Calar
O "vício" das pessoas tolas: — Falar sobre o que desconhece, fingir Amar o que não ama, e, não calar-se quando lhe é dado a oportunidade.
Já vi pessoas pagarem caro pelo que dizem, mas jamais pelo que calam. O preço do silêncio é sempre menor.
Você pode até silenciar a minha boca, mas os olhos continuarão dizendo tudo que a sua repressão calou.
Nem toda busca é encontro.
Nem todo encontro é ficar.
Nem toda fala diz algo.
Nem todo silêncio faz calar.
Nem toda ausência é partida.
Nem toda chegada é estar.
E, se todo amor é divino,
Divino mesmo é amar...
(E ser igual amado.)
- Já gritei minhas verdades ao mundo, mas hoje percebo que há mais sabedoria no silêncio. Enfim descobri, silenciar também é dizer!
ANTES
De tanto viver a vida
morreu aos quinze anos de idade
de tristeza!
E agora
não pode chorar
sorrir
ou
se calar.
Onde calam todas as coisas
Calam as rochas
aos pés da montanha.
Cala-se a morte
diante da vida.
Calam-se o sol
diante da lua
e a lua
diante do mar.
O mar cala-se
nos braços do horizonte.
E o homem nos braços da mulher
tende a se calar.
Cala-se a fome
com um pedaço de pão
e a sede
com uma taça de vinho.
A alma cala no corpo
que por sua vez,
cala na terra
a sete palmos abaixo do chão,
sob um pé de manga rosa.
O corpo não fala, grita. Ele grita e pede socorro quando a sua mente pensa mas sua boca ignora. Sua garganta embarga mas sua perna não para, ela balança. Sua boca cala, mas seu cabelo não aceita e resolve te deixar aos poucos. Sua boca cala, mas seus olhos tremem a contragosto. Sua boca cala, mas seu estomago se revolta com sua passividade e põe tudo para fora. A boca cala, mas nada em você se cala junto.
É muito melhor ficar calado ante uma fervorosa discussão, principalmente quando o assunto for polêmico e os interlocutores contrários às nossas convicções. Normalmente o tempo demonstra quem tem razão.
O estágio mais elevado da sabedoria de uma pessoa não se dá com X ou Y anos, se dá quando independente da idade que tenha, ela aprende a calar-se.
Não quero nada além da paz, que nasce em meus dias, permanece adentro as minhas noites e lá fica. Não importa quão barulho o mundo produz. Cultivo a minha paz interior e lá sigo comigo, fazendo os meus silêncios, falando no calar de mim, numa voz que me ecoa vida.
No esbarrão entre a Beleza da Oratória e a Sabedoria do Silêncio, quem mais se destaca é a Perícia da Escuta.
Só lamento todas as vezes que fiquei calada vendo destroços
A cada verso uma lembrança que me machucou, mas me fez mais forte
Eu acredito na minha sorte, eu vejo histórias que doem na alma
Mas não sei nada do que sentiram e por isso canto pra ecoá-las
