Calar
O corpo não fala, grita. Ele grita e pede socorro quando a sua mente pensa mas sua boca ignora. Sua garganta embarga mas sua perna não para, ela balança. Sua boca cala, mas seu cabelo não aceita e resolve te deixar aos poucos. Sua boca cala, mas seus olhos tremem a contragosto. Sua boca cala, mas seu estomago se revolta com sua passividade e põe tudo para fora. A boca cala, mas nada em você se cala junto.
É muito melhor ficar calado ante uma fervorosa discussão, principalmente quando o assunto for polêmico e os interlocutores contrários às nossas convicções. Normalmente o tempo demonstra quem tem razão.
O estágio mais elevado da sabedoria de uma pessoa não se dá com X ou Y anos, se dá quando independente da idade que tenha, ela aprende a calar-se.
Não quero nada além da paz, que nasce em meus dias, permanece adentro as minhas noites e lá fica. Não importa quão barulho o mundo produz. Cultivo a minha paz interior e lá sigo comigo, fazendo os meus silêncios, falando no calar de mim, numa voz que me ecoa vida.
O "vício" das pessoas tolas: — Falar sobre o que desconhece, fingir Amar o que não ama, e, não calar-se quando lhe é dado a oportunidade.
No esbarrão entre a Beleza da Oratória e a Sabedoria do Silêncio, quem mais se destaca é a Perícia da Escuta.
Só lamento todas as vezes que fiquei calada vendo destroços
A cada verso uma lembrança que me machucou, mas me fez mais forte
Eu acredito na minha sorte, eu vejo histórias que doem na alma
Mas não sei nada do que sentiram e por isso canto pra ecoá-las
Mais uma vez, assegurei-o de que eu era um homem livre, e insisti para que ele me livrasse daquelas correntes imediatamente. Ele tentou calar-me, como se temesse que minha voz pudesse ser entreouvida.
O vento não me derrubou, o medo não me parou
A guerra me feriu, mas a experiência ficou
Eu não me calei e não vou me calar
Enquanto houver fôlego, vou adorar
Ela sempre diz: Não quero saber qual diploma vocês tem e nem o que são, aqui quem manda sou eu e quando eu mandar calar a boca, calem-se! Sabe quem ela é?
Em momentos de mágoa e desencanto me calo, pois nessas horas minhas palavras podem tornar-se afiadíssimo punhal.
Calada permanecia, ocultada em si mesma. Já não era ela, nem outro. Só era algo que não sabia dizer o quê.
