Calar a Boca
Cale quando o ímpeto colocar palavras ligeiras em sua boca. Mas fácil é calar do que desfazer a ofensa.
Um segredo nunca será tão bem guardado em seu próprio interior... Pois se a boca se cala pelo silêncio, os olhos gritam pela loucura da vida;
Não existiria sonho se o desejo mais oculto se revelasse ao seu silêncio de uma boca calada;
Perdido procurando o meu achar sem a companhia do teu bem que tanto me acalenta;
Cansado de tentar mostrar as minhas sensações busco as suas tentações que me desatina;
Poderia ter sido melhor se tivesse calado a minha boca com um beijo. Poderia ter sido melhor se me entendesse um pouco, poderia ter sido melhor se algum dia você conseguir me enaltecer de alguma forma. Poderia ter sido melhor se um dia você deixasse sua tristeza de lado e descobrisse a minha.
ME BEIJA
Chega de brigar chega de falar
Você não tem certeza
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija
Saio do serviço
Vou tomar uma gelada
Eu gosto de beber
Quem não gosta é minha amada
Derepente o telefone toca
É o meu bem na linha
Ela pergunta onde estou
Se estou com outra galinha
Quando chego em casa
A mulher vem brigar
Eu vi achando graça
E calado vou ficar
Chega de brigar chega de falar
Você não tem certeza
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija. Me beija.
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija. Me beija
Poeta Antonio Luís
20/06/2015
O que os pés dizem
Os pés falam quando a boca se cala.
Depois do êxtase, descansam sem culpa,
despreocupados como gato ao sol,
um sobre o outro, cruzados,
ou largados ao acaso—
o prazer não pede alinhamento.
Há quem estique os dedos,
como quem espreguiça o pensamento.
Outros os deixam pender de lado,
desarmados, esquecidos do chão.
A posição dos pés é confissão sem palavras:
se recolhidos, um restinho de pudor,
se soltos, um abandono feliz,
se entrelaçados, um desejo de demora.
No fim, não são os olhos que dizem tudo.
São os pés, descalços,
rendidos ao próprio silêncio.
Tentei calar a minha boca, a qual me disse,
Cala-te alma imunda e perecível tanto.
Sim, faz mesmo só e sempre isso!
Então me calei e isso realizei, portanto.
Mas dentro de mim as entranhas se revolveram,
e dando um grande clamor, calado, não fiquei,
e um novo cântico, de fresco eu entoei.
E dos poemas minhas musas não se calaram.
Ainda com mais força eu tanto gritei,
sou poeta de cânticos do além,
Isso eu já há muito que o sei!
Portanto não mais me calarei,
mas com a força que meu ser tem,
do bem eu muito e ainda falarei!
Calaste-me a boca
a mesma que um dia te beijou
fechaste-me os olhos
os mesmos que um dia por ti me encantou
transformaste tudo em dor
e foste deixando apenas pedaços
do que um dia fora um grande amor...
A inteligência às vezes pede boca calada
mas nem sempre
quando a banda dos ignorantes toca
ser meio surdo, preserva...
mas quando a guerra se fizer necessária
aos covardes apenas será dado o direito de fugirem
como sempre fizeram...
Se o seu comentário não vai contribuir com algo, é melhor calar a sua boca e se ater a sua insignificância de momento.
Boca calada e ouvido fechado, às vezes, são os maiores sinais de sabedoria.
Nem toda verdade precisa ser gritada, nem toda injustiça precisa de palco.
Ser justo não é provar o tempo inteiro que se está certo
é agir com consciência limpa, mesmo quando ninguém aplaude.
Em um mundo de julgamentos apressados e vozes altas demais,
quem silencia carrega a paz.
Quem ouve com calma, entende mais do que quem grita.
E quem escolhe a justiça, mesmo quando é mais fácil se vingar,
mostra que a força verdadeira não está na resposta,
mas no equilíbrio de quem sabe o valor da própria paz.
Na real by Evans
Já errei, briguei, lutei e o mais eficaz foi quando aprendi a calar a boca dos outros sem precisar abrir a minha!
Em cada ânsia por respostas, a busca de novas perguntas que norteiam a boca calada. Em cada silêncio recluso, a vontade desenfreada de entrelaçar as mãos em seus cabelos e tornar-me escravo das correntes que me prendem sem pensar.
