. Quando se excede, o amor se desmancha como uma avalanche que não pode mais conter a terra em seu estado de deslizar para além de si mesmo.
Tudo o que é demais se excede, como um galho turvo pelo peso dos frutos. Tudo o que é demais falta, como um tempo gélido que queima a ponta dos significados abstratos e abissais. O equilíbrio é o ponto dos extremos. É o zero absoluto.
Uma alma recém nascida se espanta com o pensamento, tão novo quanto original. Pensa o que é natural, se faz frio, se faz calor, se a vida é um lugar agradável de se viver. Enquanto isso recolhe-se no ninho da alma e apenas absorve o absurdo.
Uma casa feita de memórias certamente seria um palacete, com grandes quadros na parede remetendo a lembranças fortes como o sol do meio-dia. Em um trono real se sentaria e pensaria: “Eis que existo”.
O amor que não pode existir é como um abacate nascido de um pé de manga. Tudo é estranheza inadmissível. O amor como resistência do que não pode ser. Seus filhos nasceriam do caos e existiriam mesmo em meio à inexistência.
Ele fazia mil planos, construiria mil projetos. Edificaria um reino e faria plantar árvores novas, mas suas mãos gélidas provavam que o seu corpo já não vivia e o vazio se fazia como única existência possível. A morte em vida, ou a vida em morte, povoada de realizações sonhadas.
Ele pensava e para cada pensamento corria uma gota de sangue de sua cabeça, parecia calor, mas era sangue e o esvair da vida. No entanto, permaneceria vivo, haja vista que os pensamentos eram infinitos e o sangue simbolizava que eles estavam vivos.
Ele nasceu com a missão de carregar o silêncio do mundo, mas não imaginava que seria tão leve, já que as bocas frenéticas não paravam de dizer palavras e, como na torre de Babel, ninguém se entendia. O mundo estava habitado de ruídos, da linguagem que traduzia o incomunicável desespero das almas que não se entendem.
“A vida é um rio: às vezes calmo, às vezes turbulento, mas sempre seguindo seu curso. Cabe aprendermos a navegar e apreciarmos a paisagem ao longo do caminho.”
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